sexta-feira, 30 de março de 2012

Programação da Semana Santa




A Semana Santa se aproxima e é nosso desejo que você viva os mistérios de nossa salvação com espiritualidade. Por isso, enviamos à você uma opção, que é nossa programação:

De domingo (01/04) a quinta (05/04) estaremos conduzindo a adoração ao Santíssimo que acontecerá após as Missas da Paróquia Nossa Senhora do Carmo,  conforme programação acima
Na sexta (06/04), às 18h00, exibiremos o filme A Paixão de Cristo em nossa casa, que fica na QSD 15, lt 7 - Taguatinga Sul.
E no sábado (07/04), também em nossa casa, exibiremos filmes que relatam a história de Abraão, às 09h00, e de Moisés, às 14h30, para que assim compreendamos melhor o caminho trilhado pelo povo de Deus até nossa libertação em Jesus.
Desejamos que aproveite essa semana para ter um encontro de intimidade com o Senhor! Lembre-se: Ele te ama, te chama e te espera!
A paz!

quinta-feira, 29 de março de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

Como podemos também nós assumir o sofrimento da nossa vida, tomando a cruz "sobre nós" e seguindo Jesus?



102 - Os cristãos não devem procurar o sofrimento. Se, porém, são confrontados com um sofrimento inevitável, ele pode ganhar um sentido para eles, caso unam o seu sofrimento ao de Cristo. "Cristo sofreu também por vós, deixando-vos o exemplo, para que sigais os seus passos" (I Pd 2, 21) [618].

Jesus disse "Se alguém quiser seguir-me, renuncie a sim mesmo, tome a sua cruz e siga-me! (Mc 8, 34). Os cristãos tem a missão de mitigar o sofrimento no mundo. Porém, ele continuará a existir. Na fé, podemos assumir o nosso sofrimento e partilhar o do próximo. Desta forma, o sofrimento humano unir-se-á com o amor redentor de Cristo, transformando-se, assim, em parte da força divina que tornará o mundo melhor.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Música da Semana!

Boa noite!
Nessa semana, que começamos celebrando o Sim de Maria, desejamos à você que se deixe guiar pela Mestra!
Que entregue a ela esta última semana da quaresma, na certeza de que ela te acompanhará nestes dias. Se na quaresma, você não viver da forma com que gostaria, peça a graça de aproveitar o tempo que te resta. Se conseguiu cumprir seus propósitos, peça para viver ainda melhor a Semana Santa. 
Ela guia nossos caminhos e sempre nos conduz a Deus, independente de como nós estamos. Nunca se esqueça disso.
Tenha uma ótima semana, guiado pelas mãos de Maria! 

sexta-feira, 23 de março de 2012

Perfumes de São Pio



"Sim, eu amo a Cruz, somente a Cruz. a amo porque a vejo sempre nos ombros de Jesus"

"Mantenha-se forte e constantemente unido a Deus, consagrando a Ele todos os seus afetos, todas suas dores, todo seu ser; esperando com paciência o retorno do formoso Sol, quando o Esposo vai gostar de te visitar com as provas das aridezes, das desolações e das obscuridades do espírito"

"O destino das almas escolhidas é sofrer; o sofrimento suportado cristãmente é a condição pela qual Deus, autor de todas a Graça e todo o dom que leva à salvação, estabeleceu para dar-nos a glória"  

quinta-feira, 22 de março de 2012

Até onde se pode ir?

A virtude da castidade nos leva a descobrir a nossa dignidade de filhos de Deus. Nos leva a descobrir nossa verdadeira identidade e não nos deixa levar por aquilo que os outros possam pensar de nós.
Diversas vezes, em virtude de nossas carências e dificuldades da vida, nos aprisionamos a alguém e depois nos sentimos usados e frustrados. Isso acontece porque o nosso coração nasceu para o amor e nossa dignidade de filhos de Deus não nos deixa contentar com menos. Já diria o nosso querido Beato João Paulo II: "O contrário de amar é utilizar".
Deixamos para você o vídeo abaixo, para que fique atento à sua vida e para aquilo que você é: Filho!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Deus quis a morte do seu próprio Filho?



98 - A causa última da violenta morte de Jesus encontra-se por trás das trágicas condições externas. Jesus foi "entregue segundo o desígnio imutável e a previsão de Deus" (At 2, 23); Para que nós, filhos do pecado e da morte, tivéssemos a Vida, "a Cristo, que não conhecera o pecado", o Pai do Céu "identificou-O com o pecado" (IICor 5, 21). A grandeza do sacrifício que Deus pediu a seu Filho correspondia à grandeza da entrega de Cristo: "E que hei de dizer? 'Pai. Salva-me desta hora?' Mas por causa disto é que eu cheguei a esta hora" (Jo 12, 27) De ambos os lados encontra-se o amor, que se confirma exteriormente na Cruz [599-609, 620]

Para nos salvar da morte, Deus entregou-se a uma missão perigosa: Ele introduziu no mundo da morte um "medicamento de imortalidade", o Seu Filho Jesus Cristo (Santo Inácio de Antioquia). Pai e Filho estavam indissociavelmente aliados nesta missão, preparados e ansiosos para a tarefa de, por amor, tomarem sobre si o que houvesse de mais extremo, em benefício da humanidade. Deus quis realizar um intercâmbio para nos salvar para sempre: Ele quis dar-nos a Sua Vida eterna, para desfrutarmos da Sua alegria, e quis sofrer a nossa morte, a nossa aflição, o nosso abandono, para em tudo estar em comunhão conosco, para nos amar até o fim e para além da morte... A morte de Cristo é da vontade do Pai, mas não é a Sua última palavra. Desde que Cristo morreu por nós, podemos trocar a morte pela Sua vida.

terça-feira, 20 de março de 2012

Cálice Sagrado




É belo de se pensar sobre os paramentos litúrgicos e suas utilidades. Hoje, não sai do meu pensamento o Cálice.

