quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Catequese de Bento XVI sobre Santa Brígida da Suécia


Queridos irmãos e irmãs,
na fervorosa vigília do Grande Jubileu do Ano 2000, o Venerável Servo de Deus João Paulo II proclamou Santa Brígida da Suécia copadroeira de toda a Europa. Nesta manhã, desejo apresentar a figura, a mensagem, e as razões pelas quais essa santa mulher tem muito a ensinar – ainda hoje – à Igreja e ao mundo.

Conhecemos bem os acontecimentos da vida de Santa Brígida, porque os seus pais espirituais redigiram a sua biografia para promover o processo de canonização logo após sua morte, ocorrida em 1373. Brígida nasceu setenta anos antes, em 1303, em Finster, na Suécia, uma nação do Norte europeu que, já fazia três séculos, havia acolhido a fé cristã com o mesmo entusiasmo com que a santa a tinha recebido de seus pais, pessoas muito piedosas, pertencentes a nobres famílias próximas à Casa real.
Podemos distinguir dois períodos na vida desta santa.

O primeiro é caracterizado pela sua condição de mulher alegremente casada. O marido chamava-se Ulf e era governador de um importante distrito do reino da Suécia. O matrimônio durou 28 anos, até a morte de Ulf. Nasceram oito filhos, dos quais a segunda, Karin (Catarina), é venerada como santa. Isso é um sinal eloquente do compromisso educativo de Brígida em relação a seus próprios filhos. Além disso, a sua sabedoria pedagógica foi apreciada a tal ponto que o rei da Suécia, Magnus, chamou-a à corte durante um certo período, com a missão de introduzir a sua jovem esposa, Bianca de Namur, na cultura sueca.

Brígida, espiritualmente conduzida por um douto religioso que a iniciou no estudo das escrituras, exerceu uma influência muito positiva sobre a sua família que, graças à sua presença, tornou-se uma verdadeira "igreja doméstica". Juntamente com o marido, adotou a Regra dos Terciários franciscanos. Praticava com generosidade obras de caridade em favor dos indigentes; fundou também um hospital. Próximo à sua esposa, Ulf aprendeu a melhorar o seu caráter e a progredir na vida cristã. Ao retornar de uma longa peregrinação a Santiago de Compostela, feita em 1341 juntamente com outros membros da família, os esposos amadureceram o projeto de viver em continência; mas, pouco tempo depois, na paz de um mosteiro ao qual havia se retirado, Ulf concluiu a sua vida terrena.

Esse primeiro período da vida de Brígida ajuda-nos a apreciar aquela que hoje podemos definir como uma autêntica "espiritualidade conjugal": unidos, os esposos cristãos podem percorrer um caminho de santidade, sustentados pela graça do Sacramento do Matrimônio. Não poucas vezes, exatamente como aconteceu na vida de Santa Brígida e Ulf, é a mulher que, com a sua sensibilidade religiosa, com a delicadeza e a doçura pode fazer o marido percorrer um caminho de fé. Penso com reconhecimento em tantas mulheres que, dia após dia, ainda hoje iluminam as próprias famílias com o seu testemunho de vida cristã. Possa o Espírito do Senhor suscitar também hoje a santidade dos esposos cristãos, para mostrar ao mundo a beleza do matrimônio vivido segundo os valores do Evangelho: o amor, a ternura, o auxílio recíproco, a fecundidade na geração e na educação dos filhos, a abertura e a solidariedade com relação ao mundo, a participação na vida da Igreja.

Quando Brígida torna-se viúva, inicia-se o segundo período da sua vida
. Renunciou a outras núpcias para aprofundar a união com o Senhor através da oração, penitência e obras de caridade. Também as viúvas cristãs, portanto, podem encontrar nessa santa um modelo a seguir. Com efeito, Brígida, com a morte do marido, após ter distribuído os seus bens aos pobres, mesmo sem ter feito a consagração religiosa, estabeleceu-se junto ao mosteiro cisterciense de Alvastra. Ali começaram as revelações divinas, que a acompanharam durante todo o resto de sua vida. Essas foram ditadas por Brígida a seus secretários-confessores, que as traduziram do sueco para o italiano em uma edição de oito livros, intitulados Revelationes (Revelações). A esses livros, une-se também um suplemento, que é intitulado precisamente Revelationes extravagantes (Revelações suplementares).

