segunda-feira, 30 de julho de 2012

Música da Semana!

Bom dia!
Nessa semana desejamos que seu amor por Jesus seja renovado e que você se deixe conquistar pelo Senhor que sabe tudo da tua vida!
Abra seu coração para Jesus! Se apaixone por Ele, na certeza de que Ele é capaz de curar seu coração de todas as feridas já deixadas por outras pessoas, Ele quem te ama verdadeiramente, Ele é quem pode te amadurecer e te preparar para o amor!
Cante conosco: "O que posso fazer? Se até a vontade de te amar vem de Ti?" Alegre-se porque o Senhor te dá a oportunidade de conhecê-lo e te dá sempre a oportunidade de voltar ao primeiro amor!
Que Maria, aquela que foi perdidamente apaixonada pelo Senhor, seja tua mestra nesta semana!
A paz!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Santa Ana e São Joaquim

Bom dia!
Hoje é dia de Santa Ana e São Joaquim, os pais de Maria e, por isso, é também o dia dos avós!
Conheça um pouco da história de nossos intercessores:

 

terça-feira, 24 de julho de 2012

Santa Missa!


Hoje é dia de Terça Especial! Dia de Adoração ao Santíssimo seguida de Santa Missa celebrada pelo Padre Wesley Macedo!
Esperamos por você às 20h, na QSD 15, lote 07 - Taguatinga Sul!

Música da Semana!


"Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas". Mc 6, 34

Bom dia!
Nessa semana desejamos que você, que tantas vezes se sente perdido, entre no mistério da compaixão que o Senhor tem por você! Não tenha medo de ser abraçado e amado por Ele, independente do que tenha feito! Não tenha medo de ser perdoado e de permitir que Ele te ensine muitas coisas!
E a você, que já se deixa conduzir por este mistério, desejamos que o leve aos outros! Mostre como é a compaixão do Pai pelos seus e também deixe que seu coração se encha dessa compaixão, afinal, o coração do Servo deve procurar em tudo parecer com o do seu Senhor!
Que Maria, aquela que o coração é consumido de compaixão, também te ensine muitas coisas a fim de que você não se sinta perdido!
A paz!



sexta-feira, 20 de julho de 2012

A Vontade de Deus




Hoje, trazemos para você algumas frases de São Josemaría Escrivá sobre a Vontade de Deus! E, acima de tudo, desejamos que ela seja realizada em tua vida!

"Não caias num círculo vicioso. Tu pensas: - Quando isto se resolver desta ou daquela maneira, então serei muito generoso com o meu Deus. 
Não será que Jesus está esperando que sejas generoso sem reservas, para resolver Ele as coisas melhor do que imaginas?
Propósito firme, lógica consequencia: em cada instante de cada dia, tratarei de cumprir com generosidade a Vontade de Deus."

"Pergunta-te a ti mesmo, muitas vezes ao dia: - Estou fazendo neste momento o que tenho que fazer?"

"É uma questão de segundos... Pensa antes de começar qualquer trabalho: - Que quer Deus de mim neste assunto?
E, com a graça divina, faze-o!" 

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Porque não são igualmente bons todos os meios para impedir a concepção de uma criança?



421 - Quanto à escolha por métodos de regulação consciente da procriação, a Igreja remete para os métodos aperfeiçoados da auto-observação e do planejamento familiar natural. Eles correspondem à dignidade do  homem e da mulher, respeitam as leis internas do corpo feminino e exigem afeto e uma intimidade mútua e atenta, sendo, portanto, uma escolha de amor. [2370-2372, 2399]

A Igreja considera cuidadosamente a ordem natural e vê nela um sentido profundo. Assim, para ela não é indiferente se um casal manipula a fecundidade da mulher ou se faz uso das mudanças naturais de dias fecundos para dias infecundos. Não é por acaso que o PLANEJAMENTO FAMILIAR NATURAL é natural: ele é ecológico, integral, amigável e saudável. Para mais, quando corretamente seguido, é até mais seguro que a pílula (contrariamente ao que diz o índice de Pearl). Pelo contrário, a Igreja rejeita os meios artificiais de regulação da procriação: aqui incluem-se os meios químicos (pílula), os mecânicos (preservativo etc) e os cirúrgicos (esterilização), os quais intervêm de forma manipulativa na unidade total entre o homem e a mulher. Estes métodos podem mesmo prejudicar a saúde da mulher, provocar um aborto espontâneo e, com o tempo, afetar a vida de amor do casal.


terça-feira, 17 de julho de 2012

Mariatona!





