quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Precônio Natalino



Vinte e cinco de Dezembro. Décima primeira Lua*.

Tendo transcorrido inúmeros séculos desde a criação do mundo,
quando no princípio criara Deus o céu e a terra, e formara o homem à sua imagem;

Também muitíssimos séculos de quando, depois do dilúvio,
o Altíssimo assentara sobre as nuvens o arco-íris, sinal da aliança e da paz;

Vinte e um séculos depois da partida de Abraão, nosso pai na fé, de Ur dos Caldeus;

Treze séculos depois da saída de Israel do Egito, sob a guia de Moisés;

Cerca de mil anos depois da unção de David como rei de Israel;

Na sexagésima quinta semana, segundo a profecia de Daniel;

Na época da centésima nonagésima quarta Olimpíada

No ano setecentos e cinquenta e dois da fundação da cidade de Roma;

Do Império de César Otaviano Augusto, ano quadragésimo segundo;

Quando em todo o orbe reinava a paz, Jesus Cristo, Deus Eterno e Filho do Eterno Pai,
querendo santificar o mundo com a sua piedosíssima vinda, concebido do Espírito Santo,
tendo transcorrido nove meses depois da concepção,
nasce em Belém da Judeia da Virgem Maria, feito homem:


Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo carne.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Feliz Aniversário, Papa Francisco!

Hoje o nosso querido pastor faz aniversário!

E é com grande alegria que rendemos gratidão a Deus pela vida do Papa Francisco!

Todos nós brasileiros que tivemos a graça de acompanhar a JMJ fomos tocados pela simpatia e autenticidade do nosso querido Papa.

Desejamos que ele, que tem insistido em nos mostrar um Deus terno e cheio de misericórdia, alcance muitos corações para a Igreja! E que a Virgem Maria o proteja e cuide de sua saúde.

Quem ama Jesus e sua Igreja ama também o Papa!


E por isso nós dizemos: Nós amamos o Papa, o doce Cristo aqui na Terra!


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Diga não à Ideologia de Gênero em nosso sistema educacional!

                  



Nesta quarta-feira, dia 11/12, será votado o substitutivo do PNE (Plano Nacional de Educação), proposto pelo senador Vital do Rêgo.

Esse projeto, caso seja aprovado, introduzirá a igualdade de gênero e a orientação sexual como diretirzes da educação nacional para os próximos 10 anos.

Qual é o problema em relação à ideologia de gênero? A palavra “gênero”, segundo os ideólogos da ideologia de gênero, deve aos poucos substituir o uso corrente de palavra “sexo” e referir-se a um papel socialmente construído, não a uma realidade que tenha seu fundamento na biologia. Desta maneira, por serem papéis socialmente construídos, poderão ser criados gêneros em número ilimitado, e poderá haver inclusive gêneros associados à pedofilia ou ao incesto. É o que diz, por exemplo, a feminista radical Shulamith Firestone: “O tabu do incesto hoje é necessário somente para preservar a família; então, se nós nos desfizermos da família, iremos de fato desfazer-nos das repressões que moldam a sexualidade em formas específicas” (trecho retirado do livro A Dialética do Sexo). Ora, uma vez que a sexualidade seja determinada pelo "gênero" e não pela biologia, não haverá mais sentido em sustentar que a família é resultado da união estável entre homem e mulher.

Se estes novos conceitos forem introduzidos na legislação, estará comprometido todo o edifício social e legal que tinha seu sustento sobre a instituição da família. Os princípios legais para a construção de uma nova nova sociedade, baseada na total permissividade sexual, terão sido lançados. A instituição familiar passará a ser vista como uma categoria “opressora” diante dos gêneros novos e inventados, como a homossexualidade, bissexualidade, transexualidade e outros. Para que estes novos gêneros sejam protegidos contra a discriminação da instituição familiar, kits gays, bissexuais, transexuais e outros poderão tornar-se obrigatórios nas escolas. Já existe inclusive um projeto de lei que pretende inserir nas metas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional a expressão “igualdade de gênero”.


Portanto, trata-se da mesma ameaça contida no PLC 122 em sua versão atual.

Assine agora a petição para enviar um e-mail a cada um dos líderes de bancada no Senado!: http://www.citizengo.org/pt-pt/1260-diga-nao-ideologia-genero-em-nosso-sistema-educacional


domingo, 1 de dezembro de 2013

A antífona que abre o Advento



“A vós, meu Deus, elevo a minha alma. Confio em Vós, que eu não seja envergonhado! Não se riam de mim meus inimigos, pois não será desiludido quem em Vós espera” (Sl 24,1-3).

Ah, a Liturgia! Que lições, que intuições, que sentimentos inexprimíveis de tão ricos, ela nos faz experimentar!

 As palavras acima, do Salmo 24, são a antífona de entrada (o Intróito) da Missa do primeiro Domingo do Advento. Pare e pense um pouco, antes de continuar a leitura... Tente descobrir sozinho: o que estas palavras têm a ver com o Advento e com o Natal? Por que a Igreja as colocou aí? Pense um pouco... A Liturgia só pode ser saboreada se a gente aprender a pensar com o coração...