As Revelações de Santa Brígida apresentam um conteúdo e um estilo muito variado. Às vezes, a revelação apresenta-se sob a forma de diálogos entre as Pessoas divinas, a Virgem, os santos e também os demônios; diálogos nos quais também Brígida intervém. Outra vezes, ao contrário, trata-se do relato de uma visão particular; e, em outras, é narrado ainda aquilo que a Virgem Maria lhe revela acerca da vida e dos mistérios do Filho. O valor das Revelações de Santa Brígida, por vezes objeto de algumas dúvidas, foi precisado pelo Venerável João Paulo II na
Carta Spes Aedificandi: "Não há dúvida que a Igreja, ao reconhecer a santidade de Brígida, mesmo sem se pronunciar sobre cada uma das revelações, acolheu a autenticidade do conjunto da sua experiência interior" (n. 5).

De fato, lendo as Revelações, somos interpelados sobre muitos temas importantes. Por exemplo, retornam frequentemente as descrições, com detalhes bastante realistas, da paixão de Cristo, pela qual Brígida teve sempre uma devoção privilegiada, contemplando nessa o amor infinito de Deus pelos homens. Na boca do Senhor que fala, ela coloca com audácia estas comoventes palavras: "Ó meus amigos, amo tão ternamente as minhas ovelhas que, se fosse possível, desejaria morrer tantas outras vez, por cada uma dessas, por aquela mesma morte que sofri para a redenção de todas" (Revelationes, Livro I, c. 59). Também a dolorosa maternidade de Maria, que a tornou Mediadora e Mãe de misericórdia, é um argumento que aparece frequentemente nas Revelações.

Recebendo esses carismas, Brígida era consciente de ser destinatária de um grande dom de predileção da parte do Senhor: "Filha minha – lemos no primeiro livro das Revelações –, escolhi a ti para mim, ama-me com todo o teu coração [...] mais do que tudo o que existe no mundo" (c. 1). De resto, Brígida bem sabia, e estava firmemente convencida, de que todo o carisma é destinado a edificar a Igreja. Exatamente por esse motivo, não poucas das suas revelações eram destinadas, sob a forma de admoestações também severas, aos fiéis de seu tempo, incluídas as Autoridades religiosas e políticas, para que vivessem coerentemente a sua vida cristã; mas fazia isso sempre com uma abordagem respeitosa e de fidelidade plena ao Magistério da Igreja, em particular ao Sucessor do Apóstolo Pedro.

Em 1349, Brígida deixou para sempre a Suécia e foi em peregrinação a Roma. Não somente buscava participar do Jubileu de 1350, mas desejava também obter do Papa a aprovação da Regra de uma Ordem Religiosa que pretendia fundar, em honra ao Santo Salvador, e composta por monges e monjas sob a autoridade da abadessa. Esse é um elemento que não deve surpreender-nos: na Idade Média, existiam fundações monásticas com um ramo masculino e um ramo feminino, mas com a prática da mesma regra monástica, que previa a direção da Abadessa. De fato, na grande tradição cristã, à mulher é reconhecida uma dignidade própria, e – sempre sob o exemplo de Maria, Rainha dos Apóstolos – um lugar próprio na Igreja, que, sem coincidir com o sacerdócio ordenado, é igualmente importante para o crescimento espiritual da Comunidade. Além disso, a colaboração dos consagrados e consagradas, sempre no respeito da sua específica vocação, reveste-se de grande importância no mundo de hoje.

Em Roma, na companhia da filha Karin (Catarina), Brígida dedicou-se a uma vida de intenso apostolado e de oração. E, de Roma, partiu em peregrinação a diversos santuários italianos, em particular a Assis, pátria de São Francisco, pelo qual Brígida nutriu sempre grande devoção. Finalmente, em 1371, coroou o seu maior desejo: a viagem à Terra Santa, para onde foi em companhia dos seus filhos espirituais, um grupo que Brígida chamava de "os amigos de Deus".

Durante aqueles anos, os Pontífices encontravam-se em Avignon, distante de Roma: Brígida dirigiu-se severamente a eles, a fim de que voltassem à sé de Pedro, na Cidade Eterna.

