domingo, 31 de julho de 2011

Palavras do Papa





"É necessário que o crescimento das novas gerações seja alimentado não somente por noções culturais e técnicas, mas sobretudo pelo amor, que vence o individualismo e o egoísmo e torna os homens atentos às necessidades de cada irmão e irmã"

sábado, 30 de julho de 2011

Você nasceu para dar certo!

Bom dia!
Deixamos para você neste dia uma parte da pregação do Adriano, missionário da Canção Nova, que nos ensina como ser um jovem que nasceu para dar certo!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Perfumes de São Pio

Cuidado com as ansiedades e inquietudes, porque não há nada mais que impeça o caminho da perfeição. Filha minha, põe docilmente seu coração nas chagas de nosso Senhor, mas sem violência. Tenha uma grande confiança na sua Misericórdia e Bondade, sabendo que Ele jamais te abandonará, mas não por isso deves deixar de abraçar fortemente sua Santa Cruz.

Pense sempre que Deus tudo vê!

Que Maria converta em alegria todas as dores da sua vida!

2º Bem Aventurados!

É amanhã!
O evento da equipe jovem AJUC, da Paróquia Santa Teresinha. Não fique fora dessa!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Adoração na Paróquia Santíssimo Sacramento


Convidamos você para estar conosco na Paróquia Santíssimo Sacramento, na 606 sul, para adorarmos ao Senhor das nossas vidas! 

Nosso horário é de 03h00 às 06h00 (de hoje para amanhã).


Você que está de férias, vença o frio e venha ser presença para Jesus!

Não te perturbes!

Quer conhecer um roteiro infalível para seu dia a dia? Leia com atenção:

Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa! Só Deus não muda. A paciência, por fim, tudo alcança. Quem a Deus tem, nada lhe falta, pois só Deus basta.

Escrito há 500 anos, essa poesia de Santa Teresa de Jesus continua a ensinar o essencial: Só Deus basta! Mas, o que isso significa concretamente?

Vivemos sobressaltados, preocupados. Inquietos, passamos o dia tentando resolver mil coisas. Ansiosos, não conseguimos dormir bem. Preocupados, acabamos por meter os pés pelas mãos no desejo de evitar que aconteça o que nós consideramos “o pior”. Estressados, acabamos por nos irritar contra tudo e todos. Gritamos no trânsito, gritamos em casa, desmoronamos de cansaço.

O problema está, entre outras coisas, em achar que sabemos o que é o “melhor” e “pior” para nós. Uma vez estabelecido o que consideramos nos convir ou não, tomamos as rédeas para determinar o que consideramos “melhor”. Ocorre que tudo, mas tudo mesmo, passa e o que ontem nos parecia “o melhor”, hoje é, visivelmente, “o pior”.

A raiz da inquietação, estresse, preocupação e ansiedade que aos poucos nos matam, contudo, reside além do fato de tudo passar, reside na fé.

Há a fé que acredita em Deus e reza, contrita, o “Creio em Deus Pai”. Acreditar desse jeito, afirma São Tiago, até os demônios crêem e tremem. Nós, até cremos, quanto a tremer...

Há aquela “fé” que pede a Deus o que acha “necessário”, “imprescindível”, “melhor” e fica ressentida com Deus se ele não atende seu pedido por mais que peça através de todos os meios – diga-se de passagem, nem sempre lícitos. É a fé infantil, diria, até, “birrenta”. Essa fé, “contrariada”, muda de igreja quando não é atendida, assim como criança birrenta põe cara feia e diz aos pais que não é mais filho deles.

Há a fé madura, que crê no Evangelho e na Igreja e vive seus ensinamentos, custe o que custar. É a fé dos santos.

Há a fé que confia em Deus e a ele se entrega inteiramente, tranquila, pois sabe que ele é Pai e sempre providencia o melhor para nós. E, para Deus, o melhor para nós é a santidade. É essa fé madura e inteiramente confiante no amor de Deus que não se perturba com nada. Sabe ser fiel a Deus e ao Evangelho na penúria e na fartura, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

Essa fé madura e confiante que é amada por Deus, não se espanta com nada. Nada a escandaliza, ainda que seja grande tristeza. Seus olhos não estão aqui na terra, mas fixos no céu. Sabe que, aqui na terra, tudo passa, tudo muda. Sabe que tudo pode nos enganar e iludir. Sabe, sobretudo, que Só Deus é o mesmo sempre. Só Deus não muda. Só o amor de Deus é sempre o mesmo, pois ele é amor em ato. Essa fé não vive para a terra nem valoriza o que à terra pertence. Vive para o céu, usando as coisas da terra para alcançá-lo.

Por isso tem paciência. Não aquela paciência de autodomínio, nem aquela que rói as unhas e balança as pernas para controlar a impaciência interior. Trata-se, aqui, da paciência-esperança, a paciência-fé, a paciência-amor.

É aquela paciência que sabe que Deus está no comando. Sabe que ele pode tudo e tudo realiza por amor. Está certa de que, no tempo de Deus – e não no seu! – ele mesmo resolverá da melhor forma de todas, sempre visando nossa santificação e a do mundo. Sabe que, ainda que tudo esteja negro, verá a vitória de Deus e que essa vitória nem sempre é tal qual pensamos.

Fé, caridade, esperança, paciência, confiança. Quem a Deus tem, nada lhe falta. Corretíssimo. Mas, quem é mesmo que “tem Deus”. Todos. Porém, Santa Teresa fala aqui daquele que conhece Deus não por palavras e teorias, mas pela oração e pelo amor. Em uma palavra, pelo relacionamento pessoal, relacionamento de amizade. Este, que ora com a Palavra, que tem a Deus como o centro de sua vida, que procura amá-lo em tudo, a este, nada lhe falta. Dele cuida o Pai muito melhor do que as aves do céu e os lírios dos campos, pois ele vale muito mais aos seus olhos.

