quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Como nos ajuda Deus a sermos pessoas livres?


Cristo quer "libertar-nos para a liberdade" (Gl 5, 1) e tornar-nos capazes do amor fraterno. Para isso, Ele concede-nos o Espírito Santo, que nos torna livres e independentes das forças mundanas, fortalecendo-nos para uma vida de amor e responsabilidade (1739-1742, 1748)

Quanto mais pecamos, mais pensamos em nós e mais dificilmente nos podemos desenvolver como pessoas livres. No pecado, tornamo-nos também inaptos para fazer o bem e viver o amor. O Espírito Santo, que mergulhou no nosso coração, concede-nos um coração cheio de amor a Deus e a todas as pessoas. Compreendemos o Espírito Santo como uma força que nos leva à liberdade interior, abrindo-nos ao amor e fazendo de nós instrumentos cada vez melhores do bem e do amor. 

Cantinho de Maria

Bom dia!
Hoje, no cantinho de Maria, o Padre Paulo Ricardo nos ensina a importância do Santo Rosário.

"A beleza do rosário está em sua simplicidade! É a oração dos pequenos!"



terça-feira, 29 de novembro de 2011

Jesus, meu único amor!


Na vivência da castidade professamos com o nosso corpo e a nossa alma que Jesus Cristo é o nosso único amor.

A castidade vem ordenar o nosso ser das nossas paixões desordenadas e trazer o equilíbrio do nosso corpo, mente e espírito, tornando-nos saudáveis.

A castidade nos liberta da sedução do mal e nos ajuda a perseverar na graça, além de nos libertar do domínio do eu mesmo, ou seja, do nosso egoísmo já que ela é um incentivo ao amor.

Quando falo aqui da castidade não estou me limitando apenas a ausência de relações sexuais, mas da castidade como dom de Deus que engloba todo o nosso ser mulher ou ser homem.

Viver a castidade é viver o equilíbrio dos meus sentimentos, dos meus afetos, dos meus pensamentos, das minhas carências, dos meus desejos.

A falta do entendimento e da vivência de tudo o que engloba a castidade tem trazido danos sérios ao ser humano. Quantos hoje vivem a confusão e a não aceitação da sua sexualidade e de sua genitalidade.

Deus criou o homem e em seguida a mulher como um auxílio necessário, unidade do homem e mulher que é cura para ambos.

Homens são homens e tem seu potencial masculino e seus dons masculinos. Mulheres são mulheres e tem seu potencial feminino e seus dons femininos. Cada um com sua importância, dignidade e função no todo.

É preciso voltar-se para Deus e Dele retirar tudo que precisamos em nossos afetos. Desequilíbrio só trará mais desequilíbrios.

O Cristo casto nos ensina como nos unir a Deus e aos homens em nossa castidade. Ensina-nos a termos um olhar sobre o outro livre de malícias e maldades e nos cura ao ponto de conseguirmos livremente aceitar e dar carinho e amor.

As dificuldades que hoje temos de nos sentirmos completos e amados surge do preenchimento errado das nossas vidas com afetos desordenados.

Só Jesus pode preencher o vazio existencial que há em cada um de nós.

Vamos rezar:
Senhor Jesus, castíssimo, vem hoje restaurar a minha sexualidade de toda mutilação física, emocional e espiritual.
Vem devolver-me o meu ser homem/mulher e me fazer mergulhar na beleza da minha sexualidade.
Ordena, Amado Deus, os meus afetos, meus sentimentos e meus pensamentos.
Vem desposar a minha alma e purificar-me de toda mancha de pecados e traumas.
Olha-me com amor e reconstrói-me dos olhares maliciosos que me marcaram, que me feriram.
Regenera a minha identidade de homem/mulher.
Dá-me a força de me decidir pela castidade por amor a Ti e a mim. Amém. 

Tuani Sampaio
Membro da Comunidade Gratidão

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Adoração na Paróquia Santíssimo Sacramento


Boa tarde!

De hoje para amanhã, de 03h às 06h, estaremos em adoração na Paróquia Santíssimo Sacramento, que fica na 606 sul.

Estendemos a você esse convite, para que venha passar a madrugada conosco!

Que Deus te abençoe!

A paz!

Música da Semana!

Bom dia!
Ontem começou o ano litúrgico B, portanto é novo ano para a Igreja e para nós católicos! Tempo de novas oportunidades, metas e desafios!
Feliz ano novo para você!
Desejamos que neste ano você experimente a intimidade com o Senhor todos os dias da sua vida!
Que sua fé cresça, seja firme e enraize na Igreja!
Que o amor possa ser o alimento diário do seu coração, para que você o ofereça como dom!
Que a paz do Senhor invada seu coração e sua história!
Que você acredite na misericórdia do Senhor e, por ela, aumente sua perseverança!
Que esse Advento seja momento de conversão e preparação do teu coração para que nele Jesus nasça e permaneça durante todo este novo ano!
A paz! 

domingo, 27 de novembro de 2011

O verdadeiro patrão do mundo é Deus e não o homem, ressalta o Papa Bento XVI


Queridos irmãos e irmãs!

Hoje, iniciamos com toda a Igreja o novo Ano Litúrgico: um novo caminho de fé, a se viver unidos nas comunidades cristãs, mas também, como sempre, a se percorrer no interior da história do mundo, para abri-la ao mistério de Deus, à salvação que vem do seu amor. O Ano Litúrgico inicia com o Tempo do Advento: tempo estupendo em que se desperta nos corações a expectativa do retorno de Cristo e a memória da sua primeira vinda, quando se despojou da sua glória divina para assumir a nossa carne mortal.

"Vigiai!". Esse é o apelo de Jesus no Evangelho de hoje. Dirige-o não somente aos seus discípulos, mas a todos: "Vigiai!" (Mc 13,37). É um apelo salutar a recordar-nos que a vida não tem somente a dimensão terrena, mas é projetada rumo a um "além", como uma muda que brota da terra e abre-se para o céu. Uma muda pensante, o homem, dotada de liberdade e responsabilidade, pelo que cada um de nós será chamado a dar conta de como viveu, de como utilizou as próprias capacidades: se as reteve para si ou as fez desfrutar para o bem dos irmãos.

Também Isaías, o profeta do Advento, nos faz refletir hoje com uma oração sincera, destinada a Deus em nome do povo. Ele reconhece as faltas do seu povo e, em certo ponto, diz: "Não há ninguém para invocar vosso nome, para recuperar-se e a vós se afeiçoar, porque nos escondeis a vossa Face, e nos deixais ir a nossos pecados" (Is 64,6). Como não se sentir atingido por essa descrição? Parece refletir certos panoramas do mundo pós-moderno: as cidades onde a vida torna-se anônima e horizontal, onde Deus parece ausente e o homem o único patrão, como se fosse ele o artífice e o regente de tudo: as construções, o trabalho, a economia, os transportes, as ciências, a técnica, tudo parece depender somente do homem. E, às vezes, neste mundo que parece quase perfeito, acontecem coisas chocantes, ou na natureza, ou na sociedade, devido ao que nós pensamos que Deus tenha como que se retirado, tenha nos, por assim dizer, abandonado a nós mesmos.

Na realidade, o verdadeiro "patrão" do mundo não é o homem, mas Deus. O Evangelho diz: "Vigiai, pois, visto que não sabeis quando o senhor da casa voltará, se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, para que, vindo de repente, não vos encontre dormindo" (Mc 13,35-36). O Tempo do Advento vem a cada ano recordar-nos isso, para que a nossa vida reencontre a sua justa orientação, em direção ao rosto de Deus. O rosto não de um "patrão", mas de um Pai e de um Amigo. Com a Virgem Maria, que nos guia no caminho do Advento, façamos nossas as palavras do profeta. "Senhor, vós sois nosso pai; nós somos a argila da qual sois o oleiro: todos nós fomos modelados por vossas mãos" (Is 64,7).