Morreu em 1373, antes que o Papa Gregório XI retornasse definitivamente para Roma. Foi sepultada provisoriamente na igreja romana de San Lorenzo in Panisperna, mas, em 1374, os seus filhos Birger e Karin a levaram de volta para a pátria, ao mosteiro de Vadstena, sede da Ordem religiosa fundada por Santa Brígida, que teve subitamente uma notável expansão. Em 1391, o Papa Bonifácio IX canonizou-a solenemente.

A santidade de Brígida, caracterizada pela multiplicidade dos dons e das experiências que desejei recordar nesse breve perfil biográfico-espiritual, tornam-na uma figura eminente na história da Europa. Proveniente da Escandinávia, Santa Brígida testemunha como o cristianismo havia profundamente permeado a vida de todos os povos deste Continente. Declarando-a copadroeira da Europa, o Papa João Paulo II desejou que Santa Brígida – que viveu no século XIV, quando a cristandade ocidental não era ainda ferida pela divisão – pudesse interceder eficazmente junto a Deus para obter a graça tão desejada da plena unidade de todos os cristãos. Por essa mesma intenção, que tanto está presente em nossos corações, e para que a Europa saiba sempre alimentar-se das próprias raízes cristãs, desejamos rezar, queridos irmãos e irmãs, invocando a poderosa intercessão de Santa Brígida da Suécia, fiel discípula de Deus e copadroeira da Europa. Obrigado pela atenção.

Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé
(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Adoração Perpétua

Venha participar conosco da Adoração Perpétua na Paróquia Santíssimo Sacramento, na 606 Sul.
O horário da Comunidade Gratidão é de 03 as 06 horas, do dia 28 para o dia 29, todos os meses.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Testemunho de Paulo Eduardo, freqüentador assíduo da Comunidade Gratidão

Olá pessoal,
Gostaria de partilhar com vocês um testemunho.
Esta carta foi entregue ao Regis no final do ano passado e fala um pouco sobre as mudanças da vida de um freqüentador da Comunidade, o Paulo Eduardo.
Gostaria de partilhar não para nos envaidecer, pois sabemos que todas as graças e méritos das coisas que acontecem na vida das pessoas, vem exclusivamente de Deus e é Ele que merece todo agradecimento, mas sim para que, através do testemunho do Paulo, você também possa saber e entender que Deus te ama, que dá a sua Mãe por intercessora e que também te chama a ser um adorador.
Essa foi a experiência do Paulo, mas saiba também que Deus tem uma experiência de amor para ti também.
Bem, vamos lá!!!                             