 Observe bem: o Advento é tempo de preparar a celebração da Vinda do Senhor em Belém e de preparar-se para a Vinda Dele na Parusia, na Glória final. Por isso mesmo a primeira palavra da antífona é fortíssima: “A Vós, Senhor, elevo a minha alma!” É o fiel, é a humanidade, que tira o olhar do próprio umbigo, da própria autossuficiência, e, reconhecendo-se pobre, eleva a alma, a vida ao Senhor, esperando Dele a salvação! Já aqui, se coloca a atitude fundamental com a qual devemos viver o Advento: a espera vigilante, como a amada que espera o amado, como a terra que espera o sol, como o vigia que espera a aurora... Feliz daquele que sabe erguer os olhos para o Alto, que sabe abrir-se para o Eterno, que sabe esperar no Senhor! Triste do homem fechado em si mesmo, voltado para o próprio umbigo, atolado no seu dia-a-dia, sem tirar os olhos da terra...

 Depois, a antífona nos joga em cheio no drama da vida: quantos inimigos exteriores e interiores temos, quantas contradições, quantos perigos de cair, de perder o rumo, de fracassar na existência! Somo tão pobres, tão quebrados, tão frágeis... Tão incerto é nosso caminho sobre esta terra de exílio... “Confio em Vós, que eu não seja envergonhado! Não se riam de mim meus inimigos!”

 Esta consciência da nossa miséria, esta percepção de que temos um coração de águia, olhos de águia, mas umas asinhas curtas apenas como as de pardal, é a condição essencial para nos descobrirmos pobres diante de Deus e, então, gritar: Senhor, vem salvar-nos! Senhor, precisamos de um Salvador! Sem Tua presença, a humanidade se perde, o homem se destrói, seremos sempre frustrados, seres fracassados no mais profundo de sua existência! É isto que esta antífona comovente nos quer fazer compreender e experimentar.

Mas, observe como ela termina com a proclamação de uma certeza certa: “Não será desiludido quem em Vós espera”. Não será desiludido quem coloca sua esperança no Senhor, quem vigia esperando o Cristo que vem! Deus é fiel: mandou-nos o Seu Cristo e Ele estará para sempre em nosso meio! Aquele que sabe reconhecer Sua presença e vive na Sua verdade, de esperança em esperança, não ficará envergonhado no Dia da Sua Manifestação gloriosa. Lições assim, tão profundas, tão saborosas, tão verdadeiras, somente a Liturgia pode nos dar! Quem dera que soubéssemos percebê-las e saboreá-las...

 Feliz Advento a todos!

Bispo Titular de Acúfica e Auxiliar de Aracaju

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A sujeira que deixamos

Hoje fui ao Taguaparque e me deparei com um "laguinho" que tem perto do estacionamento e não pude ignorar a sua sujeira e mal cheiro.

Contemplando aquela imagem nada atraente, comecei a refletir sobre como a sujeira é capaz de inutilizar um local e, além de inutilizar, torná-lo desagradável de se ver e se cheirar.

Comecei a pensar que o lago não se sujou sozinho, mas que as pessoas, por inúmeros motivos, começaram a despejar ali os seus lixos.

Em meu coração, senti o Espírito Santo me dizer que fazemos assim também na vida das pessoas e que pessoas fazem assim também em nossas vidas.

Muitos chegam perto de nós e despejam seus lixos, sem explicações mas cheios de justificativas. E se não houver alguém para juntar essas sujeiras e proteger o lugar logo, logo, nos tornamos também inúteis e desagradáveis.

Pedi então ao Senhor que viesse em minha vida, em minha história e limpasse minhas sujeiras. Sujeiras que eu fui depositando em cada escolha errada, em cada decisão precipitada, em cada atitude incoerente, em cada gesto mal. Pedi que o Senhor fosse fundo dentro do meu coração e retirasse as sujeiras impregnadas e mal cheirosas do orgulho, da soberba, da inveja, da maldade e do egoísmo.

Pedi ao Senhor que também me limpasse da sujeira que os outros jogaram em mim, quantos que se aproximaram e ainda hoje se aproximam para despejar suas frustrações, suas ignorâncias, suas impaciências e falta de educação.

Existem sujeiras em nós que todos podem ver, todos podem sentir, e existem aquelas bem no fundo, que só o Senhor e nós vemos e sabemos que ali estão.


Pedi para Jesus limpar estas também.


Rezei com isso. Se desejar, reze você também.

Tuani de Castro
Membro da Comunidade Gratidão

Retiro de Adoradores


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Diante de Pedro - o encerramento do Ano da fé




«Adoração! Fala-se pouco de adoração!». Esta consideração, pronunciada pelo Papa Francisco com um tom  de tristeza e preocupação, poderia fazer compreender o sentido de um dos sinais conclusivos do Ano da fé. Para o confirmar,  poderíamos acrescentar outro pensamento do Papa dirigido aos seminaristas e às noviças na conclusão dos dias da sua peregrinação. Deixando de lado também neste caso o texto escrito, disse: «Um dos vossos formadores dizia-me outro dia: évangéliser on le fait à genoux, a evangelização faz-se de joelhos.  Escutai  bem: “a evangelização faz-se de joelhos”. Sede sempre homens e mulheres de oração. Sem a relação constante com Deus a missão torna-se ocupação».