A Mariatona é uma grande festa da Rádio Maria que acontece para promover a rádio, captar recursos e integrar novos voluntários e benfeitores. Tem como objetivo fazer com que a nova sede seja conhecida, amada e apoiada. E também conseguir recursos para finalizar a obra da nossa nova casa.

O evento acontece na nova sede, que fica na QE 13 - Conjunto C - Casa 2 - Guará II, nos dias 15 a 22 de julho, com o tema: “E estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: ‘Eis minha mãe e meus irmãos’.” (Mt. 12, 49)

Você pode participar dessa festa visitando a nova sede, participando da Adoração ao Santíssimo Sacramento conosco que será 24h durante 7 dias. Será um Cerco de Jericó. Você pode levar sua colaboração na rádio ou deixar em algum dos pontos de coleta parceiros da rádio, que serão divulgados a todo momento.

Nós estaremos lá também! Não perca e acesse 107, 9 FM 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Música da Semana!

Bom dia!
Nesta semana em que comemoramos Maria sob o título de Nossa Senhora do Carmo, desejamos que seja ela o modelo da tua vida!
Que aprenda com ela a silenciar nas adversidades, a contemplar o mistério de Deus nos sofrimentos, a se alegrar com a obra que o Senhor realiza a cada dia e também a forma de ser discípulo do Filho!
Desejamos que ela aperte bem forte a sua mão e te ensine a ser santo e irrepreensível, no amor! 
A paz!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Palavras do Papa


Hoje, em nosso espaço dedicado ao Papa, trazemos a homilia da Solenidade de Corpus Christi desse ano:
Bom dia!

Prezados irmãos e irmãs!

Esta tarde gostaria de meditar convosco sobre dois aspectos, ligados entre si, do Mistério eucarístico: o culto da Eucaristia e a sua sacralidade. É importante retomá-los em consideração para os preservar de visões incompletas do próprio Mistério, como aquelas que se relevaram no passado recente.

Antes de tudo, uma reflexão sobre o valor do culto eucarístico, em particular da adoração do Santíssimo Sacramento. (...) Uma interpretação unilateral do Concílio Vaticano II tinha penalizado esta dimensão, limitando praticamente a Eucaristia ao momento celebrativo. Com efeito, foi muito importante reconhecer a centralidade da celebração, no qual o Senhor convoca o seu povo, o reúne ao redor da dúplice mesa da Palavra e do Pão de vida, o alimenta e o une a Si no ofertório do Sacrifício. Esta valorização da assembleia litúrgica, em que o Senhor age e realiza o seu mistério de comunhão, permanece obviamente válida, mas ela deve ser recolocada no equilíbrio justo. Com efeito — como acontece com frequência — para ressaltar um aspecto termina-se por sacrificar outro. Neste caso, a justa evidência conferida à celebração da Eucaristia prejudicou a adoração, como gesto de fé e de oração dirigido ao Senhor Jesus, realmente presente no Sacramento do altar. Este desequilíbrio teve repercussões inclusive na vida espiritual dos fiéis. Com efeito, concentrando toda a relação com Jesus Eucaristia unicamente no momento da Santa Missa, corre-se o risco de esvaziar da sua presença o resto do tempo e do espaço existenciais. E assim compreende-se menos o sentido da presença constante de Jesus no meio de nós e connosco, uma presença concreta, próxima, no meio das nossas casas, como «Coração vibrante» da cidade, do povoado, do território com as suas várias expressões e atividades. O Sacramento da Caridade de Cristo deve permear toda a vida quotidiana.