Testemunho de Paulo Eduardo, freqüentador assíduo da Comunidade Gratidão:
Regis,
Eu rezava sozinho no meu quarto quando Senhor Jesus veio falar comigo e eu me senti tão feliz,  tão agradecido pela sua presença, que pedi uma forma de agradecer por tudo o que Ele tem feito na minha vida. O Espírito Santo então, me inspirou a escrever para você.
Confesso que eu gostaria de contar essa minha história, esse meu testemunho, somente no dia 16/05/2010, onde fará um ano que fiz o retiro “Eis aí tua Mãe” e que eu tive a graça de experimentar o amor que Deus tem por mim e o da Nossa Mãe Santíssima.
Minha vida mudou a partir daquele dia, mas por muita timidez e até muitas dúvidas e incertezas acabei deixando de lado por um tempo o que senti naquele dia e a verdade do que eu pude viver naqueles três dias, em que o próprio Jesus Cristo Ressuscitado tinha estado ali comigo.
Eu demorei para escrever também, porque sei que muita pessoas ficam animadas com um retiro feito e tudo é maravilha nos primeiros dias, semanas, meses e depois, acabam deixando de lado tudo o que vivenciaram. Eu não queria que fosse assim comigo e não está sendo. É por isso que depois de sete meses, eu escrevo agradecendo por você Regis ter aceito aquilo que Deus te chamou para fazer, por ter acreditado nas promessas feitas e na ajuda que Ele iria te dar durante essa caminhada com uma comunidade. Se por acaso, um dia, você pensar que nada valeu a pena, nada fez sentido, acredite com toda fé que pelo menos UMA VIDA FOI RESTAURADA, UMA VIDA ENCONTROU COM O SENHOR, UMA OVELHA FOI ENCONTRADA E AMADA , e foi através da Comunidade Gratidão que isso aconteceu.
Mais uma das “coincidências” de Deus é o nome da comunidade, Gratidão. E o mais engraçado é que a pessoa que está escrevendo agora era a mais mal-agradecida do mundo (durante muitas vezes minha mãe me falava isso), pois eu não conseguia reconhecer NADA que os outros faziam por mim e muito menos o que Deus fazia. Mas de repente tudo fez sentido, eu cansei de lutar contra o que Deus tinha feito para mim e naquele retiro eu me entreguei totalmente à vontade Dele, mesmo com todas as minhas incertezas, pecados, tristezas, enfim, do jeito que eu estava lá e eu me senti tão bem, com uma paz tão indescritível, um amor que eu NUNCA tinha sentido antes. E foi através de você e de toda a Comunidade que eu pude sentir que Deus tinha me acolhido, assim como senti que Nossa Senhora tinha preparado tudo para mim.
Só por esse retiro eu já teria muito para agradecer a Deus, a Nossa Senhora e a vocês, mas ainda não era suficiente para Deus ter me encontrado, Ele ainda quis me mostrar que eu tinha uma Mãe que intercedia por mim a todo momento e que sempre esteve comigo mesmo sem eu perceber. Só no segundo retiro, “Intimidade com Maria”, que eu senti como o amor de Maria por mim era intenso e como Ela queria andar comigo aonde eu fosse, me conduzindo ao seu filho Jesus. E desse dia em diante eu entreguei a minha vida também a Ela, sabendo que a Mãe sabe que o filho precisa de amor e de cuidados maternos.
Muito muito obrigado por ter sido intermédio, juntamente com a Comunidade entre Nossa Senhora e Eu. (Obs. Toda minha afetividade e sentimentos restaurados através daquele último momento em que eu senti o abraço de Maria).
E então, Deus tinha preparado mais um retiro para mim e este ele teve que insistir um pouco, pois eu achava que poderia estar tomando o lugar de alguém ali porque eu fiz os dois retiros e em cada um deles experimentei momentos inesquecíveis e gostaria que mais pessoas conhecessem e vivenciassem tudo aquilo que senti. Mas durante o retiro, Deus me falou que tinha escolhido a cada um daqueles para um chamado e QUE CHAMADO! SER ADORADOR! E eu quero ser um adorador, pois essa é a vontade do Pai. E também Deus me chamou e recomendou a não mais olhar para trás, a fazer diferente e a ter coragem.
Coragem essa que muitas vezes ainda me falta, mas sinto que Deus tem cuidado e me ajudado a ser mais corajoso, tanto é que se não fosse por Ele, essa carta não seria entregue a você.
Como escrevi no começo, eu queria agradecer a Deus por tudo o que ele fez na minha vida, por ter me tirado das trevas que eu vivia, sei que ainda tenho muito a melhorar, muitas tribulações ainda terei que passar, mas o que eu desejo é que o Amor que eu sinto por Deus, não passe e eu não seja MAIS UM que só fez um retiro e nada mudou. EU NÃO QUERO QUE MINHA FÉ SEJA MORTA.
E aí então, eu perguntei para Deus como poderia agradecer a Ele por tudo isso que aconteceu na minha vida e Ele me pediu para agradecer a você Regis, pois ele receberia o meu agradecimento através de você.
Muito obrigada, de todo coração, por você ser alguém que teme e ama Deus, acredita nas promessas que Ele faz contigo. Obrigado pelo seu SIM a Ele, pois através deste seu sim, eu pude ter uma experiência verdadeira com Deus e sentir o AMOR incondicional que tem por mim. Sei que palavras não conseguem traduzir o que realmente sinto, mas Deus conhece e isso basta!
Não sei porque Deus me pediu isso, mas deve ter um motivo....
Aproveito e peço a você sempre que puder, peça a Deus para que Ele sempre fique comigo e não deixar que eu desanime, pois quero muito fazer a vontade Dele.

Muito Obrigado.
Fica com Deus e a Proteção de Nossa Senhora Rainha dos Anjos e Nossa Mãe.

Paulo Eduardo
21/12/2009.

Se você quiser, você também pode mandar o seu testemunho para a Gratidão, é só mandar no comunidadegratidao@gmail.com

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Você vive com um santo?