O Cálice tem função grandiosa! Dentro dele são colocados o vinho e a água. Vinho, fruto do trabalho humano, uva pisada, líquido que foi lentamente fermentado e curtido que possui doce sabor. Vinho Novo das Bodas de Caná, manifestação primeira dos milagres do Senhor. Vinho que é o melhor de todos os já experimentados.

Água, solvente universal, em si tudo dissolve, água jorrada do lado aberto de Cristo que dissolve todas as paredes que nos aprisionam e todas as correntes que nos escravizam, que lava o nosso pecado. Água trazida pelos servos de Caná que sob a ordem do Senhor se transforma em Vinho.

Água que representa a humanidade e que se mistura no Vinho, representante da divindade de Cristo, e que nos ensina que assim também deve acontecer conosco. Permitir que Deus se entrelace em nossa história e nos divinize.

A quantidade da água e do vinho também nos ensina. A quantidade de vinho é muito maior do que a de água, assim também podemos comparar Deus infinito e nós sua pequena criação. Um oceano de misericórdia no qual a gota do nosso pecado se dissolve e é esquecido.

Então as mãos do sacerdote, e somente as mãos dele, elevam o Cálice ao Céus e ele pronuncia as palavras de Jesus em Sua quinta-feira Santa. O Sacerdote Supremo atualiza seu Sacrifício e já não é mais vinho misturado à água. É Jesus Cristo, pessoa divina, natureza humana e divina.

O Cálice contém em si agora o Sangue Preciosíssimo de Jesus. Sangue que jorrou de Jesus ao ser flagelado e coroado com espinhos por nós. Sangue que pingou do alto da Santa Cruz e nos cura de nossas cegueiras. Sangue do Senhor, suave e poderosa bebida. Bebida única que sacia a imensa sede que temos de Deus. Bebida que nutre nossa alma e nos fortalece.

Feliz Cálice que traz em si bebida majestosa. Feliz Cálice que dá de beber aos necessitados o Sangue do Cordeiro de Deus.

Quisera eu carregar em mim Teu Sangue Redentor, meu Amado Senhor, e te levar aos que sentem sede, mas não te descobriram como Verdadeira Bebida. 



Tuani Sampaio
Comunidade Gratidão

segunda-feira, 19 de março de 2012

Música da Semana!

Bom dia! 
Nesta semana desejamos que você abrace sua cruz! Que entenda que a cruz é sinal do amor de Deus! Que assim como Ele abraçou a Dele e por isso nós fomos salvos, que você assuma a sua, tendo a certeza de que este é o melhor caminho de seguimento de Cristo!
Que saiba que a cruz não é feita somente de problemas e dificuldades, mas também de decisão e responsabilidade. 
Decida-se por Deus, viva por Ele e renda também toda a sua Gratidão por tamanho amor de Deus!
Que Maria, aquela que esteve aos pés da Cruz, seja tua guia nesta semana!
A paz!



sexta-feira, 16 de março de 2012

Perfumes de São Pio



"Quem começa a amar deve estar pronto para sofrer!"

"Não temas as adversidades, porque elas colocam a alma aos pés da Cruz e a Cruz a põe diante das portas do Céu, onde encontrará com Aquele que triunfou sobre a morte, que te introduzirá nas felicidades eternas"

"Subamos com generosidade o Calvário por amor a Aquele que se imolou por nosso amor, e sejamos pacientes, seguros de alçar voo até o Tabor" 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Catequese do Papa Bento XVI sobre a oração de Maria


Queridos irmãos e irmãs,

Com a Catequese de hoje gostaria de começar a falar da oração nos Atos dos Apóstolos e nas Cartas de São Paulo. São Lucas nos concedeu, como sabemos, um dos quatro Evangelhos, dedicado à vida terrena de Jesus, mas nos deixou também aquele que foi definido como primeiro livro sobre a história da Igreja, isto é, os Atos dos Apóstolos.

Em ambos este livros, um dos elementos recorrentes é justamente a oração, desde aquela de Jesus àquela de Maria, dos discípulos, das mulheres e da comunidade cristã. O caminho inicial da Igreja permaneceu, antes de tudo, é conduzido pela ação do Espírito Santo, que transforma os Apóstolos em testemunhas do Ressuscitado, até a efusão do sangue, e pela rápida difusão da Palavra de Deus no Oriente e no Ocidente.

Todavia, antes que o anúncio do Evangelho se difunda, Lucas traz o episódio da Ascenção do Ressuscitado (cfr At 1,6-9). Aos discípulos, o Senhor entrega o programa de existência deles: a dedicação à evangelização. E diz: “Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda Judéia e Samaria e até os confins do mundo” (At 1,8).

