terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dia de Dom Bosco!




Hoje é dia de Dom Bosco, que gastou sua vida para os jovens. Seu lema era: Dai-me almas e ficai com o resto, o que importa é a juventude santa! Rezemos com ele pelos jovens!
Abaixo, alguns trechos que ele deixou em seu testamento:

“Quem salva a alma, salva tudo. Quem a perde, perde tudo.”
“Quem protege os pobres será largamente recompensado pelo divino tribunal.”
“Que grande recompensa teremos de todo o bem que fazemos na vida!”
“Quem faz o bem em vida, encontra bem na morte: no Paraíso, gozam-se de todos os bens eternamente”.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Música da semana!

Bom dia!
Nessa semana desejamos que você tenha verdadeiros encontros com o Senhor da sua história!
Encontros de conversão, de escuta da palavra, de perdão, e, principalmente, encontros de intimidade!
E onde essa intimidade é mais visível? No Sacramento da Comunhão, onde Jesus escolhe você para ser tabernáculo dele e assim ele morar em seu coração!
Por isso, aproveite essa semana! Se puder, vá à Missa em algum dia da semana. Se não, coloque seu coração em adoração para encontrá-lo. Ele já deseja esse encontro e a você só resta abrir o coração!
Ele, a fonte de misericórdia que jorra do templo, quer ter intimidade com você! Ele, o rosto divino do homem e o rosto humano de Deus quer encontrar sua humanidade para te fazer parecido com Ele!
Que Nossa Senhora, a Rainha do Céu, interceda por esse encontro!
A paz!  


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Adoração na Paróquia Santíssimo Sacramento



No dia 29, De sábado para domingo, de 03h às 06h, estaremos na Paróquia Santíssimo Sacramento (606 sul) em Adoração a Jesus Sacramentado! 
Esperamos por você, para viver esse momento de vigília conosco!


"A santíssima Eucaristia é a doação que Jesus Cristo faz de si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada homem" (Sacramentum Caritatis)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Catequese do Papa Bento XVI sobre a oração sacerdotal de Jesus


Queridos irmãos e irmãs
 
Na catequese de hoje concentramos a nossa atenção sobre a oração que Jesus dirige ao Pai na hora do seu enaltecimento e da sua glorificação. Como afirma o Catecismo da Igreja Católica: “A tradição a define a oração sacerdotal de Jesus”. É aquela do nosso Sumo Sacerdote, a qual é inseparável do seu Sacrifício, da sua passagem (Páscoa) ao Pai, onde ele é inteiramente “consagrado” ao Pai. (n. 2747).

Esta oração de Jesus é compreensível na sua extrema riqueza, sobretudo se a colocamos no contexto da festa judaica da expiação, o Yom kippur. Naquele dia o Sumo Sacerdote completa a expiação por si mesmo, depois pela classe sacerdotal e enfim pela inteira comunidade do povo. O objetivo é o de conduzir o povo de Israel, depois das transgressões do ano, à consciência da reconciliação com Deus, à consciência de ser um povo eleito, ‘povo santo’ em meio aos outros povos. A oração de Jesus, apresentada no capítulo 17 do Evangelho Segundo João, retoma a estrutura desta festa. Jesus naquela noite se volta ao Pai no momento no qual está oferecendo a si mesmo. Ele, sacerdote e vítima, ora por si mesmo, pelos apóstolos e por todos aqueles que acreditarão n’Ele, pela Igreja de todos os tempos (Jo 17,20).

A oração que Jesus faz por si mesmo é o pedido da própria glorificação, do próprio enaltecimento na sua ‘hora’. Na realidade é mais um pedido e uma declaração de plena disponibilidade de entrar, livremente e generosamente, no desígnio do Pai que se cumpre na entrega, na morte e na ressurreição. Esta “Hora” é iniciada com a traição de Judas (Jo 13,31) e culminará na subida de Jesus ressuscitado ao Pai (Jo 20,17). A saída de Judas do cenáculo é comentada por Jesus com estas palavras: “Agora o Filho do Homem foi glorificado e Deus foi glorificado nEle” (Jo 13,31). Não acaso, Ele inicia a oração sacerdotal dizendo: “Pai, é chegada a hora: glorifica o teu Filho para que o Filho glorifique a ti” (Jo 17,1). A glorificação que Jesus pede por si mesmo como Sumo Sacerdote é o ingresso na plena obediência ao Pai, uma obediência que o conduz à sua mais plena condição filial: “E agora, Pai, glorifica-me diante de Ti com aquela glória que eu havia junto de Ti antes que o mundo existisse” (Jo 17,5). Esta disponibilidade e este pedido constituem o primeiro ato do sacerdócio novo de Jesus que é um doar-se totalmente na cruz, e exatamente sobre a cruz – o supremo ato de amor – Ele é glorificado, porque o amor é a alegria verdadeira, a glória divina.

O segundo momento desta oração é a intercessão que Jesus faz pelos discípulos que estiveram com Ele. Eles são aqueles dos quais Jesus pode dizer ao Pai: “Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me destes. Eram teus e os destes a mim, e eles observaram a Sua Palavra” (Jo 17,6). “Manifestar o nome de Deus aos homens” é a realização de uma presença nova do Pai em meio ao povo, à humanidade. Este “manifestar” não é somente uma palavra, mas é a realidade em Jesus; Deus está conosco, e assim o nome -  a sua presença conosco, o ser um de nós – se “realizou”. Portanto, esta manifestação se realiza na encarnação do Verbo. Em Jesus Deus entra na carne humana, se faz próximo em modo único e novo. E esta presença tem o seu ápice no sacrifício que Jesus realiza na sua Páscoa de morte e ressurreição.

Ao centro desta oração de intercessão e de expiação em favor dos discípulos está o pedido de consagração; Jesus diz ao Pai: “Eles não são do mundo, também eu mandei-lhes ao mundo; por eles eu consagro a mim mesmo, para que sejam também eles consagrados na verdade” (Jo 17, 16-19). Pergunto: o que significa “consagrar” neste caso? Antes de tudo vale dizer que “Consagrado” ou “Santo” é propriamente somente Deus. Consagrar, portanto, quer dizer transferir uma realidade – uma pessoa ou coisa – para a propriedade de Deus. E nisto estão presentes dois aspetos complementares: de uma parte tirar das coisas comuns, segregar, colocar à parte do ambiente de vida pessoal do homem para serem doados totalmente a Deus; e da outra esta segregação, esta transferência à esfera de Deus, tem um significado próprio de envio, de missão: exatamente porque, doada a Deus, a realidade, a pessoa consagrada existe para os outros, é doada aos outros. Doar a Deus quer dizer não estar mais para si mesmo, mas para todos. É consagrado quem, como Jesus, é segregado do mundo e colocado à parte para Deus em vista de um objetivo e exatamente por isto está plenamente à disposição de todos. Para os discípulos, será continuar a missão de Jesus, ser doado a Deus para ser assim em missão por todos. A noite de Páscoa, o Ressuscitado, aparecendo aos seus discípulos, lhes dirá: “A paz esteja convosco. Como o Pai me envio assim eu vos envio” (Jo 20,21)

O terceiro ato desta oração sacerdotal estende o olhar até o fim do tempo. Nela Jesus se volta ao Pai para interceder em favor de todos aqueles que serão levados à fé mediante a missão inaugurada pelos apóstolos e continuada na história: “Não oro somente por estes, mas também por aqueles que acreditarão em mim mediante a Palavra deles”. Jesus reza pela igreja de todos os tempos, reza também por nós (Jo 17,20). O Catecismo da Igreja Católica comenta: “Jesus levou a pleno cumprimento a obra do Pai, e a sua oração, como o seu Sacrifício, se estende até a consumação dos tempos. A oração da Hora preenche os últimos tempos e os leva em direção à consumação” (n.2749).

O pedido central da oração sacerdotal de Jesus dedicada aos seus discípulos de todos os tempos é aquela da futura unidade de quantos acreditarão n’Ele. Tal unidade não é um produto mundano. Essa provém exclusivamente da unidade divina e chega a nós do Pai mediante o Filho e no Espírito Santo. Jesus invoca um dom que provém do Céu, e que tem o seu efeito – real e perceptível – sobre a terra. Ele reza “para que todos sejam um, como Tu, Pai, estás em mim e eu em ti. Que eles estejam em nós sejam também estes em nós, para que o mundo creia que Tu me enviastes” (Jo 17,21). A unidade dos cristãos de uma parte é uma realidade secreta que está no coração daqueles que creem. Mas, ao mesmo tempo, ela deve aparecer com toda a clareza na história, deve aparecer para que o mundo creia, tem um objetivo muito prático e concreto, deve aparecer para que realmente todos sejam uma coisa só. A unidade dos futuros discípulos, sendo em unidade com Jesus – que o Pai enviou pelo mundo – é também a fonte originária da eficácia das missões cristãs no mundo.