Na realidade, é errado opor a celebração à adoração, como se uma com a outra estivessem em concorrência. É precisamente o contrário: o culto do Santíssimo Sacramento constitui como que o «ambiente» espiritual em cujo contexto a comunidade pode celebrar bem e na verdade a Eucaristia. A ação litúrgica só pode expressar o seu pleno significado e valor se for precedida, acompanhada e seguida por esta atitude interior de fé e de adoração. O encontro com Jesus na Santa Missa realiza-se verdadeira e plenamente quando a comunidade é capaz de reconhecer que no Sacramento Ele habita a sua casa, nos espera, nos convida à sua mesa e depois, quando a assembleia se dissolve, permanece connosco, com a sua presença discreta e silenciosa, e acompanha-nos com a sua intercessão, continuando a receber os nossos sacrifícios espirituais e a oferecê-los ao Pai.

(...) No momento da adoração, nós estamos todos no mesmo plano, de joelhos diante do Sacramento do Amor. O sacerdócio comum e o ministerial encontram-se unidos no culto eucarístico. (...) É evidente para todos que estes momentos de vigília eucarística preparam a celebração da Santa Missa e predispõem os corações para o encontro, de tal modo ele seja ainda mais fecundo. Estarmos todos em silêncio prolongado diante do Senhor presente no seu Sacramento é uma das experiências mais autênticas do nosso ser Igreja, que é acompanhado de maneira complementar pela celebração da Eucaristia, ouvindo a Palavra de Deus, cantando, aproximando-nos juntos da mesa do Pão de Vida. Comunhão e contemplação não se podem separar, pois caminham juntas. Para me comunicar verdadeiramente com outra pessoa devo conhecê-la, saber estar em silêncio ao seu lado, ouvi-la e fitá-la com amor. O amor autêntico e a amizade verdadeira vivem sempre desta reciprocidade de olhares, de silêncios intensos, eloquentes e repletos de respeito e de veneração, de tal maneira que o encontro seja vivido profundamente, de modo pessoal e não superficial. E infelizmente, se falta esta dimensão, também a própria comunhão sacramental pode tornar-se, da nossa parte, um gesto superficial. No entanto, na comunhão autêntica, preparada pelo diálogo da oração e da vida, nós podemos dirigir ao Senhor palavras de confiança, como aquelas que há pouco ressoaram no Salmo responsorial: «Senhor, sou teu servo, filho da tua serva; / quebraste as minhas cadeias. / Hei-de oferecer-te sacrifícios de louvor / invocando, Senhor, o teu nome» (Sl 115, 16-17).

Agora gostaria de passar brevemente ao segundo aspecto: a sacralidade da Eucaristia. Também aqui ressentimos, no passado recente, de um determinado desentendimento a respeito da mensagem autêntica da Sagrada Escritura. A novidade cristã em relação ao culto foi influenciada por uma certa mentalidade secularista dos anos sessenta e setenta do século passado. É verdade, e permanece sempre válido, que o centro do culto já não se encontra nos ritos e nos sacrifícios antigos, mas no próprio Cristo, na sua pessoa, na sua vida e no seu mistério pascal. E todavia, desta novidade fundamental não se deve concluir que o sagrado já não existe, mas que ele encontrou o seu cumprimento em Jesus Cristo, Amor divino encarnado. A Carta aos Hebreus, que ouvimos esta tarde na segunda Leitura, fala-nos precisamente da novidade do sacerdócio de Cristo, «Sumo Sacerdote dos bens futuros» (Hb 9, 11), mas não afirma que o sacerdócio terminou. Cristo «é Mediador de uma nova aliança» (Hb 9, 15), estabelecida no seu sangue, que purifica «a nossa consciência das obras mortas» (Hb 9, 14). Ele não aboliu o sagrado, mas completou-o, inaugurando um novo culto, que é sem dúvida plenamente espiritual, mas que no entanto, enquanto estivermos a caminho no tempo, ainda se serve de sinais e de ritos, que só virão a faltar no final, na Jerusalém celeste, onde já não haverá templo algum (cf. Ap 21, 22). Graças a Cristo, a sacralidade é mais verdadeira, mais intensa e, como acontece no caso dos mandamentos, também mais exigente! Não é suficiente a observância ritual, mas exigem-se a purificação do coração e o compromisso da vida.