Palavras que são música para os ouvidos de quantos, como eu, cresceu na escola de von Balthasar. O grande teólogo do século passado criticava o movimento de algumas escolas que passaram de uma «teologia feita de joelhos» para uma «teologia escrita abstratamente», e estimulava a recuperação da espiritualidade e da santidade como forma coerente da vida cristã.

A união entre ação e contemplação é um dos pontos principais que a fé exprime e  tem sempre  necessidade de afirmar. É por isso que, para a conclusão do Ano da fé, o Papa Francisco decidiu ir no próximo dia 21 de Novembro a um mosteiro de clausura para um momento de oração. A fé vive principalmente de adoração. De fato, o encontro com Cristo exige que a resposta do crente brote da contemplação do seu Rosto. O dia «pro orantibus» eleva-se como um sinal de que a fé ajuda na busca do essencial.

De resto, diante do mistério no qual cremos a oração é a primeira e mais realista atitude que deveríamos assumir. Contudo, a contemplação não nos afasta dos compromissos e das preocupações diárias, pelo contrário. Ela permite-nos dar sentido e suportar o esforço de cada dia. A alegria que provém daquele encontro não é artificial nem limitada a um momento emotivo, mas condição para olhar em profundidade e compreender pelo que vale a pena viver.

Só uma visão teológica pouco atenta pôde criar o estrabismo entre o amor a Deus, típico de quem reza, e o amor ao próximo, próprio de quem age. Porventura a contemplação do Pai não era para o próprio Jesus um momento propedêutico para realizar a sua ação evangelizadora? Portanto, dar novamente vigor à fé equivale a verificar a reciprocidade entre a contemplação e a ação cristã. A primeira é pressuposto para uma ação evangélica coerente, enquanto esta é a condição necessária para que a contemplação seja genuína.

A vida contemplativa soube conjugar os dois momentos. «Ora et labora» permanece na Igreja como a síntese mais feliz à qual a fé conduz. O mosteiro das Monjas Camáldulas, no Aventino, que o Papa Francisco visitará, apresenta esta dimensão de modo peculiar. A sua abertura à cidade no serviço da lectio divina e do refeitório para os pobres, faz emergir o objetivo ao qual conduz a contemplação: a partilha do que se possui. Com efeito, não é possível contemplar a face de Cristo sem o reconhecer na sua «carne» mais necessitada porque mais sofredora.

Através deste sinal preparamo-nos também para celebrar o epílogo de um ano rico de graça. Ele foi marcado em particular pela profissão de fé que os milhões de peregrinos fizeram diante do túmulo de Pedro.

Neste contexto, um último sinal culminante consiste na exposição pela primeira vez das relíquias que a tradição reconhece como as do Apóstolo que aqui deu a sua vida pelo Senhor. A fé de Pedro, portanto, confirmará mais uma vez que a «Porta» para o encontro com Cristo está sempre aberta e espera para ser atravessada com o mesmo entusiasmo e convicção dos primeiros crentes. Um caminho que os cristãos de hoje sabem que devem perseguir sem trégua, porque são fortalecidos e animados pela contemplação da face de Cristo.
 Rino Fisichella

Fonte: http://www.osservatoreromano.va/portal/dt?JSPTabContainer.setSelected=JSPTabContainer/Detail&last=false=&path=/news/editoriali/2013/257q13-Davanti-a-Pietro-la-chiusura-dell-Anno-dell.xml&locale=pt&utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Seguir meu coração?



Hoje eu rezava e pensava no que escutei: "segue seu coração".

A verdade é que não devemos segui-lo apenas por nossa vontade, devemos seguir se perceber e entender que é vontade de Deus! Muitas vezes queremos seguir as nossas vontades e aí é muito fácil ouvir "segue seu coração". 

Só vale a pena seguir se ele estiver enraizado na vontade de Deus! Não devemos seguir apenas nossas vontades...

Como diz o Evangelho "Se não renunciar tudo o que tem não pode ser meu discípulo" (Cf Lc 14, 25-33). Entendo que seguir o coração é fazer isso:  renunciar a tudo, às nossas vontades, às verdades que criamos, nossos orgulhos, nossas teimosias... É a isso que o Senhor nos chama hoje.

Se é fácil? Acredito que não. Mas é um convite, um chamado. Nós é que decidimos se aceitamos ou não. Só não podemos nos perder pensando que seguir nosso coração é o melhor. O melhor é seguir o que está no coração de Deus!

Como descobrir? Perguntando, vivendo...