Podemos dizer que na oração sacerdotal de Jesus se cumpre a instituição da Igreja. Exatamente ali, no ato da última ceia, Jesus cria a Igreja. Já que, não é a Igreja  a comunidade dos discípulos que, mediante a fé em Jesus Cristo como enviado do Pai, recebe a sua unidade e é envolvida na missão de Jesus de salvar o mundo conduzindo-o ao conhecimento de Deus? Aqui encontramos realmente uma verdadeira definição da Igreja. A Igreja nasce da oração de Jesus. E esta oração não é somente palavra: é o ato no qual se consagra a si mesmo e por assim dizer, se sacrifica pela vida do mundo (Jesus de Nazaré, II)

Jesus reza para que os seus discípulos sejam uma coisa só. Em força de tal unidade, recebida e guardada, a Igreja pode caminhar no mundo sem ser do mundo (cfr Jo 17,16) e viver a missão que lhe foi confiada para que o mundo creia no Filho e no Pai que a enviou. A igreja se torna então o lugar no qual se continua a missão do próprio Cristo: conduzir o mundo da alienação do homem em direção a Deus e a si mesmo, para fora do pecado, a fim que volte a ser o mundo de Deus.

Queridos irmãos e irmãs, colhemos alguns elementos da grande riqueza da oração sacerdotal de Jesus, que vos convido a ler e meditar, para que os guie no diálogo com o Senhor, nos ensine a rezar. Também nós, então, na nossa oração, pedimos a Deus que nos ajude a entrar, de modo mais pleno, no projeto que Ele tem sobre cada um de nós, peçamos à Ele para sermos “consagrados” a Ele, para pertencer-lhe sempre mais para poder amar sempre mais os outros, os próximos e os que estão distantes; peçamos à Ele para sermos sempre capazes de abrir a nossa oração às dimensões do mundo, não fechando-a no pedido de ajuda pelos nossos problemas, mas recordando diante do Senhor o nosso próximo, aprendendo a beleza de interceder pelos outros; peçamos à Ele o dom da unidade visível entre todos os que creem em Cristo – invocamos isto com força na semana de oração pela Unidade dos Cristãos -  oremos para estarmos prontos para responder a qualquer um que nos pergunte acerca da esperança que está em nós (cfr. IPT 3,15). Obrigado.

Cine JPII


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Diz-se que o Pai está "no Céu". Onde é esse Céu?



O Céu está onde Deus está. O Céu não corresponde a um lugar, mas designa a presença de Deus, que não está preso no espaço ou ao tempo. (2791-2796, 2803).

Não devemos procurar o Céu por cima das nuvens. Quando nos dedicamos a Deus na Sua glória e ao próximo em necessidade, quando fazemos a experiência da alegria do amor, quando nos convertemos e nos reconciliamos com Deus... surge, então, o Céu. "Não é Deus que está no Céu; o Céu é que está em Deus". (Gerhard Ebeling) 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Música da semana!

Boa noite!
Nessa semana desejamos que a Verdade de Deus invada seu coração! E, assim, você perceba que é ela quem te orienta e te conduz!
Que analise seus atos e veja o que precisa de conversão, sabendo que o tempo é agora!
E, acima de tudo, desejamos que você renda ao Senhor teu louvor verdadeiro! Aquele que brota do coração, sem palavras bonitas ou bem formuladas, mas que de de forma simples comove o coração de Deus, porque recebe a verdade de seus filhos!
Que a Virgem Maria, aquela que amou a verdade, seja teu modelo nesta semana!
A paz! 


Santa Missa em nossa casa!





Bom dia!
Convidamos você para a Santa Missa que será celebrada pelo Padre Wesley Macedo amanhã em nossa casa!
A Adoração ao Santíssimo começará um pouco mais cedo, às 20h, e logo após será celebrada a Santa Missa. Venha partilhar conosco deste momento de alegria!
Esperamos por você!
A paz de Cristo!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Perfumes de São Pio


"Na vida espiritual, quanto mais se corre, menos cansaço se sente; inclusive a paz, prelúdio da eterna felicidade, estará em nós e seremos felizes e fortes na medida em que, vivendo desta maneira, faremos Jesus viver em nós, mortificando a nós mesmos"

"É necessário seguir adiante e nunca andar para trás na vida espiritual; ao contrário, acontece como com a barca, que se detém ao invés de avançar, e é empurrada para trás pelo vento"

"Em todos os eventos humanos aprendam a reconhecer e adorar a Divina Vontade"

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Catequese do Papa sobre a unidade dos cristãos


Queridos irmãos e irmãs!

Começa hoje a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos que, por mais de um século, é celebrada todos os anos pelos cristãos de todas as Igrejas e Comunidades eclesiais, para invocar o dom extraordinário pelo qual o próprio Senhor Jesus rezou durante a Última Ceia, antes de Sua paixão: “Para que todos sejam uma coisa só, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21).

A prática da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos foi introduzida, em 1908, pelo Padre Paul Wattson, fundador da comunidade religiosa anglicana que veio mais tarde à Igreja católica. Iniciativa esta que recebeu a benção do santo Papa Pio X e foi promovida pelo Papa Bento XV, que encorajou a celebração em toda a Igreja católica com o Breve Romanorum Pontificum, de 25 de fevereiro de 1916.

O oitovário de oração foi desenvolvido e aperfeiçoado nos anos 30 do século passado pelo Abade Paul Couturier di Lione, que destaca a oração “para a unidade da Igreja, assim como quer Cristo e em conformidade com os instrumentos que Ele quer”. Em seus últimos inscritos, Abade Couturier vê tal Semana como um meio que permite a oração universal de Cristo “entrar e penetrar em todo Corpo cristão”; esse deve crescer até se tornar “um imenso unanime grito de todo Povo de Deus”, que pede a Deus este grande dom.

E é precisamente na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos que o impulso, impresso pelo Concílio Vaticano II, pela busca da plena comunhão entre todos os discípulos de Cristo, encontra cada ano uma de suas mais eficazes expressões.

(...)

O tema da Semana deste ano – como vimos – é retirado da Primeira Carta aos Coríntios – “Todos seremos transformados pela vitória de Jesus Cristo, nosso Senhor” (cfr 1 Cor 15,51-58), a sua vitória nos transformará.

Este é o tema sugerido pelo amplo grupo ecumênico polonês - o qual citei - que, refletindo sobre a própria experiência como nação, quis destacar o quanto é forte o sustento da fé cristã em meio a provações e perturbações, como aquelas que caracterizaram a história da Polônia.

Depois de amplas discussões foi escolhido um tema centrado sobre o poder transformador da fé em Cristo, em particular à luz da importância que essa possui para a nossa oração em favor da unidade visível da Igreja, Corpo de Cristo.

A inspiração desta reflexão foram as palavras de São Paulo que, voltando-se à Igreja em Coríntio, fala da natureza temporária daquilo que pertence a nossa vida presente, marcada também pela experiência da “derrota” do pecado e da morte, em conformidade àquilo que fala a nós a “vitória” de Cristo sobre o pecado e sobre a morte em Seu Mistério pascal.

A história particular da nação polonesa, que conheceu períodos de convivência democrática e liberdade religiosa, como no século XVI, foi marcada, nos últimos séculos, por invasões e derrotas, mas também pela constante luta contra a opressão e pela sede de liberdade.

Tudo isso levou o grupo ecumênico a refletir de maneira mais profunda sobre o verdadeiro significado de “vitória” – o que é a vitória – e de “derrota”. A respeito da “vitória, que em alguns termos significa triunfar, Cristo nos sugere uma estrada bem diferente, que não passa pelo poder e pela força. Ele, de fato, afirma: “Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e servo de todos” (Mc 9,35).

Cristo fala de uma vitória por meio do amor sofredor, por meio do serviço recíproco, da ajuda, da nova esperança e da concreta doação aos últimos, aos esquecidos, aos excluídos.

Para todos os cristãos, a mais alta expressão de tal humilde serviço é Jesus Cristo próprio, a doação total que fez de Si mesmo, a vitória do Seu amor sobre a morte, na cruz, que esplende na luz da manhã de Páscoa.