Apraz-me ressaltar também que o sagrado tem uma função educativa, e inevitavelmente o seu desaparecimento empobrece a cultura, em particular a formação das novas gerações. Se, por exemplo, em nome de uma fé secularizada que já não precisa de sinais sagrados, fosse abolida esta procissão urbana do Corpus Christi, o perfil espiritual de Roma ficaria «nivelado» e por isso a nossa consciência pessoal e comunitária seria debilitada. Ou então, pensemos numa mãe e num pai que, em nome de uma fé dessacralizada, privassem os próprios filhos de toda a ritualidade religiosa: na realidade, acabariam por deixar este campo livre aos numerosos sucedâneos presentes na sociedade consumista, a outros ritos e sinais, que mais facilmente poderiam tornar-se ídolos. Deus, nosso Pai, não agiu assim com a humanidade: mandou o seu Filho ao mundo não para abolir, mas para levar a cumprimento também o sagrado. No ápice desta missão, na última Ceia, Jesus instituiu o Sacramento do seu Corpo e do seu Sangue, o Memorial do seu Sacrifício pascal. Agindo deste modo, Ele pôs-se no lugar dos sacrifícios antigos, mas fê-lo no âmbito de um rito, que ordenou aos Apóstolos que perpetuassem como sinal supremo do verdadeiro Sagrado, que é Ele mesmo. Caros irmãos e irmãs, é com esta fé que nós celebramos hoje e cada dia o Mistério eucarístico e que O adoramos como Centro da nossa vida e âmago do mundo! Amém.



quarta-feira, 11 de julho de 2012

O que é a liberdade e para que ela existe?



286 - A liberdade é a possibilidade, concedida por Deus, de poder agir totalmente por si próprio; quem é livre não age por determinação alheia [1730 - 1733, 1743 - 1744]

Deus criou-nos como pessoas livres e quer a nossa liberdade para podermos optar, de todo o coração, pelo bem, pelo mais alto Bem, ou seja, por Deus. Quanto mais praticarmos o bem, mais livres nos tornamos. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Música da Semana!


"Eis porque eu me comprazo nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor a Cristo. Pois, quando eu me sinto fraco, é então que sou forte". IICor 12, 10.


Boa noite!
Nessa semana desejamos que você enxergue Deus nas coisas mais simples! E isso inclui seu dia a dia, as pessoas a seu redor, a natureza, e, principalmente, você! Com tudo o que és, com defeitos e qualidades, precariedades e belezas, sabendo que é na sua fraqueza que existe a capacidade da fortaleza, é deixando Deus agir e te modelar que você se transformará naquilo o que Ele sonha para ti!
E esse é o maior desejo que temos para você: que seja aquilo que Deus sonhou! 
Que Maria, aquela que soube ter um coração tão simples a ponto de ser completamente disponível ao Senhor, seja tua guia nesta semana!
A paz! 
  

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Será o esoterismo compatível com a fé cristã?



356 - Não. O esoterismo passa ao lado da realidade de Deus. Ele é um ser pessoal, é o amor e a origem da vida, não uma energia cósmica fria. O ser humano é desejado e criado por Deus; não é divino, mas uma criatura ferida pelo pecado, ameaçada pela morte e necessitada de redenção. Enquanto os adeptos do esoterismo aceitam geralmente que o ser humano se pode redimir a si mesmo, os cristãos creem que só Jesus Cristo e a graça de Deus nos salvam. De igual modo, nem a Natureza nem o Cosmos são Deus (Panteísmo); antes, o Criador, que nos ama com todo o amor, é infinitamente maior e distinto de tudo o que Ele criou. [2110-2128].