Nada te perturbe, homem de pouca fé! Nada te espante, mulher de pouca esperança! Tudo, mas tudo, mesmo, passa, exceto Deus. Fica, então, com o Único que é digno do teu amor e deixa-o cuidar de ti. Espera. Confia. Espera sempre, confia sempre. Quem tem a Deus, quem o conhece, quem confia nele, vive de forma diferente, vive de olho no céu e de coração no coração de Deus. Por isso, é tranquilo e feliz.

Só Deus basta. Dedica-te a Ele. Deixa-te amar por ele. Ama-o. Nada, então, te perturbará.

Emmir Nogueira
Co-fundadora da Comunidade Shalom

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Cantinho de Maria

Consagração à Nossa Senhora do Carmo

Oh! Maria, Rainha e Mãe do Carmelo, venho hoje consagrar-me a vós. Tudo o que sou e tudo o que tenho entrego em vossas mãos! Vós olhais com especial bondade os que estão revestidos do vosso Escapulário. Suplico-vos que fortaleçais com o vosso poder a minha fraqueza, iluminai a escuridão da minha mente com a vossa sabedoria. Aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade, para que possa render-vos todos os dias a minha homenagem. Que o Santo Escapulário atraia sobre mim o vosso olhar misericordioso. Traga-me a vossa especial proteção nas lutas diárias, para que eu possa ser fiel à vós e ao vosso divino Filho. Possa o santo Escapulário afastar-me de tudo o que é pecaminoso e me lembre sempre o dever de imitar-vos e revestir-me com vossas virtudes. Desde já me esforçarei para viver em vossa presença, ter na vida um espelho da vossa humildade, caridade, paciência, mansidão e empenho! Mãe querida, apoiai-me com vosso constante amor, para que eu, vosso filho mais pecador, possa um dia trocar o vosso Escapulário pela veste celestial e viver convosco e os santos do Carmelo no Reino do vosso Filho. 
Amém!

Congresso Mariano - Comunidade Obra de Maria

terça-feira, 26 de julho de 2011

Comunhão Eucarística diária e confissão frequente

Bom dia!
Hoje, o Padre Paulo Ricardo nos ensina sobre a força que a Comunhão diária pode fazer em nós e a importância da confissão frequente.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Curso de Ação Evangelizadora - Comunidade Católica Novo Ardor

Música da Semana!

Bom dia!
Nesta semana te convidamos a adorar o Senhor da tua história, aquele que te contemplou com seu amor desde sempre!
Que você renda ao Senhor toda sua gratidão pelo mistério que se dá no altar, de um Deus que se fez pão para nos alimentar!
Assim, adorando a Jesus Eucarístico você encontre sua verdade e descubra que Ele é o verdadeiro tesouro no qual vale a pena vender todos os bens.
Que Maria, a Senhora do Sim, te impulsione a responder ao chamado que Deus faz para você! 

domingo, 24 de julho de 2011

Palavras do Papa

Amor a Deus e amor ao próximo são inseparáveis, constituem um único mandamento. Mas ambos vivem do amor preveniente com que Deus nos amou primeiro. Desse modo, já não se trata de um "mandamento" que do exterior nos impõe o impossível, mas de uma experiência do amor proporcionada do interior, um amor que, por sua natureza, deve ser ulteriormente comunicado aos outros. O amor cresce através do amor. O amor é "divino", porque vem de Deus e nos une a Deus, e, através deste processo unificador, transforma-nos em um nós, que supera as nossas divisões e nos faz ser um só, até que, no fim, Deus seja "tudo em todos" (I Cor 15, 28).
Trecho retirado da encíclica Deus Caritas Est

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Santa Maria Madalena

"Jesus perguntou-lhe: 'Mulher, por que choras? A quem procuras?' Pensando que era o jardineiro, Maria disse: 'Senhor, se foste tu que o levaste dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar'. Então Jesus disse: 'Maria!' Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: 'Rabunni' (que quer dizer: Mestre)