Em Jerusalém, os Apóstolos permaneceram em onze, por causa da traição de Judas Iscariotes, eles permaneceram em casa para rezar, e é justamente na oração que esperam o dom prometido por Cristo Ressuscitado: o Espírito Santo.

Neste contexto de espera, entre a Ascenção e o Pentecostes, São Lucas menciona por fim, Maria, a Mãe de Jesus e seus familiares (v. 14). A Maria é dedicado o início de seu Evangelho, do anúncio do Anjo ao nascimento e a infância do Filho de Deus que se fez homem. Com Maria inicia a vida terrena de Jesus e com Maria iniciam-se também os primeiros passos da Igreja; em ambos os momento,s o clima é de escuta de Deus, de recolhimento.

Hoje, portanto, queria dedicar-me a esta presença orante da Virgem no grupo dos discípulos que serão a primeira Igreja nascente. Maria seguiu com discrição todo o caminho de seu Filho durante a vida pública até os pés da cruz, e agora continua a seguir, com uma oração silenciosa, o caminho da Igreja.

Na Anunciação, na casa de Nazaré, Maria recebe o Anjo de Deus, é atenta às suas palavras, as acolhe e responde ao projeto divino, manifestando sua plena disponibilidade: “Eis aqui a serva do Senhor: faça-se em mim segundo Sua vontade” (cfr Lc 1,38).

Maria, por uma atitude interior de escuta, é capaz de ler a própria história, reconhecendo com humildade que é o Senhor a agir. Ao visitar a prima Isabel, ela exorta numa oração de louvor e alegria, de celebração pela graça divina, que encheu seu coração de vida, rendendo-a Mãe do Senhor (cfr Lc 1,46-55).
Louvor, agradecimento e alegria: no canto do Magnificat, Maria não olha só aquilo que Deus operou nela, mas também aquilo que se cumpriu e se cumpre continuamente na história.

Santo Ambrósio, em um célebre comentário sobre o Magnificat, convida a ver o mesmo espírito de oração e escreve: “Esteja em cada um a alma de Maria que engrandece o Senhor, esteja em todos o espírito de Maria que exulta em Deus” (Expositio Evangelii secundum Lucam 2, 26: PL 15, 1561).
Mesmo no Cenáculo, em Jerusalém, no “quarto no piso superior, onde normalmente se reuniam”, os discípulos de Jesus (cfr At 1,13), em um clima de escuta e oração, ela estava presente, antes de abrirem-se as portas e começar a anunciar Cristo Senhor a todos os povos, ensinando a observar tudo aquilo que Ele havia ordenado (cfr Mt 28,19-20).

As etapas do caminho de Maria, da casa de Nazaré àquela de Jerusalém, passando pela Cruz onde o Filho a confia ao apóstolo João, são marcadas pela capacidade de manter um perseverante clima de recolhimento, para meditar cada acontecimento no silêncio de seu coração, diante de Deus (cfr Lc 2,19-51) e na meditação diante de Deus também compreende a vontade de Deus e a capacidade de aceitá-la interiormente.

A presença da Mãe de Deus com os Onze, depois da Ascenção, não é uma simples anotação histórica de uma coisa do passado, mas assume um significado de grande valor, porque com eles, ela partilha aquilo que para ela é mais precioso: a memória vida de Jesus, na oração; partilha a missão de Jesus, conserva a memória de Jesus e, assim, conserva sua presença.

A última referência a Maria nos dois escritos de São Lucas é colocado no dia de sábado: o dia do descanso de Deus, depois da Criação, o dia do silêncio depois da Morte de Jesus e de espera de Sua Ressurreição. É sobre este episódio que se enraíza a tradição de Santa Maria no Sábado.

Entre a Ascenção do Ressuscitado e o primeiro Pentecostes cristão, os Apóstolos e a Igreja se reúnem com Maria para esperar com ela pelo dom do Espírito Santo, sem o qual não se pode tornar testemunha. Ela que já o reconhece por ter gerado o Verbo encarnado, divide com toda Igreja este mesmo dom, para que no coração de cada crente “seja formado Cristo” (cfr Gal 4,19). Se não há Igreja sem Pentecostes, não há também Pentecostes sem a Mãe de Jesus, porque Ela viveu de modo único aquilo que a Igreja experimenta todos os dias sob a ação do Espírito Santo.

São Cromácio de Aquiléia comenta assim sobre o registro dos Atos dos Apóstolos: “Na verdade, a Igreja foi congregada na quarto do andar superior com Maria, que era a Mãe de Jesus e com os Seus irmãos. Não se pode, portanto, falar de Igreja se aí não estiver presente Maria, a mãe do Senhor... Na Igreja de Cristo é pregada a Encarnação de Cristo na Virgem, e onde pregam os apóstolos, que são irmãos do Senhor, lá se escuta o Evangelho”(Sermo 30,1: SC 164, 135).