Kamila Kaline 
Comunidade Gratidão

sábado, 2 de novembro de 2013

Catequese do Papa Francisco sobre a Comunhão dos Santos



Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje gostaria de falar de uma realidade muito bela da nossa fé, ou seja, da “comunhão dos santos”. O Catecismo da Igreja Católica nos recorda que com esta expressão se entendem duas realidades: a comunhão nas coisas santas e a comunhão entre as pessoas santas (n. 948). Concentro-me no segundo significado: trata-se de uma verdade entre as mais consoladoras da nossa fé, pois nos recorda que não estamos sozinhos, mas existe uma comunhão de vida entre todos aqueles que pertencem a Cristo. Uma comunhão que nasce da fé; de fato, o termo “santos” refere-se àqueles que acreditam no Senhor Jesus e estão incorporados a Ele na Igreja mediante o Batismo. Por isto, os primeiros cristãos eram chamados também “os santos” (cfr At 9,13.32.41; Rm 8,27; 1 Cor 6,1).

1. O Evangelho de João mostra que, antes da sua Paixão, Jesus rezou ao Pai pela comunhão entre os discípulos, com estas palavras: “Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste” (17, 21). A Igreja, em sua verdade mais profunda, é comunhão com Deus, familiaridade com Deus, comunhão de amor com Cristo e com o Pai no Espírito Santo, que se prolonga em uma comunhão fraterna. Esta relação entre Jesus e o Pai é a “matriz” do vínculo entre nós cristãos: se estamos intimamente inseridos nesta “matriz”, nesta fornalha ardente de amor que é a Trindade, então podemos nos tornar verdadeiramente um só coração e uma só alma entre nós, porque o amor de Deus queima os nossos egoísmos, os nossos preconceitos, as nossas divisões interiores e exteriores. O amor de Deus queima também os nossos pecados

2. Se há este enraizamento na fonte do Amor, que é Deus, então se verifica também o movimento recíproco: dos irmãos a Deus; a experiência da comunhão fraterna me conduz à comunhão com Deus.  Estar unidos entre nós nos leva a estar unidos com Deus, leva-nos a esta ligação com Deus que é o nosso Pai. Este é o segundo aspecto da comunhão dos santos que gostaria de destacar: a nossa fé precisa do apoio dos outros, especialmente nos momentos difíceis. Se nós estamos unidos a fé se torna forte. Quanto é belo apoiar-nos uns aos outros na aventura maravilhosa da fé! Digo isto porque a tendência a se fechar no privado influenciou também o âmbito religioso, de forma que muitas vezes é difícil pedir a ajuda espiritual de quantos partilham conosco a experiência cristã. Quem de todos nós não experimentou inseguranças, perdas e ainda dúvidas no caminho da fé? Todos experimentamos isto, também eu: faz parte do caminho da fé, faz parte da nossa vida. Tudo isso não deve nos surpreender, porque somos seres humanos, marcados por fragilidades e limites; todos somos frágeis, todos temos limites. Todavia, nestes momentos de dificuldade é necessário confiar na ajuda de Deus, mediante a oração filial e, ao mesmo tempo, é importante encontrar a coragem e a humildade de abrir-se aos outros, para pedir ajuda, para pedir para nos darem uma mão. Quantas vezes fizemos isto e então saímos do problema e encontramos Deus uma outra vez! Nesta comunhão – comunhão quer dizer comum-união – somos uma grande família, onde todos os componentes se ajudam e se apoiam entre eles.

3. E chegamos a outro aspecto: a comunhão dos santos vai além da vida terrena, vai além da morte e dura para sempre. Esta união entre nós vai além e continua na outra vida; é uma união espiritual que nasce do Batismo e não vem separada da morte, mas, graças a Cristo ressuscitado, é destinada a encontrar a sua plenitude na vida eterna. Há um vínculo profundo e indissolúvel entre quantos são ainda peregrinos neste mundo – entre nós – e aqueles que atravessaram o limiar da morte para entrar na eternidade. Todos os batizados aqui na terra, as almas do Purgatório e todos os beatos que estão já no Paraíso formam uma só grande família. Esta comunhão entre terra e céu se realiza especialmente na oração de intercessão.

Queridos amigos, temos esta beleza! É uma realidade nossa, de todos, que nos faz irmãos, que nos acompanha no caminho da vida e nos faz encontrar-nos de novo no céu. Sigamos por este caminho com confiança, com alegria. Um cristão deve ser alegre, com a alegria de ter tantos irmãos batizados que caminham com ele; apoiado pela ajuda dos irmãos e das irmãs que fazem esta estrada para ir para o céu; e também com a ajuda dos irmãos e das irmãs que estão no céu e rezam a Jesus por nós. Avante por este caminho com alegria!


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Hoje é dia da Beata Chiara Luce!



Hoje a Igreja lembra a vida de Chiara Luce Badano. Ela foi intercessora da JMJRio2013. 

Chiara nasceu em Sassello, Italia, no ano 1971. Aos 10 anos de idade vive uma experiência forte de encontro com Deus que muda a sua vida e a de seus pais. Desde este momento decide viver com radicalidade o Evangelho, buscando amar a todos aqueles que a rodeiam. Aos 18 anos lhe diagnosticam um tumor ósseo. Vive com grande valentia cada uma das etapas de sua dolorosa doença. Nós a invocamos pela sua entrega total a Jesus!