A cena comovente do encontro de Maria de Mágdala com Jesus evidencia a mudança de relacionamento entre o discípulo e o Mestre, operada a partir da ressurreição. A nova condição de Jesus exigia um novo tipo de relacionamento.
Maria expressou o carinho que nutria por Jesus nos vários detalhes de seu comportamento. A notícia do desaparecimento do corpo do Senhor deixou-a perplexa. Com isso, perdia um sinal seguro da presença do amigo querido, mesmo reduzido a um cadáver. Sem ele, não teria um lugar preciso ao qual se dirigir quando quisesse prantear a perda irreparável do amigo. Por isso, mesmo que todos tivessem se afastado, ela permaneceu sozinha, à entrada do túmulo, chorando. Seu diálogo com os anjos ocorreu de maneira espontânea, sem ela se dar conta de estar falando com seres celestes. Só lhe importava saber onde puseram "o meu Senhor". Da mesma forma aconteceu o diálogo com o Ressuscitado. Num primeiro momento, Maria pensou tratar-se de um jardineiro. Demonstrando uma admirável fortaleza de ânimo mostrou-se disposta a ir, sozinha, buscar o cadáver do Mestre para recolocá-lo no sepulcro. Tão logo reconheceu a voz do Mestre, tentou agarrar-se a ele. Ele, porém, exortou-a a mudar de comportamento. Doravante, o sinal de amizade que o Senhor queria dela era que se tornasse missionária da ressurreição. Já se fora o tempo em que podia tocá-lo fisicamente.
Os Evangelhos, além da Mãe de Jesus, falam explicitamente de três mulheres de nome Maria: Maria, mãe de Tiago e José (Mc 15,40); Maria, irmã de Marta e Lázaro (Jo 11,1-2) e Maria Madalena da qual foram expulsos sete demônios (Lc 10,38) e finalmente se fala de mais uma mulher pecadora que ungiu os pés de Jesus (Lc 7,44). A liturgia romana faz uma única comemoração destas três mulheres como se se tratasse de uma só, enquanto a liturgia oriental as festeja separadamente. Sem dúvida, os textos não oferecem clareza.
Os dados históricos que possuímos sobre esta santa são os que nos oferece o Evangelho. Seu nome era Maria, proveniente de Mágdala, uma cidade muito próspera no tempo de Cristo.
Numa passagem de São Lucas, encontramos a primeira referência a esta mulher: "Jesus caminhava de cidade em cidade, de aldeia em aldeia, pregando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Iam com ele os doze apóstolos com algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos maus ou de doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; Joana, esposa de Cuza, intendente de Herodes; Susana, e muitas outras que lhe prestavam assistência com seus bens" (Lc 8,1-3).
Alguns exegetas quiseram identificar Maria Madalena com a pecadora pública, de que fala Lucas no capítulo anterior. A identificação parece certa pelo fato de que a cena se deu bem perto de Mágdala, nas bandas ocidentais do lago de Tiberíades. Vejamos um resumo desta linda página evangélica: "Jesus era hóspede de um certo Simão fariseu, que o tinha convidado a jantar com intenções não muito retas. Durante o banquete, entra na sala uma mulher que se prostra aos pés de Jesus, lava-os com suas lágrimas, enxuga-os com seus cabelos; beija-os repetidamente e os perfuma... Os olhos dos comensais estão cravados sobre a mulher conhecida como pecadora pública. Daí veio a crítica contra Cristo: 'Se este fosse um profeta, com certeza, não teria permitido que uma tal mulher lhe tocasse os pés'. Jesus leu tais pensamentos na mente dos opositores e tomou a defesa da mulher: 'Veja, disse Jesus a Simão: eu entrei na tua casa e não me deste água para lavar os pés; ela os banhou com suas lágrimas e enxugou com seus cabelos; tu não deste o ósculo da paz; e ela não cessou de beijar-me os pés; tu não derramaste o perfume na cabeça; ela me ungiu os pés com aroma precioso. Em tudo isso ela demonstrou grande amor porque muito lhe foi perdoado' (Lc 7,44-50).
Maria Madalena foi das poucas pessoas que estava presente ao pé da Cruz, ao lado da Virgem Maria. Duas mulheres, dois extremos: a Imaculada e uma pecadora pública! Ambas receberam a redenção de Cristo, mas em forma diversa: Maria por antecipação, por força da qual foi concebida imaculada; Madalena, representando a humanidade pecadora, precisou ser lavada pelo sangue do Redentor!
Maria Madalena foi a feliz mulher que, por primeiro, viu o Cristo ressuscitado. Era a manhã de Páscoa. Maria tinha ido ao sepulcro vazio. Andava quase desesperada, achando que alguém tivesse roubado o corpo do Mestre. Vê a um certo momento um hortelão e, angustiada, lhe pergunta: "Se foste tu que o levaste, dize-me onde o puseste". Jesus a chama pelo nome: "Maria..." A este nome abrem-se-lhe os olhos e exclama: "Rabboni", isto é, Mestre! Foi então levar a Boa-Nova da Ressurreição aos apóstolos.
Desde este momento os Livros Sagrados silenciam sobre Madalena. A tradição diz que ficou ao lado de Nossa Senhora e São João Evangelista. Acompanhou-os a Éfeso. A Igreja Católica e ortodoxa a veneram como santa.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Totus Tuus!

Nesta quinta, uma mensagem do Papa João Paulo II aos jovens:

