sexta-feira, 30 de setembro de 2011

No princípio era a Palavra...


É a palavra de Deus, oferecida aos seres humanos na sequência dos livros bíblicos, que revela o seu poder. No começo do livro sagrado se diz que nada existia. Entretanto a força do Verbo de Deus detona a criação: “Faça-se a luz”, e a luz foi feita, iniciando-se o processo que transformou o caos, informe e vazio, no cosmo que – por sua beleza e organização – manifesta a onipotência divina.

Depois de muitas etapas de evolução, a criação dá um salto qualitativo, registrado pelo evangelista João no prólogo do Quarto Evangelho. Afirma ele: “No princípio a Palavra já existia; a Palavra estava voltada para Deus e a Palavra era Deus... E a Palavra se fez homem e habitou no meio de nós”. É a encarnação do Filho de Deus no ventre de Maria, quando esta, com sua palavra, dá o “sim” indispensável à obra da redenção. Nasce o cristianismo, que, conforme o papa Bento XVI em sua recente exortação apostólica pós-sinodal  Verbum Domini, “é a ‘religião da palavra de Deus’, não de ‘uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivo’. Por conseguinte a Sagrada Escritura deve ser proclamada, escutada, lida, acolhida e vivida como palavra de Deus, no sulco da tradição apostólica de que é inseparável”.

Em setembro, mês da Bíblia, a Igreja chama mais a atenção dos seus fiéis para a escuta, a contemplação e, principalmente, a vivência do Logos divino. Para ser um cristão maduro, não basta conhecer e compreender a palavra de Deus; é indispensável encarná-la no dia a dia da vida, a fim de tornar-se “outro Cristo”, capacitado para anunciar a boa-nova no hoje do nosso tempo.

Dom Geraldo Majella Agnelo

Perfumes de São Pio

O amor é a rainha das virtudes. Como as pérolas se ligam por um fio, assim as virtudes, pelo amor. Fogem as pérolas quando se rompe o fio. Assim também as virtudes se desfazem afastando-se o amor.

Quando Jesus vem a nós na santa comunhão, encontra alegria em Sua criatura. Por nossa parte, procuremos Nele a nossa alegria. 

Subamos sem nos cansarmos, sob a celeste vista do Salvador. Distanciemo-nos das afeições terrenas. Despojemo-nos do homem velho e vistamo-nos do homem novo. Aspiremos à felicidade que nos está reservada.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dia de São Miguel Arcanjo!


Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do SENHOR, terror do espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção.

É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça da amar a DEUS de todo coração, ao meu querido Salvador JESUS CRISTO e a minha Mãe Maria Santíssima, obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória.

Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosissímo, assistir-me na última luta e com a vossa alma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no céu. São Miguel Arcanjo defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo. Amém.

SÃO MIGUEL ARCANJO DEFENDEI-NOS NO COMBATE PARA QUE NÃO PEREÇAMOS NO SUPREMO JUÍZO. AMÉM.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Por que não?

Cantinho de Maria

Caminhemos na companhia de Nossa Senhora
Deixemo-nos hoje conduzir por Nossa Senhora e nos confiemos aos seus cuidados. Depositemos em suas doces mãos maternas as nossas preocupações, dificuldades, medos, alegrias, sonhos e tudo o que permeia a nossa vida, porque ela cuidará melhor de tudo do que nós mesmos. Fiquemos em paz, porque ela sabe como fazer todas as coisas.
Ao longo deste dia, tenhamos sempre nos lábios uma palavra de louvor e de gratidão a Deus, como autênticos filhos da Virgem Maria, que soube, como ninguém, reconhecer as maravilhas do Senhor em sua vida.
“Minha alma glorifica ao Senhor, porque realizou em mim maravilhas Aquele que é poderoso e cujo nome é santo” (Lc 1,46.49).
Virgem Maria, cuide e interceda por nós junto a Deus Pai ao longo de todo este dia.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago, co-fundadora da Comunidade Canção Nova

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Palavras demais, pessoas de menos


- Talvez você seja como eu: há noites em que, após um dia de trabalho, não consigo mais ouvir uma só palavra. “Meu Deus! São palavras demais para um dia só!”, penso, ansiando por um pouco de silêncio. Há pesquisas que levantaram o número espantoso de imagens a que somos submetidos a cada dia. No entanto, nunca ouvi dizer que se tenha pesquisado o número de palavras a que somos expostos a cada dia. Palavras na TV, palavras na Internet, no jornal, nas revistas, nos livros, nas rádios, nas músicas, nos supermercados, nos rótulos, nos outdoors, nos informativos luminosos sobre o trânsito, nos discursos dos políticos, nas pregações, nas conversas! Palavras em português, palavras em inglês, palavras no vocabulário misterioso dos grafiteiros! Palavras em letras imensas, palavras em grafia ínfima! Palavras faladas, gritadas, sussurradas, cantadas! Palavras simples e eruditas, bem pronunciadas e ininteligíveis palavras entrecortadas, espichadas, ecoadas. Centenas, milhares de palavras em um só dia! E olhe que é um dia normal, sem retiros, sem estudos, sem pesquisas especiais. Somos submetidos, de fato, a um bombardeio de palavras em bem maior número do que poderíamos suportar e permanecermos mentalmente sadios.

Talvez, como eu, você, perdido em meio a tantas palavras, sinta falta de gente, sim, de gente, de pessoas, aquelas que são muito e falam pouco, que olham lá no fundo do coração da gente e dão um sorriso. Aquelas humildes que percebem que a gente existe e que não são elas nem suas necessidades o centro do mundo. Aquelas pequenininhas e ainda tenras, que se aninham em nossos braços e adormecem, esquecidas de tomar conta de si mesmas. Outras já velhinhas e já endurecidas, que se apóiam na gente para subir o menor degrau, já incapazes de tomar conta de si.

Talvez, como eu, você também sinta que há palavras demais e pessoas de menos.
Talvez se pergunte porque será assim, uma vez que palavra e pessoa deveriam vir sempre juntas. Pois é. Deveriam, mas não vêem. Há, pelo contrário, uma distância cada vez maior entre palavra e pessoa. Diz-se o que se quer dar a entender e não o que se é. Fala-se muito da própria imagem e muito pouco de si. Gasta-se palavras à toa, em um verdadeiro desperdício, sabendo que elas sempre se renovam e recriam, em um estoque infinito, sem compromisso com a verdade que as limita e domestica.

Quem sabe seja este o problema. O descompromisso com a verdade deixa as palavras soltas, profusas, invasivas, instintivas, fantasiosas. É! Deve ser isso mesmo, pelo menos em parte. Sem a verdade a pastoreá-lo, o rebanho das palavras foge, enlouquecido, invade as cidades, as mentes, os ares. Sem o compromisso moral a cerceá-las, tornam-se como que autônomas, desprendidas das pessoas que as proferem, libertinas, indomáveis, voluptuosas. Onipotentes e imaturas, tomam vidas por si mesmas e encarregam-se de servir à mentira, escondendo pessoas, dissimulando mal-feitos, abafando pensamentos, maquiando desejos, distorcendo fatos. O resultado é o que vemos: palavras demais, pessoas de menos. Informações não confiáveis em pessoas não conhecíveis. Palavras tiranas, dominadoras, senhoras de escravos que parecem acreditar no que parecem dizer a tal ponto que nem senhoras nem escravos têm mais certeza de nada. Palavras que escravizam pessoas. Pessoas que pensam escravizar palavras sem perceber que, na verdade, são escravizadas por elas!

Talvez, como eu, você tenha saudade, muita saudade, de coerência. Saudade de mergulhar na Palavra que é Pessoa e que é Verdade. Saudade do poder de gerar vida daquela Palavra em que você foi criado. Saudade de ouvi-lA chamar você pelo nome. Saudade de senti-la pulsando em seu passado, seu presente, seu futuro, junto com o bater do seu coração: “Amo-te, amo-te, amo-te, amo-te!”

Como eu, quem sabe, você sente falta de uma Palavra e Pessoa que sejam uma coisa só, sem divisão, sem incoerência, sem máscara, sem morte. Falta da Pessoa-palavra que entra como um fino estilete lá no mais fundo do mais fundo de sua alma e lhe sarja os tumores. Falta da Palavra-pessoa que, porque é verdade, liberta e, por libertar, é vida e dá vida, é sentido e dá sentido, é via e mostra a via.