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Noite de Tortas - Comunidade Católica Fidelidade da Cruz


Perfumes de São Pio


O Senhor mostra e chama; mas as pessoas não querem ver e responder, porque gostam dos seus próprios interesses. Acontece também, as vezes, o fato da voz ser sempre ouvida ao ponto de não mais ser percebida. Mas o Senhor ilumina e chama. São os homens que se põe na condição de não mais escutar.

Existem felicidades tão sublimes e dores tão profundas que a palavra mal pode expressá-las. O silêncio é o último recurso da alma na inefável felicidade, como nas mais intensas dores.

Todas as concepções humanas, de qualquer parte que estas provenham, tem em si uma parte boa e uma parte ruim. Deve-se saber assimilar e tomar todo o bem para ofertá-lo a Deus, e eliminar todo o mal! 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A graça de ser só


Ando pensando no valor de ser só. Talvez seja por causa da grande polêmica que envolveu a vida celibatária nos últimos dias. Interessante como as pessoas ficam querendo arrumar esposas para os padres. Lutam, mesmo que não as tenhamos convocado para tal, para que recebamos o direito de nos casar e constituir família.

Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar.

Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual. Fico indignado quando vejo as pessoas se perderem em argumentos rasos, limitando uma questão tão complexa ao contexto do “pode ou não pode”.

A sexualidade é apenas um detalhe da questão. Castidade é muito mais. Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena. Digo por mim. Eu não poderia ser um homem casado e levar a vida que levo. Não poderia privar os meus filhos de minha presença para fazer as escolhas que faço. O fato de não me casar não me priva do amor. Eu o descubro de outros modos. Tenho diante de mim a possibilidade de ser dos que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo, o todo de minha condição humana está colocado. É o que tento viver. É o que acredito ser o certo.

Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou ser padre, e quando escolhi o ser, ninguém me enganou. Eu assumi livremente todas as possibilidades do meu ministério, mas também todos os limites. Não há escolhas humanas que só nos trarão possibilidades. Tudo é tecido a partir dos avessos e dos direitos. É questão de maturidade.

Eu não sou um homem solitário, apenas escolhi ser só. Não vivo lamentando o fato de não me casar. Ao contrário, sou muito feliz sendo quem eu sou e fazendo o que faço. Tenho meus limites, minhas lutas cotidianas para manter a minha fidelidade, mas não faço desta luta uma experiência de lamento. Já caí inúmeras vezes ao longo de minha vida. Não tenho medo das minhas quedas. Elas me humanizaram e me ajudaram a compreender o significado da misericórdia. Eu não sou teórico. Vivo na carne a necessidade de estar em Deus para que minhas esperanças continuem vivas. Eu não sou por acaso. Sou fruto de um processo histórico que me faz perceber as pessoas que posso trazer para dentro do meu coração. Deus me mostra. Ele me indica, por meio de minha sensibilidade, quais são as pessoas que poderão oferecer algum risco para minha castidade. Eu não me refiro somente ao perigo da sexualidade. Eu me refiro também às pessoas que querem me transformar em “propriedade privada”. Querem depositar sobre mim o seu universo de carências e necessidades, iludidas de que eu sou o redentor de suas vidas.

Contra a castidade de um padre se peca de diversas formas. É preciso pensar sobre isso. Não se trata de casar ou não. Casamento não resolve os problemas do mundo.

Nem sempre o casamento acaba com a solidão. Vejo casais em locais públicos em profundo estado de solidão. Não trocam palavras, nem olhares. Não descobriram a beleza dos detalhes que a castidade sugere. Fizeram sexo demais, mas amaram de menos. Faltou castidade, encontro frutuoso, amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho.

É por isso que eu continuo aqui, lutando pelo direito de ser só, sem que isso pareça neurose ou imposição que alguém me fez. Da mesma forma que eu continuo lutando para que os casais descubram que o casamento também não é uma imposição. Só se casa aquele que quer. Por isso perguntamos sempre – É de livre e espontânea vontade que o fazeis? – É simples. Castos ou casados, ninguém está livre das obrigações do amor. A fidelidade é o rosto mais sincero de nossas predileções.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O que é o amor?

O amor é a livre entrega do coração.


Quando alguém ama uma coisa a sério, tem tanta vontade dessa coisa que sai de si para se entregar a ela. Um músico pode entregar-se a uma obra-prima. Uma educadora de infância pode estar disponível de todo o coração para suas crianças. Nessa amizade está o amor. A mais bela forma de amor neste mundo é, todavia, o amor entre um homem e uma mulher, no qual duas pessoas se entregam mutuamente para sempre.

Esse amor humano é uma imagem do amor divino, o amor por excelência. O amor é o que Deus trino tem de mais íntimo. Em Deus, existe partilha constante e entrega perene. Quando o amor divino transborda, participamos no eterno amor de Deus. Quanto mais o ser humano ama, mais fica parecido com Deus. O amor deve cunhar toda a vida de uma pessoa, o que, no entanto, se realiza profundamente quando um homem e uma mulher se amam no matrimônio e se tornam uma só carne (Gen 2, 24).

Cantinho de Maria


As glórias de Maria na Sagrada Escritura

Muitas e grandiosas são as glórias de Maria Santíssima, pelas quais não cessam de propagar e cantar seus louvores todos os seus servos. Não apenas os anjos e santos nos céus, mas também nós os pecadores glorificamos com confiança todos os dias a tão excelsa mãe.

Não podia portanto, a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, calar-se a respeito da mais sublime de suas criaturas. Apresentaremos um pequeno resumo de como as Sagradas Escrituras exaltam e testemunham as glórias de Nossa Senhora. "Entrando o anjo disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo’" (Lc 1, 28) Eis aqui, proclamado pelo próprio anjo Gabriel o privilégio extraordinário da Imaculada Conceição de Maria e sua santidade perene.

Quando a Igreja chama Maria de "Imaculada Conceição" quer dizer que a mesma, desde o momento de sua concepção foi isenta - por graça divina - do pecado original. Se Maria Santíssima tivesse sido gerada com o pecado herdado de Adão ou tivesse qualquer pecado pessoal, o Arcanjo Gabriel teria mentido chamando-a de "cheia de graça". Pois, onde existe esta "graça transbordante" não pode coexistir o pecado. Por isso, esta boa Mãe é também chamada pelos seus servos de "Santíssima Virgem".

Os santos ensinaram que não convinha a Jesus Cristo, o Santíssimo, ser gerado e nascer de uma criatura imperfeita. Como podia o Santíssimo Deus, Jesus Cristo ser depositado num receptáculo que não fosse digno dEle? Pois ele mesmo testemunha no Evangelho, que não se coloca vinho novo e bom em odres velhos e defeituosos (conf. Lc 5, 37). Eis porque o Criador elevou Maria, este "Vaso Insigne de Devoção" a tão grande santidade. "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1, 38) Maria ao dizer seu "sim" incondicional ao convite de Deus, introduz no mundo o Verbo Divino, Jesus Cristo.

E, fato assombroso: torna-se a única criatura a gerar o seu Criador segundo a natureza humana. Deus a amava tanto que quis precisar nascer e depender dela enquanto homem. Maria iniciou com sua sagrada gravidez o restabelecimento da concórdia entre Deus e os homens conforme está escrito: "Por isso, Deus os abandonará, até o tempo em que der à luz aquela que há de dar à luz" (Miq 5,2). Com este sim incondicional Maria cumpre também a primeira de todas as profecias registrada na história da humanidade.

Porque com esta sua doação total ela fere a cabeça do demônio (Gn 3,15) e começa a devastar o seu reino de morte, que será destruído totalmente pelo seu filho Jesus. "Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada" (Lc 1, 48) Os santos proclamam a profunda intimidade dela com a Santíssima Trindade: Filha de Deus Pai, esposa do Espírito Santo, mãe de Deus Filho! O Espírito Santo profetiza pelos lábios de Maria, que daquele momento em diante de geração em geração, isto é, para sempre, todos os cristãos proclamariam sua bem-aventurança. Feliz religião que a enaltece e a glorifica! Felizes os seus filhos que exaltando-a e enaltecendo-a cumprem fielmente esta profecia.

"Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe do meu Senhor?" (Lc 1, 43) Isabel, mulher idosa e santa, esposa de Zacarias, mãe de João Batista desmancha-se em elogios àquela jovem que foi até sua casa para servir! Que lição de humildade a tantas pessoas que com sua "sabedoria" (que na verdade é pestífera loucura) evitam tributar à Santa Mãe de Deus os louvores que ela merece, temendo que isto diminua à glória devida a Jesus Cristo. Esquecem então, que o Espírito Santo mesmo ensina, que o louvor dirigido aos pais é grande honra para o filho (conf. Eclo 3, 13).

Preferem portanto, os verdadeiros filhos de Maria, em todos os tempos, lugares e momentos, exaltarem a Virgem, imitando o exemplo de Santa Isabel, para serem seguidores fiéis da Sagrada Escritura. "Pois assim que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio" (Lc 1, 44) Cristo testemunhou a respeito de João Batista: "dos nascidos de mulher nenhum foi maior que João" (cf. Lc 7, 28). Pois bem. Este mesmo João Batista, que Jesus Cristo declara ter sido mais importante que todos os patriarcas, profetas e santos do Antigo Testamento, ao ouvir a doce voz de Maria "estremeceu de alegria".

O Espírito Santo, que nele habitava, exultou de alegria ao ouvir a voz da doce Mãe! Não é, pois justo, a nós que somos os últimos de todos, exultar de alegria ao ouvir o doce nome de Maria? Não nos é sumamente necessário imitar o Espírito Santo? Não é proveitoso para os cristãos imitarem o gesto de São João Batista? Bendito os servos de Deus, que não se cansam de se alegrar e cantar os louvores desta Senhora, imitando assim o gesto do Divino Esposo e de São João Batista, o maior profeta da Antiga Aliança.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Espaço do Músico

Hoje é dia de Santa Cecília, a padroeira dos músicos!
E, para homenagear aqueles que entregam seu dom a Deus, deixamos o vídeo abaixo:

 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Música da Semana!

Bom dia!
Nesta, que é a última semana do ano litúrgico, desejamos à você intimidade com Maria Santíssima! 
Que você se apresente a ela mostrando seus fracassos, vitórias, erros e acertos vividos durante este ano e pedindo que ela te faça uma pessoa melhor para o ano que se aproxima.
Que você deite no colo da Mãe e peça que ela te faça todo dela! Que você possa renascer do ventre de Maria! E, assim, pelos cuidados da Mãe, que você reconheça Jesus como o Senhor da sua vida, sabendo que nada é e nem deve ser maior que o reinado dele em sua história! 
Tenha uma ótima semana, modelado pela mão daquela que soube em tudo fazer a vontade de Deus!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Catequese do Papa Bento XVI sobre o Salmo 110


Caros irmãos e irmãs,
Gostaria hoje de terminar as minhas catequeses sobre a oração do Saltério meditando um dos mais famosos "salmos reais", um Salmo que Jesus mesmo citou e que os autores do Novo testamento o usaram amplamente e o leram fazendo referência ao Messias, a Cristo. Se trata do Salmo 110 segundo a tradição hebraica, 109, segundo a tradição greco-latina; um Salmo muito amado pela Igreja antiga e pelos fiéis de todos os tempos. Esta oração estava talvez ligada à entronização de um rei davídico, todavia, o seu sentido vai além da específica contingência do fato histórico abrindo-se a dimensões mais amplas e tornando-se assim a celebração do Messias vitorioso, glorificado à direita de Deus.

O Salmo inicia com uma declaração solene:
“Oráculo do Senhor ao meu Senhor: Sente-se à minha direita, afim que eu coloque os teus inimigos sob o escabelo dos seus pés"

O próprio Deus entroniza o rei na glória, fazendo-o sentar-se à sua direita, um sinal de grandíssima honra e de absoluto privilégio. O rei é admitido em tal modo que participa do senhorio divino, do qual é mediador junto ao povo. Tal senhorio do rei se concretiza também na vitória sobre os adversários, que vem colocado aos pés do próprio Deus, a vitória sobre os inimigos é do Senhor, mas o rei se fez participante e o seu triunfo se torna testemunho e sinal do poder divino.

A glorificação real, expressa no início do Salmo, foi elevada no novo testamento como profecia messiânica, por isto, o versículo é entre os mais usados pelos autores neotestamentários como citação explícita ou como alusão. Jesus mesmo mencionou este versículo a propósito do Messias, para mostrar que o Messias é mais que Davi, é o Senhor de Davi. E Pedro, o retoma no seu discurso em Pentecostes, anunciando que na ressurreição de Cristo se realiza esta entronização do rei. Cristo está à direita do pai, participa do senhorio de Deus no mundo. É o Cristo, de fato, o Senhor entronizado, o Filho do homem sentado à direita de Deus que vem sobre as nuvens do céu, como Jesus mesmo se define durante o processo diante do Sinédrio. É Ele o verdadeiro rei que com a ressurreição entrou na glória à direita de Deus, feito superior aos anjos, sentado nos céus acima de todas as potências e com todos os adversários sob seus pés, até que a última inimiga, a morte, seja por ele definitivamente derrotada. E se entende logo que este rei que está à direita de Deus participa do seu senhorio, não é um desses homens sucessores de Davi, mas o novo Davi, o Filho de Deus que venceu a morte e participa realmente da glória de Deus. É o nosso rei, que nos dá também a vida eterna.

Entre o rei celebrado pelo nosso salmo e Deus existe uma grande relação; os dois governam juntos um único governo, ao ponto que o Salmista pode afirmar que é Deus mesmo a estender o cetro do soberano dando-lhe a tarefa de dominar sobre os seus adversários, como recita o versículo 2:

"O Senhor estenderá desde Sião teu cetro poderoso: "Dominarás, disse ele, até no meio dos teus inimigos".

O exercício do poder é um encargo que o rei recebe diretamente do Senhor, uma responsabilidade que deve viver na dependência e na obediência, tornando-se assim, sinal em meio ao povo, da presença potente e providente de Deus. O domínio sobre os inimigos, a glória e a vitória são dons recebidos, que fazem do soberano um mediador do triunfo divino sobre o mal. Ele domina sobre os inimigos transformando-os, os vence com seu amor.

Por isso, no versículo seguinte, se celebra a grandeza do rei. O versículo 3, na realidade, apresenta algumas dificuldades de interpretação. No texto original hebraico se faz referência à convocação do exército, a qual o povo responde generosamente colocando-se ao redor do seu soberano no dia da sua coroação. A tradução grega que é do III-II século a.C, ao invés disso, faz referência à filiação divina do rei, ao seu nascimento ou geração da parte do Senhor, e é esta a escolha interpretativa de toda a tradição da Igreja, para qual o versículo soa no seguinte modo.

"No dia do teu nascimento, já possuis a realeza no esplendor da santidade; semelhante ao orvalho, eu te gerei antes da aurora".

Com esta imagem sugestiva e enigmática termina a primeira estrofe do Salmo, o qual é seguido por um outro oráculo, que abre uma nova perspectiva, na linha de uma dimensão sacerdotal ligada à realeza. Recita o versículo 4:

O Senhor jurou e não se arrepende:
"Tu és sacerdote para sempre, segundo Melquisedeque".

Melquisedec era o sacerdote do rei de Salém e havia abençoado Abrãao e oferecido pão e vinho depois da vitoriosa campanha militar conduzida pelo patriarca para salvar o sobrinho Lot das mãos dos inimigos que o capturaram. Na figura de Melquisedec, poder real e sacerdotal se encontram e agora vem proclamados pelo Senhor em uma declaração que promete eternidade: o rei celebrado pelo Salmo será sacerdote para sempre, mediador da presença divina em meio ao povo, através da benção que vem de Deus e que na ação litúrgica se encontra com a resposta abençoada do homem.