Queridos jovens,
«Vós sois o sal da terra... vós sois a luz do mundo» (Mt 5,13-14). As imagens do sal e da luz, que Jesus utiliza, são ricas de sentido, completando-se entre si. Realmente, na antiguidade, o sal e a luz eram considerados elementos essenciais da vida humana.
«Vós sois o sal da terra...». Como se sabe, uma das funções primárias do sal é temperar, dar gosto e sabor aos alimentos. Esta imagem recorda-nos que, através do batismo, todo o nosso ser foi profundamente transformado, porque «temperado» com a vida nova que nos vem de Cristo (cf. Rm6, 4). Este sal que tem a virtude de não deixar a identidade cristã desnaturar-se mesmo num ambiente duramente secularizado, é a graça batismal que nos regenerou, fazendo-nos viver em Cristo e tornando-nos capazes de responder ao seu apelo para «oferecermos os [nossos] corpos como hóstia viva, santa e agradável a Deus» (Rm 12,1). S. Paulo, escrevendo aos cristãos de Roma, exorta-os a evidenciarem claramente o seu modo de viver e pensar diverso do de seus contemporâneos: «Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, a fim de conhecerdes a vontade de Deus: o que é bom, o que Lhe é agradável e o que é perfeito» (Rm 12,2).
O sal foi também, durante muito tempo, o meio habitualmente usado para conservar os alimentos. Como sal da terra, sois chamados a conservar a fé que recebestes e a transmiti-la intacta aos outros. Particularmente grande é o desafio que se coloca à vossa geração de manter íntegro o depósito da fé (cf. 2Ts 2,15; 1Tm 6,20; 2Tm 1,14).
Descobri as vossas raízes cristãs, aprendei a história da Igreja, aprofundai o conhecimento da herança espiritual que vos foi transmitida, imitai as testemunhas e os mestres que vos precederam! Só permanecendo fiéis aos mandamentos de Deus, à Aliança que Cristo selou com o seu sangue derramado na Cruz é que podereis ser os apóstolos e as testemunhas do novo milênio.
É próprio da condição humana e, particularmente, da juventude buscar o Absoluto, o sentido e a plenitude da existência. Amados jovens, não vos contenteis com nada menos do que os mais altos ideiais! Não vos deixeis desanimar por aqueles que, desiludidos da vida, se tornaram surdos aos anseios mais profundos e autênticos do seu coração. Tendes razão para não vos resignardes com diversões insípidas, modas passageiras e projetos redutivos. Se mantiverdes com ardor os vossos anelos pelo Senhor, sabereis evitar a mediocridade e o conformismo, tão espalhados na nossa sociedade.
«Vós sois a luz do mundo...» Tanto para os primeiros que ouviram Jesus como para nós, o símbolo da luz evoca aquele desejo de verdade e sede de chegar à plenitude do conhecimento que estão gravados no íntimo de todo o ser humano.
Quando a luz vai diminuindo ou desaparece totalmente, deixa-se de poder distinguir a realidade circundante. No coração da noite, pode-se sentir medo e insegurança, aguardando-se então com impaciência a chegada da luz da aurora. Amados jovens, é o vosso turno de ser as sentinelas da manhã (cf. Is 21,11-12) que anunciam a chegada do sol que é Cristo ressuscitado!
A luz de que nos fala Jesus no Evangelho é a fé, dom gratuito de Deus que vem iluminar o coração e esclarecer a inteligência: «Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é que brilhou nos nossos corações, para que irradiássemos o conhecimento da glória de Deus, que se reflete na face de Cristo» (2Cor 4,6). Por isto mesmo assumem um valor extraordinário as palavras com que Jesus explica a sua identidade e missão: «Eu sou a Luz do mundo. Quem Me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida» (Jo 8,12).
O encontro pessoal com Cristo ilumina a vida com uma nova luz, orienta-nos pelo bom caminho e leva-nos a ser suas testemunhas. O novo modo de ver o mundo e as pessoas, que d'Ele nos vem, faz-nos penetrar mais profundamente no mistério da fé, que não é simplesmente um conjunto de enunciados teóricos para serem acolhidos e ratificados pela inteligência, mas uma experiência a assimilar, uma verdade a ser vivida, o sal e a luz de toda a realidade (cf. Veritatis splendor, 88).
No atual contexto de secularização, quando muitos dos nossos contemporâneos pensam e vivem como se Deus não existisse ou deixam-se atrair para formas irracionais de religiosidade, é necessário que precisamente vós, amados jovens, reafirmeis a fé como uma decisão pessoal que compromete toda a existência. Que o Evangelho seja o grande critério que guia as opções e os rumos da vossa vida! Tornar-vos-eis assim missionários por gestos e palavras e, por todo o lado onde trabalhardes e viverdes, sereis sinal do amor de Deus, testemunhas credíveis da presença amorosa de Cristo. Nunca esqueçais: «Não se acende a candeia para a colocar debaixo do alqueire» (Mt 5,15)!
Como o sal dá sabor aos alimentos e a luz ilumina as trevas, assim a santidade dá sentido pleno à vida, tornando-a reflexo da glória de Deus. Quantos santos, mesmo entre os jovens, conta a história da Igreja! No seu amor a Deus, fizeram resplandecer as suas virtudes heróicas diante do mundo, tornando-se modelos de vida que a Igreja propôs para imitação de todos. Dentre eles basta recordar: Inês de Roma, André di Phú Yên, Pedro Calungsod, Josefina Bakhita, Teresa de Lisieux, Pêro Jorge Frassati, Marcelo Callo, Francisco Castelló Aleu e ainda Catarina Tekakwitha, jovem iroquesa denominada «o lírio dos Mohawks». Peço a Deus, três vezes Santo, que, pela intercessão desta multidão imensa de testemunhas, vos torne santos, amados jovens, os santos do terceiro milénio!
Sim, é a hora da missão! Nas vossas dioceses e paróquias, nos vossos movimentos, associações e comunidades, Cristo chama-vos, a Igreja acolhe-vos como casa e escola de comunhão e de oração. Aprofundai o estudo da Palavra de Deus e deixai que ela ilumine a vossa mente e o vosso coração. Ganhai força a partir da graça sacramental da Reconciliação e da Eucaristia. Encontrai-vos frequentemente com o Senhor «coração a coração» na adoração eucarística. Dia após dia recebereis um novo estímulo que vos permitirá confortar os que sofrem e levar a paz ao mundo. Muitas são as pessoas que a vida maltratou, excluídas do progresso econômico, sem um teto, uma família ou um emprego; muitas se extraviam atrás de falsas ilusões, ou perderam já toda a esperança. Contemplando a luz que refulge no rosto de Cristo ressuscitado, aprendei por vossa vez a viver como «filhos da luz e filhos do dia» (1Ts 5,5), mostrando a todos que «o fruto da luz consiste na bondade, na justiça e na verdade» (Ef 5,9).

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Cantinho de Maria

Hoje, em nosso espaço reservado à Mãe da Chama Viva do Amor, deixamos uma música linda para você recorrer à Nossa Senhora:

"Quando não tenho aonde ir, o próprio Deus me faz lembrar que o lugar do meu refúgio é o teu colo..."

Amizade, um dom de amor

A amizade é um dom do amor. Surge sem escolha e, muitas vezes, une pessoas completamente diferentes. Quem ama respeita, compreende e admira o que há de diferente e especial no outro. Amizade verdadeira não sufoca, não oprime, amizade de verdade constrói, potencializa, engrandece.
Para os filósofos gregos a amizade era sempre expressão da virtude. Pitágoras, que dirigia pessoalmente um grupo filosófico de amigos, chamava a amizade de mãe de todas as virtudes. Por isso só podem firmar uma amizade pessoas que se esforçam para ser virtuosas e nas quais está uma boa semente.        