Como eu, você certamente tem sede de ouvir o som da Palavra dita no eterno coração da Trindade, da Pessoa gerada na Palavra-Amor da Pessoa que a gera, da Palavra-Amor-Pessoa-Verdade que, sem precisar proferir som, apenas é e se faz Palavra pela entrega. Sede de contemplar a Pessoa-Palavra que faz da entrega e acolhida de Amor seu segredo a comunicar para que nós, escravizados pelas palavras mancomunadas com a inverdade, sejamos libertos.

Nossa sede pode ser saciada; essa nossa saudade pode ser atendida; nossa carência, preenchida. De nossas mãos, pelo preço de quase nada, pode passar ao nosso coração a Palavra-Pessoa, inteiramente coerente, a Palavra-Verdade, inteiramente libertadora porque inteiramente Amor. A Palavra se fez gente, a Pessoa se fez homem, a Verdade foi revelada e, revestida de palavras, colocou-se ao nosso alcance, revelou-se por gerações, dividiu-se em livros, colocou-se nas prateleiras das lojas, accessível a todos. Fez-se traduzir na língua de todos, fez-se digitalizar, fez-se divulgar, fez-se filmar, fotografar, reproduzir. A Palavra-Pessoa-Verdade-Amor, aquela que não se cansa de amar, que não se cansa de libertar, está à nossa disposição. Oferecida. Entregue. Vinda para os Seus. Acolhamo-la. Descansemos na Paz da Palavra Única.

Emmir Nogueira
Co-fundadora da Comunidade Shalom

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Música da semana!

Bom dia! 
Nesta última semana do mês em que celebramos a Palavra, desejamos que você tenha um encontro pessoal com Jesus, que é a própria Palavra!
Que ela seja a luz para seu caminho e lâmpada para seus pés! Que com ela você aprenda a forma de como seguir Jesus e se render ao querer do Pai!
Tenham uma ótima semana!
A paz!

sábado, 24 de setembro de 2011

Madalena, a seguidora de Jesus

Bom dia!
Neste sábado trazemos mais uma pregação para você! Aprenda com o Padre Léo e com Santa Maria Madalena que Deus cuida de você e que por isso quer ter um encontro pessoal contigo!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Perfumes de São Pio!


Há um querer divino sobre a tua vida!

Bom dia!
Hoje é dia de comemorarmos a festa de São Pio de Pietrelcina, nosso querido baluarte!
Abaixo, um vídeo que nos ensina que houve um querer divino na vida dele e também na sua que lê esse post!
Você é uma profecia de Deus para esse tempo!

Totus Tuus - Homilia de João Paulo II na beatificação de São Pio de Pietrelcina


Cantemos ao Senhor um cântico novo!

1. O convite da antífona de entrada exprime bem a alegria de muitos fiéis, que há tempo esperam a elevação de Padre Pio de Pietrelcina às honras dos altares. Este humilde frade capuchinho surpreendeu o mundo, com a sua vida inteiramente consagrada à oração e à escuta dos irmãos.

Inúmeras pessoas foram ao seu encontro no convento de San Giovanni Rotondo e a peregrinação, mesmo depois da sua morte, não cessou. Quando eu era estudante aqui em Roma, tive ocasião de o conhecer pessoalmente e agradeço a Deus ter-me dado hoje a possibilidade de o inscrever no álbum dos Beatos.

Hoje de manhã repercorremos os traços salientes da sua experiência espiritual, guiados pelos textos da Liturgia deste quinto domingo de Páscoa, no interior da qual se coloca o rito da sua beatificação.

2. «Não se turve o vosso coração: crede em Deus, crede também em Mim» (Jo 14, 1). Na página evangélica há pouco proclamada, escutámos estas palavras de Jesus aos seus discípulos, necessitados de encorajamento. Com efeito, a referência à Sua morte já próxima desanimou-os. Eles tinham medo de ser abandonados, de ficar sozinhos, e o Senhor confortou-os com uma promessa específica: «Vou preparar-vos um lugar» e depois «virei outra vez e levar-vos-ei Comigo para que, onde Eu estiver, estejais também vós» (Jo 14, 2-3).

A esta certeza os Apóstolos respondem pelos lábios de Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais; como podemos saber o caminho?» (Jo 14, 5). A observação é pertinente e Jesus não ignora a pergunta que nela é implícita. A resposta que Ele dá permanecerá nos séculos como uma luz límpida para as gerações vindouras: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim» (Jo 14, 6).

O «lugar» que Jesus vai preparar está na «casa do Pai»; ali o discípulo poderá estar para toda a eternidade com o Mestre e participar da Sua mesma alegria. Contudo, para alcançar a meta, o caminho é um só: Cristo, ao qual o discípulo se deve conformar cada vez mais. A santidade consiste precisamente nisto: já não é o cristão que vive, mas é o próprio Cristo que vive nele (cf. Gl 2, 20). Meta exaltante, acompanhada por uma promessa igualmente consoladora: «Aquele que acredita em Mim fará também as obras que Eu faço; e fará obras maiores do que estas, porque Eu vou para o Meu Pai» (Jo 14, 12).

3. Enquanto escutamos estas palavras de Jesus o nosso pensamento dirige-se ao humilde frade capuchinho de Gargano. Com que evidência estas se realizaram no Beato Pio de Pietrelcina!

«Não se turve o vosso coração: crede...». O que foi a vida deste humilde filho de São Francisco, senão um constante exercício de fé, corroborado pela esperança do Céu, onde poder estar com Cristo?

«Vou preparar-vos um lugar... para que onde Eu estiver, estejais vós também». Que outra finalidade teve a duríssima ascese a que Padre Pio se submeteu desde a adolescência, senão a progressiva identificação com o divino Mestre, para estar «lá onde Ele estava»?

Quem ia a San Giovanni Rotondo para participar na sua Missa, para lhe pedir conselho ou se confessar, vislumbrava nele uma imagem viva de Cristo sofredor e ressuscitado. No rosto de Padre Pio resplandecia a luz da ressurreição. Marcado pelos «estigmas», o seu corpo mostrava a íntima conexão entre morte e ressurreição, que caracteriza o mistério pascal. Para o Beato de Pietrelcina, a participação na Paixão teve matizes de especial intensidade: os singulares dons que lhe foram concedidos e os sofrimentos interiores e místicos que os acompanharam consentiram-lhe viver uma extraordinária e constante experiência dos sofrimentos do Senhor, na imutável consciência de que «o Calvário é a montanha dos Santos».

4. Não menos dolorosas, e humanamente talvez ainda mais fortes, foram as provações que teve de suportar como consequência, dir-se-ia, dos seus singulares carismas. Na história da santidade às vezes acontece que o escolhido, por especial permissão de Deus, é objecto de incompreensões. Quando isto se verifica, a obediência torna-se para ele crisol de purificação, vereda de progressiva assimilação a Cristo, refortalecimento da santidade autêntica. A esse respeito, o novo Beato escrevia a um seu superior: «Só trabalho para vos obedecer, tendo-me feito conhecer o bom Deus, a coisa que Ele mais aceita e o que para mim é o único meio para esperar saúde e cantar vitória» (Epist. I, pág. 807).

Quando sobre ele se abateu a «tormenta», estabeleceu como regra da sua existência a exortação da primeira Carta de São Pedro, que há pouco escutámos: Aproximai-vos de Cristo, pedra viva» (cf. 1 Pd 2, 4). Deste modo, tornou-se também ele «pedra viva», para a construção do edifício espiritual que é a Igreja. E por isto hoje damos graças ao Senhor.

5. «E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção dum edifício espiritual» (1 Pd 2, 5). Como parecem pertinentes estas palavras, aplicadas à extraordinária experiência eclesial que se desenvolveu à volta do novo Beato! Muitas pessoas, ao encontrarem-se directa ou indirectamente com ele, reencontraram a própria fé; na sua escola multiplicaram-se em todos os recantos do mundo os «grupos de oração». Àqueles que a ele acorriam, propunha a santidade, repetindo-lhes: «Parece que Jesus não tem outro cuidado senão o de santificar a vossa alma» (Epist. II, pág. 155).

Se a Providência divina quis que ele agisse sem jamais se afastar do seu convento, como que «plantado» aos pés da Cruz, isto não é isento de significado. Certo dia o divino Mestre consolou-o, num momento de particulares provações, dizendo-lhe que «junto da Cruz se aprende a amar» (Epist. I, pág. 339).