Nós podemos fazer parte desta “vitória” nos transformado e nos deixando transformar por Deus, somente se operamos uma conversão de nossa vida e a transformação de si só se realiza por meio da conversão. Eis o motivo pelo qual o grupo ecumênico polonês considerou particularmente relevante o tema da meditação das palavras de São Paulo: “Todos seremos transformados” pela vitória de Cristo, nosso Senhor (cfr 1 Cor 15,51-58).

A plena e visível unidade dos cristãos, a qual ansiamos, exige que nos deixemos transformar e conformar, de maneira sempre mais perfeita, à imagem de Cristo. A unidade pela qual rezamos requer uma conversão interior, comum e pessoal.

Não se trata simplesmente de cordialidade ou cooperação, é necessário, sobretudo, reforçar a nossa fé em Deus, no Deus de Jesus Cristo, que nos falou e se fez um de nós; é necessário entrar na nova vida em Cristo, que é a nossa verdadeira e definitiva vitória; é necessário abrir-se uns aos outros, acolhendo todos os elementos de unidade que Deus conservou por nós e sempre de novo nos doa; é necessário sentir a urgência de testemunhar, ao homem do nosso tempo, o Deus vivente, que se fez conhecer em Cristo.

O Concílio Vaticano II colocou a busca ecumênica no centro da vida e das atividades da Igreja: “Este santo Concílio exorta todos os fiéis católicos para que, reconhecendo os sinais dos tempos, participem com ímpeto nos trabalhos ecumênicos” (Unitatis redintegratio, 4).

O beato João Paulo II destacou a natureza essencial de tal empenho, dizendo: “Esta unidade, que o Senhor doou a Sua Igreja e na qual Ele quer abraçar a todos, não é um acessório, mas está mesmo no centro de Sua obra. Nem é um atributo secundário da comunidade de seus discípulos. Pelo contrário, ela pertence ao próprio ser desta comunidade” (Enc. Ut unum sint, 9).

O empenho ecumênico é, portanto, uma responsabilidade de toda Igreja e de todos os batizados, que devem fazer crescer a comunhão parcial já existente entre os cristãos até a plena comunhão na verdade e na caridade.

Portanto, a oração pela unidade não se limita somente a esta Semana de Oração, mas deve se tornar parte integrante de nossas orações, da vida de oração de todos os cristãos, em todos os lugares e em todos os tempos, sobretudo, quando pessoas de diversas tradições se encontram e louvam juntas pela vitória, em Cristo, sobre tudo aquilo que é pecado, mal, injustiça e violação à dignidade do homem.

Desde quando o movimento ecumênico moderno nasceu, um século atrás, foi sempre uma clara consciência o fato de que a falta de unidade entre os cristãos impede o anúncio mais eficaz do Evangelho, porque coloca em perigo a nossa credibilidade. Como podemos dar um testemunho convincente se estamos divididos?

Certamente, naquilo que resguarda as verdades fundamentais da fé, nos unimos muito mais que nos dividimos. Mas as divisões restantes, e que resguardam também várias questões particulares e éticas, suscitam confusões e diferenças, enfraquecendo nossa capacidade de transmitira a Palavra salvadora de Cristo.

Neste sentido, devemos recordar as palavras do beato João Paulo II, que em sua Encíclica Ut unum sint fala do dano causado ao testemunho cristão e ao anúncio do Evangelho de Jesus Cristo e dá uma resposta comum à sede espiritual dos nossos tempos.

O caminho da Igreja, como aquele dos povos, está nas mãos de Cristo ressuscitado, vitorioso sobre a morte e sobre a injustiça que Ele carregou e sofreu em nome de todos. Ele nos faz participantes de sua vitória. Somente Ele é capaz de nos transformar de fracos e indecisos para fortes e corajosos ao operar o bem. Somente Ele pode nos salvar das conseqüências negativas das nossas decisões.

Queridos irmãos e irmãs, convido todos a se unirem em oração, de modo mais intenso durante esta Semana pela Unidade, para que cresça o testemunho comum, a solidariedade e a colaboração entre os cristãos, esperando o dia glorioso na qual poderemos professar juntos a fé transmitida pelos Apóstolos e celebrar juntos os Sacramentos da nossa transformação em Cristo. Obrigado.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Por que razão Deus é mais importante que a família?





374 - O ser humano não consegue viver sem relação. A mais importante é a que tem com Deus. Ela tem a primazia sobre todas as relações humanas, mesmo as familiares. (2232-2233).

Os filhos não "pertencem" aos seus pais nem os pais aos seus filhos. Cada pessoa pertence diretamente a Deus. Só a Deus o ser humano está absolutamente e permanentemente ligado. Assim se compreende a frase de Jesus aos vocacionados: "Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim não é digno de Mim" (Mt 10, 37).
Por isso, os pais devem entregar seus filhos nas mãos de Deus com total confiança quando o Senhor os chama a uma vida de entrega como Sacerdotes ou como consagrados.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cine JPII

Bom dia! Nesta sexta, dia 20, às 20h, em nossa casa, na QSD 15, lt 7 - Taguatinga Sul, teremos mais uma sessão do Cine JPII! E o filme dessa vez é Moscati, o doutor que virou santo. 
Abaixo, uma sinopse e um trecho do filme:

Giuseppe Moscati, um médico ainda muito admirado na Itália pelo trabalho que fez com os pobres no final do século XIX e inicio do século XX, é um dos poucos leigos a ser canonizado pela Igreja Católica, tornando-se assim um santo. Veremos aqui sua trajetória e sua ajuda no tratamento de pessoas necessitadas em pela epidemia da Cólera, das que sofreram da erupção do vulcão Vesúvio e na condução das investigações que levaram a descoberta da insulina como cura para a diabetes.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Música da Semana!

Bom dia!
Nesta semana desejamos que o amor de Cristo invada teu coração para que você escute o chamado único e particular que Ele tem para você! Que abra todo o seu ser para dizer como o salmista "eis que venho, com prazer, fazer vossa vontade, Senhor!"
Que seu caminho de cumprimento da vontade do Senhor seja traçado por felicidade e decisão. Que todo o seu louve ao Senhor, como templo do Espírito! E que você o siga, por onde Ele for, na certeza de que este é o caminho da realização humana. 
Que Maria, aquela que se alegrou em ver cumpridas as promessas do Senhor, esteja contigo nesta semana!
Paz e Bem!  

sábado, 14 de janeiro de 2012

Papa certo para tempos incertos

Boa tarde!
Neste vídeo, o Padre Paulo Ricardo nos fala sobre o Papa Bento XVI. Que você aproveite para aumentar seus conhecimentos sobre o chefe da Igreja!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Cine JPII

Amanhã o Cine JPII está de volta!
Teremos uma sessão do filme Karol, o homem que se tornou Papa! Começará às 20h, em nossa casa, na QSD 15, Lt 7 - Taguatinga Sul.
Aguardamos você para esse momento de espiritualidade!

Em sua catequese, Papa explica caráter teológico da Instituição da Eucaristia


Queridos irmãos e irmãs,


No nosso caminho de reflexão sobre a oração de Jesus apresentada nos Evangelhos, queremos meditar hoje sobre o momento, particularmente solene, da sua oração na última Ceia. A cena temporal e emocional do momento no qual Jesus se despede dos amigos é a iminência da sua morte que Ele sente próxima naquele momento. Há muito tempo Jesus já tinha começado a falar da sua paixão e procurou envolver sempre mais os seus discípulos nesta prospectiva. O Evangelho segundo Marcos narra que desde o início da viagem em direção a Jerusalém, nos vilarejos da distante Cesareia de Filipe, Ele tinha começado a ensinar-lhes que Filho do Homem deveria sofrer muito e ser rejeitado pelos anciãos do povo, pelos sumo sacerdotes e pelo escribas, ser morto e depois de três dias, ressuscitar (Mc 8,31). Além disso, exatamente nos dias nos quais se preparava para se despedir dos discípulos, a vida do povo estava marcada pela proximidade da Páscoa, ou seja, pelo memorial da libertação de Israel do Egito. Essa libertação experimentada no passado e esperada de novo no presente e para o futuro, se tornava viva nas celebrações familiares da Páscoa. A ultima ceia se insere neste contexto, mas com uma novidade de fundo. Jesus olha para a sua paixão, morte e ressurreição plenamente consciente. Ele quer viver esta ceia com seus discípulos, Jesus celebra a sua Páscoa, antecipa a sua Cruz e a sua Ressurreição.