Oração

Ajudai-me a vencer os desafios próprios da juventude para que minha vida seja entregue sem reservas a Jesus Cristo. Amém.

Abaixo, um documentário sobre nossa querida beata!


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Papa Francisco: Bento XVI fez Teologia "de joelhos", seus livros despertam a fé



Cidade do Vaticano (RV) - Os livros sobre Jesus escritos por Bento XVI permitiram descobrir ou reforçar a fé em muitas pessoas e abriu uma nova estação de estudos sobre o Evangelho. Foi a consideração central expressa este sábado pelo Papa Francisco, que condecorou dois teólogos – um inglês e um alemão – com o "Prêmio Ratzinger". Promovido pela Fundação Vaticana "Joseph Ratzinger-Bento XVI", o Prêmio este ano chega à sua terceira edição.

Não há dúvida que fizeram bem a muitos, quer estudiosos ou pessoas simples, próximos ou distantes de Cristo. Esse é o resultado dos três livros sobre Jesus de Nazaré, escritos por Bento XVI entre 2007 e 2012, e em geral o bem feito por sua sabedoria teológica, antes fruto de oração que de empenho intelectual.
Francisco reconheceu isso e o celebrou publicamente no dia e no contexto mais apropriados, junto a dois teólogos – o inglês Richard Burridge e o alemão Christian Schaller – que receberam das mãos do Pontífice o Prêmio dedicado ao Papa emérito.

A entrega do chamado "Nobel da Teologia – como desde a sua instituição, em 2010, é considerado o Prêmio Ratzinger –, ofereceu ao Santo Padre a ocasião para uma reflexão pessoal sobre o valor da trilogia escrita por Bento XVI-Joseph Ratzinger.

Recordando a admiração de alguns diante de textos que não eram exatamente do magistério ordinário, o Papa Francisco observou:
"Certamente o Papa Bento se interrogou sobre a questão, mas também nesse caso, como sempre, ele seguiu a voz do Senhor em sua consciência iluminada. Com esses livros ele não fez um magistério em sentido próprio, e não fez um estudo acadêmico. Ofereceu à Igreja e a todos os homens o que tinha de mais precioso: seu conhecimento acerca de Jesus, fruto de anos e anos de estudo, de aprofundamento teológico e de oração – porque Bento XVI fazia teologia de joelhos, e todos sabemos disso –, e colocou esse conhecimento à disposição na forma mais acessível."

"Todos nós temos uma certa percepção, por ter ouvido muitas pessoas que graças aos livros sobre Jesus de Nazaré alimentaram a sua fé, a aprofundaram, ou até mesmo pela primeira vez se aproximaram de Jesus de modo adulto, conjugando as exigências da razão com as da busca do rosto de Deus.

Francisco parabenizou os vencedores do Prêmio Ratzinger 2013, e o fez também em nome de Bento XVI – com o qual disse ter-se encontrado "quatro dias atrás" –, despedindo-se deles com as seguintes palavras: "O Senhor abençoe sempre vocês e seu trabalho a serviço de Seu Reino". (RL)

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Catequese do Papa Francisco sobre Maria, imagem e modelo da Igreja





Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Continuando as catequeses sobre a Igreja, hoje gostaria de olhar para Maria como imagem e modelo da Igreja. Faço isso retomando uma expressão do Concílio Vaticano II. Diz a Constituição Lumen gentium: “Como já ensinava Santo Ambrósio, a Mãe de Deus é figura da Igreja na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo” (n. 63).

1. Partamos do primeiro aspecto, Maria como modelo de fé. Em que sentido Maria representa um modelo para a fé da Igreja? Pensemos em quem era a Virgem Maria: uma moça judia, que esperava com todo o coração a redenção do seu povo. Mas naquele coração de jovem filha de Israel havia um segredo que ela mesma ainda não conhecia: no desígnio do amor de Deus estava destinada a tornar-se a Mãe do Redentor. Na Anunciação, o Mensageiro de Deus chama-a “cheia de graça” e lhe revela este projeto. Maria responde “sim” e daquele momento a fé de Maria recebe uma luz nova: concentra-se em Jesus, o Filho de Deus que dela se fez carne e no qual se cumprem as promessas de toda a história da salvação. A fé de Maria é o cumprimento da fé de Israel, nela está justamente concentrado todo o caminho, toda a estrada daquele povo que esperava a redenção, neste sentido é o modelo da fé da Igreja que tem como centro Cristo, encarnação do amor infinito de Deus.

Como Maria viveu esta fé? Viveu na simplicidade das mil ocupações e preocupações cotidianas de toda mãe, como fornecer o alimento, a vestimenta, cuidar da casa… Justamente esta existência normal de Maria foi terreno onde se desenvolveu uma relação singular e um diálogo profundo entre ela e Deus, entre ela e o seu Filho. O “sim” de Maria, já perfeito desde o início, cresceu até o momento da Cruz. Ali a sua maternidade se espalhou abraçando cada um de nós, a nossa vida, para nos guiar ao seu Filho. Maria viveu sempre imersa no mistério de Deus feito homem, como sua primeira e perfeita discípula, meditando cada coisa no seu coração à luz do Espírito Santo, para compreender e colocar em prática toda a vontade de Deus.