Hoje, muitos praticam ioga por motivos de saúde, participam de cursos de meditação para adquirirem tranquilidade e concentração, ou em workshops de dança para fazerem uma nova experiência corporal. Nem sempre, porém, estas técnicas são inofensivas. Por vezes, são veículos para uma doutrina estranha ao Cristianismo: o esoterismo. Nenhuma pessoa racional deveria concordar com esta mundivisão irracional, em que formigam espíritos, duendes e anjos (esotéricos), em que se crê em magia e os "iniciados" têm um conhecimento misterioso, ocultado ao "povo estúpido". Já no antigo Israel se alertava para o perigo da crença em deuses e espíritos, proveniente dos povos circunvizinhos. Só Deus é o Senhor; não existe outro Deus além d'Ele. Também não existe uma técnica (mágica) para encantar o "divino", impor os próprios desejos ao universo ou atingir a redenção. Muitas coisas do esoterismo são, na perspectiva cristã, superstição ou ocultismo. 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Música da Semana!

"Quem me oferece um sacrifício de louvor, este, sim, é que me honra de verdade. A todo homem que procede retamente eu mostrarei a salvação que vem de Deus". Salmo 49

Bom dia!
Neste início do mês de julho desejamos que você renda ao Senhor todo o seu louvor!
Mesmo que a sua vida não esteja da forma que você desejaria, que seus sonhos e planos não estejam acontecendo, desejamos que reconheça a vontade de Deus e O louve, sabendo em quem você colocou a sua confiança!
Acredite que quem se coloca na vontade do Senhor, O tem como herança e consegue oferecer um sacrifício de louvor, receberá cem vezes mais em alegria, paz e presença!
Desejamos que Maria, aquela que em toda a sua vida cantou ao Senhor o seu magnificat, seja tua mestra de louvor nesta semana!
A paz!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Catequese do Papa Bento XVI sobre as cartas de Paulo, parte 6


Queridos irmãos e irmãs,

Nossa oração é feita, como vimos na quarta-feira passada, de silêncio e palavra, de canto e de gestos que envolvem a pessoa inteira: da boca à mente, do coração ao corpo inteiro. É uma característica que encontramos na oração hebraica, especialmente nos Salmos.

Hoje gostaria de falar sobre um dos cantos ou hinos mais antigos da tradição cristã, que São Paulo nos apresenta como aquele que é, de certo modo, o seu testamento espiritual: A Carta aos Filipenses. Trata-se, de fato, de uma Carta que o Apóstolo ditou na prisão, talvez em Roma. Ele sente que a morte se aproxima porque afirma que a vida será oferecida como libação (cf. Fil 2,17).

Apesar desta situação de grande perigo para sua integridade física, São Paulo, em tudo que escreveu expressa sua alegria de ser discípulo de Cristo, de poder ir ao Seu encontro, até o ponto de ver a morte não como uma perda, mas como ganho.

No último capítulo da Carta há um forte convite à alegria, característica fundamental do ser cristão e da nossa oração. São Paulo escreve: “alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos (Fl 4,4).

Mas como é possível se alegrar diante de uma condenação à morte então iminente? De onde, ou melhor, de quem São Paulo atrai a serenidade, a força e a coragem para ir ao encontro do martírio e do derramamento de sangue?

Encontramos a resposta no centro da Carta aos Filipenses, naquilo que a tradição cristã denomina “carmen Christo”, o canto para Cristo, ou mais comumente chamado “hino cristológico”; um canto no qual toda a atenção está centrada sobre os “sentimentos” de Cristo Jesus (Fl 2,5).