Essa novidade nos vem evidenciada pela cronologia da Ultima ceia no Evangelho de São João, o qual não a descreve como ceia pascal, exatamente porque Jesus pretende inaugurar algo novo, celebrar a Sua Páscoa, ligada certamente aos eventos do Êxodo. E para João, Jesus morreu na cruz exatamente no momento no qual no templo de Jerusalém eram imolados os cordeiros pascais.

Qual é então o núcleo desta ceia? São os gestos do partir o pão, do distribui-lo aos seus e do partilhar o cálice de vinho com as palavras que os acompanham e no contexto de oração no qual se colocam: é a instituição da Eucaristia, é a grande oração de Jesus e da Igreja. Mas olhemos mais profundamente para este momento.

Antes de tudo, as tradições neotestamentárias da Instituição da Eucaristia indicam na oração que introduz os gestos e as palavras de Jesus sobre o pão e sobre o vinho, usam dois verbos paralelos e complementários. Paulo e Lucas falam de eucaristia/agradecimento: “Tomou o pão, deu graças, o partiu e deu-lhes” (Luc 22,19). Marcos e Mateus, ao invés disso, sublinham o aspecto de benção/eulogia: “Tomou o pão, proferiu a benção, o partiu e deu-lhes (Mc14,22). Ambos os termos gregos eucaristéin e eulogéin têm a ver com a beraka hebraica, isto é, a grande oração de agradecimento e de benção da tradição de Israel que inaugurava as grandes refeições. As duas diferentes palavras gregas indicam as duas direções intrínsecas e complementares desta oração. A beraka, de fato, é antes de tudo agradecimento e louvor que sobe a Deus para o dom recebido: na Ultima Ceia de Jesus, se trata do pão – trabalhado pelo trigo que Deus faz germinar e crescer na terra e pelo vinho produzido e maturado nas videiras. Essa oração de louvor e agradecimento, que se eleva para Deus, retorna como benção, que provém de Deus sobre o dom e o enriquece. O agradecer, louvar a Deus, se torna benção, e a oferta doada a Deus retorna ao homem abençoada pelo Onipotente. As palavras da instituição da Eucaristia se colocam neste contexto de oração; na mesma oração , o louvor e a benção da beraka se tornam benção e transformação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus.

Antes das palavras da instituição vem os gestos: aquele do partir do pão e do oferecer o vinho. Quem parte o pão e passa o cálice é chefe de família, que acolhe à sua mesa os familiares, mas estes gestos também são de hospitalidade, de acolhida à comunhão com o estrangeiro, que não faz parte da casa. Esses mesmo gestos, na ceia com a qual Jesus se despede dos seus, adquirem uma profundidade nova. Ele dá o sinal visível da acolhida à mesa na qual Deus se doa. Jesus no pão e no vinho oferece e comunica si mesmo.

Mas como pode realizar-se tudo isto? Como pode Jesus dar, naquele mesmo, Si mesmo? Jesus sabe que a vida está para ser-lhe tirada através do suplício da cruz, a pena capital dos homens não livres, aquela que Cicerone definia a mors turpissima crucis (morte vergonhosa da cruz). Com os dons do pão e do vinho oferecidos na Ultima Ceia, Jesus antecipa a sua morte e a sua ressurreição realizando aquilo que havia dito no discurso do Bom Pastor: “Eu dou a minha vida para depois tomá-la de novo. Ninguém me tira: eu a dou. Tenho o poder de dá-la e o poder de tomá-la de novo. Este é o mandamento que recebi do meu Pai” (Jo 10, 17-18). Ele, portanto, oferece antecipadamente a vida que lhe será tirada e deste modo transforma a sua morte violenta em um ato livre de doação pelos outros e aos outros. A violência suportada se transforma em sacrifício ativo, livre e redentor.

Mais uma vez na oração, iniciada segundo as formas rituais da tradição bíblica, Jesus mostra a sua identidade e a determinação de cumprir até o fim a sua missão de amor total, de oferta em obediência à vontade do Pai. A profunda originalidade do dom de si aos Seus, através do memorial eucarístico, é o cume da oração que caracteriza na ceia do adeus com os seus. Contemplando os gestos e as palavras de Jesus naquela noite, vemos claramente que o relacionamento intimo e constante com o Pai é o lugar onde Ele realiza o gesto de deixar aos seus e a cada um de nós, o Sacramento do Amor, o “Sacramentum caritatis”. Por duas vezes no cenáculo ressoam as palavras: “Fazei isto em memória de mim” (I Cor 11, 24.25). Com o dom de si, Ele celebra a sua Páscoa, se tornando o verdadeiro Cordeiro que leva à plenitude todo o culto antigo. Por isto São Paulo falando aos cristãos de Corinto afirma: “Cristo, nossa Páscoa (o nosso cordeiro pascal!) foi imolado! Celebremos, portanto, a festa com ázimos de sinceridade e de verdade (I Cor 5, 7-8).

O evangelista Lucas conservou um outro elemento precioso dos eventos da Última Ceia, que nos permite ver a profundidade comovente da oração de Jesus para os seus naquela noite, a atenção por cada um. Partindo da oração de agradecimento e benção, Jesus chega ao dom eucarístico, ao dom de si mesmo e, enquanto doa a realidade sacramental decisiva, se dirige a Pedro. Ao final da ceia, ele diz: “Simão, Simão, eis: Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo; mas eu orei por ti, para que tua fé não desfaleça. E tu, por tua vez, confirma os teus irmãos” (Luc 22,31-32). A oração de Jesus, quando se aproxima a prova também para os seus discípulos, os sustenta diante da fraqueza, da fadiga de compreender que a via de Deus passa através do Mistério Pascal de morte e ressurreição, antecipado na oferta do pão e do vinho. A Eucaristia é alimento dos peregrinos que se torna força também para quem está cansado, desorientado, esgotado. E a oração é particularmente por Pedro, para que, uma vez convertido, confirme os irmãos na fé. O evangelista Lucas recorda que foi exatamente o olhar de Jesus a procurar o rosto de Pedro no momento no qual ele havia apenas consumado a sua tríplice negação, para dar-lhe força de retomar o caminho em direção à Ele: ”Naquele instante, enquanto ainda falava, um galo cantou. Então o Senhor se voltou e fixou o olhar em Pedro, e Pedro se recordou da palavra que o Senhor lhe havia dito (Luc 22,60-61)."

Queridos irmãos e irmãs, participando da Eucaristia, vivemos em modo extraordinário a oração que Jesus fez e continuamente faz por cada um a fim que o mal, que todos encontramos na vida, não tenha a vitória e possa agir em nós a força transformante da morte a da ressurreição de Cristo. Na Eucaristia, a Igreja responde ao mandamento de Jesus: “Fazei isto em memória de mim” (Luc 22,19; cfr I Cor 11, 24-26); repete a oração de agradecimento e de benção e, com ela, as palavras da transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e Sangue do Senhor. As nossas Eucaristias estão ligadas a este momento de oração, um unir-se sempre de novo à oração de Jesus. Desde o início, a Igreja compreendeu as palavras de consagração como parte da oração feita junto a Jesus, como parte central do louvor repleto de gratidão, através do qual o fruto da terra e do trabalho do homem nos vem novamente doado por Deus como corpo e sangue de Jesus, como auto-doação de Deus mesmo no amor acolhedor do Filho (Jesus de Nazaré II, pag. 146). Participando da Eucaristia, nutrindo-nos da Carne e do Sangue do Filho de Deus,  unimos a nossa oração àquela do Cordeiro pascal na sua noite suprema, para que a nossa vida não seja perdida, apesar das nossas fraquezas e das nossas infidelidades, mas venha transformada.

Queridos amigos, peçamos ao Senhor depois de estarmos devidamente preparados, também com o Sacramento da Penitência, que a nossa participação à sua Eucaristia, indispensável para a vida  do cristão seja sempre  o ponto mais alto de toda a nossa oração. Pedimos que, unidos profundamente à sua mesma oferta ao Pai, que possamos também nós transformar as nossas cruzes em sacrifício livre e responsável, de amor a Deus e aos irmãos. Obrigado.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Por que motivo a Igreja exige uma vida celibatária dos bispos e presbíteros?