A carta aos hebreus faz uma referência explícita a este versículo e sobre esse centraliza todo o capítulo 7, elaborando a sua reflexão sobre o sacerdócio de Cristo Jesus, assim diz a carta aos hebreus à luz do Salmo 110 (109): 'Jesus é o verdadeiro e definitivo sacerdote, que leva ao cumprimento os tratados do sacerdócio de Melquisedec tornando-os perfeitos'.

Melquisedec, como diz a carta aos hebreus, não tinha pai, mãe e nem genealogia, é sacerdote, portanto, não segundo as regras da dinastia do sacerdócio levítico. Ele por isso, permanece 'sacerdote para sempre', prefiguração de Cristo, sumo sacerdote perfeito que não se tornou como tal segundo a lei prescrita pelo homens, mas pela potência de uma vida indestrutível. No Senhor Jesus ressuscitado e elevado aos céus, que senta à direta de Deus, se atualiza a profecia do nosso Salmo e o sacerdócio de Melquisedec é levado a cumprimento, porque sendo absoluto e eterno, se torna uma realidade que não conhece fim. E a oferta do pão e do vinho, realizada por Melquisedec, encontra seu cumprimento no gesto eucarístico de Jesus, que no pão e no vinho oferece a si mesmo e, vencida a morte, leva a vida a todos os fiéis. Sacerdote perene, santo, inocente, sem mancha, Ele, como diz ainda a carta aos hebreus, pode salvar perfeitamente aqueles que por meio dele se aproximaram de Deus; Ele, de fato, é sempre vivo para interceder a favor deles.

Depois deste oráculo divino do versículo 4, com seu solene juramento, a cena do Salmo muda e o poeta, voltando-se diretamente ao rei, proclama: "O Senhor está à tua direita". Se no versículo 1 era o rei a sentar-se à direita de Deus em sinal de sumo prestígio e de honra, agora é o Senhor a colocar-se à direita do soberano para protegê-lo como o escudo na batalha e salvá-lo de todo perigo. O rei está seguro, Deus é o senhor defensor e juntos combatem e vencem todo mal.
Se abrem assim, os versículos finais do Salmo com a visão do soberano triunfante que, apoiado pelo Senhor, tendo recebido dele poder e glória, se opõe aos inimigos confundindo os adversários e julgando as nações. A cena é pintada com tintas fortes, para significar a dramaticidade do combate e a plenitude da vitória real. O soberano, protegido pelo Senhor, abate todos os obstáculos e procede seguro rumo à vitória. Nos diz: Sim, no mundo existe tanto mal, existe uma batalha permanente entre o bem e o mal, e parece que o mal é mais forte. Não, mais forte é o Senhor, o nosso verdadeiro rei e sacerdote Cristo, porque combate com toda a força de Deus e, apesar de todas as coisas que nos fazem duvidar do êxito positivo da história, vence Cristo e vence o bem, vence o amor e não o ódio.
É aqui que se insere a sugestiva imagem com a qual se conclui o nosso Salmo, que também tem uma palavra enigmática:

"Beberá da corrente no caminho; por isso, erguerá a sua fronte"

Em meio à descrição da batalha, se mostra a figura do rei, que em um momento de trégua e de repouso, se coloca em uma torrente de água, encontrando nisso restauração e novo vigor, ao ponto de poder retomar o seu caminho triunfante, com cabeça erguida, em sinal de definitiva vitória. É óbvio que esta palavra muito enigmática era um desafio para os padres da Igreja e para as diversas interpretações que se podiam dar. Assim, por exemplo, Santo Agostinho diz: esta torrente é o ser humano, a humanidade, e Cristo bebeu desta fonte fazendo-se homem, e assim, entrando na humanidade do ser humano, elevou a sua cabeça e agora é o chefe do Corpo místico, é o nosso chefe, é o vencedor definitivo".

Caros amigos, seguindo a linha interpretativa do novo testamento, a tradição da Igreja levou em consideração este salmo como um dos mais significativos textos messiânicos. E, em modo eminente, os padres fizeram contínuas referências em chave cristológica: o rei cantado pelo salmista é, em definitiva, Cristo, o Messias que instaura o Reino de Deus e vence as potências do mundo, é o Verbo gerado pelo Pai, antes de toda criatura, antes da aurora, o Filho encarnado morto e ressuscitado que subiu aos céus, o sacerdote eterno, que, no mistério do pão e do vinho, doa a remissão dos pecados e a reconciliação com Deus, o rei que eleva a cabeça triunfando sobre a morte com a sua ressurreição. Bastaria recordar mais uma vez o comentário de Santo Agostinho sobre esse salmo: "Era necessário conhecer o único Filho de Deus, que estava por vir entre os homens, para assumir o homem e para se tornar homem através a sua natureza, devia ser preanunciado, devia ser marcado como destinado a vir, para que, vindo de repente, não causasse espanto, mas fosse preanunciado, mais do que isso, aceito com fé, alegria e espera. No âmbito destas promessas se coloca este Salmo, o qual profetiza, em termos seguros e explícitos, o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que nós não podemos minimamente duvidar que nesse seja realmente anunciado o Cristo".

O evento pascal de Cristo se torna, assim, a realidade que nos convida a olhar o Salmo, olhar o Cristo para compreender o sentido da verdadeira realeza, para viver no serviço e no dom de si, em um caminho de obediência e de amor levado até o fim. Rezando este Salmo, pedimos, portanto ao Senhor de poder proceder também nós sobre suas vias, no seguimento de Cristo, o rei Messias, dispostos a subir com Ele o monte da cruz, para chegar com Ele na glória, e contempla-lo à direita de Deus, rei vitorioso e sacerdote misericordioso que doa perdão e salvação a todos os homens. E também nós feitos, por graça de Deus, estirpe eleita, sacerdócio real e nação santa, possamos atingir com alegria as fontes da salvação e proclamar a todo o mundo as maravilhas daquele que nos chamou das trevas à sua luz maravilhosa.

Caros amigos, nestas últimas catequeses quis apresentar-vos alguns Salmos, preciosas orações que encontramos na Bíblia e que refletem as várias situações da vida e os vários estados de ânimo que podemos ter na direção de Deus. Gostaria agora de renovar a todos o convite de rezar com os Salmos, talvez acostumando-se a utilizar a liturgia das horas da Igreja, as laudes da manhã, as vésperas do fim da tarde, as completas antes de dormir. Desta forma, o nosso relacionamento com Deus vai ser enriquecido no cotidiano caminho em direção à Ele e realizado com maior alegria e confiança. Obrigado



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Espaço do Músico


O músico é chamado a movimentar a Igreja

Acreditamos que a palavra que transforma o coração pode produzir em cada pessoa uma melodia diferente. A intensidade da melodia é o coração que determina; o timbre é o coração que oferece. Harmonizando tudo isso, teremos uma canção de Salomão, uma canção de subida aos Céus.

Leia este pequeno fragmento do Salmo127, deixando o seu coração cantar por meio dele:

"Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Se o Senhor não guarda a cidade, debalde vigiam as sentinelas. Inútil é levantar-vos antes da aurora, e atrasar até alta noite vosso descanso, para comer o pão de um duro trabalho, pois Deus o dá aos seus amados até durante o sono" (SI 127,1-2)

É Deus quem constrói a casa. É Ele quem edifica a Igreja, os movimentos e o seu ministério. Contudo, queremos nos deter na ferramenta usada pelo Senhor para construir Sua obra.

No Antigo Testamento, Deus escrevia suas leis em tábuas. Porém, com a vinda do novo Adão, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Todo-poderoso passou a escrever Suas leis em tábuas de carne, isto é, em nosso coração. A tinta usada por Ele é o Sangue de Cristo, e o pincel (ou seja, a ferramenta) é o próprio Espírito Santo. Sendo assim, podemos dizer que sem o Espírito Santo toda construção estaciona, por mais que o homem humanamente esteja correndo.