Estes sentimentos são apresentados nos versículos sucessivos: o amor, a generosidade, a humildade, a obediência a Deus, o dom de si. Trata-se não só e não simplesmente de seguir o exemplo de Jesus, como uma coisa moral, mas de envolver toda a existência no seu modo de pensar e agir.

A oração deve conduzir a um conhecimento e a uma união no amor sempre mais profundo com o Senhor, para poder pensar, agir e amar como Ele, Nele e por Ele. Exercer isso, aprender os sentimentos de Jesus, é o caminho da vida cristã.

Agora, eu gostaria de explanar brevemente alguns elementos deste denso canto, que reassume todo o itinerário divino e humano do Filho de Deus e engloba toda a história humana: do ser na condição de Deus, à encarnação, à morte de cruz e à exaltação na glória do Pai está implícito também no comportamento de Adão, do homem no início.

Este hino a Cristo parte do seu ser “en morphe tou Theou”, diz o texto grego, isto é, de estar na “forma de Deus”, ou melhor, na condição de Deus. Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, não vive o seu “ser como Deus” para triunfar ou para impor sua supremacia, não o considera um poder, um privilégio ou um tesouro invejável.

Na verdade, “despiu-se”, esvaziou-se de si assumindo, como diz o texto grego, a “morphe doulos”, a “forma de escravo”, a realidade humana marcada pelo sofrimento, pela pobreza, pela morte, assimilou-se plenamente aos homens, exceto no pecado, agindo assim como verdadeiro servo a serviço dos outros.

Neste sentido, Eusébio de Cesaréia, no século IV, afirma: “Ele tomou sobre si as fadigas daqueles que sofrem. Fez suas as nossas doenças humanas. Sofreu e passou por tribulações por nossa causa: isso em conformidade com seu grande amor pela humanidade” (A demonstração evangélica, 10, 1, 22).

São Paulo continua traçando o quadro “histórico” no qual se realizou esta inclinação de Jesus: “humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte (Fl 2,8). O Filho de Deus se tornou verdadeiro homem e cumpriu um caminho na completa obediência e fidelidade à vontade do Pai até o sacrifício supremo da própria vida. Ainda mais, o Apóstolo especifica “até a morte, e uma morte de cruz”. 

Sobre a Cruz, Jesus Cristo chegou ao máximo grau da humilhação, porque a crucificação era a pena reservada aos escravos e não às pessoas livres: “mors turpissima crucis”, escreve Cícero (cfr In Verrem, V, 64, 165).

Na Cruz de Cristo, o homem é redimido e a experiência de Adão é remediada: Adão, criado a imagem e semelhança de Deus, afirma ser como Deus com suas próprias forças, coloca-se no lugar de Deus e assim perde sua dignidade original que lhe foi dada.

Jesus, em sua vez, estava “na condição de Deus”, mas inclinou-se, colocou-se na condição humana, na total fidelidade ao Pai, para redimir o Adão que está em nós e devolver ao homem a dignidade que havia perdido.

Os padres destacam que Ele se fez obediente, restituindo à natureza humana, através de Sua humildade e obediência, aquilo que foi perdido por causa da desobediência de Adão.

Na oração, no relacionamento com Deus, nós abrimos a mente, o coração e a vontade à ação do Espírito Santo para entrar naquela mesma dinâmica de vida, como afirma São Cirilo de Alexandria, o qual celebramos a festa hoje: “A obra do Espírito busca transformar por meio da graça na cópia perfeita de sua humilhação” (Carta Festiva 10, 4).

A lógica humana, em vez, busca muitas vezes a autorrealização no poder, no domínio, nos meios potentes. O homem continua querendo construir com as próprias forças a torre de Babel para chegar à mesma altura de Deus, para ser como Deus.

A Encarnação e a Cruz nos recordam que a plena realização está no conformar a própria vontade humana àquela do Pai, no esvaziar-se do próprio egoísmo para encher-se do amor e da caridade de Deus e, assim, tornar-se realmente capaz de amar os outros.