Jesus viveu celibatariamente e quis exprimir assim o seu amor indiviso por Deus Pai. Assumir o estilo de vida de Jesus, vivendo uma castidade celibatária "por causa do reino dos Céus" (Mt 19, 20), tornou-se, desde o tempo de Jesus, um sinal de amor, de indivisa entrega ao Senhor e de total disponibilidade para o serviço. A Igreja Católica Romana exige esta forma de vida dos seus bispos e presbíteros; as Igrejas Católicas Orientais, apenas dos seus bispos. (1579-1580, 1599)

O celibato, diz o Papa Bento XVI, não pode significar "permanecer vazio no amor, mas deve significar deixar-se apaixonar por Deus". Um Sacerdote, vivendo o celibato, deve ser fecundo ao representar a paternidade de Deus e de Jesus. O Papa diz mais: "Cristo necessita de sacerdotes que sejam maduros e viris, capazes de exercer uma verdadeira paternidade espiritual".

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Um dia "feliz" ou uma vida feliz?


Comecei meu dia como todos os outros, entrando na internet, vendo e-mails, facebook, respondendo mensagens e dando um super “bom dia” pra todos…Mas, entrando no twitter, algumas mensagens me chamaram atenção:

“Feliz Dia do Sexo!”

“Que tal, quem fará sexo hoje? #FelizDiaDoSexo”

“Curta o dia de hoje, faça sexo!”

Me incomodei e fui para o meu grande amigo Google e digitei: “DIA DO SEXO”.

O primeiro item que apareceu na minha busca foi de um site de preservativos que promovia a ideia de usar a data 06/09 como o dia escolhido para ser o Dia do Sexo, tendo na página inicial o seguinte texto:

“Dia das mães, dias dos pais, dia das crianças, dia dos namorados. Em meio a tantas datas comemorativas no nosso calendário oficial, por que não criarmos um dia em homenagem àquilo que deu origem a tudo: o sexo?”

E ainda continua:

“Pense bem. Graças a ele você existe, sua família existe, a humanidade inteira existe. O sexo está presente em tudo, desde a literatura, arte e moda, até a bíblia.”

E o texto não pára por aí:

“Sexo é música. Sexo é dança. Sexo é muito mais que um ato. Ele é prazer, amor, vida. E é por esta importância que nós estamos propondo a criação do Dia do Sexo.”

É triste ver tamanha pobreza que vivemos hoje. Aqui, não quero dizer sobre a pobreza material, mas a pobreza de dignidade e de descoberta do potencial que existe na própria vida e, também, no verdadeiro sentido do porquê Deus nos criou como seres sexuados.

Na citação acima, o texto diz que “graças a ele (sexo) nós existimos”. Isso é uma verdade, mas o texto erra profundamente quando diz que foi “o sexo que deu origem a tudo.”

O sexo não deu origem a tudo! Este SUPER ERRO mostra justamente a visão relativista presente nos dias de hoje, onde “tudo vale e não existe verdade nenhuma”, como nos disse no mês passado o Papa Bento XVI, na Jornada Mundial da Juventude, em Madri. Isso faz com que não percamos a verdade de que não foi o sexo que nos criou, mas sim Deus Pai, que soprou o dom da vida e nos criou ATRAVÉS da relação conjugal dos nossos pais.

Por que ter o “Dia do Sexo”? Para que seja o dia da tentativa de ser um pouco feliz? Para ser o dia onde tento esquecer dos problemas, liberando o meu corpo para alguém e querendo o corpo do outro só para o meu prazer?

Deus é amor e tudo o que Ele cria é fruto deste amor! Você nasceu para amar e a sexualidade, a afetividade e o nosso corpo são grandes tesouros que Deus nos deu para que possamos amar e sermos felizes!

Não posso querer reduzir a um dia a comemoração da minha vida. A minha vida, o meu dia, os meus relacionamentos, o bom uso da minha sexualidade e afetividade em Deus, já são essa celebração que não acaba nunca!

A castidade existe para nos fazer livres! É ela que ordena toda nossa afetividade e sexualidade a Deus e deixa-O ser o Senhor de tudo. A castidade nos torna jovens livres, sem precisarmos ficar presos às correntes das tendências, modismos ou dos prazeres. A castidade nos faz ver que somos os verdadeiros homens que não dominam todas as coisas, mas que pela, graça de Deus, dominam a si mesmo e amam a todos de forma livre, desinteressada e como cada um deve ser amado.

Aquele que descobre o seu valor e não fica se dando por qualquer coisa ou “dia criado”, vive a alegria de filho de Deus e guarda o maior tesouro que alguém possa receber: o dom da vida, através da castidade!

Não reduza a sua sexualidade ao “Dia do Sexo” que é puro liberalismo, mas sim à “Vida de Castidade” que é a experiência da verdadeira liberdade!

De forma alguma, quero dizer que o sexo é ruim, isso seria uma visão puritanista. Quando ele é vivido dentro da proposta para que foi criado (dentro do matrimônio), descobrimos a sua beleza e o seu verdadeiro valor. Um valor tão belo que não cabe “comemorá-lo” apenas em um dia, mas todos os dias, por uma vida inteira (se seu chamado for o matrimônio)!!!

Deus nos criou para vivermos a vida Dele, uma vida de muita felicidade a cada instante e não para viver a tentativa de, em um dia, tentar ter uma vida “melhorzinha”.

Assim como eu, existem milhões de jovens vivendo a experiência da castidade e sendo verdadeiramente livres! Somos muito mais que 76.466 que apoiaram a causa para ser criado o Dia do Sexo!

Você não nasceu para ser feliz somente por um dia, mas para a vida toda!

Descubra o seu valor no Amor que Deus tem por você!

Seja feliz e fiel!

Nilton Junior

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dom João Braz de Aviz será o próximo cardeal do Brasil



O Papa Bento XVI anunciou durante o Angelus, após a missa da Solenidade da Epifania do Senhor presidida por ele nesta quarta-feira, 06, no Vaticano, a convocação de um novo Consistório que criará novos cardeais para a Igreja.

Entre os nomeados, está Dom João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para o Institutos de Vida Consagrada desde o ano passado. O arcebispo, que durante muito tempo esteve à frente da arquidiocese de Brasília foi o único brasileiro nomeado desta vez, e a partir de fevereiro deste ano, passará a integrarar o grupo de cardeais brasileiros composto por Dom Eugênio Sales, Dom Evaristo Arns, Dom José Falcão, Dom Serafim Fernandes Araújo, Dom Claudio Hummes, Dom Geraldo Majella Agnelo, Dom Eusébio Sheid, Dom Odilo Pedro Sherer e Dom Raymundo Damasceno de Assis.

Trajetória episcopal de Dom João Braz
Em 1994, João Paulo II nomeou Dom João Braz, bispo auxiliar da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, onde, desde então, adotou o lema episcopal: Todos sejam um (Jo 17,21). Depois, ele foi bispo de Ponta Grossa, Paraná; arcebispo de Arquidiocese de Maringá, também no Paraná, e por fim, arcebispo de Brasília, cargo que ocupou de 2004 até o fim de 2010.

Em 4 de janeiro de 2011, ele foi nomeado pelo Papa Bento XVI como prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, no Vaticano. 

Música da Semana!

Bom dia!
Nessa semana desejamos você seja inundado pelo Espírito Santo. Que a água do Espírito lave, irrigue e preencha todo o seu coração, que tantas vezes é terra seca e não produz frutos.
Que o Santo Espírito te conduza a viver o tempo comum que se inicia e que faça você ser dócil para perceber e vivenciar a presença de Deus em seu cotidiano, para que assim, você seja íntimo do Senhor.
Que Nossa Senhora, aquela que foi inundada pelo Espírito em toda a sua vida, seja tua guia nesta semana!
A paz!


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Como recomeçar em 2012?

Existe uma festa que ninguém vê! 

Ela acontece quando nosso interior se encontra com Deus! 

Portanto, recomece 2012 com o Sacramento da Reconciliação! Nestes dias, nos quais tudo temos para nos "acelerar", exercite-se para "desacelerar" a vida interior. Se precisar, peça ajuda de um amigo na fé, de um sacerdote ou diretor espiritual. Reserve um tempo para a oração! Revise a vida, prepare sua confissão e valha-se das graças que, desta maneira, você pode receber para transformar a virada do ano numa festa que acontece, acima de tudo, dentro de você!

Ricardo Sá
Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Brasília também vai Botar Fé!