O Concílio Vaticano II quis destacar, de modo particular, esta ligação que se manifesta visivelmente na oração de Maria junto aos apóstolos, no mesmo lugar, na espera pelo Espírito Santo. A Constituição dogmática Lumen gentium afirma: “Tendo sido do agrado de Deus não manifestar solenemente o mistério da salvação humana antes que viesse o Espírito prometido por Cristo, vemos que, antes do dia de Pentecostes, os Apóstolos «perseveravam unânimemente em oração, com as mulheres, Maria Mãe de Jesus e Seus irmãos» (Act. 1,14); e vemos também Maria implorando, com as suas orações, o dom daquele Espírito, que já sobre si descera na anunciação” (n. 59).  “O lugar privilegiado de Maria é a Igreja, onde é “saudada como membro eminente e inteiramente singular... e modelo perfeitíssimo na fé e na caridade” (ibid., n. 53).

Venerar a Mãe de Jesus na Igreja significa ainda aprender com ela a ser comunidade que reza: é esta uma das notas essenciais da primeira descrição da comunidade cristã delineada nos Atos dos Apóstolos (cfr 2,42).

Normalmente a oração é ditada a partir de situações de dificuldade, problemas pessoais que levam a dirigir-se ao Senhor para ter luz, conforto e ajuda. Maria convida a abrir as dimensões da oração, a dirigir-se a Deus não somente na necessidade e não somente para si mesmo, mas de modo unânime, perseverante, fiel, com um “coração só e uma alma só” (cfr At 4,32).

Queridos amigos, a vida humana atravessa diversas fases de passagem, normalmente difíceis e empenhativas, que pedem escolhas obrigatórias, renuncias e sacrifícios. A Mãe de Jesus foi colocada pelo Senhor em momentos decisivos da história da salvação e ela soube responder sempre com plena disponibilidade, fruto de uma ligação profunda com Deus amadurecida na oração assídua e intensa.

Entre a Sexta-feira da Paixão e o Domingo da Ressurreição, a ela foi confiado o discípulo predileto e com ele toda a comunidade dos discípulos (cfr Jo 19,26).
Entre a Ascenção e o Pentecostes, ela se encontra com e na Igreja em oração (cfr At 1,14). Mãe de Deus e Mãe da Igreja, Maria exercita esta sua maternidade até o fim da história. Confiamos a ela cada fase da passagem da nossa existência pessoal e eclesial, até nossa passagem final. Maria nos ensina a necessidade de orar e nos indica que só com a ligação constante, íntima, plena de amor com seu Filho podemos sair da “nossa casa”, de nós mesmos, com coragem, para conquistar os confins do mundo e anunciar em qualquer lugar o Senhor Jesus Salvador do mundo. Obrigado.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Quem instituiu o sacramento da Reconciliação?



227 - Foi o próprio Jesus quem instituiu o sacramento da Reconciliação quando se mostrou aos seus Apóstolos no dia de Páscoa, exortando-os: "Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhe-ão retidos" (Jo 20, 22-23) {1439, 1485}

Em nenhuma parte Jesus falou de maneira tão bela do que acontece no sacramento da Reconciliação como na parábola do pai misericordioso: nós desviamo-nos, perdemo-nos, não conseguimos mais. Porém, o nosso Pai espera por nós com grande e infinita saudade; Ele perdoa-nos quando regressamos, acolhe-nos novamente, perdoa o pecado. O próprio Jesus perdoou os pecados a muitas pessoas: era-Lhe mais importante que fazer milagres. Ele via aí o maior sinal da irrupção do Reino de Deus, em que todas as feridas são curadas e todas as lágrimas enxugadas. Jesus transmitiu aos Seus Apóstolos a força do Espírito Santo, na qual Ele perdoava os pecados. Caímos nos braços do nosso Pai celeste quando nos dirigimos a um sacerdote e nos confessamos.

terça-feira, 13 de março de 2012

Doce Jesus


Meu Jesus, meu doce Jesus, porque escolheste morrer? Porque te rendeste aos planos malvados daqueles que te perseguiam? Porque escolheste a morte em vez da vida como fizeste outrora, naquela hora em que fugiste dos que queriam tirar-te a vida (cf. Jo 10, 39)? Porque a traição foi teu momento derradeiro? Porque no abandono escolheste abraçar a morte, meu Jesus, meu doce Jesus?

Vejo-te ferido, desfigurado, em silêncio te deixas levar ao matadouro, ao lugar de execução dos criminosos para te juntares a eles. Do alto da cruz perdoaste-nos os pecados e livraste-nos da culpa de nossos crimes, não sabíamos o que fazíamos. Foi então que entendi teu motivo, encontrei a simples resposta às minhas tantas perguntas.

Meu Jesus, meu doce Jesus, escolheste o abandono, para que aqueles que no fim se achassem sós então te encontrassem. Escolheste morrer para ter escondida na morte a tua vida, para que aqueles que buscam a morte te encontrassem em seu lugar e não morressem. Foste feito pecado (cf. 2Cor 5, 21), para que aqueles que abraçam o pecado te abraçassem em seu lugar e se salvassem.

Estranha bondade encontro eu em teu coração, meu Jesus, meu doce Jesus. Desfazem-se meus anseios, frustram-se minhas esperanças por uma misericórdia que supera todo desejo. Jamais encontro o que quero, jamais alcanço o que espero e frustra-se minha vontade, mas faz-se a tua, a eternidade transforma o tempo em suavidade e as penas em gozo e suave consolação. Transformas a culpa em causa de salvação, morres para na morte dares a vida àqueles que morrem e vivemos todos unidos a ti. Sei, não queres a morte do pecados, mas que ele volte e tenha a vida. (cf. Ez 33, 11)

Paulo Chaves

segunda-feira, 12 de março de 2012

Música da Semana!