O músico é chamado a movimentar a Igreja, mas só conseguirá fazê-lo se estiver vivendo sob o movimento do dedo de Deus, ou seja, sob a ação do Espírito Santo. Deus usa o dedo do Espírito Santo para movimentar o coração do homem que, humildemente, se prostra, esperando, em primeiro lugar, amar e ser amado pelo construtor.

Tocar as notas de uma construção melódica já não é o mais importante. Nessa peça ou construção musical, o mais importante é estar com Deus, escutando o Músico dos músicos tocar, e assim, seguindo a partitura que o próprio Deus construiu, saber o momento de tocar e como tocar. Nessa obra, o essencial é silenciar o coração. É necessário muita atenção para não nos perdemos na grande partitura da vida.

Santo Agostinho nos ensina que o Espírito Santo é a "Alma da Igreja", e o que faz no corpo do homem, o Espírito Santo faz no corpo da Igreja. No Vaticano II foi salientado que o amor que se tem pela Igreja é diretamente proporcional ao amor que se tem pelo Espírito Santo, pois Ele é a alma da Igreja.

Daí, podemos explicar a negligência dos músicos para com a Igreja, isto é, esses músicos não possuem experiência com o Espírito Santo, consequentemente não amam seu ministério, através do qual participam do Corpo místico de Cristo, que é a Igreja. De fato, podemos dizer que nossa parte na construção da obra se encontra basicamente em viver sob o fogo do Espírito Santo.

O músico precisa pedir a efusão do Espírito Santo diariamente, para que o amor pela obra não se acabe. Devemos ser apaixonados pelo Espírito Santo e, consequentemente, apaixonados pela Igreja.

Eliana Ribeiro
Comunidade Canção Nova

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tempo, uma questão de opção.


Ah, o tempo! Essa coisa tão medida, tão preciosa, tão disputada, tão valiosa! O que fazer do tempo? Afinal, quem manda em quem, sou eu que mando no tempo ou ele que manda em mim? Como distinguir o senhor e o servo? Como evitar “ser tragado” por ele?

Os gregos resolveram, em parte, esse problema tão inquietante nos nossos dias. Resolveram criar duas palavras para designar dois tipos de tempo diferente. A primeira, o tempo cronos, significa o único termo que a língua portuguesa utiliza, com seus diferentes sinônimos: tempo mensurável pelo relógio e pelos astros. Esse é o tempo que nos restringe, inquieta, interpela, irrita e nunca parece bastar para fazer o que necessitamos.

A outra palavra grega para “tempo” é kairós. Este tipo de tempo é aquele que não se mede, é interior, espiritual, pleno, profundo. É pessoal, mas universal. Seu efeito atinge os que participam dele e os que lhe são indiferentes. Ao perceber isso, os cristãos dos primeiros séculos passaram a utilizar essa palavra para designar o “tempo da graça de Deus”, o kairós de Deus.
Na verdade, ambos os tipos de tempo foram criados por Deus. São, portanto, criaturas de Deus, como as nuvens, o ar, a água. Deus age em ambos e através de ambos. Quando Jesus se encarnou, ele encarnou-se no “tempo cronos”, mensurável, histórico, preciso. Entretanto, ao encarnar-se e nascer, ele transformou este tempo cronos em tempo kairós, tempo de graça, tempo da graça de Deus.

Senhor do Tempo

O Verbo se fez carne e habitou entre nós. Ele, o Senhor do tempo, submeteu-se ao tempo cronos para transformá-lo em kairós. Obviamente, isso não é coisa de pouca monta. Trata-se da transformação da história da humanidade, a transformação de sua mentalidade humana em mentalidade divina. Diz respeito à inserção palpável do tempo kairós no tempo cronos. Com Jesus, podemos viver escravizados pelo tempo cronos ou libertos pelo tempo kairós.

Alienação? Zen? Nada disso: sabedoria. Se vivermos sabendo que Deus e, portanto, nós somos os senhores do tempo cronos, ele se transforma em kairós. Ao passar a administrar o tempo e submetê-lo a Deus, seu verdadeiro dono e criador, passo a conviver com ele como uma chance de viver para Deus, de enxergar a graça de Deus em cada minuto passado, presente ou por vir. Passo a viver o tempo kairós sem deixar de viver o tempo cronos.

Tenho 10 minutos para chegar ao trabalho, estou a 100 metros do prédio e o trânsito simplesmente não anda. Nervosismo e desespero? Jamais! O cronos foi transformado por Cristo em kairós. Ele sabe de tudo. Sabe porque o transito não anda, porque estou preso aqui e, como me ama, faz sempre o melhor para mim. Aproveito, então, o tempo que me é concedido como kairós: canto, rezo, ouço músicas ou palestras sobre o Evangelho, rezo o terço, louvo o Senhor da minha vida e do tempo.

Luta contra o tempo

Quando vemos o tempo como nosso senhor, como o indomável cronos, lidamos com a raiva que temos dele, lutamos contra ele o tempo todo, vemo-lo como um adversário invencível a quem, cedo ou tarde, teremos que nos submeter se quisermos ser alguém na vida.

Quando o vemos como nosso servo, um presente de Deus para melhor amá-lo e servi-lo, o tempo que percebemos é o kairós, ainda que inserido no cronos. Acolhemo-lo com alegria, enchemo-nos de gratidão para com ele que passa a ser para nós tempo da graça de Deus. Aquele tipo de tempo que a gente deseja nunca acabar: o tempo que mede o amor, a amizade, a oração, o carinho, a ternura, o dar-se ao outro por amor, a compaixão, a solidariedade, a partilha, a piedade.

Embora muitas vezes estraguemos esta percepção, o nascimento de Jesus é, essencialmente, kairós. A observação mais superficial de como o festejamos indicaria exatamente o contrário. O trânsito infernal, a lista de presentes, a preparação da ceia, a corrida para comprar o presente esquecido, a roupa que não foi passada, o sapato novo que prolonga o martírio, a impaciência, as repetidas olhadelas para o relógio, a correria de uma residência para outra, tudo denuncia o tempo cronos, implacável e indômito senhor a nos fustigar.

Entretanto, em sua essência mais verdadeira, o Natal não deixa de ser um kairós. Um autêntico, profundo e pródigo tempo de graça, tempo da graça de Deus. Toda a graça do Deus Vivo está à nossa disposição. Nele, o Todo Poderoso, se torna um recém nascido. Nele, o Forte se torna frágil, o Rico se torna pobre, o Livre se torna dependente para que nós sejamos livres. Será que é por isso, por nossa rejeição natural a esse abaixamento de Deus, por nosso medo de participar desse tipo de graça de não “ser alguém na vida” que insistimos em abafar esse incomparável kairós, sufocando-o com o nosso cronos?

Maria Emmir Nogueira
Co-fundadora da Comunidade Shalom

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Música da Semana!

Bom dia!
Desejamos que nesta semana você faça a seguinte reflexão: Como tem sido o tempo que você dedica a Deus? Tenho multiplicado os dons que ele me concede ou escondo os talentos por medo e por preguiça?
E, assim, refletindo sobre o tempo e o modo com o qual se dedica às coisas que o Senhor te confiou, que você perceba que existe alegria em fazer multiplicar os dons! Que a vida é só uma e que por isso ela tem que ser cuidada com toda a dedicação possível e que o Senhor espera que deixemos a preguiça de lado e sejamos fiéis naquilo que ele nos dá!
Tenha uma ótima semana e aproveite seu tempo!
Paz e Bem!

sábado, 12 de novembro de 2011

Vou pensar-lhes as feridas!