Quem só gira em torno de si é prisioneiro de si mesmo e incapaz de amizade. Platão, um dos mais importantes filósofos gregos, afirma: “Deus faz os amigos; Deus traz o amigo para o amigo.” Na amizade – diz Platão – cintila um pouco o mistério de Deus.
A amizade não pode ser fabricada, portanto, cultive a amizade daqueles que o Senhor colocou em sua vida como canal de bênção, verdadeiros amigos.
Todos nós precisamos de amor puro uns dos outros, os homens precisam receber o amor puro das mulheres, as mulheres precisam receber amor puro dos homens. Fomos criados para amar e receber amor. Precisamos do amor puro dos amigos.
Amigo não é um conhecido. Amigo é amigo. Consegue nos corrigir, dizer as coisas como elas são, as verdades que não queremos ouvir. Até ficamos chateados, nos afastamos deles, mas passam as horas, os dias e… voltamos atrás, nos entendemos, nos humilhamos e tudo muda.
Falando em mudança, amigo tem o poder de nos transformar e faz isso porque nos conhece e nos ama como somos.
O livro “O pequeno príncipe” entrou na minha história quando tinha 8 para 9 anos. Uma riqueza para toda a vida e todas as idades. Confira essa beleza lendo este trecho, um diálogo bem verdadeiro entre o príncipe e a raposa sobre amizade:
O pequeno príncipe vivia só em seu planeta. Como não suportou mais a falta de um amigo, saiu à procura, por todo o Universo, de quem o compreendesse e aceitasse sua amizade. Chegou a Terra e ficou parado, próximo a um trigal, à espera de alguém para conversar.
Obrigada Senhor por me agraciar com essas pessoas em minha vida. Sim, meu Deus eu sou abençoada por cada um desses que o Senhor colocou em minha história. Tu sabes tudo, especialmente as minhas maiores necessidades, e por que sabes e reges a minha vida providenciaste para mim pessoas, gente que como eu sente, chora, ri, tem necessidades, porém por que foram escolhidas por Ti trazem em si a unção, a capacidade de me amar do jeito que sou e me engrandecer por isso. Mais uma vez eu percebo, eu reconheço o amor que tens por mim, meu Deus. Os meus amigos são o sinal de que não me deixas desamparada, estás comigo Senhor através deles. Por cada gesto concreto, cada correção, cada verdade dita, cada lágrima partilhada, cada noite mal dormida (de tanto conversar rsrs ou rezar), as risadas, a paciência, o silêncio, a espera, o perdão… Gratidão é o que tenho a declarar. Encontrei pedras preciosas, encontrei o maior tesouro, preciso cuidar, zelar, cativar, senão o ladrão vem e rouba, destrói, divide.
Neste dia entrego cada um de meus amigos em Tuas mãos, Senhor. Se não fui ou não sou tudo aquilo que eles precisam ou esperam, completa, Senhor, restaura, cuida…
Precisamos eternizar as pessoas nos nossos corações, assim elas nunca morrerão; continuarão vivas e perto!
Neste Dia do Amigo, a você, meu tesouro, que já é eterno em mim, a gratidão! 

Eliana Ribeiro
Missionária da Comunidade Canção Nova 

terça-feira, 19 de julho de 2011

Oração de Intercessão

Bom dia, nesse vídeo o Padre Paulo Ricardo nos explica sobre o valor da oração de intercessão.
Vale a pena conferir:

Espaço do Músico

Minha música, minha oração


Olá! Mais uma vez venho partilhar algo do meu coração.

Começo perguntando: “A minha música leva à oração?” A resposta pode até estar na ponta da língua: “É claro que leva à oração!” Quantas pessoas nós conseguimos ver que estão rezando enquanto estamos ministrando a música ou tocando um instrumento.

Mas e quanto a nós? Nós rezamos enquanto levamos os outros à oração? Isso pode até ser uma velha reflexão, eu mesmo já ouvi monsenhor Jonas Abib pregando sobre isso, mas percebo que corremos um grande risco de nos esquecer de que o Deus sobre o qual nós cantamos aos outros também é um Deus acessível a nós.

É preciso mergulhar e se entregar ao Senhor durante a nossa ministração [de música]. É preciso orar com nossos instrumentos, é preciso um mergulho profundo na oração para podermos colocar os acordes de forma certa, com a sensibilidade que é necessária para aquele momento. No entanto, muitas vezes, podemos até levar o outro à oração quando estamos tocando, mas não participamos da oração, estamos ali de “corpo presente” fazendo automaticamente o que gostamos de fazer. A consequência disso é que damos espaço ao demônio, que enche nosso coração de orgulho e, durante algum tempo, conseguimos fazer com eficácia nosso trabalho. Contudo, passado esse tempo, já estamos tão cheios de nós mesmos, o orgulho já dominou grande parte do nosso coração e começamos tocar para que os ouvidos e olhares se voltem para nós e colocamos a perder toda a graça de Deus para aquele momento.

Resultado desastroso, pois, dessa forma, nós já nos perdemos em nossos acordes lindos, dissonantes e o povo se perdeu na oração por nossa culpa.

A música traz grande prazer, o tocar e o cantar são bons para o músico, mas como é satisfatório e prazeroso para a alma rezar como músico! Rezar com a música que ele produz. Quanto Deus se alegra com isso. O resultado disso é a música ungida, experimentada por ele [músico] e dada aos outros a partir de um coração útil a Deus, livre do orgulho, do egoísmo, coração que reza e escuta o Senhor, que vai por meio do Espírito inspirando os acordes, a sensibilidade, o silêncio e levando o povo todo a uma experiência com o Senhor da música.

Temos que ser uma pauta em branco; quem coloca as notas nela é o Senhor, na clave que Ele quiser, mas quem executa somos nós experimentando a obra que Ele compôs.


Andre W. Florencio
Missionário da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Música da Semana!

Bom dia!
Nesta semana desejamos que você recorde a aliança de amor eterno que Deus fez contigo! E, a partir dessa lembrança, viva cada dia buscando a benção do Senhor!
Que o Senhor te abençoe em tudo o que você fizer e que você lembre da presença do Amor em cada escolha da sua vida.
Que Maria, a Mestra da vida interior, te leve a fazer as escolhas certas nessa semana!
A paz!

sábado, 16 de julho de 2011

Dia de Nossa Senhora do Carmo!

Hoje comemoramos a festa de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Ordem Carmelitana. Essa festa remonta aos anos de 1376 e 1386, quando adveio o pio costume de celebrar uma festa especial em honra de Nossa Senhora, em ação de graças pela aprovação pontifícia da Regra Carmelitana, pelo Papa Honório III, em 1226.