Podemos fazer-nos uma pergunta: deixamo-nos iluminar pela fé de Maria, que é nossa Mãe? Ou a pensamos distante, muito diferente de nós? Nos momentos de dificuldade, de provação, de escuridão, olhamos para ela como modelo de confiança em Deus, que quer sempre e somente o nosso bem? Pensemos nisso, talvez nos fará bem encontrar Maria como modelo e figura da Igreja nesta fé que ela tinha!

2. Vamos ao segundo aspecto: Maria modelo de caridade. De que modo Maria é para a Igreja exemplo vivo de amor? Pensemos em sua disponibilidade para com a prima Isabel. Visitando-a, a Virgem Maria não lhe levou somente uma ajuda material, também isto, mas levou Jesus, que já vivia em seu ventre. Levar Jesus àquela casa queria dizer levar a alegria, a alegria plena. Isabel e Zacarias estavam felizes pela gravidez que parecia impossível em sua idade, mas é a jovem Maria que leva a eles a alegria plena, aquela que vem de Jesus e do Espírito Santo e se exprime na caridade gratuita, no partilhar, no ajudar, no compreender.

Nossa Senhora quer trazer também a nós o grande presente que é Jesus e com Ele nos traz o seu amor, a sua paz, a sua alegria. Assim é a Igreja, é como Maria: a Igreja não é um negócio, não é uma agência humanitária, a Igreja não é uma ONG, a Igreja é enviada a levar Cristo e o seu Evangelho a todos; não leva a si mesma – se pequena, se grande, se forte, se frágil, a Igreja leva Jesus e deve ser como Maria quando foi visitar Isabel. O que levava Maria? Jesus. A Igreja leva Jesus: este é o centro da Igreja, levar Jesus! Se por hipótese, uma vez acontecesse que a Igreja não levasse Jesus, aquela seria uma Igreja morta! A Igreja deve levar a caridade de Jesus, o amor de Deus, a caridade de Jesus.

Falamos de Maria, de Jesus. E nós? Nós que somos a Igreja? Qual é o amor que levamos aos outros? É o amor de Jesus, que partilha, que perdoa, que acompanha, ou é um amor aguado, como se diluísse o vinho com água? É um amor forte ou frágil, tanto que segue as simpatias, que procura um retorno, um amor interessado? Outra pergunta: Jesus gosta do amor interessado? Não, não gosta, porque o amor deve ser gratuito, como o seu. Como são as relações nas nossas paróquias, nas nossas comunidades? Nós nos tratamos como irmãos e irmãs? Ou nos julgamos, falamos mal uns dos outros, cuidamos de cada um como o próprio jardim, ou cuidamos uns dos outros? São perguntas de caridade!

3. Brevemente um último aspecto: Maria modelo de união com Cristo. A vida da Virgem Maria foi a vida de uma mulher do seu povo: Maria rezava, trabalhava, ia à sinagoga… Mas cada ação era cumprida sempre em união perfeita com Jesus. Esta união alcança o ponto alto no Calvário: aqui Maria se une ao Filho no martírio do coração e na oferta da vida ao Pai pela salvação da humanidade. Nossa Senhora fez sua a dor do Filho e aceitou com Ele a vontade do Pai, naquela obediência que dá frutos, que dá a verdadeira vitória sobre o mal e sobre a morte.

É muito bonita esta realidade que Maria nos ensina: ser sempre mais unidos a Jesus. Podemos perguntar-nos: nós nos lembramos de Jesus somente quando algo não vai bem e temos necessidade ou a nossa relação é constante, uma amizade profunda, mesmo quando se trata de segui-Lo no caminho da cruz?

Peçamos ao Senhor que nos doe a sua graça, a sua força, a fim de que na nossa vida e na vida de cada comunidade eclesial reflita-se o modelo de Maria, Mãe da Igreja. Assim seja!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Miss Mundo 2013: Sou pró-vida e as relações sexuais são para o matrimônio




WASHINGTON DC, 17 Out. 13 / 11:05 am (ACI/EWTN Noticias).- A candidata das Filipinas, Megan Lynn Young, de 23 anos que foi coroada como Miss Mundo 2013 em 28 de setembro em Bali (Indonésia), deixou clara durante a sua participação no concurso a sua postura pró-vida e a favor do matrimônio.

Young nasceu nos Estados Unidos, mas aos 10 anos de idade foi morar nas Filipinas, que é um dos poucos países de maioria católica da região do Oriente onde se localiza.

Em uma entrevista com o canal ANC, Megan assegurou que "sou pró-vida, e se isso significa matar alguém que já está aí –disse, assinalando o seu corpo-, estou contra isso, é obvio".

"Sou contra o aborto", remarcou.