Sim, a Cruz de Cristo é a insigne escola do amor: ou melhor, é a própria «fonte» do amor. Purificado pelo sofrimento, o amor deste fiel discípulo atraía os corações a Cristo e ao seu exigente Evangelho de salvação.

6. Ao mesmo tempo, a sua caridade derramava-se como bálsamo sobre as debilidades e sofrimentos dos irmãos. Assim, Padre Pio uniu ao zelo pelas almas a atenção pelo sofrimento humano fazendo-se promotor, em San Giovanni Rotondo, de uma estrutura hospitalar, por ele chamada «Casa Alívio do Sofrimento». Ele a quis como um hospital de primeira categoria, mas sobretudo preocupou-se por que nele se praticasse uma medicina verdadeiramente «humanizada», onde a relação com o doente se caracterizasse pela mais calorosa solicitude e pelo mais cordial acolhimento. Bem sabia que, quem está doente e sofre, tem necessidade não só de uma correcta aplicação dos instrumentos terapêuticos, mas também e sobretudo de um clima humano e espiritual, que lhe consinta redescobrir-se a si mesmo no encontro com o amor de Deus e a ternura dos irmãos.

Com a «Casa Alívio do Sofrimento» ele quis mostrar que os «milagres ordinários» de Deus passam através da nossa caridade. É preciso tornar-se disponível à partilha e ao serviço generoso dos irmãos, servindo-se de todos os recursos da ciência médica e da técnica.

7. O eco que esta beatificação suscitou na Itália e no mundo é sinal de que a fama de Padre Pio, filho da Itália e de Francisco de Assis, alcançou um horizonte que abarca todos os Continentes. É-me grato saudar todos os que aqui vieram, a começar pelas altas Autoridades italianas, que quiseram estar presentes: o Senhor Presidente da República, o Senhor Presidente do Senado, o Senhor Presidente do Conselho dos Ministros, que chefia a Delegação oficial, além de numerosos Ministros e Personalidades. A Itália está deveras representada de maneira digna! Mas também inúmeros fiéis de outras Nações estão aqui reunidos para prestar homenagem a Padre Pio.

A quantos vieram de perto ou de longe dirige-se a minha saudação afectuosa, juntamente com um especial pensamento para os Padres Capuchinhos. A todos um agradecimento cordial!

8. Quereria concluir com as palavras do Evangelho desta Missa: «Não se turve o vosso coração: crede em Deus». Faz eco desta exortação de Cristo o conselho que o novo Beato costumava repetir: «... Abandonai-vos plenamente no coração de Jesus, como uma criança entre os braços da mãe». Possa este convite penetrar também no nosso espírito como fonte de paz, de serenidade e de alegria. Por que devemos ter medo, se Cristo é para nós o Caminho, a Verdade e a Vida? Por que não confiarmos em Deus que é Pai, nosso Pai?

«Santa Maria das Graças», que o humilde capuchinho de Pietrelcina invocou com constante e terna devoção, nos ajude a ter os olhares fixos em Deus. Ela nos tome pela mão e nos incentive a procurar, com todos os esforços, aquela caridade sobrenatural que brota do lado trespassado do Crucificado.

E tu, Beato Padre Pio, volve do Céu o teu olhar sobre nós congregados nesta Praça e sobre quantos estão reunidos em oração na Praça de São João de Latrão e em San Giovanni Rotondo. Intercede por quem, em todas as partes do mundo, se une espiritualmente a este evento elevando a ti as suas súplicas. Vem em socorro de cada um e dá paz e conforto a todos os corações.

Amém!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Retiro de Adoradores

Convite para você subir à montanha e se encontrar com o Senhor!
Dias 14 a 16 de outubro, na Chácara Santa Cruz!
Não Perca!


"Acolhais os carismas com gratidão", diz o Papa aos Bispos de recente nomeação


(...)
Hoje gostaria de refletir brevemente convosco sobre a importância da acolhida, por parte dos bispos, dos carismas que o Espírito suscita para a edificação da Igreja. A consagração episcopal vos conferiu a plenitude do Sacramento da ordem, que, na comunidade eclesial, se coloca a serviço do sacerdócio comum dos fiéis, do crescimento espiritual e da santidade dos mesmos.

O sacerdócio ministerial, de fato, como sabeis, tem o objetivo e a missão de fazer acontecer o sacerdócio dos fiéis, que, na força do batismo, participam a seu modo, ao único sacerdócio de Cristo, como afirma a Constituição conciliar Lumen Gentium: "O sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdocio ministerial e hierárquico, mesmo que se diferenciem essencialmente e não somente em relação ao grau, são, todavia, ordenados um para o outro, a fim que um e outro, cada um ao seu modo, participem ao único sacerdócio de Cristo". Por esta razão, os bispos têm a tarefa de estarem atentos e trabalhar a fim que os batizados possam crescer na graça e segundo os carismas que o Espirito Santo suscita nos seus corações e nas suas comunidades.

O Concílio Vaticano II  recordou que o Espírito Santo, enquanto unifica na comunhão e no ministério da Igreja,  provê e dirige com os diversos dons hierárquicos e carismáticos e a embeleza com seus frutos. A recente Jornada Mundial da Juventude demonstrou mais uma vez, a fecundidade e a riqueza dos carismas na Igreja e a unidade eclesial de todos os fiéis reunidos ao redor do Papa e dos bispos. Uma vitalidade que reforça a obra de evangelização e a presença da Igreja no mundo. E vejamos, podemos quase tocar o Espírito Santo que também hoje é presente na Igreja, o qual cria carismas e cria unidade.

O dom fundamental ao qual sois chamados a alimentar os fiéis confiados aos vossos cuidados pastorais é antes de tudo, aquele da filiação divina, que é a participação de cada um na comunhão trinitária. O essencial é que nos tornemos realmente filhos e filhas no Filho. O batismo, que constitui os homens "filhos no Filho" e membros da Igreja, é a raiz e a fonte de todos os outros dons carismáticos. Com o vosso ministério de santificação vós educais os fiéis a participar sempre mais intensamente do ofício sacerdotal, profético e real de Cristo, ajudando-os a edificar a Igreja, segundo os dons recebidos de Deus, em modo ativo e corresponsável. De fato, devemos sempre ter consciência que os dons do Espírito, extraordinários ou simples e humildes que sejam, são sempre dados gratuitamente para a edificação de todos. O bispo, enquanto sinal visível da unidade da sua Igreja particular, tem a missão de unificar e harmonizar a diversidade carismática na unidade da Igreja, favorecendo a reciprocidade entre o sacerdócio ordenado e sacerdócio batismal.

Acolhais, portanto, os carismas com gratidão para a santificação da Igreja e a vitalidade do apostolado! E este acolhimento e gratidão em relação ao Espirito Santo, que opera também hoje entre nós, são inseparáveis do discernimento,que é exatamente a missão do bispo, como orientou o Concílio Vaticano II, que confiou ao ministério pastoral, o juízo sobre a genuinidade dos carismas e sobre seus serviços ordinários, sem extinguir o Espirito Santo, mas examinando e julgando aquilo que é bom. Isto me parece importante: de uma parte não extinguir, mas por outro lado, distinguir, ordenar e julgar examinando. Por isto deve estar sempre claro que nenhum carisma dispensa a referência e a submissão aos Pastores da Igreja. Acolhendo, julgando e ordenando os diversos dons e carismas, o bispo presta um grande e precioso serviço ao sacerdócio dos fiéis e à vitalidade da Igreja, que resplenderá como esposa do Senhor, revestida da santidade dos seus filhos.

Este articulado e delicado ministério requer ao bispo de alimentar com cuidado a própria vida espiritual. Somente assim cresce o dom do discernimento. Como afirma a Exortação Apostólica Pastores gregis, o bispo se torna pai exatamente porque é plenamente um filho da Igreja. Por outro lado, munido pela plenitude do Sacramento da Ordem, é mestre, santificador e Pastor que age em nome e na pessoa de Cristo. Estes dois aspectos inseparáveis o chamam a crescer como filho e como Pastor no seguimento de Cristo, de modo que, a sua santidade pessoal, manifeste a santidade objetiva recebida com a consagração episcopal, já que a santidade objetiva do sacramento e a santidade pessoal do bispo caminham juntas.