A data fixada de 16 de julho coincide, segundo a tradição carmelitana, com a data em que Nossa Senhora apareceu a São Simão Stock e lhe entregou o escapulário. Com o passar do tempo, no início do século XVII a data de dezesseis de julho se transformou em data oficial da “festa do escapulário” e, imediatamente, começou a ser celebrada também fora da Ordem Carmelitana. Em 1726, esta data solidificou-se como a festa da Virgem do Carmo por toda a Igreja do Ocidente, pela ação do Papa Bento XIII. No próprio da missa do dia não se faz menção ao escapulário ou à visão que teve São Simão; porém, ambos os fatos são mencionados nas leituras do segundo noturno das Matinas no antigo Breviário e o escapulário no prefácio especial usado pelos carmelitas.

A Ordem dos Carmelitas, uma das mais antigas na história da Igreja, embora considere o profeta Elias como o seu patriarca modelo, não tem um verdadeiro fundador, mas um grande amor: o culto a Maria, honrada como a Bem-aventurada Virgem do Carmo. “O Carmo - disse o cardeal Piazza, carmelita - existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”.

Elias e Maria estão unidos numa narração que tem sabor de lenda. Refere o Livro das Instituições dos primeiros monges: “Em lembrança da visão que mostrou ao profeta a vinda desta Virgem sob a figura de uma pequena nuvem que saía da terra e se dirigia para o Carmelo (1Rs 18,20-45), os monges, no ano 93 da Encarnação do Filho de Deus, destruíram sua antiga casa e construíram uma capela sobre o monte Carmelo, na Palestina, perto da fonte de Elias em honra desta primeira Virgem voltada a Deus. Expulsos pelos sarracenos no século XIII, os monges que haviam entretanto recebido do patriarca de Jerusalém, Santo Alberto, uma regra aprovada em 1226 pelo papa Honório III, voltaram ao Ocidente e na Europa fundaram vários mosteiros, superando várias dificuldades, nas quais, porém, puderam experimentar a proteção da Virgem. Um episódio em particular sensibilizou os devotos: os irmãos suplicavam humildemente a Maria que os livrasse das insídias infernais. A um deles, Simão Stock, enquanto assim rezava, a Mãe de Deus apareceu acompanhada de uma multidão de anjos, segurando nas mãos o escapulário da ordem e lhe disse: ‘Eis o privilégio que dou a ti e a todos os filhos do Carmelo: todo o que for revestido deste hábito será salvo’”.

Numa bula de 11 de fevereiro de 1950, o Papa Pio XII convidava a “colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos”. Entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste, enquanto sacramental extrai o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor daqueles que o usam. Nossa Senhora é a nossa Mãe, colocada como insigne modelo de correspondência à graça e, ao contemplarmos a sua vida, o Senhor dar-nos-á luz para que saibamos divinizar a nossa existência vulgar.

Durante o ano, quando celebramos as festas marianas, e cada dia em várias ocasiões, nós, os cristãos, pensamos muitas vezes na Virgem Maria. Se aproveitamos, na festa que se avizinha, esses instantes, imaginando como se comportaria a nossa Mãe nas tarefas que temos de realizar, iremos aprendendo a pouco e pouco, até que acabaremos por nos parecermos com Ela, como os filhos se parecem com a sua mãe. Por isso somos chamados, como discípulos-missionários de Jesus, a imitar, em primeiro lugar, o seu amor. A caridade não se limita a sentimentos: há-de estar presente nas palavras e, sobretudo, nas obras. A Virgem não só disse fiat, mas também cumpriu essa decisão firme e irrevogável a todo o momento. Assim, também nós, quando o amor de Deus nos ferir e soubermos o que Ele quer, devemos comprometer-nos a ser fiéis, leais, mas a sê-lo efetivamente, porque “nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus; mas o que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus, esse entrará no reino dos Céus”.

Assim, unidos a todos as ordens Carmelitas, primários, secundários e terciários, queremos exortar a todos os fiéis que, seguindo a Maria, encontrem a Jesus, o verdadeiro sentido para que o amor de Deus recaia sobre cada um de nós. E que os sacramentais, sinais visíveis da graça de Deus, produzam seus frutos necessários de vida, de santidade, de disponibilidade total para um SIM permanente a convite de Jesus, para que sejamos missionários dentro da realidade em que estamos inseridos.

Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo emérito de Juiz de Fora

“Traz sobre o peito o santo escapulário do Carmo. – Poucas devoções (há muitas, e muito boas devoções marianas) estão tão arraigadas entre os fiéis e têm tantas bênçãos dos Pontífices. – Além disso, é tão maternal este privilégio sabatino!” (São Josemaría Escrivá)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Homem e mulher Ele os criou