Ontem li um artigo sobre Santa Gianna Beretta, na revista Panis Angelicus, da Comunidade Corpus Christi de São Paulo, e uma frase do esposo da santa, Pietro Molla, me chamou a atenção. Ele dizia: “Jamais acreditei estar vivendo com uma santa. Minha esposa tinha infinita confiança na Providência e era uma mulher cheia de alegria de viver. Era feliz, amava sua família, amava sua profissão de médica, também amava sua casa, a música, a montanha, as flores e todas as coisas belas que Deus nos tinha dado. Sempre me pareceu uma mulher completamente normal, mas como me disse o Monsenhor Carlo Colombo, a santidade não é feita somente de sinais extraordinários. É feita, sobretudo, da adesão cotidiana aos desígnios inescrutáveis de Deus”.
Você já pensou que pode estar vivendo ao lado de um santo ou uma santa? Você já imaginou que aquela pessoa tão próxima de você e tão simples pode ser um homem ou mulher que esteja dando um exemplo de santidade como Santa Gianna deu?
Santa Gianna Beretta foi uma mulher muito simples, casada e médica, que deu a vida por sua filha. Ela foi santa porque lutou pela vida dando a sua própria, para que a vontade de Deus acontecesse. Muitos a criticaram, mas muitos mais a declararam-na santa.

Você conhece algum santo?

Sabe aqueles santos “completamente normais”, conhece?
Conhece pessoas que “aderem aos desígnios inescrutáveis de Deus” todos os dias?

Aqueles santos que doam a sua vida sem que ninguém saiba cuidando de um doente ou aqueles que quando recebem o troco errado voltam para devolver? Quem sabe aqueles santos que dizem a verdade mesmo que alguém os interpretem mal, só para não pecar com a mentira? Aqueles santos que, mesmo com dificuldades financeiras, são capazes de ajudar a outros que tem menos ainda? Aqueles santos que defendem a Igreja, lutam para viver a castidade e que são chamados de “fanáticos” pelo mundo, ou aqueles santos que lutam para viver a sua vocação e que escolhem a Deus acima de qualquer coisa e pessoa? Aqueles santos que sorriem e dão uma palavra de esperança para quem tem problemas, mesmo sabendo que o seu problema é maior do que o do outro? Aqueles santos que perdem até nas pequenas coisas para que o outro ganhe? Aqueles santos que levantam cedo trabalham o dia todo e ainda tem tempo para rezar e ficar com os filhos, mesmo que para isso durma apenas 6 horas por noite? Quem sabe aqueles santos que não faltam a uma missa aos domingos dando exemplo de vida em Deus ou aqueles santos que vão à missa diariamente, só para poder se alimentar de Deus todos os dias? Aqueles santos que rezam pelos outros mesmo que ninguém saiba ou aqueles que choram e são capazes de dar a vida por quem necessita? Aqueles santos ou santas que lutam pelos seus casamentos mesmo quando tudo parece estar perdido, porque sabe que “o que Deus uniu o homem não separa”? Conhece aqueles santos que lutam na fila de um hospital por outros que não tem nem saúde para tentar marcar uma consulta? Aqueles santos que pagam seus impostos direito e que não mentem na declaração do imposto de renda só para “dar a Cesar o que é de Cesar”, mesmo que muitos achem que isso é ser bobo?

Talvez, eu passaria o dia inteiro aqui descrevendo formas e exemplos de santidade que todos os dias estão ao nosso lado, mas acho que você já entendeu o que eu quis dizer.
Você vive com um santo?

Então, hoje, valorizemos os santos que o Senhor coloca ao nosso lado. Valorizemos os gestos e ensinamentos que Deus nos mostra todos os dias através dessas pessoas simples que nos acompanham e que sempre tem uma palavra e um gesto que nos levam a Ele. Valorizemos os seus testemunhos diários de fazer o “ordinário de forma extraordinária” e a sua fé, que nos impulsiona a buscar a santidade. Valorizemos os gestos de amor e doação que eles nos mostram todos os dias. Porque no dia que esses santos forem para glória de Deus você poderá dizer: eu sei e vi o que é viver ao lado de um santo.