Vos exorto, pois, caros irmãos, a permanecer sempre na presença do Bom Pastor e a assimilar sempre mais os seus sentimentos e as suas virtudes humanas e sacerdotais, mediante a oração pessoal que deve acompanhar as vossas jornadas apostólicas. Na intimidade com o Senhor encontrareis conforto e sustento para o vosso ministério. Não tenhais medo de confiar ao coração de Jesus Cristo todas as vossas preocupações, certos que Ele cuida de vocês, como já ensinava o apóstolo Pedro. A oração seja sempre nutrida da meditação da Palavra de Deus, do estudo pessoal, do recolhimento e do justo repouso, a fim que possais com serenidade saber escutar e acolher aquilo que Espirito diz às Igrejas e conduzir todos à unidade da fé e do amor.

Com a santidade da vossa vida e a caridade pastoral sereis exemplo e ajuda aos sacerdotes, vossos primeiros indispensáveis colaboradores. Será vossa principal atenção crescer na corresponsabilidade como sábios guias dos fiéis, que convosco são chamados a edificar a comunidade, com os seus dons, os seus carismas, com o testemunho da vida deles, para que na comunhão da Igreja dê testemunho em Jesus Cristo, a fim que o mundo creia. E esta proximidade aos sacerdotes, hoje, com tantos problemas, é de grandíssima importância.

Confiando o vosso ministério à Maria, Mãe da Igreja, que está diante do povo de Deus repleta dos dons do Espírito Santo, dirijo com afeto a cada um de vocês, às vossas dioceses e particularmente aos vossos sacerdotes, a Benção Apostólica. Obrigado.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cantinho de Maria

Dois Corações

O Papa João XXIII tinha duas devoções em uma só: o Coração de Jesus Sacramentado.
E foi certamente daquele coração que recebeu alimento para ser o Papa bondoso, de coração grande como o mundo, um coração em que toda a humanidade se sentia bem.
Devemos imitá-lo, pois o nosso coração também se deve dilatar conforme o de Jesus.
Depois, devemos ter uma devoção viva pelo Coração de Maria, outro coração de carne que ainda palpita por todos e cada um de nós.
Nestes dois Corações encontraremos uma verdadeira escola de formação, o forno que nos forja como imagens de Cristo e de Maria.

Chiara Lubic

Papa nomeia Bispo Auxiliar para Arquidiocese de Brasília


O Papa Bento XVI nomeou o secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, como novo Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília. Até então, Dom Leonardo era Bispo Prelado de São Félix do Araguaia (MT). O anúncio da nomeação foi realizado nesta quarta-feira, 21.

Dom Leonardo Ulrich Steiner, O.F.M., nasceu em 6 de novembro de 1950 em Forquilhinha (SC), na Diocese de Criciúma. Emitiu a profissão religiosa na Ordem dos Frades Menores em 2 de agosto de 1976. Foi ordenado sacerdote em 21 de janeiro de 1978.

Estudou Filosofia e Teologia junto aos Franciscanos de Petrópolis e alcançou o Bacharelado em Filosofia e Pedagogia junto à Faculdade Salesiana de Lorena. Obteve, junto à Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma, e a Licença e o Doutorado em Filosofia. Após os estudos e um período como vigário e pároco, foi formador no Seminário até 1986 e Mestre de noviços de 1986 a 1995. Foi professor de Filosofia e secretário no Antonianum de 1995 a 2003.

De volta ao Brasil em 2003, foi vigário na Paróquia Bom Jesus na Arquidiocese de Curitiba, bem como Docente na Faculdade de Filosofia Bom Jesus. Em 2 de fevereiro de 2005, foi nomeado como Bispo Prelado de São Félix e recebeu a sagração episcopal em 16 de abril do mesmo ano.

Na Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em maio deste ano, foi eleito secretário-geral da CNBB para o quadriênio 2011-2014.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O silêncio do mosteiro


Há um bom tempo sinto a necessidade de silêncio. Parece-me que não estou mais tão acostumado a ele como antigamente. Não que o “antigamente” seja tão antigo, mas faz um bom tempo que não desligo tudo – celular, violão, prioridades, carro, preocupações, computador, agenda, responsabilidades, urgências e todos os etecétaras também.

“Mas, padre, isso é vida também!”. Tem razão, é vida. É verdade! Não quero aqui um discurso simplista e saudosista. Só estou dizendo que tenho saudades de silêncio de dentro e silêncio de fora. É uma necessidade em mim e que estou destreinado.

“Então faça silêncio!”, digo em voz alta e também ouço pessoas falando dentro da minha cabeça. “Por que não faz, então? É tão simples parar!”. Ah! Não é não! Parar como quero e preciso não é tão simples assim... Tenho que pensar, repensar, preparar o meu espírito, parar de falar e fazer.

Esqueça, agora, que é um padre falando – alguém que tem uma missão de Igreja e vive em uma comunidade de vida que acolhe dependentes químicos. Tente enxergar aqui a pessoa, o humano igual a você, até porque não quero que gaste o seu tempo com aquilo que é meu. Quem sou eu pra entrar assim no seu tempo? Que atrevimento o meu querer falar de mim. Minha palavra é apenas minha palavra; irá passar como o vento.

Sou um homem de Deus. Sou de Deus. Deus me fez. Deus tem me recriado cada dia. Falo de Deus. Celebro a Santa Missa todos os dias em seu nome, in Persona Christi. Ouço e perdôo em Sua pessoa... A música que faço, fazemos juntos, Ele e eu. Canto pra Ele e falando dele. Prego e ensino sobre Ele. Falo das pessoas para Ele... Peço por elas...

Uma pergunta me provoca: “E eu falo com Deus? Escuto a voz de Deus? Obedeço a sua Palavra? Permito que Ele celebre o seu Memorial no altar de minha história cada dia? Busco ver a Deus face a face, ou tenho me guiado pelo seu reflexo nas coisas, nas criaturas, nas coisas que faço até em seu nome?” Chega de perguntas.

Preciso subir à Montanha e, para isso, deixar os pesos inúteis... A “montanha” é o lugar do sair de mim mesmo e o lugar do encontro com o Outro, Único, Desejado e Pleno. A montanha está em quase tudo da planície, mas o problema existe quando me perco e gasto o meu melhor nos imediatismos e urgências da planície. Assim, não vejo a Deus e Deus também não me vê, pois estou estimulado e blindado com a idéia de uma falsa importância.

Preciso descer ao chão sagrado de minha humanidade/humildade (o húmus, a terra fértil e fecunda que é a melhor parte). As máscaras devem cair o quanto antes. As roupagens pomposas que me escondem e protegem ao mesmo tempo, precisam ser rasgadas – como faziam os penitentes no Antigo Testamento. Preciso “rasgar o coração” para me ver nu diante do Misericordioso. As pinturas que escondem os vincos do meu rosto precisam ser lavadas, para que eu reaprenda a ser visto por um olhar de dentro das pessoas.

O silêncio tem me buscado, querendo andar na minha companhia. A nossa vida está “escondida com Cristo em Deus”, diz São Paulo. Eu preciso dele. O silêncio amado e buscado com todas as forças haverá de nos salvar da vida que se perde na dispersão e nos barulhos. Buscar um mosteiro, fazer um retiro, talvez seja um bom jeito de recomeçar ao jeito antigo de silenciar o coração.

Padre André Luna

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Música da Semana!

Boa noite!
Nesta semana, que começa com o salmista nos dizendo: "Maravilhas fez conosco o Senhor", você olhe para sua vida e renda ao Senhor gratidão pela obra que ele realiza!
Que o Espírito Santo venha transformar seu olhar para que você enxergue a ação de Deus na sua história e modificar seu coração, para que clame ao Pai que venha te conduzir em cada dia! E que assim, sua vida seja toda ela uma canção de gratidão!
Que o Senhor te abençoe!
A paz!

Noite de espiritualidade com São Pio de Pietrelcina

domingo, 18 de setembro de 2011

Ide também vós para minha vinha!


Neste XXV Domingo do Tempo Comum continuamos a ler e a meditar, com a Igreja, o Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus, tal como tem ocorrido nos domingos anteriores. A leitura deste Evangelho, nos Domingos do Tempo Comum deste ano, é mais uma oportunidade que temos de conhecer, refletir, rezar e viver, as palavras e ações de Jesus, segundo Mateus. Na parábola, hoje proclamada, Jesus destaca a atitude do Senhor que chama trabalhadores para a sua vinha nos diversos momentos do dia: “de madrugada” até o fim da tarde.              