Milhares de jovens brasileiros já tiveram a oportunidade de estar perto da Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e do Ícone de Nossa Senhora, que começaram, em setembro de 2011, a maior peregrinação de sua história. Até julho de 2013, os dois Símbolos da JMJ vão passar por todos os estados do Brasil e ainda vão visitar alguns países da América do Sul. E está chegando a vez de Brasília.

Em maio, nos dias 12 e 13 os símbolos da JMJ estarão na cidade para que a juventude da Capital do País possa celebrar, assim como jovens de todo o país, a preparação para o maior evento católico do mundo, a JMJ, no Rio de Janeiro em julho de 2013.

A programação local já está sendo preparada pelo Setor Juventude da Arquidiocese de Brasília juntamente com a Cúria Metropolitana.

A Cruz de Jesus Cristo e o Ícone de sua Mãe que peregrinam no Brasil foram presentes do Beato João Paulo II à Juventude do Mundo. Os símbolos lembram sinais da fé cristã e estão diretamente ligados a espiritualidade da Cruz. No Brasil, por onde passam, causam comoção e grande demonstração de Fé, o que já chamou a atenção até mesmo do Papa Bento XVI. Ao saber que os jovens brasileiros gostam de tocar na Cruz, o Santo Padre afirmou: "É preciso tocar na Cruz para ser tocado por ela!".

Desde sua chegada ao Brasil em setembro, os símbolos já passaram pelos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Sergipe. Até chegar a Brasília ainda percorrerão todo o Nordeste e o Centro-Oeste.

Para acompanhar o percurso completo, a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude criou o Site Jovens Conectados. Dedicado à relação dos jovens com a Igreja, a página acompanha todo o percurso da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora e o Projeto Bote Fé. Outras atualizações podem ser encontradas também nas Redes Sociais geridas pelo Site.

Preparemos nosso coração para receber bem estes símbolos da nossa fé.

Catequese de Bento XVI sobre o Natal e a Epifania


Queridos irmãos e irmãs,

estou contente por acolher-vos nesta primeira Audiência Geral do novo ano e, de todo o coração, dirijo a vós e às vossas famílias minhas afetuosas saudações. Deus, que no nascimento de Cristo, Seu Filho, inundou de alegria o mundo inteiro, conceda obras e dias na sua paz. Estamos no Tempo Litúrgico do Natal, que inicia na noite de 24 de dezembro, com a Vigília, e conclui-se com a celebração do Batismo do Senhor. O arco dos dias é breve, mas denso de celebrações e mistérios e se recolhe em torno das duas grandes Solenidades do Senhor: Natal e Epifania. O próprio nome dessas duas festas indica suas respectivas fisionomias. O Natal celebra o fato histórico do nascimento de Jesus em Belém.  A Epifania, nascida como Festa no Oriente, indica um fato, mas, sobretudo, um aspecto do mistério: Deus revela-se na natureza humana de Cristo e esse é o sentido do verbo grego epiphaino, tornar-se visível. Nessa perspectiva, a Epifania recorda uma pluralidade de eventos que têm como objeto a manifestação do Senhor: de modo particular, a Adoração dos Magos, que reconhecem em Jesus o Messias esperado, mas também o Batismo no Rio Jordão com a sua teofania – a voz de Deus do alto – e o milagre nas Bodas de Caná, primeiro "sinal" operado por Cristo.

Uma belíssima antífona da Liturgia das Horas unifica esses três acontecimentos em torno do tema das núpcias entre Cristo e a Igreja: "Hoje, a Igreja une-se ao Seu Esposo celeste, porque, no Jordão, Cristo lavou os seus pecados; os Magos acorrem com dons às núpcias reais, e os convidados alegram-se vendo a água transformada em vinho" (Antifona delle Lodi). Podemos quase dizer que, na Festa do Natal, sublinha-se o escondimento de Deus na humildade da condição humana, no Menino de Belém. Na Epifania, ao contrário, evidencia-se o Seu manifestar-se, o aparecer de Deus através desta mesma humanidade.

Nesta Catequese, gostaria de recordar brevemente alguns temas próprios da celebração do Natal do Senhor, a fim de que cada um de nós possa beber da fonte inexaurível deste mistério e produzir frutos de vida.

Antes de tudo, perguntemo-nos: Qual é a primeira reação diante desta extraordinária ação de Deus, que se faz criança, que se faz homem? Penso que a primeira reação não pode ser outra que não alegria. "Alegremo-nos todos no Senhor, porque nasceu no mundo o Salvador": assim inicia a Missa de Natal, e ouvimos há pouco as palavras do Anjo aos pastores: "Eis que vos anuncio uma grande alegria" (Lc 2,10). É o tema que abre o Evangelho, e é o tema que o encerra, porque Jesus ressuscitado repreenderá os Apóstolos exatamente por estarem tristes (cf. Lc 24,17) – incompatível com o fato de que Ele permanece Homem eternamente.

Mas demos um passo adiante: De onde nasce essa alegria? Diria que nasce do estupor do coração em ver o quanto Deus nos é próximo, o quanto pensa em nós e age na história. É uma alegria, portanto, que nasce do contemplar o rosto daquele humilde Menino, porque sabemos que é o Rosto de Deus, presente para sempre na humanidade, para nós e conosco. O Natal é alegria porque vemos e estamos finalmente seguros de que Deus é o Bem, a Vida, a Verdade do homem e se abaixa até o homem para levantá-lo a Si. Deus torna-se tão próximo a ponto de se deixar ver e tocar. A Igreja contempla esse inefável mistério e os textos da Liturgia deste tempo são permeados pelo estupor e pela alegria; todos os cantos de Natal expressam esta alegria. O Natal é o ponto em que céu e terra unem-se, e várias expressões que ouvimos nestes dias sublinham a grandeza do que aconteceu: o distante – Deus parece distantíssimo – torna-se próximo; "o inacessível quis ser alcançável. Ele, que existe antes do tempo, começou a estar no tempo, o Senhor do universo, velando a grandeza de sua majestade, assume a natureza de servo", exclama São Leão Magno (Sermone 2 sul Natale, 2.1). Naquele Menino, necessitado de tudo, como são as crianças, está aquilo que Deus é: eternidade, força, santidade, vida, alegria, que se une àquilo que somos nós: debilidade, pecado, sofrimento, morte.

A teologia e a espiritualidade do Natal usam uma expressão para descrever esse fato: falam de admirabile commercium, isto é, de um admirável intercâmbio entre divindade e humanidade. Santo Atanásio de Alexandria afirma: "O filho de Deus se fez homem para fazer-nos Deus" (De Incarnatione, 54, 3: PG 25, 192), mas é sobretudo com São Leão Magno e as suas célebres Homilias sobre o Natal que essa realidade torna-se objeto de profunda meditação. Afirma, de fato, o Santo Pontífice: "Se apelamos à inexprimível condescendência da misericórdia divina que levou o Criador dos homens a fazer-se homem, essa nos elevará à natureza d'Aquele que nós adoramos na nossa" (Sermone 8 sul Natale: CCL 138,139). O primeiro ato deste maravilhoso intercâmbio realiza-se na própria humanidade de Cristo. O Verbo assumiu a nossa humanidade e, em troca, a natureza humana foi elevada à dignidade divina. O segundo ato do intercâmbio consiste na nossa real e íntima participação na natureza divina do Verbo. Diz São Paulo: "Quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção de filhos" (Gal 4,4-5).

O Natal é, portanto, a festa em que Deus se faz tão próximo ao homem a ponto de partilhar o seu próprio ato de nascer, para revelar-lhe a sua dignidade mais profunda: aquela de ser filho de Deus. E, assim, o sonho da humanidade iniciado no Paraíso – queremos ser como Deus – realiza-se de modo inesperado não pela grandeza do homem, que não pode se "fazer Deus", mas pela humildade de Deus, que desce e assim entra em nós na sua humildade e nos eleva à verdadeira grandeza do seu ser. A esse propósito, o Concílio Vaticano II diz assim: "Na realidade, só no mistério do Verbo encarnado se esclarece verdadeiramente o mistério do homem" (Gaudium et spes, 22); de outra maneira, permanece um enigma: O que quer dizer esta criatura homem? Somente vendo que Deus está conosco podemos ver luz para o nosso ser, sermos felizes por sermos homens e viver com confiança e alegria. E onde se torna presente de modo real esse maravilhoso intercâmbio, para que aja na nossa vida e a torne uma existência de verdadeiros filhos de Deus? Torna-se muito concreta na Eucaristia. Quando participamos da Santa Missa, apresentamos a Deus o que é nosso: o pão e o vinho, fruto da terra, para que ele os aceite e transforme, doando a Si mesmo e fazendo-se nosso alimento, a fim de que, recebendo seu corpo e sangue, participemos de sua vida divina. 