Aproveitemos mais para nos santificar com essas pessoas que hoje nos revelam ser um espelho de Cristo, pois elas são verdadeiros presentes de Deus para a nossa caminhada rumo ao céu. Critiquemos menos e aproveitemos mais!!!

Sim, eu Sâmia, vivo ao lado de santos.

Sâmia Alencar Vieira
Membro da Comunidade Católica Gratidão.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Terço Mariano conduzido pelo Regis na Webrádio Theotokos

Terço Mariano conduzido pelo nosso fundador, Regis Vieira, na Rádio Theotokos, em São Paulo.
Rádio da Comunidade Missão Theotokos, fundador Nei, nosso querido amigo e companheiro de Escola de Formação.






quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Viver de Amor (Santa Teresinha)

Poema completo:

No entardecer do Amor, falando sem figuras,
Assim disse Jesus: “Se alguém me quer amar,
Saiba sempre guardar minha Palavra
Para que o Pai e Eu o venhamos visitar.
Se do seu coração fizer Nossa morada,
Vindo até ele, então, haveremos de amá-lo
E irá, cheio de paz, viver
Em Nosso Amor!”

Viver de Amor, Senhor, é Te guardar em mim,
Verbo incriado, Palavra de meu Deus,
Ah, divino Jesus, sabes que Te amo sim,
O Espírito de Amor me abrasa em chama ardente;
Somente enquanto Te amo o Pai atraio a mim.
Que Ele, em meu coração, eu guarde a vida inteira,
Tendo a Vós, ó Trindade, como prisioneira
Do meu Amor!...
5
Viver de Amor é viver da Tua vida,
Delícia dos eleitos e glorioso Rei;
Vives por mim numa hóstia escondido,
Escondida por Ti eu viverei!
Os amantes procuram sempre a solidão:
Coração, noite e dia, em outro coração;
Somente Teu olhar me dá felicidade:
Vivo de Amor!

Viver de Amor não é, nesta terra,
A nossa tenda amar nos cumes do Tabor;
É subir o Calvário com Jesus,
Como um tesouro olhar a cruz!
No céu eu viverei de alegrias,
Quando, então, todo o sofrimento acabará;
Mas, enquanto exilada, quero, no sofrimento
Viver de Amor!

Viver de Amor é dar, dar sem medida,
Sem reclamar na vida recompensa.
Eu dou sem calcular, por estar convencida
De que quem ama nunca em pagamento pensa!...
Ao Coração Divino, que é só ternura em jorro,
Eu tudo já entreguei! Leve e ligeira eu corro,
Só tendo esta riqueza tão apetecida:
Viver de Amor!

Viver de Amor, banir todo temor
E lembrança das faltas do passado.
Não vejo marca alguma em mim do meu pecado:
Tudo, tudo queimou o Amor num só segundo...
Chama divina, ó doce fornalha
Quero, no teu calor, fixar minha morada
E, em teu fogo é que canto o refrão mais profundo:
“Vivo de Amor...!”

Viver de Amor, guardar dentro do peito
Tesouro que se leva em vaso mortal.
Meu Bem-Amado, minha fraqueza é extrema,
Estou longe de ser um anjo celestial!...
Mas, se venho a cair cada hora que passa,
Em meu socorro vens,
A todo instante me dás tua graça:
Vivo de Amor!

Viver de Amor é velejar sem descanso,
Semeando nos corações a paz e a alegria.
Timoneiro amado, a caridade me impulsiona,
Pois Te vejo nas almas, minhas irmãs.
A caridade é a minha única estrela
E, à sua doce luz, navego noite e dia,
Ostentando este lema, impresso em minha vela:
“Viver de Amor!”

Viver de Amor, enquanto meu Mestre cochila,
Eis o repouso entre as fúrias da vaga.
Oh! Não temas, Senhor, que eu te acorde,
Aguardo em paz a margem dos céus...
Logo a fé irá rasgar seu véu,
Minha esperança é ver-te um dia.
A caridade infla e empurra minha vela.
Vivo de Amor!

Viver de Amor, ó Divino Mestre,
É pedir-Te que acendas teus Fogos
Na alma santa e consagrada de teu Padre.
Que ele seja mais puro que um Serafim dos céus!...
Tua Igreja imortal, ó Jesus, glorifica
Sem fechar Teu ouvido a meus suspiros;
Por ela tua filha aqui se sacrifica,
Vivo de Amor!