Megan também foi clara para assinalar que não concorda com as relações sexuais antes do casamento, pois "o sexo é para o matrimônio, é o que acredito", e também revelou que "sou contra o divórcio".

Para a jovem Miss Mundo, "se você casa com alguém, essa deve ser a pessoa com a qual estará para sempre, na doença e na saúde, nas coisas boas e ruins".

A entrevistadora, surpreendida, perguntou-lhe como era possível para uma mulher "tão bela como você" negar-se às relações sexuais pré-matrimoniais, ao que Megan respondeu que simplesmente "diz não".

"Se tentam pressionar, retira-te, porque essa pessoa não te valoriza, não valoriza tanto a relação", indicou.

Para a Miss Mundo 2013, antes Miss Filipinas, "se o rapaz estiver disposto a sacrificar isso, significa muito".

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26199

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Há 35 anos João Paulo II era eleito Papa





No dia 16 de outubro de 1978 era eleito o primeiro Papa polonês da história. Escolhido pelo colégio cardinalício, o jovem cardeal Karol Jozef Wojtyla, optou pelo nome de João Paulo II, em homenagem ao seu predecessor, João Paulo I, falecido após 33 dias de Pontificado.

As primeiras palavras após o anúncio oficial do “Habemus Papam”, surpreenderam pela simpatia e simplicidade. Um Papa vindo de um “país distante”, como ele mesmo afirmou, marcaria a história da Igreja, com 26 anos de Pontificado.

"Não sei se posso explicar-me bem na vossa... na nossa língua italiana. Se errar, vós me corrigereis. E assim me apresento a vós todos, para confessar a nossa fé comum, a nossa esperança, a nossa confiança na Mãe de Cristo e da Igreja, e também para começar de novo a percorrer um caminho da história e da Igreja, com a ajuda de Deus e coro a ajuda dos homens”, declarou do alto da sacada da Basílica Vaticana.

O penitenciario-mor emérito da Santa Sé, Cardeal Manuel Monteiro de Castro, considera João Paulo II, como a “personalidade mais relevante” do século XXI. “Ele levou a palavra de Deus, palavra de fraternidade, de amor, de tranquilidade, de serenidade e bem-estar a todos os continentes”, destaca.

O cardeal português teve oportunidade de receber o Papa polonês em sua primeira visita ao México, e acompanhou-o ainda nas viagens às Caraíbas, a San Salvador, Espanha e Portugal. Ele destaca a forte personalidade do Papa e sua “ação  vigorosa  na Igreja e também no mundo político e diplomático”.

Entre os principais documentos escritos por João Paulo II, destacam-se as 14 encíclicas, 15 exortações apostólicas, 11 constituições apostólicas e 45 cartas apostólicas. Ele realizou 104 viagens internacionais. Foi o criador das Jornadas Mundiais da Juventude, que reúne milhões de jovens pelo mundo.

O Papa polonês faleceu no dia 2 de abril de 2005. Foi beatificado por Bento XVI, seu sucessor, no dia 1 de maio de 2011 e será canonizado em 27 de abril de 2014, por decisão do Papa Francisco.

A Igreja  celebra a memória litúrgica de João Paulo II em 22 de outubro, data que assinala o dia do início de seu Pontificado. No calendário de santos e beatos, João Paulo II é lembrado pela “extraordinária solicitude apostólica, em particular para com as famílias, os jovens e os doentes, o que o levou a realizar numerosas visitas pastorais a todo o mundo”.

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=290116

Catequese do Papa Francisco sobre a apostolicidade da Igreja






Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Quando recitamos o Credo dizemos: “Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica”. Não sei se vocês já refletiram sobre o significado que tem a expressão “a Igreja é apostólica”. Talvez qualquer vez, vindo a Roma, vocês tenham pensado na importância dos Apóstolos Pedro e Paulo que aqui doaram as suas vidas para levar e testemunhar o Evangelho.

Mas é mais que isso. Professar que a Igreja é apostólica significa destacar a ligação constitutiva que essa possui com os Apóstolos, com aquele pequeno grupo de doze homens que Jesus um dia chamou a si, chamou-os pelo nome, para que permanecessem com Ele e para enviá-los a pregar (cfr Mc 3, 13-19). “Apóstolo”, de fato, é uma palavra grega que quer dizer “mandado”, “enviado”. Um apóstolo é uma pessoa que é mandada, é enviada a fazer alguma coisa e os Apóstolos foram escolhidos, chamados e enviados por Jesus para continuar a sua obra, para orar – é o primeiro trabalho de um apóstolo – e, segundo, anunciar o Evangelho. Isso é importante porque quando pensamos nos Apóstolos poderíamos pensar que foram somente anunciar o Evangelho, fazer tantas obras. Mas nos primeiros tempos da Igreja houve um problema porque os Apóstolos deviam fazer tantas coisas e então formaram os diáconos, para que houvesse para os Apóstolos mais tempo para pregar e anunciar a Palavra de Deus. Quando pensamos nos sucessores dos Apóstolos, os Bispos, incluindo o Papa, porque ele também é um bispo, devemos perguntar-nos se este sucessor dos Apóstolos primeiro reza e depois se anuncia o Evangelho: isto é ser Apóstolo e por isto a Igreja é apostólica. Todos nós, se queremos ser apóstolos como explicarei agora, devemos perguntar-nos: eu rezo pela salvação do mundo? Anuncio o Evangelho? Esta é a Igreja apostólica! É uma ligação constitutiva que temos com os Apóstolos.