Deus não quer somente nos curar mas também cuidar e descobrir conosco uma relação de diálogo.
Tenha um ótimo sábado!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Perfumes de São Pio

"Eu vejo que todas as estações do ano encontram-se nas almas; que em algumas ocasiões sentem o inverno de muitas distrações, esterilidades, preguiças e moléstias; em outros momentos, os ares de maio, com o odor das santas flores; no calor, o desejo de alegria com nosso divino Esposo. Assim, é também o outono, no qual não se vê muito fruto, que realmente faz falta, mas há ocasiões, que quando o trigo é moído e as uvas são amassadas, são encontradas colheitas maiores do que prometiam as safras anteriores. 
Vocês gostariam que tudo fosse primavera e verão, mas não, minhas queridas filhas, não é assim, há necessidade de que este seja um acontecimento interno, assim como é externo.
No Céu haverá primavera no que se refere à beleza, haverá um grande outono em relação à alegria, um grande verão a respeito do amor. Não haverá nenhum inverno, mas aqui o inverno é necessário para o exercício da mortificação e de mil pequenas virtudes que se adquirem no tempo da esterilidade".

"Eu vos suplico, minhas queridas filhas, pelo amor de Deus, não temam a Deus porque Ele não vos quer causar nenhum dano; amem-O muito, porque Ele vos quer fazer muito bem. Caminhem simplesmente com segurança, firmes em suas decisões, e rechacem as reflexões de espírito que fazem acerca de suas maldades, como cruéis tentações"

"Valores, valores, são filhos e não escravos!"


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Catequese do Papa Bento XVI sobre o Salmo 118


Queridos irmãos e irmãs,

nas catequeses passadas, meditamos sobre alguns Salmos que são exemplos dos gêneros típicos da oração: lamento, confiança, louvor. Na Catequese de hoje, gostaria de deter-me ao Salmo 119 segundo a tradição hebraica, 118 segundo a greco-latina: um Salmo muito particular, único no seu gênero. Antes de tudo, o é pela sua extensão: é composto, de fato, por 176 versículos divididos em 22 estrofes com oito versículos cada.

Além disso, tem a peculiaridade de ser um "acróstico alfabético”: é construído, isto é, segundo o alfabeto hebraico, que é composto de 22 letras. Cada estrofe corresponde a uma letra daquele alfabeto, e com tal letra inicia a primeira palavra dos oito versículos da estrofe. Trata-se de uma construção literária original e muito comprometedora, em que o autor do Salmo busca demonstrar toda a sua bravura.

Mas aquilo que, para nós, é mais importante é a temática central desse Salmo: trata-se, de fato, de um imponente e solene canto sobre a Torá do Senhor, isto é, sobre a sua Lei, termo que, na sua acepção mais ampla e completa, é compreendido como ensinamento, instrução, diretiva de vida; a Torá é revelação, é Palavra de Deus que interpela o homem e provoca a resposta de obediência confiante e de amor generoso. E de amor pela Palavra de Deus é permeado todo este Salmo, que celebra a beleza, a força salvífica, a capacidade de dar alegria e vida. Por que a Lei divina não é jugo pesado de escravidão, mas dom de graça que nos faz livres e leva à felicidade.

"Hei de deleitar-me em vossas leis; jamais esquecerei vossas palavras", afirma o Salmista (v. 16); e depois: "Conduzi-me pelas sendas de vossas leis, porque nelas estão minhas delícias" (v. 35); e ainda: "Ah, quanto amo, Senhor, a vossa lei! Durante o dia todo eu a medito" (v. 97). A Lei do Senhor, a sua Palavra, é o centro da vida do orante; nela, ele encontra consolação, torna-a objeto de meditação, conserva-a no coração: "Guardo no fundo do meu coração a vossa palavra, para não vos ofender", é esse o segredo da felicidade do Salmista; e depois, ainda: "Contra mim os soberbos maquinam caluniosamente, mas eu, de todo o coração, fico fiel aos vossos preceitos" (v. 69).

A fidelidade do Salmista nasce da escuta da Palavra, do guardar no íntimo, meditando-a e amando-a, exatamente como Maria, que "guardava, meditando em seu coração", as palavras que lhe eram dirigidas e os eventos maravilhosos em que Deus se revelava, pedindo sua adesão de fé (cf. Lc 2,19.51). E se o nosso Salmo inicia nos primeiros versículos proclamando "bem-aventurado" "quem caminha na Lei do Senhor" (v. 1b) e "quem guarda os seus preceitos" (v. 2a), é ainda a Virgem Maria que leva ao cumprimento a perfeita figura do crente descrita pelo Salmista. É Ela, de fato, a verdadeira "bem-aventurada", proclamada por Isabel porque "acreditou, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!" (Lc 1, 45), e é d'Ela e da sua fé que Jesus mesmo dá testemunho quando, à mulher que havia gritado "Bem-aventurado o ventre que te carregou", responde: "Bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!" (Lc 11,27-28). Certamente, Maria é bem-aventurada porque o seu ventre carregou o Salvador, mas, sobretudo, porque acolheu o anúncio de Deus, porque foi atenta e amorosa guardiã da sua Palavra.

O Salmo 119 é, portanto, todo entecido entorno desta Palavra de vida e bem-aventurança. Se o seu tema central é a "Palavra" e a "Lei" do Senhor, junto a esses termos recorrem em quase todos os versículos alguns sinônimos como "preceitos", "decretos", "mandamentos", "ensinamentos", "promessa", "juízos"; e, depois, tantos verbos a esses relacionados como observar, proteger, compreender, conhecer, amar, meditar, viver. Todo o alfabeto desenvolve-se através das 22 estrofes deste Salmo, e também todo o vocabulário da relação de confiança do crente com Deus; encontramos o louvor, o agradecimento, a confiança, mas também a súplica e o lamento, sempre, no entanto, permeados pela certeza da graça divina e do poder da Palavra de Deus. Mesmo os versículos mais assinalados pela dor e pelo sentimento de escuridão permanecem abertos à esperança e são permeados de fé. "Prostrada no pó está minha alma, restituí-me a vida conforme vossa promessa" (v. 25), reza confiante o Salmista; "Assemelho-me a um odre exposto ao fumeiro, e, contudo, não me esqueci de vossas leis" (v. 83), é o seu grito de crente. A sua fidelidade, ainda que colocada à prova, encontra força na Palavra do Senhor: "Saberei o que responder aos que me ultrajam, porque tenho confiança em vossa palavra" (v. 42), ele afirma com firmeza; e também diante da perspectiva angustiante da morte, os mandamentos do Senhor são o seu ponto de referência e a sua esperança de vitória: "Por pouco não me exterminaram da terra; eu, porém, não abandonei vossos preceitos" (v. 87).

A lei divina, objeto do amor apaixonado do Salmista e de cada crente, é fonte de vida. O desejo de compreendê-la, observá-la, orientar a ela todo o próprio ser é a característica do homem justo e fiel ao Senhor, que a "medita dia e noite", como recita o Salmo 1 (v. 2); é uma lei, aquela de Deus, a se ter "no coração", como diz bem o notável texto do Shema no Deuteronômio. Diz:
Escuta, Israel...
Os mandamentos que hoje te dou serão gravados no teu coração.
Tu os inculcarás a teus filhos, e deles falarás, seja sentado em tua casa, seja andando pelo caminho, ao te deitares e ao te levantares (6, 4.6-7).

Centro da existência, a Lei de Deus requer a escuta do coração, uma escuta feita de obediência não servil, mas filial, confiante, consciente. A escuta da palavra é encontro pessoal com o Senhor da vida, um encontro que deve traduzir-se em escolhas concretas e tornar-se caminho e seguimento.

Quando lhe é perguntado o que fazer para ter a vida eterna, Jesus aponta o caminho da observância da Lei, mas indicando como fazer para levá-la à completude, diz: "Uma só coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!" (Mc 10, 21). O cumprimento da Lei é seguir Jesus, andar sobre a estrada de Jesus, na companhia de Jesus.

O Salmo 119 leva-nos, portanto, ao encontro com o Senhor e orienta-nos para o Evangelho. Há nesse um versículo sobre o qual gostaria, agora, de deter-me: é o v. 57: "Minha parte, Senhor, eu o declaro, é guardar as vossas palavras". Também em outros Salmos o orante afirma que o Senhor é a sua "parte", a sua herança: "O Senhor é a minha parte da herança e o meu cálice", recita o Salmo 16 (v. 5a), "Deus é a rocha do meu coração, minha parte para sempre" é a proclamação do fiel no Salmo 73 (v. 23 b), e, ainda, no Salmo 142, o Salmista grita ao Senhor: "És tu o meu refúgio, és tu a minha herança na terra dos viventes" (v. 6b).