Viver de Amor, Jesus, é enxugar Tua face
E obter de Ti perdão para os pecadores.
Deus de Amor, que eles voltem à Tua graça
E para todo o sempre teu Nome bendigam.
Ressoa em meu peito a blasfêmia;
Para poder apagá-la estou sempre a cantar:
“Teu Nome sagrado hei de amar e adorar;
Vivo de Amor!...”

Viver de amor é imitar Maria,
Banhando, com seu pranto e com perfumes raros,
Os pés divinos que beijava embevecida,
Para, depois, com seus cabelos enxugá-los...
Levanta-se, a seguir, quebra o vaso
E Tua Face eu só perfumo, bom Senhor,
Com meu Amor!

“Viver de Amor, estranha loucura”,
Vem o mundo e me diz, “para com esta glosa
Não percas o perfume e a vida que é tão boa,
Aprende a usá-los de maneira prazerosa!”
Amar-Te é, então, Jesus, desperdício fecundo!...
Todos os meus perfumes dou-te para sempre,
E desejo cantar, ao sair desde mundo:
“Morro de Amor!”

Morrer de Amor é bem doce martírio:
Bem quisera eu sofrer para morrer assim...
Querubins, todos vós, afinal vossa lira,
Sinto que meu exílio está chegando ao fim!
Chama de Amor, vem consumir-me inteira.
Como pesa teu fardo, ó vida passageira!
Divino Jesus, realiza meu sonho:
Morrer de Amor!

Morrer de Amor, eis minha esperança!
Quando verei romperem-se todos os meus vínculos,
Só meu Deus há de ser a grande recompensa
E não quero possuir outros bens,
Abrasando-me toda em seu Amor,
A Ele quero unir-me e vê-Lo:
Eis meu destino, eis meu céu:
Viver de Amor!!!...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Dica do Músico

Olá!,
Deixo aqui no blog, uma contribuição técnica para os músicos, é só uma ajudinha para melhorar cada vez mais nossos dons nesse Ministério tão lindo que é o da Música! vai ai para todos  os violonistas, Guitarristas, tecladistas, e todos apaixonados por esse instrumento tão necessário e eficaz no serviço a busca do reino de Deus.


acordes diminuto e acorde meio diminuto


Os acordes diminuto possuem a seguinte configuração:
- Tônica (a nota mais grave, aquela que dá nome ao acorde);
- Terça menor (1 tom e 1/2 acima da tônica);
- Quinta diminuta (a quinta sempre será justa, porém quando ela estiver em 1/2 tom abaixo, será então, diminuta);
- Sétima diminuta (existe a sétima senssível – menor – e a sétima sub tônica -maior-. A primeira será 1 tom abaixo da 8º justa, e a segunda será 1/2 tom abaixo da 8º justa. Porém, quando a sétima for 1 tom e 1/2 abaixo da 8º justa, será chamada de sétima diminuta).
Exemplos:
Dó diminuto ( Cº ):
- Tônica = Dó
- Terça menor = Mi b
- Quinta diminuta = Sol b
- Sétima diminuta = Si bb
Sol diminuto ( Gº ):
- Tônica = Sol
- Terça menor = Si b
- Quinta diminuta = Ré b
- Sétima diminuta = Fá b
O acorde meio diminuto possui só uma diferença em relação ao acorde diminuto. É a sétima. Ela deixa de ser diminuta e passa ser menor, ou seja, aumenta-se 1/2 tom. As outras notas permanecem a mesma coisa. A cifra utilizada para os acordes meio diminuto são a mesma dos acordes diminutos,  porém com a bolinha cortada, ou a seguinte cifra, como exemplo do acorde de Dó:   Cm7 (5b)



É isso ai, espero ter contribuido.
Tentarei todo mês deixar aqui no blog dicas para os músicos e formações músicais, e assim já irmos colocando em prática em nossa Comunidade, na missas e  Minstérios de Música.
Abraço!


Daniel Gomes
Membro da Comunidade Católica Gratidão

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Festa de Nossa Senhora Aparecida


No dia 12/10 não teremos Adoração ao Santíssimo na nossa casa de missão. Vamos todos participar dessa festa na Esplanada. Venha também!!!!!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O que é a perfeita alegria?