É importante ter presente que a iniciativa é do dono da vinha, figura do próprio Deus que vem até nós e nos ama por primeiro. É ele quem sai e vai ao encontro dos trabalhadores, oferecendo a todos a oportunidade de estar na sua vinha, especialmente, aos que se encontram “desocupados”, “na praça”. Além disso, o Senhor demonstra a sua generosidade e a gratuidade do seu amor na igual recompensa oferecida aos trabalhadores no final da jornada. Contudo, os que foram contratados primeiro murmuram contra este modo de proceder.
                

O amor de Deus não se restringe aos limites estreitos da lógica farisaica da recompensa, que infelizmente perdura até hoje. Os trabalhadores da primeira hora esquecem-se de que estar na vinha há mais tempo e nela trabalhar deveria ser considerado um dom, uma graça, e não um peso. Além disso, eles não estavam sendo capazes de atribuir igual valor aos que começaram a trabalhar na vinha por último.
  

Essa atitude faz recordar a parábola em que o irmão mais velho reclama da acolhida generosa e festiva dada pelo Pai ao “filho pródigo”, esquecendo-se de que a sua alegria e recompensa já estava no fato de ter permanecido o tempo todo na casa do Pai, participando dos seus bens. Quem está na “vinha” há mais tempo, já tem recebido a sua recompensa. Esta parábola faz pensar no modo como se vive no mundo de hoje e, especialmente, na maneira como se trata os “últimos”. A comunidade cristã deve acolher e valorizar os “últimos”.               

Os que estão há mais tempo merecem o reconhecimento, a gratidão e o apoio, mas é preciso acolher bem os que chegam e valorizar os que nela se encontram ou trabalham há menos tempo. Há lugar e trabalho para todos. Ninguém deve ficar “desocupado” ou sentir-se dispensado da missão. Daí, a expressão “Ide também vós”.  O “Ide” da parábola dos vinhateiros faz pensar no “Ide” dirigido por Jesus aos discípulos enviando-os a evangelizar, isto é, o mandato missionário, que se encontra destacado no final do próprio Evangelho de Mateus.

Necessitamos de discípulos missionários dispostos a trabalhar na vinha do Senhor, participando da comunidade e sentindo-se responsáveis por ela. Neste mês da Bíblia, procure escutar a Palavra de Deus com maior empenho e responder “sim” ao convite que Jesus nos dirige hoje: “Ide também vós para a minha vinha!” Faça a sua parte! Participe da vida da Igreja, dispondo-se a trabalhar na vinha do Senhor.  Ajude a sua comunidade a ser cada vez mais fraterna e acolhedora! 

Dom Sérgio da Rocha
Arcebispo de Brasília


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Sacerdote, presente de Deus para o mundo!

"O sacramento da Ordem torna a pessoa semelhante a Cristo por meio de uma graça especial do Espírito Santo, para servir de instrumento de Cristo em favor da sua Igreja. Pela ordenação, a pessoa se habilita a agir como representante de Cristo, Cabeça da Igreja, em sua tríplice função de sacerdote, profeta e rei" (CIC, 1581)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Hallel Brasília

Neste sábado acontecerá o 16º Hallel de Brasília! Serão várias atrações no Ginásio Nilson Nelson! Clique aqui para ver a programação!


Catequese do Papa Bento XVI sobre o salmo 22!


Queridos irmãos e irmãs,

na Catequese de hoje, gostaria de me aprofundar em um Salmo com fortes implicações cristológicas, que continuamente aflora nas narrações da paixão de Jesus, com a sua dúplice dimensão de humilhação e de glória, de morte e de vida. É o Salmo 22, segundo a tradição hebraica, 21 segundo a tradição greco-latina, uma oração dolorosa e tocante, de uma densidade humana e riqueza teológica que o tornam um dos Salmos mais rezados e estudados de todo o Saltério. Trata-se de uma longa composição poética, e nós nos deteremos particularmente sobre a primeira parte, centrada no lamento, para aprofundar algumas dimensões significativas da oração de súplica a Deus.

Esse Salmo apresenta a figura de um inocente perseguido e circundado por adversários que desejam a sua morte; e ele recorre a Deus em um lamento doloroso que, na certeza da fé, abre-se misteriosamente ao louvor. Na sua oração, a realidade angustiante do presente e a memória consoladora do passado alternam-se, em uma sofrida busca de consciência da própria situação desesperadora, que, contudo, não deseja renunciar à esperança. O seu grito inicial é um apelo dirigido a um Deus que parece distante, que não responde e parece tê-lo abandonado:

"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
E permaneceis longe de minhas súplicas e de meus gemidos?
Meu Deus, clamo de dia e não me respondeis;
imploro de noite e não me atendeis" (vv. 2-3)

Deus silencia-se, e esse silêncio lacera a alma do orante, que incessantemente chama, mas sem encontrar resposta. Os dias e as noites sucedem, em uma busca inestancável de uma palavra, de um auxílio que não vem; Deus parece tão distante, tão esquecido, tão ausente. A oração pede escuta e resposta, solicita um contato, busca uma relação que possa dar conforto e salvação. Mas, se Deus não responde, o grito de auxílio se perde no rosto e na solidão tornada insustentável. E ainda assim, o orante do nosso Salmo, por três vezes, no seu grito, chama o Senhor de "meu" Deus, em um extremo ato de confiança e de fé. Não obstante toda a aparência, o Salmista não pode crer que o vínculo com o Senhor tenha sido interrompido totalmente; e, enquanto questiona o porquê de um presunto abandono incompreensível, afirma que o "seu" Deus não pode o abandonar.

Come se nota, o grito inicial do Salmo, "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?", é reportado pelos Evangelhos de Mateus e de Marcos como o grito lançado por Jesus morrendo na cruz (cf. Mt 27,46; Mc 15,34). Isso expressa toda a desolação do Messias, Filho de Deus, que está enfrentando o drama da morte, uma realidade totalmente oposta ao Senhor da vida. Abandonado por quase todos os seus, traído e renegado pelos discípulos, entornado por quem o insulta, Jesus está sob o peso esmagador de uma missão que deve passar pela humilhação e aniquilamento. Por isso grita ao Pai, e o seu sofrimento assume as palavras dolorosas do Salmo. Mas o seu não é um grito desesperado, como não o era aquele do Salmista, que na sua súplica percorre um caminho atormentado de névoas, mas, sim, encontra-se em uma perspectiva de louvor, na confiança da vitória definitiva. E porque, no costume hebraico, citar ao início de um Salmo implicava uma referência a todo o poema, a oração agonizante de Jesus, ainda que mantendo a sua carga de indizível sofrimento, abre-se à certeza da glória. "Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?", dirá o Ressuscitado aos discípulos de Emaús (Lc 24,26). Na sua paixão, em obediência ao Pai, o Senhor Jesus atravessa o abandono e a morte para chegar à vida e doá-la a todos os crentes.

A esse grito inicial de súplica, no nosso Salmo 22, segue-se, em doloroso contraste, a recordação do passado:

"Nossos pais puseram sua confiança em vós,
esperaram em vós e os livrastes.
A vós clamaram e foram salvos;
confiaram em vós e não foram confundidos" (vv. 5-6)

Aquele Deus que hoje, ao Salmista, parece tão distante, é, contudo, o Senhor misericordioso que Israel sempre experimentou em sua história. O povo a que o orante pertence foi alvo do amor de Deus e pôde testemunhar a sua fidelidade. A começar pelos Patriarcas, e depois no Egito e na longa peregrinação pelo deserto, na permanência na terra prometida em contato com populações agressivas e inimigas, até a escuridão do exílio, toda a história bíblica foi uma história de grito de auxílio por parte do povo e de respostas salvíficas por parte de Deus. E o Salmista faz referência à constante fé dos seus pais, que "confiaram" – por três vezes essa palavra é repetida – sem nunca ficarem desiludidos. Agora, todavia, parece que essa cadeia de invocações confiantes e respostas divinas se interrompe; a situação do Salmista parece desmentir toda a história da salvação, tornando ainda mais dolorosa a realidade presente.