Gostaria, enfim, de deter-me em outro aspecto do Natal. Quando o Anjo do Senhor apresenta-se aos pastores na noite do Nascimento de Jesus, o Evangelista Lucas escreve que "a glória do Senhor refulgiu ao redor deles" (2,9); e o prólogo do Evangelho de João fala do Verbo feito carne como da Luz verdadeira que vem ao mundo, a luz capaz de iluminar a cada homem (cf. Jo 1,9). A liturgia natalícia é permeada de luz. A vinda de Cristo dissipa as trevas do mundo, enche a Noite santa de fulgor celeste e difunde no rosto dos homens o esplendor de Deus Pai. Também hoje. Envoltos pela luz de cristo, somos convidados com insistência pela liturgia natalícia a iluminar nossa mente e coração por Deus, que mostrou o fulgor do seu Rosto. O primeiro Prefácio de Natal proclama: "No mistério do Verbo encarnado apareceu aos olhos da nossa mente a luz nova do teu fulgor, para que, conhecendo Deus visivelmente, por seu intermédio sejamos arrebatados pelo amor às realidades invisíveis". No Mistério da Encarnação de Deus, após ter falado e intervindo na história mediante mensageiros e com sinais, "apareceu", saiu de sua luz inacessível para iluminar o mundo.

Na Solenidade da Epifania, 6 de janeiro, que celebraremos dentro de poucos dias, a Igreja propõe um trecho muito significativo do Profetas Isaías: "De pé! Deixa-te iluminar! Chegou a tua luz! A glória do SENHOR te ilumina. Sim, a escuridão cobre a terra, as trevas cobrem os povos mas sobre ti brilha o SENHOR, sobre ti aparece sua glória. As nações caminharão à tua luz, os reis, ao brilho do teu esplendor" (60, 1-3). É um convite destinado à Igreja, a Comunidade de Cristo, mas também a cada um de nós, a tomar ainda mais viva consciência da missão e da responsabilidade diante do mundo em testemunhar e levar a luz nova do Evangelho. Ao início da Constituição Lumen Gentium do Concílio Vaticano II, encontramos as seguintes palavras: "A luz dos povos é Cristo: por isso, este sagrado Concílio, reunido no Espírito Santo, deseja ardentemente iluminar com a Sua luz, que resplandece no rosto da Igreja, todos os homens, anunciando o Evangelho a toda a criatura" (n. 1). O Evangelho é a luz a não se esconder, mas colocar sobre a mesa. A Igreja não é a luz, mas recebe a luz de Cristo, acolhe-a para ser por ela iluminada e para difundi-la em todo o seu esplendor. E isso deve acontecer também na nossa vida pessoal. Mais uma vez cito São Leão Magno, que disse na Noite Santa:"Reconhece, cristão, a tua dignidade e, tornado participante da natureza divina, não queira recair à condição miserável de outro tempo com uma conduta indigna. Recorda-te de quem é a tua Cabeça e de qual Corpo és membro. Recorda-te de que, arrancado do poder das trevas, fostes trazido à luz e ao Reino de Deus" (Sermone 1 sul Natale, 3,2: CCL 138,88).
 
Queridos irmãos e irmãs, o Natal é deter-se no contemplar daquele Menino, o Mistério de Deus que se faz homem na humildade e na pobreza, mas é, sobretudo, acolher novamente em nós mesmos aquele Menino, que é Cristo Senhor, para viver da sua mesma vida, para fazer sim que os seus sentimentos, os seus pensamentos, as suas ações, sejam os nossos sentimentos, os nossos pensamentos, as nossas ações. Celebrar o Natal é, portanto, manifestar a alegria, a novidade, a luz que esse Nascimento trouxe a toda a nossa existência, para sermos também nós portadores de alegria, da verdadeira novidade, da luz de Deus aos outros. Ainda a todos o desejo de um tempo natalício abençoado pela presença de Deus!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O que é a paz?



A paz é a consequência da justiça e o sinal do amor realizado. Onde existe paz, pode "cada criatura descansar numa boa ordem" (São Tomás de Aquino). A paz terrena é a imagem da paz de Cristo, que reconciliou o Céu com a Terra. (2304-2305).

A paz é mais que ausência de guerra, e também mais que um equilíbrio de forças obtidas com zelo (equilíbrio do medo). Num estado de paz, as pessoas podem viver seguras com a sua riqueza adquirida com justiça e realizar permutas umas com as outras. Na paz, são respeitadas a dignidade e o direito à autodeterminação do indivíduo e dos povos. Na paz, a comum existência humana é marcada pela solidariedade fraternal.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Ano Novo… Tempo de Mudança!


Estamos encerrando o ano de 2011, já nas vésperas do novo ano que vai iniciar. É incrível como uma atmosfera de renovação toma conta do coração de cada um de nós. Somos inundados por uma nova esperança, que ao mudar o calendário, tudo pode ser diferente. Fazemos novos planos, traçamos novos objetivos e nos comprometemos com novos propósitos em nossas vidas. Tudo isto faz parte da capacidade que temos em acreditar, que com um novo ano podemos ter uma vida nova! Será que podemos mesmo?

Com certeza, estas motivações humanas e sinceras de fim de ano, nos ajudam a lançar um olhar de novidade e de esperança, para o ano que irá iniciar. Entretanto, nada irá mudar em nossa vida, em nossa família, em nossos projetos se não mudarmos a nós mesmos.

Sim! Isto mesmo que quero dizer. Se algo não mudar em nós, tudo continuará sendo igual em nossas vidas. Pois, a mudança que esperamos, e que realmente é capaz de fazer nova todas as coisas, deve vir do nosso interior. E somente Deus pode mudar o interior do homem, e nos dar um verdadeiro Ano Novo.

Acredite! Quando algo muda em nós, tudo muda ao nosso redor. Quando o interior do homem se renova, tudo que o envolve ganha um novo sentido, e um novo brilho. Pois, o que mancha o coração do homem, é o que sai do homem e não o quem entra. E o que renova a vida do homem é o que sai do seu coração também.

Não adiantará roupas novas, viagens, festas, novas pessoas e novos propósitos, se não nos rendermos a pessoa de Jesus Ressuscitado, permitindo que ele entre em nosso coração neste Novo Ano, e seja realmente o Senhor de nossas vidas. Pois, tudo se torna NOVO no coração e na vida daquele que se abre a Jesus, o Filho de Deus.

Que neste Novo Ano que se inicia, possamos ter a disposição de mais uma vez, estar mais perto de Jesus e deixar que Seu Espírito Santo, possa fazer nova todas as coisas!

Um Feliz em Santo 2012 a todos!

Ricardo Alexandre
Fundador da Comunidade Chagas de Amor

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Homilia do Papa Bento XVI na solenidade de Maria, Mãe de Deus


No primeiro dia do ano, a liturgia faz ressoar em toda a Igreja espalhada pelo mundo, uma antiga benção sacerdotal, que escutamos na primeira leitura. “O Senhor te abençoe e te guarde. O Senhor faça resplandecer para ti a sua face e te dê a graça. O Senhor volte para ti o seu rosto e te conceda a paz” (Nm 6, 24-26). Essa benção foi confiada por Deus através de Moisés, a Araão e aos seus filhos, isto é, aos sacerdotes do povo de Israel. È um triplice desejo pleno de paz, que promana da repetição do nome de Deus, do Senhor e da imagem do seu rosto. De fato, para sermos abençoados precisamos estar na presença de Deus, receber sobre nós o seu Nome e permanecer no raio de luz que parte do seu rosto, no espaço iluminado pelo seu olhar, que difunde graça e paz.