 O pensamento cristão procura compreender e explicar o ser humano à luz do desígnio de Deus sobre o homem e a mulher; esse desígnio pode ser conhecido pela natureza das coisas e pela revelação divina, recolhida na Sagrada Escritura.
Assim, a antropologia cristã afirma que o ser humano é composto de dois gêneros: masculino e feminino. “Homem e mulher Deus os criou” (Gn 1,27), constata o autor sagrado, depois de relatar de maneira poética que Deus decidiu criar o ser humano à sua imagem e semelhança.
Afirma ainda a antropologia cristã que o ser humano não é fruto de uma evolução caótica, mas de um querer divino, sábio e bom, que não é difícil de ser reconhecido na própria natureza humana: na sua corporeidade, sua inteligência, vontade e capacidades naturais, orientadas não apenas para a sobrevivência, mas também para a busca da verdade e da plenitude do viver. O homem é dotado de liberdade e tem a capacidade de discernir e de decidir-se pelo bem ou pelo mal. No exercício da liberdade está uma das bases da grandeza e da dignidade do homem.
O ser humano, portanto, não é ‘esta metamorfose ambulante’, que segue vagando pela vida sem saber quem é, o que quer, para quê vive, por que é aquilo que é; nem está preso a um determinismo cego, que o acorrenta aos acontecimentos, sem que ele possa fazer-se senhor das próprias decisões. Cabe-lhe tomar conta de si mesmo e viver de forma responsável, conforme sua dignidade e sua natureza.
Um aspecto importante desse “viver conforme à sua natureza” consiste em assumir a própria identidade sexual. Há muita confusão sobre isso na cultura atual e a sexualidade já não é levada a sério, como um fato de natureza, mas é tida como um fenômeno cultural. Nem mesmo a diferenciação sexual entre masculino e feminino é levada a sério; corre muito a idéia de que a identidade sexual é moldada pela cultura e pela subjetividade e que cada um “constrói” a sua identidade sexual; a diferenciação sexual no corpo humano seria apenas um “fato secundário” e contaria mais aquilo que o sujeito decide ser. Identidade sexual seria uma questão de opção.
A consequência disso é que aumentam os comportamentos sexuais pouco definidos, nem masculinos, nem femininos. Sempre mais se fala de homossexuais, bissexuais, transexuais... Em tal contexto, ser heterossexual, com identidade definida de homem (masculino) e de mulher (feminina) aparece apenas como uma entre as tantas possibilidades e opções quanto à identidade sexual. A pergunta que fica no ar é, se não há um grave equívoco nisso? Vai ficar assim daqui por diante? Aonde vai levar isso?!
Para a antropologia cristã, a confusão quanto à identidade sexual, que se espalha sempre mais na cultura, não deixa de levantar uma séria preocupação. Para o pensamento cristão, a diferenciação sexual (homem e mulher) deve ser levada plenamente a sério; a sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, na sua unidade de alma e corpo. Ela diz respeito à afetividade, à capacidade de amar e de procriar; de maneira mais geral, diz respeito à aptidão de criar vínculos serenos de comunhão com os outros.
Cabe a cada homem e mulher reconhecer e aceitar a própria identidade sexual. As diferenças e complementariedades físicas, morais e espirituais estão orientadas para os bens do casamento e da família. A harmonia do casal e da sociedade depende, em parte, da maneira como se vivem entre os sexos a complementariedade e o apoio recíprocos. A pretensão de mexer nessa harmonia que Deus estabeleceu entre os sexos e de submeter a identidade sexual ao arbítrio da vontade, tão influenciável por fatores culturais e dinâmicas sócio-educativas (ou ‘deseducativas’...), é uma temeridade, que não promete bons frutos para o futuro da humanidade.
A Igreja Católica, portanto, vê com preocupação a crescente ambiguidade quanto à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura. Antes de ser um problema moral, é um problema antropológico. Evidentemente, isso não justifica qualquer tipo de violência e agressão contra homossexuais ou quem quer que seja, mas é um convite a uma reflexão séria. Não é possível que a natureza tenha errado ao moldar o ser humano como homem e mulher. Isso tem um significado e é preciso descobri-lo e levá-lo a sério.
Para quem deseja a verdade e busca conformar sua vida ao desígnio de Deus, permanece o convite a se deixar conduzir pela luz da Palavra de Deus e pelo ensinamento da Igreja também no tocante à moral sexual. O 6º mandamento da Lei de Deus (“não pecar contra a castidade”) não foi abolido e significa, positivamente, viver a sexualidade de acordo com o desígnio de Deus.
Dom Odilo Pedro Scherer
Cardeal Arcebispo de São Paulo - SP

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Cantinho de Maria

Hoje, em nosso espaço dedicado à Mãe de Deus, trazemos para você reflexões de São Josemaría Escrivá sobre Nossa Senhora:

Sentes que, por momentos, te faltam as forças? - Por que não o dizes à tua Mãe, Consoladora dos aflitos, Auxílio dos cristãos..., Esperança nossa, Rainha dos apóstolos?

Diz: - Minha Mãe (tua, porque és seu por muitos títulos), que o teu amor me ate à Cruz de teu Filho, que não me falte a Fé, nem a valentia, nem a audácia para cumprir a vontade do nosso Jesus.

Como gostam os homens de que lhes recordem o seu parentesco com personagens da literatura, da política, do exército, da Igreja!...
- Canta diante da Virgem Imaculada, recordando-lhe:
Ave, Maria, Filha de Deus Pai; Ave, Maria, Mãe de Deus Filho; Ave, Maria, Esposa de Deus Espírito Santo... Mais do que tu, só Deus!

2º Bem Aventurados!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sentir-se filho

Sentir-se filho, eis a novidade para o homem tão solitário e perdido dentro de si mesmo, tão ocupado, responsável por tantas coisas, descobertas, pesquisas, avanços. A confiança “cega” conduziu frágeis homens na Igreja e no mundo a darem saltos mortais nas mãos do Pai, porque sabiam que, assim como uma mãe, não nos abandona o Pai. Talvez seja o que nos falte para sermos hoje mais felizes e realizados. A confiança e o abandono são questões primordiais para o homem moderno que acredita em tudo, mas geralmente se esquece que há um Deus de amor que nos sustenta com sua destra vitoriosa.

A confiança filial nos auxilia a vivermos cada dia e cada momento da nossa vida como dádiva e não como um fardo, como um dia qualquer onde o que conta é a lista de coisas que tenho a resolver na minha agenda e os problemas que ingenuamente acho que vou solucionar. Se a cada dia o abandono ao Pai guiar as nossas vidas, as nossas crises, tensões, neuroses e desilusões com certeza diminuirão, porque seremos livres diante da vida, já que fomos criados pelo Pai para a vida em abundância e não para “vegetarmos” uma vida que não traz em si sentido ou rumo. 

Cada dia, hora, minuto, segundo, cada pessoa, situação, alegria, tristeza, perda, vitória, lágrima, riso, tudo é único e irrepetível. Deus nos fez únicos e é por isso que não podemos apenas sobreviver, porque Ele nos chama a viver. E é no cotidiano, no hoje, que sou feliz. Mesmo se eu não puder mudar as coisas, as circunstâncias, as pessoas, pelo menos a maneira de enfrentá-las eu posso mudar e isso ninguém pode  impedir a não ser eu mesmo. 

Como diz Santa Teresinha do Menino Jesus, doutora da Igreja: “Tu sabes, ó meu Deus, pra te amar na terra eu só tenho o dia de hoje!”.  Só temos o hoje para amar a Deus, amar a Igreja, amar o próximo.