Esse termo "parte" evoca o evento da repartição da terra prometida entre as tribos de Israel, quando aos Levitas não é assinalada alguma porção de território, porque a sua "parte" era o Senhor mesmo. Dois textos do Pentateuco são explícitos a esse respeito, utilizando o termo em questão: "O Senhor disse a Aarão: 'Não possuirás nada na terra deles, e não terás parte alguma entre eles. Eu sou a tua parte e a tua herança no meio dos israelitas'", assim declara o Livro dos Números (18,20), e o Deuteronômio rebate: "Por isso Levi não teve parte nem herança com seus irmãos: porque o Senhor mesmo é o seu patrimônio, como lhe prometeu o Senhor, teu Deus" (Dt 10,9; cfr. Dt 18,2; Gs 13,33; Ez 44,28).

Os sacerdotes, pertencentes à tribo de Levi, não podem  ser proprietários de terras no País que Deus dava por herança ao seu povo, levando a cumprimento a promessa feita por Abraão (cf. Gen 12, 1-7). A posse da terra, elemento fundamental de estabilidade e de possibilidade de sobrevivência, era sinal de bênção, porque implicava a possibilidade de construir uma casa, de educar os filhos, cultivar os campos e viver dos frutos do solo. Bem, os Levitas, mediadores do sagrado e da bênção divina, não podem possuir, como os outros judeus, esse sinal externo de bênção e essa fonte de subsistência. Inteiramente doados ao Senhor, devem viver d'Ele somente, abandonados ao seu amor providente e à generosidade dos irmãos, sem ter herança, porque Deus é a sua parte da herança, Deus é a sua terra, que lhes faz viver em plenitude.

E agora, o orante do Salmo 119 aplica a si esta realidade: "A minha parte é o Senhor". O seu amor por Deus e pela Sua Palavra leva-o à escolha radical de ter o Senhor como único bem, e também de manter as suas palavras como dom precioso, mais precioso do que toda a herança e toda a posse de terra. O nosso versículo, de fato, tem a possibilidade de uma dupla tradução, que poderia muito bem ser feita da seguinte forma: "A minha parte, ó Senhor, eu disse, é guardar as tuas palavras". As duas traduções não se contradizem, mas se complementam: o Salmista está afirmando que a sua parte é o Senhor, mas também que guardar as palavras divinas é a sua herança, como dirá, em seguida, no v. 111: "Minha herança eterna são as vossas prescrições, porque fazem a alegria de meu coração". Esta é a felicidade do salmista: para ele, como os levitas, foi dado como parte da herança a Palavra de Deus.

Queridos irmãos e irmãs, estes versículos são de grande importância também hoje para todos nós. Antes de tudo, para os sacerdotes, chamados a viver somente do Senhor e da sua Palavra, sem outras seguranças, tendo a Ele como único bem e única fonte de verdadeira vida. Nessa luz, compreende-se a livre escolha do celibato para o Reino dos céus, a ser redescoberto em sua beleza e força.

Estes versículos são importantes também para todos os fiéis, povo de Deus pertencente a Ele somente, "reino de sacerdotes" para o Senhor (cf. 1 Pe 2.9; Ap 1,6, 5.10), chamados à radicalidade do Evangelho, testemunhas da vida trazida por Cristo, novo e definitivo "Sumo Sacerdote" que se ofereceu em sacrifício para a salvação do mundo (cf. Heb 2,17; 4:14-16; 5,5-10; 9,11 ss.) O Senhor e a sua Palavra: esses são a nossa "terra", na qual viver na comunhão e na alegria.

Deixemos, portanto, que o Senhor coloque em nosso coração este amor pela Sua Palavra, e conceda-nos ter sempre no centro da nossa existência a Ele e a Sua santa vontade. Peçamos que a nossa oração e a nossa vida sejam iluminadas pela Palavra de Deus, lâmpada para os nossos passos e luz para o nosso caminho, como diz o Salmo 119 (cf. v. 105), para que o nosso andar seja seguro, na terra dos homens. E Maria, que acolheu e gerou a Palavra, seja para nós guia e conforto, estrela polar que indica o caminho para a felicidade.

Então, poderemos também alegrarmo-nos em nossas orações, como o orante do Salmo 16, dos dons inesperados do Senhor e da imerecida herança que é dada para nós:
O Senhor é a minha parte de herança e meu cálice...
Para mim, a sorte caiu em lugares deliciosos:
A minha herança é estupenda (Sl 16,5.6).

Obrigado!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

II Vigília Jovem do JUD - Paróquia Nossa Senhora do Carmo


Cantinho de Maria

Rosário (lat. rosarium = rosal, campo de rosas): É o nome de uma corrente usada na oração e, ao mesmo, tempo, um exercício de oração nascido no século XII entre os cistercienses e cartuxos, cujos irmãos leigos não participavam da Liturgia das Horas, celebrada em língua latina, mas tinham no Rosário uma forma própria de oração (saltério mariano).
Mais tarde, o Rosário foi fomentado por várias ordens, sobretudo a dos dominicanos.
Os Papas recomendaram constantemente esta oração, que goza de uma grande estima entre as pessoas

"O Rosário é minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade (...). De fato, sobre o fundo das palavras da 'Ave Maria' passam diante dos olhos da alma os principais episódios da vida de Jesus Cristo (...). Ao mesmo tempo, o nosso coração pode incluir nestas dezenas do Rosário todos os fatos que formam a vida do indivíduo, da família, da nação, da Igreja e da humanidade, acontecimentos pessoais e do próximo, e de modo particular daqueles que nos são mais familiares e que mais estimamos. Assim, a simples oração do Rosário marca o ritmo da vida humana" Beato João Paulo II

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Espaço do Músico

Bom dia!
Estamos em novembro, mês em que se comemora Santa Cecília, a padroeira dos músicos, e publicaremos a cada semana um espaço reservado para você músico, ou você que quer ser músico ou simplesmente que gosta de música! Fique à vontade para aprender com aqueles que têm a missão de evangelizar através da arte. Hoje, o Fred, da banda Dom, partilha como nasceu a canção Te Louvarei, do CD O Amor Vai Falar!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Música da Semana!

Bom dia! Nesta semana em que o Senhor nos convida às bem-aventuranças, desejamos que você cante conosco: Sou amado, sou eleito, teu amor me conquistou!
Assim, proclamando esta verdade, que você possa descobrir outra verdade: a que de fato somos filhos de Deus e que por isso desejamos ter as vestes brancas, alvejadas pelo Sangue do Cordeiro, para no fim participarmos do banquete do Filho!
Que o Espírito Santo, Deus de amor e íntimo do teu coração, esteja contigo durante toda a semana! E que Nossa Senhora, aquela que é bem-aventurada porque creu que as promessas do Senhor haveriam de se cumprir, interceda por ti nesta semana e o faça cantar em alta voz, agradecendo ao Senhor pela eleição que Ele fez por ti!
A paz!

III Reinflama o Carisma - Comunidade Novo Ardor e Comunidade Oásis


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Perfumes de São Pio

Filhinha, para construir a perfeição é necessário ter muito cuidado, agindo em tudo para agradar a Deus e tentando evitar os menores defeitos. Fazendo o dever pessoal e todos os demais com muita generosidade.

Em tudo e sempre, coloque mais retidão de intenção, mais exatidão, mais pontualidade, mais generosidade no serviço ao Senhor, e então tu serás tal como o Senhor queres que sejas.

Mantenhamos bem gravado em nossa mente o que disse o divino Mestre: Em nossa paciência colocaremos nossa alma.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vocação Religiosa

Já pensou em sua vocação? No sonho de Deus para você? Conhece a vocação religiosa?