Essa é a experiência feita pelos pastores de Belém, que aparecem ainda no Evangelho de hoje. Eles fizeram a experiência de estar na presença de Deus e da sua benção, não na sala de um majestoso palácio, na presença de um grande soberano, mas sim em um estábulo, diante de um menino colocado em uma manjedoura. Exatamente daquele Menino irradia uma nova luz, que resplandece no escuro da noite, como podemos ver em tantas pinturas que reproduzem a natividade de Cristo. É dEle que vem a benção: do seu nome – Jesus, que significa 'Deus Salva' -  e do seu rosto humano, no qual Deus, o Onipotente Senhor do céu e da terra quis encarnar-se, esconder a sua glória sob o véu da nossa carne, para revelar-nos plenamente a sua bondade

A primeira a ser preenchida por essa benção foi Maria, a Virgem, esposa de José, que Deus escolheu desde o primeiro instante da sua existência para ser a mãe do seu Filho feito homem. Ela é a bendita entre as mulheres (Lc 1,42) – como a saúda Santa isabel. Toda a sua vida está na luz do Senhor, no raio da ação do nome e do rosto de Deus encarnado em Jesus, o fruto bendito do seu ventre. Assim a apresenta o Evangelho de Lucas: toda disposta a guardar e meditar no seu coração todas as coisas referentes ao seu filho Jesus (cfr Lc 2, 19.51). O mistério da sua divina maternidade, que hoje celebramos, contém em medida superabundante aquele dom da graça que toda maternidade humana traz em si, tanto que a fecundidade do ventre sempre foi associada à benção de Deus. A Mãe de Deus é a primeira abençoada e é Ela que traz a benção, é a mulher que acolheu Jesus em si e o deu à luz para toda a a família humana. Como reza a Liturgia: “sempre intacta na sua glória virginal, irradiou sobre o mundo a luz eterna, Jesus Cristo nosso Senhor” (Prefácio da Beata Virgem maria 1)

Maria é mãe e modelo da Igreja, que acolhe na fé a divina Palavra e se oferece a Deus como “terra boa” na qual Ele pode continuar a cumprir o seu mistério de salvação. Também a Igreja participa ao mistério da divina maternidade mediante a pregação, que espalha no mundo a semente do Evangelho e mediante os Sacramentos que comunicam aos homem a graça e a vida divina. Em particular no sacramento do Batismo, a Igreja vive essa maternidade, quando gera os filhos de Deus da água e do Espírito Santo, o qual em cada um exclama: “Abbá! Pai! (Gal 4,6). Como Maria, a Igreja é mediadora da benção de Deus para o mundo: a recebe acolhendo Jesus e a transmite levando Jesus. É Ele a misericórdia e a paz que o mundo por si não pode dar-se e da qual tem necessidade sempre, como ou mais que o pão.

Caros amigos, a paz, no seu sentido pleno e mais alto é a soma e a síntese de todas as bençãos. Por isto, quando duas pessoas amigas se encontram, se saúdam desejando reciprocamente a paz. Também a Igreja, no primeiro dia do ano invoca de modo especial esse bem supremo e o faz, como a Virgem Maria, mostrando a todos Jesus, porque como afirma o apóstolo Paulo, “Ele é a nossa paz” (Ef 2, 14) e ao mesmo tempo é a via através da qual os homens e os povos podem alcançar essa meta, a qual todos aspiramos. Levando, portanto, no coração este profundo desejo, tenho o prazer de acolher e saudar todos vocês, que no dia em que se celebra a XLV Jornada Mundial da Paz vieram à Basílica de São Pedro: os Senhor Cardeais, os embaixadores de tantos países amigos, que mais que nunca nesta ocasião, partilham comigo e com a Santa Sé a vontade de renovar o empenho pela promoção da paz no mundo; O presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, que com o secretário e os colaboradores trabalham em modo especial por esta finalidade; os outros prelados e autoridades presentes; os representantes de Associações e Movimentos eclesiais e todos vós, irmãos e irmãs, em particular aqueles que entre vós trabalham no campo da educação dos jovens. De fato – como sabeis – a prospectiva educativa é aquela que enfatizei na minha mensagem deste ano.

“Educar os jovens à justiça e à paz”  é objetivo que compreende todas as gerações, e graças a Deus, a família humana, depois das tragédias das duas grandes guerras mundiais, mostrou-se cada vez mais consciente, como atestam, de uma parte, declarações de iniciativas internacionais, e de outra, a afirmação dos próprios jovens, nas últimas décadas, de tantas e diversas formas de empenho social neste campo. Para a comunidade eclesial educar à paz faz parte da missão recebida de Cristo, faz parte integrante da evangelização porque o Evangelho de Cristo também é Evangelho de Justiça e Paz. Mas a Igreja, nos últimos tempos, se fez intérprete de uma exigência que envolve todas as consciências mais sensíveis e responsáveis pelo futuro da humanidade: a exigência de responder a um desafio decisivo que é o desafio educativo. Por que “desafio”? Pelo menos por dois motivos: em primeiro lugar, porque na era atual, fortemente caracterizada pela mentalidade tecnológica, querer educar e não somente instruir é uma escolha; em segundo lugar, porque a cultura relativista coloca uma questão radical: tem sentido ainda educar? Educar para quê?

Naturalmente não podemos ir de encontro a essas questões a fundo, as quais procurei responder em outras ocasiões. Gostaria ao invés disso, destacar que, diante  das sombras que hoje obscuram o horizonte no mundo, assumir a responsabilidade de educar os jovens à consciência da verdade, aos valores fundamentais da existência, às virtudes intelectuais, teologais e morais, significa olhar para a futuro com esperança. Nesse empenho por uma educação integral, entra também a formação à justiça e à paz. Os rapazes e moças de hoje crescem em um mundo que se tornou, por assim dizer, mais pequeno, onde os contatos entre as diferentes culturas e tradições, mesmo que muitas vezes não de forma direta, são constantes. Para eles, hoje, mais que nunca, é indispensável aprender o valor e o método da convivência pacífica, do respeito recíproco, do diálogo e da compreensão. Os jovens são por natureza abertos a essas atitudes, mas exatamente a realidade social na qual crescem podem levá-los a pensar e a agir em modo oposto, de modo intolerante e violento. 

Somente uma sólida educação da consciência deles pode coloca-los à parte desses riscos e torná-los capazes de lutar sempre e contando somente com  a força da verdade e do bem. Essa educação parte da família e se desenvolve na escola e nas outras experiências formativas. Se trata essencialmente de ajudar as crianças, os jovens, os adolescentes, a desenvolver uma personalidade que una um profundo sentido de justiça com o respeito do outro, com a capacidade de enfrentar os conflitos sem prepotência, com a força interior de testemunhar o bem também quando custa sacrifício, com o perdão e a reconciliação. Assim poderão tornar homens e mulheres verdadeiramente pacíficos e construtores da paz.

Nesta obra educativa voltada para as novas gerações, uma responsabilidade particular cabe também às comunidades religiosas. Todo itinerário de autêntica formação religiosa acompanha a pessoa, desde os primeiros anos de idade, a conhecer Deus, a amar e a fazer a sua vontade. Deus é amor, é justo e pacífico, e quem quer honrá-lo deve antes de mais nada comportar-se como um filho que segue o exemplo do Pai. Um Salmo afirma: “O Senhor cumpre coisas justas, defende os direitos de todos os oprimidos...Misericordioso e piedoso é o Senhor, lento para a ira e grande no amor” (Sal 103, 6.8). Em Deus justiça e misericórdia convivem perfeitamente, como Jesus nos demonstrou com o testemunho da sua vida. Em Jesus 'amor e verdade' se encontraram, 'justiça e paz' se uniram (cfr Sal 85, 12.13). Deus nos falou no seu Filho Jesus. Escutamos o que diz Deus: 'Ele anuncia a paz' (Sal 85,9). Jesus é uma via praticável, aberta a todos. É a via da paz. Hoje a Virgem Maria nos indica isso, nos mostra a Via: a sigamos! E vós, santa Mãe de Deus, acompanha-nos com a vossa proteção. Amém.

Música da semana!

Boa tarde!
Começou mais um ano, momento de fazer novos planos, corrigir os erros e se lançar a novas oportunidades!
E, dentro dessa perspectiva, o que desejamos à você é que em seus planos esteja a vontade de Deus em primeiro lugar!
Que neste ano você tenha atitudes de filho de Deus e não de escravo. Que peça ao Espírito Santo para te ensinar o que é a verdadeira liberdade e, assim, aproveite dela em cada segundo de 2012.
Desejamos também que você tenha um coração cheio de intimidade com Jesus neste ano. Que aprenda do Coração dele a ser uma pessoa melhor, para que assim este ano seja cheio de maravilhas! 
Por fim, desejamos que sua fé seja enraizada na Verdade. Esta Verdade, que permite que chamemos a Deus de Pai, não saia do teu coração. 
E, como Deus é nosso Pai, Maria é nossa Mãe. Que ela cuide de você durante todo este ano e, que você aprenda a ser filho dela. 
Tenha um ótimo ano, cheio da graça de Deus!
Que o Senhor te abençoe!