O homem não encontra a si mesmo permanecendo fechado em si, afirmando-se. O homem encontra-se somente saindo de si mesmo; somente saindo de nós mesmos nos encontramos. E se Adão queria imitar a Deus, isto em si não é ruim, mas errou na ideia de Deus. Deus não é alguém que só quer grandeza. Deus é amor que se doa já na Trindade e depois na criação. E imitar a Deus quer dizer sair de si mesmo e doar-se no amor.

Na segunda parte deste “hino cristológico” da Carta aos Filipenses, o sujeito muda, já não é Cristo, mas é Deus Pai. São Paulo destaca que é justamente por obediência à vontade do Pai que “Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes” (Fl 2,9).

Aquele que se inclinou profundamente tomando a condição de escravo é exaltado, elevado acima de todas as coisas pelo Pai, que lhe deu o nome de “Kyrios”, “Senhor”, a suprema dignidade e senhorio.

Diante deste novo nome, de fato, que é o próprio nome de Deus, no Antigo Testamento, “todo joelho se dobrará no céu, na terra e embaixo da terra, e toda língua proclamará: ‘Jesus Cristo é Senhor’, para a glória de Deus Pai” (vv. 10-11).

O Jesus que é exaltado é aquele da Última Ceia que põe de lado suas vestes, pega uma toalha, abaixa-se para lavar os pés dos Apóstolos e pergunta a eles: “Sabeis o que vos fiz? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns dos outros (Jo 13,12-14).

Isso é importante recordar sempre na nossa oração e na nossa vida: “a ascensão a Deus está justamente na descida ao humilde serviço, descida do amor, que é a essência de Deus e, portanto, a verdadeira força purificadora que permite ao homem perceber e ver Deus” (Jesus de Nazaré, Milão, 2007, p. 120).

O hino da Carta aos Filipenses nos oferece aqui duas indicações importantes para a nossa oração. A primeira é a invocação “Senhor” direcionada a Jesus Cristo, sentado à direita do Pai: é Ele o único Senhor da nossa vida, em meio a tantos “dominadores” que querem dirigir e guiar.

Por isso, é necessário ter uma escala de valores na qual em primeiro lugar está Deus, para afirmar como São Paulo: “julgo como perda todas as coisas, em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor” (Fl 3,8). O encontro com o Ressuscitado lhe fez compreender que é Ele o único tesouro pelo qual vale a pena gastar a própria existência.

A segunda indicação é a prostração, o "dobrar os joelhos" na terra e no céu, que recorda uma expressão do Profeta Isaías, onde indica a adoração que todas as criaturas devem a Deus (cfr 45,23). O ajoelhar-se diante do Santíssimo Sacramento ou colocar-se de joelhos na oração expressa justamente a atitude de adoração diante de Deus, também com o corpo.

Daí a importância de fazer isso não por hábito, com pressa, mas com profunda consciência. Quando nos ajoelhamos diante do Senhor, nós professamos a nossa fé Nele, reconhecemos que é Ele o único Senhor da nossa vida.

Queridos irmãos e irmãs, na nossa oração fixemos o nosso olhar sobre o Crucifixo, detenhamo-nos em adoração mais vezes diante da Eucaristia, para colocar a nossa vida no amor de Deus, que se inclinou com humildade para elevar-nos até Ele.

No início da catequese nos perguntamos como São Paulo podia se alegrar diante do risco iminente do martírio e do derramamento de seu sangue. Isso é possível somente porque o Apóstolo nunca afastou seu olhar de Cristo tornando-se semelhante a ele na morte, “com a esperança de conseguir a ressurreição dentre os mortos” (Fl 3,11).

Como São Francisco diante do crucifixo, digamos também nós: Grande e magnífico Deus, iluminai o meu espírito e dissipai as trevas de minha alma; dai-me uma fé íntegra, uma esperança firme e uma caridade perfeita, para poder agir sempre segundo os vossos ensinamentos e de acordo com a vossa santíssima vontade. Amém! (cfr Oração diante do Crucifixo: FF [276]).