Partindo propriamente disto gostaria de destacar brevemente três significados do adjetivo “apostólico” aplicado à Igreja.

1. A Igreja é apostólica porque é fundada na pregação e na oração dos Apóstolos, sobre a autoridade que foi dada a eles pelo próprio Cristo. São Paulo escreve aos cristãos de Éfeso: “Sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus” (2, 19-20); compara, isto é, os cristãos a pedras vivas que formam um edifício que é a Igreja, e este edifício é fundado sobre os Apóstolos, como colunas, e a pedra que apoia tudo é o próprio Jesus. Sem Jesus não pode existir a Igreja! Jesus é justamente a base da Igreja, o fundamento! Os Apóstolos viveram com Jesus, escutaram as suas palavras, partilharam a sua vida, sobretudo foram testemunhas da sua Morte e Ressurreição. A nossa fé, a Igreja que Cristo quis, não se baseia em uma ideia, em uma filosofia: baseia-se no próprio Cristo. E a Igreja é como uma planta que ao longo dos séculos cresceu, desenvolveu-se, deu frutos, mas as suas raízes estão bem plantadas Nele e a experiência fundamental de Cristo que tiveram os Apóstolos, escolhidos e enviados por Jesus, chega até nós. Daquela planta pequenina aos nossos dias: assim a Igreja está em todo o mundo.

2. Mas perguntemo-nos: como é possível para nós nos conectarmos com aquele testemunho, como pode chegar até nós aquilo que viveram os Apóstolos com Jesus, aquilo que escutaram Dele? Eis o segundo significado do termo “apostolicidade”. O Catecismo da Igreja Católica afirma que a Igreja é apostólica porque “protege e transmite, com a ajuda do Espírito Santo que nela habita, o ensinamento, o depósito precioso, as salutares palavras ouvidas da boca dos Apóstolos” (n. 857). A Igreja conserva ao longo dos séculos este precioso tesouro que é a Sagrada Escritura, a doutrina, os Sacramentos, o ministério dos Pastores, de forma que possamos ser fiéis a Cristo e participar da sua própria vida. É como um rio que flui na história, desenvolve-se, irriga, mas a água que escorre é sempre aquela que parte da fonte, e a fonte é o próprio Cristo: Ele é o Ressuscitado, Ele é o Vivo, e as suas palavras não passam, porque Ele não passa, Ele está vivo, Ele está entre nós hoje aqui, Ele nos sente e nós falamos com Ele e Ele nos escuta, está no nosso coração. Jesus está conosco hoje! Esta é a beleza da Igreja: a presença de Jesus Cristo entre nós. Sempre pensamos quanto é importante este dom que Jesus nos deu, o dom da Igreja, onde podemos encontrá-Lo? Sempre pensamos em como é justamente a Igreja no seu caminho ao longo dos séculos – apesar das dificuldades, dos problemas, das fraquezas, dos nossos pecados – que nos transmite a autêntica mensagem de Cristo? Doa-nos a segurança de que aquilo em que acreditamos é realmente aquilo que Cristo nos comunicou?

3. O último pensamento: a Igreja é apostólica porque é enviada a levar o Evangelho a todo o mundo. Continua no caminho da história a mesma missão que Cristo confiou aos Apóstolos: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que eu vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 19-20). Isto é aquilo que Jesus nos deu para fazer! Insisto neste aspecto da missionariedade, porque Cristo convida todos a “ir” ao encontro dos outros, envia-nos, pede-nos para nos movermos e levar a alegria do Evangelho! Mais uma vez perguntemo-nos: somos missionários com a nossa palavra, mas, sobretudo, com a nossa vida cristã, com o nosso testemunho? Ou somos cristão fechados no nosso coração e nas nossas igrejas, cristãos de sacristia? Cristãos só nas palavras, mas que vivem como pagãos? Devemos fazer-nos estas perguntas, que não são uma repreensão. Também eu digo a mim mesmo: como sou cristão, com o testemunho verdadeiro?

A Igreja tem as suas raízes no ensinamento dos Apóstolos, testemunhas autênticas de Cristo, mas olha para o futuro, tem a firme consciência de ser enviada – enviada por Jesus – a ser missionária, levando o nome de Jesus com a oração, o anúncio e o testemunho. Uma Igreja que se fecha em si mesma e no passado ou uma Igreja que olha somente para as pequenas regras de hábitos, de atitudes é uma Igreja que trai a própria identidade; uma Igreja que trai a própria identidade! Então, redescubramos hoje toda a beleza e a responsabilidade de ser Igreja apostólica! E lembrem-se: Igreja apostólica porque rezamos – primeira tarefa – e porque anunciamos o Evangelho com a nossa vida e com as nossas palavras.