Bom dia!
Nessa semana desejamos à você um novo ânimo para viver esta quaresma! 
Que use dos remédios espirituais (jejum, esmola e oração) para combater os seus pecados e que também você confesse tua fraqueza ao Senhor e receba dele toda a Misericórdia!
Que exista em teu coração um anseio verdadeiro pela conversão e de viver pra Deus! Procure fazer de tudo para agradar ao Senhor nesta semana! Ele espera por você! Ele anseia por te ver no caminho da santidade!
Decida-se por Cristo, uma vez que Ele já se decidiu por você!
A paz!



sexta-feira, 9 de março de 2012

Mulher e sua identidade

Bom dia!
Ontem foi dia internacional da mulher e, para ressaltar a importância daquelas que geram vida em nosso meio, deixamos para vocês a reportagem do CN Destrave:


quinta-feira, 8 de março de 2012

Catequese do Papa Bento XVI sobre o silêncio de Deus


Em uma série de catequeses precedentes eu falei sobre a oração de Jesus e não gostaria de concluir essa reflexão sem antes deter-me brevemente sobre o tema do silêncio de Jesus, tão importante no relacionamento com Deus. Na Exortação Apostólica Pós sinodal Verbum Domini, fiz referência ao papel que o silêncio assume na vida de Jesus, sobretudo no Calvário: "Aqui somos colocados diante da Palavra da Cruz" (I Cor 1,18). O Verbo se emudece, se torna silêncio mortal, já que se disse tudo até o fim, não deixando nada daquilo que nos deveria comunicar" (n.12) Diante deste silênciao da cruz, São Máximo, o confessor coloca nos lábios da Mãe de Deus a seguinte expressão: "É sem palavra a Palavra do Pai, que fez toda criatura que fala; sem vida são os olhos apagados daquele cuja palavra e gesto move tudo aquilo que tem vida" (A vida de Maria, n.89: textos marianos do primeiro milênio, 2, Roma 1989, p.253).

A cruz de Cristo não mostra somente o silêncio de Jesus como sua última palavra ao Pai, mas também revela que Deus fala através do silêncio: "O silêncio de Deus, a experiência da distância do Onipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra encarnada. Junto ao madeiro da cruz, lamentou a dor causada por tal silêncio: "Deus meu, Deus meu, por que me abandonastes?" (Mar 15,34; Mat 27,46). Procedendo na obediência até o extremo hálito de vida, na obscuridão da morte, Jesus invocou o Pai. A Ele se confiou no momento da passagem, através da morte à vida eterna: "Pai, em tuas mãos entrego meu espírito" (Luc 23,46)-(Exort Apost. Pós Sinodal Verbum Domini, 21). A experiência de Jesus na cruz é profundamente reveladora da situação do homem que reza e do cume da oração: depois de ter escutado e reconhecido a palavra de Deus, devemos medir-nos também com o silêncio de Deus, expressão importante da própria Palavra Divina.

A dinâmica de palavra e silêncio, que marca a oração de Jesus em toda a sua existência terrena, sobretudo na cruz, tem a ver também com a nossa vida de oração em duas direções. A primeira é aquela em relação ao acolhimento da Palavra de Deus. É necessário o silêncio interior e exterior para que a palavra possa ser ouvida. E este é um ponto particularmente difícil para nós no nosso tempo. De fato, a nossa época não favorece o recolhimento e ainda às vezes se tem a impressão que exista um medo de destacar-se, mesmo por um instante, do rio de palavras e de imagens que marcam e preenchem os nossos dias. Por isto na já mencionada Verbum Domini recordei a necessidade de educar-nos ao valor do silêncio: "Redescobrir a centralidade da Palavra de Deus na vida da Igreja quer dizer também redescobrir o sentido do recolhimento e da quietude interior. A grande tradição patrística nos ensina que os mistérios de Cristo, são ligados ao silêncio e somente nele a Palavra pode encontrar morada em nós, como aconteceu com Maria, inseparavelmente Mulher da palavra e do silêncio" (n.21). Este princípio - que sem silêncio não se escuta, não se ouve, não se recebe uma palavra -  vale para a oração pessoal sobretudo, mas também para as nossas liturgias: para facilitar uma escuta autêntica, elas devem ser ricas de momentos de silêncio e de acolhimento não verbal. Vale sempre a observação de Santo Agostinho: Verbo crescente, verba deficiunt - "Quando o Verbo de Deus cresce, as palavras do homem diminuem" (Sermo 288,5: PL 38,1307; Sermo 120,2: PL 28,677).

Os Evangelhos apresentam frequentemente, sobretudo nas escolhas decisivas, Jesus que se retira sozinho em um lugar longe das multidões e dos próprios discípulos para rezar no silêncio e viver o seu relacionamento filial com Deus. O silêncio é capaz de escavar um espaço interior de nós mesmos, para fazer habitar Deus, para que a sua Palavra permaneça em nós, para o amor por Ele se enraize na nossa mente e no nosso coração, e anime a nossa vida. Portanto, a primeira direção: reaprender o silêncio, a abertura para a escuta, que nos abre para o alto, à Palavra de Deus.