"A vida religiosa faz parte do mistério da Igreja. É um dom que a Igreja recebe do seu Senhor e que oferece como um estado de vida permanente ao fiel chamado de Deus na profissão dos conselhos. Assim, a Igreja pode ao mesmo tempo manifestar o Cristo e reconhecer-se como esposa do Salvador. A vida religiosa é convidada a significar, em suas variadas formas, a própria caridade de Deus, em linguagem de nossa época" Catecismo da Igreja Católica, 926.



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Cantinho de Maria


O Terço, oração repetitiva?        

Certamente. Mas, o que no mundo que não se repete? Os astros percorrem sempre a mesma órbita. A terra gira sempre em torno do mesmo eixo. Os dias e as noites se sucedem sempre da mesma forma. As estações, os anos, os meses, os dias… obedecem sempre ao mesmo ciclo. As aves cantam sempre o mesmo canto. As árvores produzem sempre as mesmas flores e os mesmos frutos. Os animais e os seres humanos se multiplicam sempre da mesma forma. O coração bate no peito sempre do mesmo jeito. O sangue percorre sempre as mesmas veias… E quando queremos bem a alguém, nunca nos cansamos de dizer sempre a mesma palavra: eu te amo! Os anjos e os santos no paraíso cantam pela eternidade afora: Aleluia! Aleluia! Santo, santo, santo!…  

Se assim é, por que em nossa oração, não deveríamos ouvir sempre a mesma Palavra de Deus, renovar sempre o mesmo Sacrifício e a mesma Ceia, repetir sempre o mesmo gesto de amor, balbuciar sempre a mesma invocação? Foi Deus quem nos fez assim, foi Jesus quem mandou que fosse assim, por que admirar-se de que sejamos assim? Tudo depende da qualidade do amor que nós colocamos naquilo que, ao longo da vida, podemos e devemos repetir milhares de vezes. O amor nunca se cansa, como o olho não se cansa de ver, o ouvido não se cansa de ouvir, o paladar não se cansa de saborear… Pelo contrário, na vida humana, a sucessão dos mesmos atos leva à aprendizagem, ao aprofundamento, à concentração.        

O Terço de Nossa Senhora é a expressão concreta dessa realidade. Enquanto com a boca repetimos o Pai Nosso e a Ave Maria, a mente percorre, com Jesus, os mistérios de sua vida, paixão, morte, ressurreição e glorificação; e com Maria, os acontecimentos dos quais Ela participou, unida a seu Filho e à sua Igreja. Tudo adquire seu sentido na medida em que procuramos concentrar a atenção em Jesus, aprofundar o sentido de sua vida, manifestar o nosso amor a Deus Pai, Filho e Espírito Santo, e a Nossa Senhora. Esta forma de fazer oração é tão antiga quanto a humanidade. Ela existe em todas as religiões, em todos os cultos, porque corresponde ao nosso modo humano de relacionamento com os outros e com Deus. No cristianismo, o costume de repetir a mesma invocação data desde os seus inícios.       

O próprio Jesus nos ensinou a insistir em nossa oração até sermos atendidos. O Evangelho nos refere diversas palavras de Jesus, episódios em sua vida e parábolas que incutem essa maneira de fazer oração. Com o tempo, surgiram meios concretos de organizar esse tipo de oração, como são hoje os nossos terços e rosários feitos de todo tipo de material.      

Quando Jesus nos adverte que não devemos repetir nossa oração como fazem os pagãos, Ele não condena a repetição da oração – do quê Ele nos deixou exemplos e mandamentos – mas condena o modo de fazer próprio dos pagãos, ou seja, a repetição pela repetição, sem o conteúdo do amor do coração, a repetição mágica, as palavras estéreis que não atingem o coração do verdadeiro Deus.

Que durante a recitação do Terço aconteçam distrações, é normal. Isso ocorre em qualquer oração, não somente no Terço: faz parte da nossa fraqueza. Deus não repara nisso, desde que não haja má vontade; Ele sabe de quê somos feitos… Pois bem, reze o Terço; podendo, reze o Rosário inteiro. Ponha nele todo o seu amor a Jesus e Maria, procure concentrar-se na meditação dos mistérios da nossa Salvação. É este um caminho de santificação recomendado pela Igreja, em particular pelos Papas e pelos Santos.    

Em 16 de outubro de 2002, o Beato João Paulo II dirigiu a toda a Igreja uma carta recomendado a oração do Terço ou do Rosário. A carta começa assim: “O Rosário da Virgem Maria… na sua simplicidade e profundidade, permanece… uma oração de grande significado e destinada a produzir frutos de santidade… Na sobriedade dos seus elementos, concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica, da qual é quase um compêndio. Nele ecoa a oração de Maria, o seu perene Magnificat pela obra da Encarnação redentora iniciada no seu ventre virginal. Com ele, o povo cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor. Mediante o Rosário, o fiel alcança a graça em abundância, como se a recebesse das mesmas mãos da Mãe do Redentor”.  

Dom Hilário Moser, SDB   
Bispo emérito da Diocese de Tubarão (SC)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dia de todos os santos

342 - Devemos todos ser santos?

Sim. O sentido da nossa vida está em unirmo-nos a Deus em amor, em corresponder aos sonhos de Deus. Devemos permitir a Deus "viver sua vida em nós" (Madre Teresa). Isto significa ser santo.
Qualquer pessoa pergunta: Quem sou eu e para que estou aqui, como me realizo? A fé responde: Só na santidade o ser humano se torna aquilo para que Deus o criou. Só na santidade o ser humano chega à verdadeira harmonia consigo mesmo e com o Criador. A santidade não é, todavia, uma perfeição de "fabrico caseiro"; ela atinge-se por união com o Amor Encarnado, que é Cristo. Quem, deste modo, atinge uma vida nova, torna-se e descobre-se santo.

Amar além do agora

Os que se amam querem-se para além do corpo: são cúmplices de alma. Ele descobre nela o mistério e a importância de ser mulher, porque ela ou é, ou será mãe dos seus filhos. Ela descobre nele o mistério e a importância de ser homem, porque ele será ou é o pai dos seus filhos. O que os move não é apenas o prazer do sexo: é o prazer da pertença, da presença e da continuidade. Também há libido e desejo carnal, mas há um algo mais que transcende ao corpo, à libido e ao desejo.

Para eles as palavras eu te amo, eu te quero, tem outra dimensão. Ela pode contar com ele para o que der e vier, ele conta com ela, sempre, para o que der e vier. Nem um, nem outro acham palavras para descrever o que realmente sentem um pelo outro, mas um sabe o que o outro sente.

Toda essa gama de sentimentos duradouros que incluem confiança, esperança, perdão, admiração, desejo, eles condensam numa palavra: “amor”. Assim se tratam. E quando são religiosos, atribuem a Deus a graça de um haver encontrado o outro. Num mundo de bilhões de pessoas, de repente os dois se acharam e de tal maneira se encaixaram que há séculos pareciam ter sido feitos um para o outro.

Era alguém como ele que ela buscava, alguém como ela que ele buscava. Um dia, em algum lugar, em determinada circunstância, os dois olhares se cruzaram. Não se imaginam separados nunca mais, nem mesmo na eternidade.

É por isso que amar é diferente. Isto que se vê nas capas de revistas de bancas, nos vídeos pornográficos, nos programas ousados de televisão, em novelas, nas praias e nas ruas é desejo oculto ou expresso de acasalamento momentâneo. Amar é outra coisa. Casais que se amam sabem a diferença. Os que descobrem que não se amavam e pessoas que jamais amaram, terão um pouco mais de dificuldade para entender esta relação. Por isso, é preciso ouvir os que amam. São donos de si mesmos, mas sabem que já não se pertencem. Amam-se porque um descobriu parte do mistério do outro! O que falta eles pretendem descobrir durante um longo casamento. O amor quando é amor, trabalha com o mistério do tempo…

Padre José Fernandes de Oliveira, SCJ