Mas Deus não pode se contradizer, e eis então que a oração volta a descrever a situação penosa do orante, para induzir o Senhor a ter piedade e intervir, como tinha sempre feito no passado. O Salmista define-se como um "verme, não sou homem, o opróbrio de todos e a abjeção da plebe" (v. 7), é ridicularizado, escarnecido (cf. v. 8) e ferido exatamente na fé: "Esperou no Senhor, pois que ele o livre, que o salve, se o ama" (v. 9), dizem. Sob os golpes zombeteiros da ironia e da provocação, parece quase que o perseguido perde as próprias conotações humanas, como o Servo sofredor esboçado no Livro de Isaías (cf. Is 52,14; 53,2b-3). E como o justo oprimido do Livro da Sabedoria (cf. 2,12-20), como Jesus no Calvário (cf. Mt 27,39-43), o Salmista coloca em questão o seu relacionamento com o seu Senhor, no realce cruel e sarcástico disto que o está fazendo sofrer: o silêncio de Deus, a sua aparente ausência. No entanto, Deus esteve presente na existência do orante com uma proximidade e uma ternura incontestáveis. O Salmista recorda-o ao Senhor: "Sim, fostes vós que me tirastes das entranhas de minha mãe e, seguro, me fizestes repousar em seu seio. Eu vos fui entregue desde o meu nascer" (vv. 10-11a). O Senhor é o Deus da vida, que faz nascer e acolhe o recém-nascido e toma cuidado dele com afeto de pai. E, se antes era feita memória da fidelidade de Deus na história do povo, agora o orante evoca a própria história pessoal de relacionamento com o Senhor, ressaltando o momento particularmente significativo do início da sua vida. E ali, não obstante a desolação do presente, o Salmista reconhece uma proximidade e um amor divinos tão radicais a ponto de poder agora exclamar, em uma confissão plena de fé e geradora de esperança: "desde o ventre de minha mãe vós sois o meu Deus" (v. 11b).

O lamento torna-se, então, súplica do coração: "Não fiqueis longe de mim, pois estou atribulado; vinde para perto de mim, porque não há quem me ajude" (v. 12). A única proximidade que o Salmista percebe e que o espanta é aquela dos inimigos. É, portanto, necessário que Deus se faça próximo e socorra, porque os inimigos circundam o orante, cercam-no, e são como touros numerosos, como leões que abrem suas fauces para rugir e arrebatar (cf. vv. 13-14). A angústia altera a percepção do perigo. Os adversários parecem invencíveis, tornam-se animais ferozes e perigosíssimos, enquanto o Salmista é como um pequeno verme, impotente, sem defesa alguma. Mas essas imagens usadas no Salmo servem também para dizer que, quando o homem torna-se brutal e agride o irmão, algo de animalesco toma conta dele, parece perder toda a aparência humana; a violência tem sempre em si algo de bestial e somente a intervenção salvífica de Deus pode restituir o homem à sua humanidade. Ora, para o Salmista, objeto de tantas ferozes agressões, parece não haver mais escapatória, e a morte começa a tomar posse dele: "Derramo-me como água, todos os meus ossos se desconjuntam; [...] minha garganta está seca qual barro cozido, pega-se no paladar a minha língua [...] repartem entre si as minhas vestes, e lançam sorte sobre a minha túnica" (vv. 15.16.19). Com imagens dramáticas, que se reencontram nas narrativas da paixão de Cristo, descreve-se o desfalecimento do corpo condenado, a sede insuportável que atormenta o homem moribundo e que encontra eco no pedido de Jesus: "Tenho sede" (cf. Jo 19,28), para chegar ao gesto definitivo dos algozes que, como os soldados sob a cruz, repartem entre si as vestes da vítima, considerada já morta (cf. Mt 27,35; Mc 15,24; Lc 23,34; Jo 19,23-24).

Eis então, urgente, de novo o pedido de socorro: "Porém, vós, Senhor, não vos afasteis de mim; ó meu auxílio, bem depressa me ajudai. […] Salvai-me" (vv. 20.22a). É esse um grito que adentra os céus, porque proclama uma fé, uma certeza que vai para além de toda a dúvida, de toda a escuridão e de toda a desolação. E o lamento transforma-se, cede lugar à oração no acolhimento da salvação: "Então, anunciarei vosso nome a meus irmãos, e vos louvarei no meio da assembleia" (vv. 22c-23). Assim, o Salmo abre-se à ação de graças, ao grande hino final que envolve todo o povo, os fiéis do Senhor, a assembleia litúrgica, as gerações futuras (cf. vv. 24-32). O Senhor vem em auxílio, salvou o pobre e lhe mostrou o seu rosto de misericórdia. Morte e vida se entrecruzam em um mistério inseparável, e a vida triunfou, o Deus da salvação se mostrou no Senhor de modo incontestável, tanto que todos os confins da terra O celebrarão e diante d'Ele todas as famílias dos povos se prostrarão. É a vitória da fé, que pode transformar a morte em dom da vida, o abismo do dor em fonte de esperança.

Irmãos e irmãs caríssimos, esse Salmo nos levou ao Gólgota, aos pés da cruz de Jesus, para reviver a sua paixão e compartilhar a alegria fecunda da ressurreição. Deixemo-nos, portanto, invadir pela luz do mistério pascal também na aparente ausência de Deus, também no silêncio de Deus, e, como os discípulos de Emaús, aprendamos a discernir a verdadeira realidade para além das aparências, reconhecendo o caminho da exaltação exatamente na humilhação, e o pleno manifestar-se da vida na morte, na cruz. Assim, recolocando toda a nossa confiança e a nossa esperança em Deus Pai, em cada angústia, possamos rezar também nós a Ele com fé, e o nosso grito de súplica se transforme em canto de louvor. Obrigado.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cantinho de Maria

Maria e nós


Se nós nos amássemos entre cristãos, como se Maria, nossa mãe, estivesse entre nós, creio que teríamos uma compreensão maior da Palavra de Deus que nos é pregada pelos seguidores dos apóstolos. E ela penetraria tão fortemente em nós e nos outros que desencadearia a revolução cristã ao nosso redor... porque, diga-se de passagem, cochilamos demais, e acampamos, e perdemos tempo com mil vaidades, fazendo-nos passar por cristãos, enquanto a revolução do ódio invade o mundo.

Maria, nossa mãe, vimos a ti, que a todos escutas: a fé no-lo diz e o coração no-lo garante.

A contribuição de Maria para a Redenção foi sobretudo uma contribuição de vida, de silêncio e de lágrimas; não tanto de obras, de palavras e de alarido.

Chiara Lubic


Exaltação da Santa Cruz


Celebramos hoje a festa da Exaltação da Santa Cruz. Esta festa chama a atenção, pois destaca o grande paradoxo da nossa fé – foi exatamente pela cruz, o mais terrível entre os suplícios, que veio nossa salvação.

Humanamente falando, a morte de Jesus na cruz significava o fracasso total da Sua vida e missão, mas, de fato, escondia a vitória de Deus sobre o mal, da vida sobre a morte, da graça sobre o pecado – uma vitória que se manifestaria ao terceiro dia, na Ressurreição.

Estamos diante do mistério que Paulo desvenda: “Deus escolheu o que é loucura no mundo, para confundir os sábios; e Deus escolheu o que é fraqueza no mundo, para confundir o que é forte. E aquilo que o mundo despreza, acha vil e diz que não tem valor, isso Deus escolheu para destruir o que o mundo pensa que é importante” (I Cor 1,27-28).

Deus enviou-nos o Seu Filho. O “Filho do Homem” significa o humano, o encarnado na vida, na história. O Filho do Homem desceu do céu e será levantado. É o Verbo que se fez carne e vimos a Sua glória. Temos aqui a dinâmica característica do Evangelho de João: Jesus desceu do céu para elevar o humano.

João prima pela revelação da exaltação da condição humana a partir da Encarnação do Filho de Deus, Jesus. A elevação do Filho do Homem é a elevação do humano. Jesus é a serpente levantada no deserto por Moisés para a salvação de toda a humanidade.

A festa de hoje celebra a cruz, não o sofrimento. Jesus não nos salvou por ter sofrido três horas na cruz – Ele nos salvou porque a Sua vida foi totalmente fiel à vontade do Pai. Por causa dessa fidelidade, as Suas opções concretas O colocaram em conflito com as estruturas de dominação sócio-político-religiosas, o que causou o Seu assassinato judicial.

A morte de Jesus foi muito mais do que uma tentativa de eliminar alguém que incomodasse. Era a tentativa de aniquilar o Seu movimento, a Sua pregação, a visão de Deus e do projeto divino que Ele ensinava. A cruz então se tornava o símbolo de doação total numa vida de fidelidade absoluta ao projeto do Pai. Era o último passo de coerência, consequência lógica do seguimento segundo a vontade de Deus.

Assim, Jesus deixa bem claro nas páginas dos Evangelhos que a cruz é a característica do discípulo: “Se alguém quer me seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz, e me siga”. (Mc 8,24).