“É preciso começar cada dia como uma nova vida!” (Edith Stein).    

Deus é Pai e sempre guiará nossas vidas, mesmo que não tenhamos tantas certezas e evidências, o seu “tempo” e o seu “hoje” se concretizarão a cada sim que damos livre e conscientemente, no concreto de nossas vidas, dando espaço para Ele intervir na nossa história, no nosso hoje. A confiança cega e o abandono não devem ser confundidos com negligência e falta de cooperação pessoal da nossa parte.     

Alguns anos atrás, na França, sentia-me meio desnorteada, sem rumo certo, sem saber o que seria da minha vida, do meu futuro. Resolvi me retirar durante alguns dias para pensar e orar. Lembro-me que no quarto onde fiquei hospedada tinha um quadro com esta frase: “Para onde Deus nos leva ignoramos. Sabemos somente que Ele nos leva” (Edith Stein). A partir daquela noite, na qual não consegui dormir, pensando nessa frase e no que Deus queria me dizer através dela, compreendi que a vida é um mistério no qual somente quem tem uma relação tão íntima quanto a de um Pai com o filho pode aventurar-se e lançar-se, sem importar o que virá pela frente. Só sendo filho, sentindo-se amado, podemos entregar nossa vida sem que alguém a tire (ninguém tem esse poder!). Depois daquele dia pude perceber o quanto o Pai guia a minha vida, seja pelas palavras ou pelos acontecimentos.               

Deus, só Deus é Bom, e Ele fará o melhor para as nossas vidas, pois não nos dará “nem uma pedra, nem uma serpente”, quer que sejamos livres para amar. E quanto mais abandonados, mais livres estaremos para partir como Abraão, rumo ao desconhecido, para dizer sim ao mistério de Deus, como Maria, para lançar as redes, como Pedro, ir ao túmulo na madrugada, como Madalena, abraçar uma árdua missão, como São Paulo, Teresinha, Madre Teresa, Gianna Beretta Molla, para ser um profeta como João Paulo II e tantos outros que, sem certezas, sem mapas, roteiros e garantias acreditaram unicamente no “amor que não engana a ninguém”.
           

É difícil depender, se abandonar, deixar de fazer para receber, esperar, mas no dia-a-dia, na minha rotina posso ser feliz e, o que é melhor, fazer alguém feliz, sabendo que “o que não entra no meu projeto depende do plano divino”  e que “o abandono é fruto delicioso do amor”.  

Jesus pede uma entrega filial à providência do Pai Celeste que cuida das mínimas necessidades dos seus filhos: “Por, isso, não andeis preocupados, dizendo: Que vamos comer? Ou que vamos beber?... Vosso Pai celeste sabe que tendes necessidade de todas essas coisas. Buscai em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6,31-33) .         

Percebemos então que confiar, se abandonar, é uma atitude amorosa e humilde. Mesmo diante dos nossos limites e dos imprevistos da vida eu confio amorosamente em Deus sabendo que eu não posso, mas Ele pode, e essa humilde confiança não me deixa desanimar, ao contrário, me faz voar, porque como dizia o santo Cura d’Ars: “A humildade que desanima é má”.   

Concluo desejando a você, caro leitor, a audácia de se lançar nos braços acolhedores do Pai.

Oração do abandono             

“Pai,
 

ponho-me em tuas mãos; faze de mim o que quiseres.     
Aconteça o que acontecer, agradeço-te.
             
Estou disposto a tudo.          
Aceito tudo, contanto que tua vontade se cumpra em mim
               
E em todas as tuas criaturas.
               
Não desejo nada mais, Pai.
   
Confio-te a minha alma, dou-a, Pai, a ti com todo o amor de que sou capaz,
   
porque te amo e necessito dar-me, pôr-me em tuas mãos sem medida,
          
Com uma infinita confiança
  
porque tu és meu Pai.”

(Charles de Foucauld)

Márcia Fernanda Moreno
Artigo extraído da Revista Shalom Maná

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dia de São Bento!

 Hoje é dia de São Bento! Saiba um pouco mais no vídeo abaixo:




A Cruz sagrada seja minha Luz
Não seja o dragão o meu guia
Retira-te Satanás
Nunca me aconselhes coisas vãs
É mal o que me ofereces
Bebe tu mesmo o teu veneno

Música da Semana!

Bom dia!
Desejamos que você seja sustentado pelo amor de Deus nessa semana!
Que o seu coração seja envolvido pelos cuidados e carinhos do Senhor e seja transformado através da Palavra de Deus em terreno bom e fértil, apto a dar bons frutos!
Que o Espírito Santo o leve a compreender os mistérios do Senhor e te prepare para realizar a vontade de Deus!  
A paz!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Perfumes de São Pio

Podes estar absolutamente seguro de que quanto mais grata uma alma é a Deus, tanto mais deverá ser provada. Por isso, tem valor e segue sempre adiante.

Tu construíste mal. Destrói e reconstrói bem.

O melhor consolo é aquele que vem da oração.

Reza e espera: Não te angusties! A agitação não serve de nada! Deus é misericordioso e escutará sua oração.

Sacerdotes, um presente de Deus para o mundo

Bom dia!
O filme abaixo mostra a vida de um sacerdote que encontrou sua vocação na JMJ 2011. O vídeo é em língua espanhola mas dá para entender seu contexto - Aquele que diz sim ao chamado de Deus se torna um presente para o mundo!

O padre protagonista deste filme, prestes a falecer no ano de 2071, recorda todo o seu ministério. Quando se lembra de sua infância e juventude, vem à mente aquele dia feliz em que através de um grupo de jovens carregou uma cruz pelas ruas de da cidade. O encontro com o Papa na Jornada Mundial da Juventude de 2011 o impulsionou a dar o passo na sua vocação sacerdotal. Foi um chamado de Deus, o convite a ser sacerdote. A partir desse momento toda sua vida foi um presente de Deus para o mundo.