Existe, entretando, uma segunda importante relação do silêncio com a oração. Não existe, de fato, somente o nosso silêncio para nos dispormos à escuta da Palavra de Deus; geralmente, na nossa oração, nos encontramos diante do silêncio de Deus, provamos quase uma sensação de abandono, nos parece que Deus não escuta e não responde. Ma este silêncio de Deus, como aconteceu também para Jesus, não caracteriza a sua ausência. O cristão sabe bem que o Senhor está presente e escuta, também na escuridão da dor, da rejeição e da solidão. Jesus assegura os discípulos e cada um de nós que Deus conhece bem as nossas necessidades em qualquer momento da nossa vida. Ele ensina aos discípulos: "Orando, não useis muitas palavras como os pagãos: estes acreditam que serão ouvidos com a força das palavras. Não sejais como eles, porque o vosso Pai sabe do que precisais antes mesmo de vós o pedirdes" (Mat 6,7-8): um coração atento, silencioso, aberto, é mais importante que muitas palavras. Deus nos conhece no íntimo, mais que nós mesmos, e nos ama: e saber isso deve ser suficiente. Na Bíblia, a experiência de Jó é particularmente significativa em relação a isso. Este homem em pouco tempo perde tudo: familiares, bens, amigos, saúde; parece até que a atitude de Deus diante em relação a ele seja aquela do abandono, do silêncio total. Mesmo assim, Jó, no seu relacionamento com Deus, fala com Deus, grita a Deus; na sua oração, apesar de tudo, conserva intacta a sua fé e ao final, descobre o valor de sua experiência e do silêncio de Deus. E assim, ao final, voltando-se ao Criador, pode concluir: "Eu te conhecia somente de ouvir falar, mas agora os meus olhos te viram" (Jó 42,5): nós todos quase conhecemos Deus somente de ouvir falar e quanto mais estamos abertos ao seu silêncio e ao nosso silêncio, tanto mais começaremos a reconhecê-lo realmente. Esta extrema confiança que se abre no encontro profundo com Deus é amadurecida no silêncio. São Francisco Xavier rezava dizendo ao Senhor: eu te amo não porque podes me dar o paraíso ou condenar-me ao inferno, mas porque és meu Deus. Te amo porque és Tu.

Chegando à conclusão das reflexões sobre a oração de Jesus, voltam à mente alguns ensinamentos do Catecismo da Igreja Católica: "o evento da oração nos vem plenamente revelado no Verbo que se fez carne e habita em meio a nós. Buscar compreender  a sua oração, através daquilo que os seus testemunhas nos dizem no Evangelho, é aproximar-se do Santo Senhor Jesus como sarça ardente: do princípio contemplá-lo enquanto se reza, depois escutar como nos ensina a rezar, por fim conhecer como ele eleva a nossa oração" (n.2598). E como Jesus nos ensina a rezar? No Compêndio do Catecismo da Igreja Católica encontramos uma clara resposta: "Jesus nos ensina a rezar, não somente com a oração do Pai Nosso - certamente o ato central do ensinamento de como rezar - , mas também quando Ele mesmo reza. Deste modo, além do conteúdo, nos mostra as disposições pedidas para uma verdadeira oração: a pureza do coração, que busca o reino de Deus e perdoa os inimigos; a confiança filial, que vai além daquilo que sentimos e compreendemos, a vigilância que protege o discípulo da tentação" (n.544).

Percorrendo os Evangelho, vimos como o Senhor é, para a nossa oração, interlocutor, amigo, testemunha e mestre. Em Jesus se revela a novidade do nosso diálogo com Deus: a oração filial, que o Pai espera dos seus filhos. E de Jesus aprendemos como a oração constante nos ajuda a interpretar a nossa vida, a operar as nossas escolhas, a reconhecer e a acolher a nossa vocação, a descobrir os talentos que Deus nos deu, a cumprir cotidianamente a sua vontade, única via para realizar a nossa existência. A nós, geralmente preocupados com a eficácia operativa e dos resultados que conseguimos, a oração de Jesus nos indica que temos necessidade de parar, de viver momentos de intimidade com Deus, "destacando-nos" do intenso barulho de todos os dias, para escutar, para ir à raiz que sustenta e alimenta a nossa vida. Um dos momentos mais belos da oração de Jesus é exatamente quando Ele, para enfrentar  doenças, desventuras e limites dos seus interlocutores, se volta ao Pai em oração e ensina assim a quem esta à sua volta, onde se encontra a fonte da verdadeira esperança e salvação. Eu já recordei, como exemplo comovente, a oração de Jesus na tumba de Lázaro. O Evangelista João narra: "Tiraram a Pedra. E Jesus, levantando os olhos para o alto, disse: "Pai, eu te dou graças porque me ouviste! Eu sei que sempre me ouves, mas digo isto por causada multidão em torno de mim, para que creia que tu me enviaste". Dito isto, exclamou em voz forte: Lázaro, vem para fora!" (Jo 11,41-43). Mas o ponto mais alto de profundidade na oração ao Pai, Jesus o alcança no momento da Paixão e da morte, no qual pronuncia o extremo "sim" ao projeto de Deus e mostra como a vontade humana encontra o seu cumprimento exatamente na adesão plena à vontade divina e não na contraposição. Na oração de Jesus, no seu grito ao Pai na cruz, se fundem todas as angústias da humanidade de todos os tempos, escrava do pecado e da morte, todas os pedidos e intercessões da história da salvação. E eis que o Pai as acolhe e, além de toda esperança, as eleva ressuscitando o seu Filho. Assim, se cumpre e se consuma o evento da oração da Economia da criação e da salvação" (Catecismo da Igreja Católica, 2598).