Jesus não nos convida a buscar o sofrimento, mas a carregar a cruz – consequência de uma religião que é vivencial, que acarreta ações e atitudes coerentes com o Deus no qual acreditamos, e que traz em seu bojo as sementes de um conflito com todo poder opressor, pois “os meus projetos não são os projetos de vocês, e os caminhos de vocês não são os meus caminhos”. (Is 55,8).

Paulo descobriu que pregar Cristo “sem a cruz” era esvaziar a evangelização. Assim, declara à comunidade de Corinto: “Entre vocês eu não quis saber outra coisa a não ser Jesus Cristo e Jesus Cristo crucificado”.(I Cor 2,2). A cruz de Cristo é inseparável da Sua vida, pois é a consequência dela.

No entanto, a cruz também não se separa da Ressurreição, pois ela é o resultado de tal coerência e fidelidade. A festa de hoje nos desafia para que respondamos ao convite de Jesus para carregar a nossa cruz numa vida de discipulado e missionariedade, continuando a Sua missão no mundo, pois – como diz o nosso texto de hoje, – “Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por meio dele”.

Padre Bantu

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Novena de Santa Teresinha - Paróquia Nossa Senhora do Carmo

Olá!

Bom dia!

Nos dias 22 a 30 desse mês, durante as Missas das 19h30, a Paróquia Nossa Senhora do Carmo, que fica na QSF 05/07, área especial n° 02, e a Comunidade Gratidão promoverá a novena em honra a Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face. Assim, desejamos experenciar a espiritualidade de nossa baluarte.

Meditaremos sobre os seguintes temas, todos segundo o olhar da Florzinha do Carmelo:


1º dia - Amor gratuito de Deus que é Pai, nosso Pai.
2º dia - Romper com o pecado: uma forma de agradar a Deus e ser feliz.
3º dia - Salvação em Cristo: dada de graça a quem desejá-la.
4º dia - Jesus, senhor da minha humanidade.
5º dia - A virtude da fé e a decisão diária pela conversão.
6º dia - Permanecer na Igreja: ser membros atuantes do Corpo de Cristo.
7º dia - Espírito Santo, Deus íntimo e apaixonante.
8º dia - Virgem Maria, a senhora do sorriso.
9º dia - Adoração Eucarística: adoradores com a marca da intimidade.


Contamos com sua presença!

Discurso do Papa Bento XVI aos namorados!


Queridos namorados!

Estou feliz por concluir esta intensa jornada, cume do Congresso Eucarístico Nacional, encontrando-me convosco, quase desejando confiar a herança deste evento de graça às vossas jovens vidas. A Eucaristia, dom de Cristo para a salvação do mundo, indica e contém o horizonte mais verdadeiro da experiência que estais vivendo: o amor de Cristo enquanto plenitude do amor humano. Agradeço ao Arcebispo de Ancona-Osimo, Dom Edoardo Menichelli, pela sua cordial saudação, e a todos vós por essa vivaz participação; obrigado também pelas perguntas que me tendes dirigido e que eu acolho confiando na presença em meio a nós do Senhor Jesus: Ele somente tem palavras de vida eterna, palavras de vida para vós e para o vosso futuro!

Aquelas que apresentais são interrogações que, no atual contexto social, assumem um peso ainda maior. Gostaria de oferecer-vos algumas orientações para uma resposta. Em certos aspectos, o nosso não é um tempo fácil, sobretudo para vós, jovens. A mesa está preparada com tantas coisas deliciosas, mas, como no episódio evangélico das bodas de Caná, parece que veio a faltar o vinho da festa. Sobretudo a dificuldade de encontrar um trabalho estável estende um véu de incerteza sobre o futuro. Essa condição contribui para adiar a tomada de decisões definitivas, e incide de modo negativo sobre o crescimento da sociedade, que não chega a valorizar plenamente a riqueza das energias, das competências e da criatividade da vossa geração.

Falta o vinho da festa também em uma cultura que tende a prescindir de claros critérios morais: na desorientação, cada um é forçado a mover-se de maneira individual e autônoma, muitas vezes apenas no perímetro do presente. A fragmentação do tecido comunitário reflete-se em um relativismo que mina os valores essenciais; a harmonia de sentimentos, estados de ânimo e de emoções parece mais importante que a partilha de um projeto de vida. Também as escolhas de fundo, portanto, tornam-se frágeis, expostas a uma perene revogabilidade, que muitas vezes é tida como expressão de liberdade, mesmo que assinale, mais que tudo, a carência. Pertence a uma cultura privada do vinho da festa também a aparente exaltação do corpo, que, na realidade, banaliza a sexualidade e tende a fazê-la viver fora de um contexto de comunhão de vida e de amor.

Queridos jovens, não tenhais medo de afrontar esses desafios! Não percais nunca a esperança. Tendes coragem, também nas dificuldades, permanecendo firmes na fé. Estais certos de que, em cada circunstância, sois amados e protegidos pelo amor de Deus, que é a nossa força. Por isso, é importante que o encontro com Ele, sobretudo na oração pessoal e comunitária, seja constante, fiel, exatamente como é o caminho do vosso amor: amar a Deus e sentir que Ele me ama. Nada nos pode separar do amor de Deus! Estejais certos, pois, que também a Igreja vos é próxima, vos sustenta, não cessa de olhar para vós com grande confiança. Ela sabe que tendes sede de valores, aqueles verdadeiros, sobre os quais vale a pena construir a vossa casa! O valor da fé, da fé, da família, das relações humanas, da justiça. Não vos desencorajeis diante das carências que parecem tirar a alegria da mesa da vida. Nas núpcias de Caná, quando vem a faltar o vinho, Maria convidou os servos a dirigir-se a Jesus e deu-lhes uma indicação preciosa: "Fazei o que ele vos disser" (Jo 2,5). Tenhais como um tesouro a essas palavras, as últimas de Maria reportadas no Evangelho, quase o seu testamento espiritual, e tereis sempre a alegria da festa: Jesus é o vinho da festa!

Como namorados, vos encontrais a viver uma época única, que abre à maravilha do encontro e faz descobrir a beleza de existir e de ser preciosos para alguém, de poder-vos dizer reciprocamente: tu és importante para mim. Vivais com intensidade, gradualidade e verdade esse caminho. Não renuncieis a perseguir um ideal alto de amor, reflexo e testemunho do amor de Deus! Mas, como viver essa fase da vossa vida, testemunhar o amor na comunidade? Gostaria de dizer-vos, antes de tudo, que eviteis vos trancar em relacionamentos íntimos, falsamente tranquilizadores; façais, mais que tudo, que a vossa relação torne-se levedo de uma presença ativa e responsável na comunidade. Não esqueçais, pois, que, para ser autêntico, também o amor exige um caminho de amadurecimento: a partir da atração da inicial e do "sentir-se bem" com o outro, educai-vos a "querer bem" ao outro. O amor vive de gratuidade, de sacrifício de si, de perdão e de respeito pelo outro.

Queridos amigos, cada amor humano é sinal do Amor eterno que nos criou, e cuja graça santifica a escolha de um homem e de uma mulher em dar-se reciprocamente a vida no matrimônio. Vivais esse tempo do namoro na expectativa confiante de tal dom, que é acolhido percorrendo uma estrada de consciência, de respeito, de atenções que não deveis nunca ferir: somente nessa condição a linguagem do amor permanecerá significativa também ao passar dos anos. Educai-vos, pois, desde agora à liberdade da fidelidade, que leva a se proteger reciprocamente, até viver um pelo outro. Preparai-vos para escolher com convicção o "para sempre" que conota o amor: a indissolubilidade, antes que condição, é dom a ser desejado, pedido e vivido, para além de todas as mutáveis situações humanas. E não pensais, segundo uma mentalidade difusa, que a convivência seja garantia para o futuro. Queimar as etapas leva a "queimar" o amor, que, ao contrário, tem necessidade de respeitar os tempos e a gradualidade nas expressões; tem necessidade de dar espaço a Cristo, que é capaz de tornar um amor humano fiel, feliz e indissolúvel. A fidelidade e a continuidade do vosso querer-vos bem vos tornarão capazes também de ser abertos à vida, de serem pais: a estabilidade da vossa união no Sacramento do Matrimônio permitirá aos filhos que Deus desejar vos dar crescer confiantes na bondade da vida. Fidelidade, indissolubilidade e transmissão da vida são os pilares de cada família, verdadeiro bem comum, patrimônio precioso para toda a sociedade. Desde agora, fundai sobre tudo isso o vosso caminho rumo ao matrimônio e testemunhai-o também aos vossos coetâneos: é um serviço precioso! Sejais gratos a quantos, com compromisso, competência e disponibilidade vos acompanham na formação: são sinal da atenção e do cuidado que a comunidade cristã vos reserva. Não sejais sós: busqueis e acolheis por primeiro a companhia da Igreja.