Um dia, enquanto São Francisco caminhava com Frei Leão, vindo de Perusa para Santa Maria dos Anjos, durante um rigorosíssimo inverno, Francisco o chamou, pois o seu companheiro andava mais a frente e lhe disse:

“Irmão Leão, ainda que o frade menor desse o maior exemplo de santidade e de boa edificação, em toda a terra, escreve que nisso não está a perfeita alegria”. E andando mais um pouco torna a o chamar:

“Ó Irmão Leão, ainda que o frade menor curasse os cegos, os paralíticos, os surdos, os coxos, os mudos e mesmo ressuscitasse mortos de quatro dias, escreve que nisso não está a perfeita alegria”. Andando mais um pouco, Francisco grita com força: “Ó Irmão Leão, se o frade menor soubesse todas as línguas do mundo, todas as ciências, escrituras e profetizasse e revelasse as coisas futuras, os segredos das consciências, escreve que nisso não está a perfeita alegria”.

Indo mais adiante, São Francisco o chama novamente com força:”Ó Irmão Leão, ovelhinha de Deus, mesmo que o frade menor falasse a língua dos anjos e soubesse tudo sobre as estrelas e sobre as ervas e lhe fossem revelados todos os segredos da terra, dos pássaros, dos peixes, de todos os animais, homens, árvores, pedras, raízes e águas, escreve que nisso não está a perfeita alegria”.

E caminhando mais um pouco torna a o chamar em alta voz:”Ó Irmão Leão, ainda que o frade menor soubesse pregar como ninguém e convertesse todos os infiéis da terra, escreve que nisso não está a perfeita alegria”.

Francisco continuou falando assim durante duas milhas. Então, Frei Leão, bastante admirado, perguntou-lhe: “Pai, peço-te por amor de Deus que me digas onde está a perfeita alegria”.

Então, o santo respondeu: “Quando nós chegarmos ao convento de Santa Maria dos Anjos, totalmente molhados, tremendo de frio por causa da neve, cheios de lama e de fome e batermos na porta e o irmão-porteiro nos disser: “Quem são vocês?” E nós lhe dissermos que somos dois de seus irmãos, mas ele irritado falar: “Não são não! Vocês são dois vagabundos que andam enganando a todos por aí, roubando as esmolas dos pobres. Por isso, fora daqui!” E não nos deixar entrar no convento e fazer com que fiquemos na neve, na chuva e com frio e fome até de noite: então, se suportarmos tudo isso com alegria, sem nos perturbarmos e sem murmurarmos contra ele e até pensarmos humildemente que o porteiro nos reconheceu e nos falou aquilo tudo com a permissão de Deus: aí, sim, irmão Leão, escreve que nisto está a perfeita alegria!”

“Depois de tudo isso, irmão Leão, se continuarmos a bater na porta e ele sair do convento furioso e nos expulsar falando-nos muitas injúrias e nos der bofetadas dizendo: “Fora daqui, seus ladrões vis, aqui ninguém lhes dará comida nem cama”. Se nós suportarmos tudo isso com paciência e alegria e de bom coração, escreve, irmão Leão, nisso está a perfeita alegria!”"

“E ainda uma vez, por causa da fome e do frio, batermos e chamarmos e pedirmos por amor de Deus com muitas lágrimas que nos abre a porta e, se ele mais escandalizado nos chamar de vagabundos importunos e disser que nos pagará como merecemos e sair com um bastão nodoso na mão e nos agarrar pelo capuz e nos atirar ao chão e nos arrastar pela neve e nos bater muito; se suportarmos todas estas coisas com paciência e alegria, pensando em tudo o que Cristo bendito sofreu por nós; escreve, irmão Leão, que nisso está a perfeita alegria e ouve, pois, a conclusão: acima de todas as graças e de todos os dons do Espírito Santo, os quais Cristo sempre concede aos seus amigos, está o dom de conseguir vencer-se a si mesmo e, de boa vontade, suportar todas as injúrias e desprezos, lembrando sempre que todos os dons vêm de Deus, como nos diz o Apóstolo: “Que tens tu que não o haja recebido de Deus? E se recebeste dele, porque te glorias?”. Mas, irmão Leão, nós podemos nos gloriar na cruz da tribulação de cada aflição, porque isto sim é nosso!