Queridos irmãos e irmãs, peçamos com confiança ao Senhor de viver o caminho da nossa oração filial, aprendendo cotidianamente do Filho Unigênito que se fez homem por nós como deve ser o nosso modo de nos dirigirmos a Deus. As palavras de São Paulo sobre a vida cristã em geral, valem também para a nossa oração: "Eu estou convencido que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem presente, nem funturo, nem altura e profundidade, nem qualquer criatura poderá mais nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rom 8,38-39). Amém!


terça-feira, 6 de março de 2012

Curso Nova Vida


De que modo Jesus se transfigurou?

93 - Já durante a vida terrena de Jesus, O Pai quis revelar a glória divina de seu Filho. A transfiguração de Cristo deveria mais tarde ajudar os discípulos a compreender Sua morte e ressurreição (554 - 556, 568)

Três evangelhos referem como Jesus, no topo de uma montanha, resplandeceu (transfigurou-se) perante o olhar de seus discípulos. A voz do Pai celeste chamou a Jesus o "Filho Amado", a quem se deve escutar. Pedro queria "armar três tendas" e reter o momento. Jesus, porém, estava a caminho do sofrimento. Por ora, pretendia-se apenas que os discípulos fossem fortalecidos

O Dia da Salvação


Sendo Mãe e Mestra, a Igreja quer conduzir os fiéis ao crescimento na experiência do seguimento de Cristo. A Liturgia nos faz percorrer um caminho em direção à meta, sempre para frente, sempre mais alto. Aprendemos do Senhor que "quem pega no arado e olha para trás, não está apto para o Reino de Deus" (Lc 9, 62). A Quaresma que começa será uma nova aventura, com novas descobertas, para que a vida de homens e mulheres renovados no Espírito Santo seja de novo e sempre mais oferecida ao nosso tempo. Nunca é demais dar novos passos, descobrir caminhos de crescimento e renovação de vida.

Os cristãos querem celebrar na Páscoa a graça de terem sido batizados, mergulhados na morte e ressurreição de Cristo, para serem homens e mulheres renovados. Sabem que são limitados e frágeis como todas as outras criaturas humanas. A humildade com a qual celebram este tempo seja sinal também para um mundo extremamente machucado, no qual estão inseridos e compartilham com os outros a maravilhosa aventura da vida.

Jesus permaneceu no deserto por quarenta dias (Mc 1,12-15), no início de seu ministério. Ali enfrentou e venceu a tentação. Em seguida, foi para a Galileia, pregando o evangelho de Deus e convidando à conversão. Sabemos que Ele é Senhor da vida e Salvador do mundo. A todos é oferecida a estrada da salvação, no meio dos embates da existência, tantas vezes semelhante a um dilúvio que arrasta tudo (cf. Gn 9,8-15) ou nos desertos da existência, quando a tentação nos assalta. A oportunidade é oferecida, mas há de ser acolhida no mistério da liberdade humana. Deus impõe nada! Antes, oferece gratuitamente o caminho da realização e da felicidade.

Saber-se destinatário da salvação é descobrir-se feito para a felicidade e não para a perdição. Daí o primeiro olhar de Quaresma, com o qual queremos incluir a todos, para sermos "embaixadores de Cristo" (cf. 2 Cor 5,20-6,2). Em nome dele, todos os cristãos sejam portadores do convite à reconciliação com Deus, sendo seus colaboradores e missionários. Quem quer viver conosco a Quaresma aceite ir ao encontro dos outros, superando barreiras e vencendo distâncias, para levar a feliz notícia da salvação a todos.

E salvação é oportunidade oferecida a cada um de nós. Olhar ao longe para descobrir destinatários da salvação nos faz contemplar, no espelho da Palavra de Deus a ser redescoberta com abundância na Quaresma, para os nossos próprios limites e pecados. O tempo da salvação começará com o encontro maravilhoso chamado Sacramento da Penitência. A Igreja quer chamar de novo homens e mulheres que eventualmente se tenham afastado da confissão a procurarem de novo a graça da proclamação pessoal do amor de Deus, a que todos têm direito, através do ministério dos sacerdotes.

Quaresma é tempo de salvação para todos os que entrarem de novo na escola do autodomínio, equilíbrio dos próprios instintos, ou, se quisermos, com as palavras a serem redescobertas, tempo de jejum, abstinência, penitência. Cada pessoa escolha seu modo de exercitar-se no tempo da graça que chegou.

Quaresma é tempo de salvação para os que descobrem que as feridas de nosso tempo são especialmente as do relacionamento. Começam entre as pessoas, para chegar às nações. Começar em casa o exercício da fraternidade, contribuir para que as estruturas da sociedade sejam aperfeiçoadas ("Que a saúde se difunda sobre a terra")!