Gostaria de voltar ainda sobre um ponto essencial: a experiência do amor tem no seu interior a tensão rumo a Deus. O verdadeiro amor promete o infinito! Fazei, portanto, deste vosso tempo de preparação ao matrimônio um itinerário de fé: redescubrais para a vossa vida de casal a centralidade de Jesus Cristo e do caminhar na Igreja. Maria ensina-nos que o bem de cada um depende do escutar com docilidade a palavra do Filho. Em quem se confia n'Ele, a água da vida cotidiana transforma-se no vinho de um amor que torna boa, bela e fecunda a vida. Caná, de fato, é anúncio e antecipação do dom do vinho novo da Eucaristia, sacrifício e banquete no qual o Senhor nos alcança, renova e transforma. Não firais a importância vital desse encontro: a assembleia litúrgica dominical vos encontre plenamente participantes; da Eucaristia brota o sentido cristão da existência e um novo modo de viver (cf. Exort. ap. postsin. Sacramentum caritatis, 72-73). Não tenhais, então, medo de assumir a comprometedora responsabilidade da escolha conjugal; não temais em entrar neste "grande mistério", no qual duas pessoas tornam-se uma só carne (cf. Ef 5,31-32).

Caríssimos jovens, confio-vos à proteção de São José e de Maria Santíssima; seguindo o convite da Virgem Mãe – "Fazei o que ele vos disser" – não vos faltará o sabor da verdadeira festa e sabereis levar o "vinho" melhor, aquele que Cristo dá para a Igreja e para o mundo. Gostaria de dizer-vos que também eu sou próximo a vós e a todos aqueles que, como vós, vivem esse maravilhoso caminho do amor. Abençoo-vos de todo o coração!


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Música da Semana!

Bom dia!
Desejamos que nesta semana seu coração seja transformado pelo Senhor!
Que o Espírito Santo aja em sua vida, para que o seu coração, a cada dia e em cada passo dado pelo caminho da compaixão, seja parecido com o de Jesus. Ele, que soube amar, perdoar, se alegrar e obedecer ao Pai seja seu exemplo e que ouvindo atento aos ensinamentos do Senhor você possa viver por Ele!
A paz de Cristo!
Uma ótima semana!


sábado, 10 de setembro de 2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

II Congresso de Músicos da Pastoral da Música de Brasília


Perfumes de São Pio

Este meu coração é teu... Jesus meu! Então toma meu coração, preencha com teu amor e logo me manda o que queiras!

Acende tu, Jesus, aquele fogo que vieste trazer à terra, para que eu, consumido por ele, me imole no altar da tua Caridade como holocausto de amor, para que Tu reines em meu coração e no coração de todos, e todos em todas as partes se levantem em um canto de louvor, benção e gratidão a Ti pelo Amor e divina ternura que nos demonstraste no mistério do teu nascimento.

Ama a Jesus, ama-o muito, e por isso ama mais no sacrifício. O amor quer ser amargo. 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cruz, escola da castidade!





Bismarck, famoso ditador alemão, dizia que uma mentira dita um milhão de vezes, torna-se verdade. A técnica de massificar o engano e diluir a verdade é uma das estratégias adotadas pelos formadores de opinião para induzir a sociedade ao consumo dos apelos hedonistas e introduzir o coração do homem nas sendas dos seus próprios impulsos cegos e egoístas, em propostas lisonjeiras mas interesseiras, enganadoras e volúveis, que atrás de si deixam o vazio e a frustração.
A grande mentira contada milhões de vezes no seio da sociedade é que as criaturas tem valor absoluto e trazem felicidade em si mesmas e que o prazer vivido na relação entre as criaturas é suficiente para realizar plenamente o homem! Porém, isso é apenas mais uma miragem vendida nos comerciais, rotulada nas garrafas, estampada nas vitrines e que pouco a pouco vai instigando os desejos e manobrando a moral humana na direção desta terra de ninguém chamada idolatria.
Perdida nesta realidade onde se pretende excluir Deus e na qual os principais critérios por que se rege a existência são o poder, o ter ou o prazer, a sociedade vai naufragando de paixão em paixão e encontra-se tão envolvida que passou a odiar a verdade por amor àquilo que toma como verdadeiro.
Sabemos que a felicidade é a alegria que provém da verdade e, por isso, nenhuma proposta de vida construída sobre a mentira pode realizar o homem. Na busca pela verdade, gerações e gerações fortemente influenciadas pelas promessas de encontrar felicidade no amor estilo “self-service” e “fast-food” olham frustradas para suas vidas e se interrogam: o que deu errado na minha busca pela felicidade? Será que é verdadeiro este amor que me apresentaram? Se é verdadeiro, porque permanece o vazio, a depressão, a desilusão, os vícios, as feridas, a escravidão, as insatisfações, a falta de sentido e a tristeza? Porque parece que algo está errado? Porque não consigo me satisfazer com coisas e pessoas? Será que o amor é uma mentira ou mentiram para mim a respeito do amor?
Estas perguntas sempre surgem no coração de homens e mulheres que procuram encontrar a felicidade somente no amor pelas coisas e pessoas. Assim, vivem à espera de uma retribuição do amor que as sacie mas que nenhuma criatura pode dar e que só encontra resposta eficaz no lugar onde o amor foi total, a Cruz de Cristo.
Ali, revela-se aos homens a verdade essencial do amor, ou seja, que ele cresce e realiza-se na medida que é dado. Na cruz, Deus assume o lugar do homem e ensina o homem a amar a Deus e ao próprio homem.
Mas o que a cruz tem a ver com a castidade? Muito simples. A castidade supõe o amor ordenado, educado, integral, vivido segundo os planos de Deus, então, a única e verdadeira escola capaz de educar o amor do homem para a castidade é a Cruz, ou seja, a oferta total de si mesmo a Deus em favor dos outros.
Se o homem geme e anseia por realizar-se no amar, somente na vivência da castidade ele pode lançar-se todo no amor de Deus sem reservas, cálculos, posses, reservas, misturas, rasuras e ponderações. É o casto amor que, vivido segundo os planos de Deus, sempre encontra resposta proporcional à sua busca e protege o amor do homem de possuir ou entregar-se ao que não lhe sacia plenamente.
Por isso, a castidade é bandeira a ser erguida diante de um mundo que aprisiona o amor nas grades do prazer, tratando-o como mercadoria barata que se pode comprar e vender, desvinculando-o daquilo que o faz verdadeiramente amor, ou seja, ser entrega total. A castidade é tudo amar sem nada possuir, eliminando o risco de trair o amor no que ele tem de mais belo: ser um sinal eterno de pertença filial a Deus.  
Portanto, a castidade ultrapassa os atos e revela a liberdade interior daqueles que são incapazes de permitir que haja qualquer elemento de divisão entre o seu coração e o coração de Deus. A castidade, portanto, é um antídoto eficaz que anula o efeito do veneno da idolatria, colocando o homem frente a frente com o verdadeiro sentido amor, ou seja, a cruz.
Ser casto é amar tanto a Deus que, sabendo que num determinado ambiente vou ofendê-lo, vou amar mais aos outros do que a Ele, dou meia volta e vou pra casa! Ser casto é não criar substitutos para Deus. É fazer como São Francisco que se jogava numa roseira para não pecar, é fazer como São Thomas de Aquino que pegou um lenha em brasa na lareira para espantar a mulher tentava seduzí-lo, ou como Santa Teresinha que aos três anos de idade rezava um mistério do terço quando sentia vontade de pecar. 
Quando nos expomos deliberadamente a situações de pecado, quando dialogamos com ele, pesamos os prós e contras e temos justificativas para cometê-lo e soluções para suas consequências, estamos nos dividindo! Estamos abrindo para o pecado um espaço que deve ser ocupado por Deus. Estamos renunciando a cruz e abrindo mão da castidade.
Portanto, a castidade é uma batalha para manter-se no caminho do amor integral, na via que faz os verdadeiros homens, no Calvário, lugar de colher os alegres frutos da cruz, que não dependem de estações, são eternos, jamais apodrecem e sempre saciam os que deles se deliciam.

Renato Varges,