Quaresma é tempo de salvação a ser suplicada a Deus, pois sabemos bem que não somos capazes de edificar sozinhos um mundo novo! "Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa".Assim reza a Igreja no início da Quaresma, apontando para o objetivo do tempo especial de exercício espiritual, iniciado na Quarta-feira de Cinzas. Assim propõe a Igreja a todos!

Dom Alberto Taveira
Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

segunda-feira, 5 de março de 2012

Música da Semana!

Bom dia!
Nessa semana desejamos que seus ouvidos estejam atentos para ouvir a voz de Jesus!
E, na escuta da Palavra, você tenha gravada em teu coração a certeza de que nada te separará do amor de Deus! Ele que te escolhe, te acolhe, que deu e dá seu Filho Jesus por amor a você! É este que nunca se separará de você. Queira você também nunca se separar dele! Não deixe que nenhum problema ou interesses individuais te afastem daquele que te ama tanto! Deseje isso no mais profundo do teu coração, na certeza de que os ouvidos do Pai são atentos aos anseios dos teus filhos.
Que Nossa Senhora, aquela que nunca se separou de Deus, seja tua guia nesta semana!
A paz!


sexta-feira, 2 de março de 2012

Perfumes de São Pio



"Tenho Jesus comigo, o que poderei temer?"

"Deus está comigo e as consolações que sempre me faz provar são tão doces que não consigo descrevê-las".


quinta-feira, 1 de março de 2012

Com Cristo não temos nada a temer!


O demônio, o satanismo e outros fenômenos relacionados são de grande atualidade e inquietam freqüentemente a nossa sociedade. Nosso mundo tecnológico e industrializado está repletos de magos, bruxos urbanos, ocultismo, espiritismo, escrutinadores de horóscopos, vendedores de feitiços, de amuletos, assim como de autênticas seitas satânicas. Expulso pela porta, o diabo entrou pela janela. Ou seja, expulso pela fé, voltou a entrar com a superstição.

O episódio das tentações de Jesus no deserto, que se lê no primeiro domingo da Quaresma, ajuda-nos a oferecer um pouco de clareza a este tema. Antes de tudo, existe demônio? Isto é, a palavra “demônio” indica de verdade alguma realidade pessoal, dotada de inteligência e vontade, ou é simplesmente um símbolo, um modo de falar que indica a soma do mal moral do mundo, o inconsciente coletivo, a alienação coletiva e coisas pelo estilo? Muitos, entre os intelectuais, não crêem no demônio segundo o primeiro sentido. Mas se deve observar que grandes escritores e pensadores, como Goethe ou Dostoievski, levaram muito a sério a existência de satanás. Baudelaire, que não era certamente trigo limpo, disse que «a maior astúcia do demônio é fazer crer ele que não existe».

A principal prova da existência do demônio nos evangelhos não está nos numerosos episódios de libertação de possessos, porque na interpretação destes fatos pode haver influência de crenças antigas sobre a origem de certas doenças. Jesus tentado no deserto pelo demônio: esta é a prova. Provas são também os muitos santos que lutaram em vida contar o príncipe das trevas. Não são Quixotes que brigam contra moinhos de vento. Ao contrário: foram homens e mulheres concretos e de psicologia saudável.

Se muitos acham absurdo crer no demônio, é porque se baseiam em livros, passam a vida em bibliotecas ou no escritório, enquanto o demônio não se interessa por literatura, mas pelas pessoas, especialmente os santos. O que pode saber sobre satanás quem jamais teve nada a ver com sua realidade, mas só com sua idéia, isto é, com as tradições culturais, religiosas, etnológicas sobre satanás? Esses tratam habitualmente deste tema com grande segurança e superioridade, liquidando tudo como «obscurantismo medieval». Mas trata-se de uma falsa segurança. Como se alguém deixasse de temer o leão aduzindo como prova o fato de que viu muitas vezes sua imagem e jamais lhe deu medo. Por outro lado, é totalmente normal e coerente que não creia no diabo quem não crê em Deus. Seria até trágico se alguém que não crê em Deus acreditasse no diabo!

O mais importante que a fé cristã tem a dizer-nos não é, no entanto, que o demônio existe, mas que Cristo venceu o demônio. Cristo e o demônio não são para os cristãos dois princípios iguais e contrários, como em certas religiões dualistas. Jesus é o único Senhor; satanás não é senão uma criatura que «se perdeu». Se lhe concede poder sobre os homens, é para que estes tenham a possibilidade de fazer livremente uma escolha e também para que «não se ensoberbeçam» (2 Co 12, 7), crendo-se auto-suficientes e sem necessidade de redentor algum. «Que loucura a do velho satanás – diz um canto espiritual negro. Atirou para destruir minha alma, mas errou o tiro e destruiu por outro lado o meu pecado.»

Com Cristo não temos nada a temer. Nada nem ninguém pode fazer-nos dano se nós não quisermos. Satanás – dizia um antigo padre da Igreja –, após a vinda de Cristo, é como um cão atado na árvore; pode latir e balançar quanto quiser; se não nos aproximamos, não pode morder. Jesus no deserto se libertou de satanás para libertar-nos de satanás! É a gozosa notícia com a qual iniciamos nosso caminho quaresmal para a Páscoa.

Frei Raniero Cantalamessa