quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Precônio Natalino



Vinte e cinco de Dezembro. Décima primeira Lua*.

Tendo transcorrido inúmeros séculos desde a criação do mundo,
quando no princípio criara Deus o céu e a terra, e formara o homem à sua imagem;

Também muitíssimos séculos de quando, depois do dilúvio,
o Altíssimo assentara sobre as nuvens o arco-íris, sinal da aliança e da paz;

Vinte e um séculos depois da partida de Abraão, nosso pai na fé, de Ur dos Caldeus;

Treze séculos depois da saída de Israel do Egito, sob a guia de Moisés;

Cerca de mil anos depois da unção de David como rei de Israel;

Na sexagésima quinta semana, segundo a profecia de Daniel;

Na época da centésima nonagésima quarta Olimpíada

No ano setecentos e cinquenta e dois da fundação da cidade de Roma;

Do Império de César Otaviano Augusto, ano quadragésimo segundo;

Quando em todo o orbe reinava a paz, Jesus Cristo, Deus Eterno e Filho do Eterno Pai,
querendo santificar o mundo com a sua piedosíssima vinda, concebido do Espírito Santo,
tendo transcorrido nove meses depois da concepção,
nasce em Belém da Judeia da Virgem Maria, feito homem:


Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo carne.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Feliz Aniversário, Papa Francisco!

Hoje o nosso querido pastor faz aniversário!

E é com grande alegria que rendemos gratidão a Deus pela vida do Papa Francisco!

Todos nós brasileiros que tivemos a graça de acompanhar a JMJ fomos tocados pela simpatia e autenticidade do nosso querido Papa.

Desejamos que ele, que tem insistido em nos mostrar um Deus terno e cheio de misericórdia, alcance muitos corações para a Igreja! E que a Virgem Maria o proteja e cuide de sua saúde.

Quem ama Jesus e sua Igreja ama também o Papa!


E por isso nós dizemos: Nós amamos o Papa, o doce Cristo aqui na Terra!


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Diga não à Ideologia de Gênero em nosso sistema educacional!

                  



Nesta quarta-feira, dia 11/12, será votado o substitutivo do PNE (Plano Nacional de Educação), proposto pelo senador Vital do Rêgo.

Esse projeto, caso seja aprovado, introduzirá a igualdade de gênero e a orientação sexual como diretirzes da educação nacional para os próximos 10 anos.

Qual é o problema em relação à ideologia de gênero? A palavra “gênero”, segundo os ideólogos da ideologia de gênero, deve aos poucos substituir o uso corrente de palavra “sexo” e referir-se a um papel socialmente construído, não a uma realidade que tenha seu fundamento na biologia. Desta maneira, por serem papéis socialmente construídos, poderão ser criados gêneros em número ilimitado, e poderá haver inclusive gêneros associados à pedofilia ou ao incesto. É o que diz, por exemplo, a feminista radical Shulamith Firestone: “O tabu do incesto hoje é necessário somente para preservar a família; então, se nós nos desfizermos da família, iremos de fato desfazer-nos das repressões que moldam a sexualidade em formas específicas” (trecho retirado do livro A Dialética do Sexo). Ora, uma vez que a sexualidade seja determinada pelo "gênero" e não pela biologia, não haverá mais sentido em sustentar que a família é resultado da união estável entre homem e mulher.

Se estes novos conceitos forem introduzidos na legislação, estará comprometido todo o edifício social e legal que tinha seu sustento sobre a instituição da família. Os princípios legais para a construção de uma nova nova sociedade, baseada na total permissividade sexual, terão sido lançados. A instituição familiar passará a ser vista como uma categoria “opressora” diante dos gêneros novos e inventados, como a homossexualidade, bissexualidade, transexualidade e outros. Para que estes novos gêneros sejam protegidos contra a discriminação da instituição familiar, kits gays, bissexuais, transexuais e outros poderão tornar-se obrigatórios nas escolas. Já existe inclusive um projeto de lei que pretende inserir nas metas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional a expressão “igualdade de gênero”.


Portanto, trata-se da mesma ameaça contida no PLC 122 em sua versão atual.

Assine agora a petição para enviar um e-mail a cada um dos líderes de bancada no Senado!: http://www.citizengo.org/pt-pt/1260-diga-nao-ideologia-genero-em-nosso-sistema-educacional


domingo, 1 de dezembro de 2013

A antífona que abre o Advento



“A vós, meu Deus, elevo a minha alma. Confio em Vós, que eu não seja envergonhado! Não se riam de mim meus inimigos, pois não será desiludido quem em Vós espera” (Sl 24,1-3).

Ah, a Liturgia! Que lições, que intuições, que sentimentos inexprimíveis de tão ricos, ela nos faz experimentar!

 As palavras acima, do Salmo 24, são a antífona de entrada (o Intróito) da Missa do primeiro Domingo do Advento. Pare e pense um pouco, antes de continuar a leitura... Tente descobrir sozinho: o que estas palavras têm a ver com o Advento e com o Natal? Por que a Igreja as colocou aí? Pense um pouco... A Liturgia só pode ser saboreada se a gente aprender a pensar com o coração...

 Observe bem: o Advento é tempo de preparar a celebração da Vinda do Senhor em Belém e de preparar-se para a Vinda Dele na Parusia, na Glória final. Por isso mesmo a primeira palavra da antífona é fortíssima: “A Vós, Senhor, elevo a minha alma!” É o fiel, é a humanidade, que tira o olhar do próprio umbigo, da própria autossuficiência, e, reconhecendo-se pobre, eleva a alma, a vida ao Senhor, esperando Dele a salvação! Já aqui, se coloca a atitude fundamental com a qual devemos viver o Advento: a espera vigilante, como a amada que espera o amado, como a terra que espera o sol, como o vigia que espera a aurora... Feliz daquele que sabe erguer os olhos para o Alto, que sabe abrir-se para o Eterno, que sabe esperar no Senhor! Triste do homem fechado em si mesmo, voltado para o próprio umbigo, atolado no seu dia-a-dia, sem tirar os olhos da terra...

 Depois, a antífona nos joga em cheio no drama da vida: quantos inimigos exteriores e interiores temos, quantas contradições, quantos perigos de cair, de perder o rumo, de fracassar na existência! Somo tão pobres, tão quebrados, tão frágeis... Tão incerto é nosso caminho sobre esta terra de exílio... “Confio em Vós, que eu não seja envergonhado! Não se riam de mim meus inimigos!”

 Esta consciência da nossa miséria, esta percepção de que temos um coração de águia, olhos de águia, mas umas asinhas curtas apenas como as de pardal, é a condição essencial para nos descobrirmos pobres diante de Deus e, então, gritar: Senhor, vem salvar-nos! Senhor, precisamos de um Salvador! Sem Tua presença, a humanidade se perde, o homem se destrói, seremos sempre frustrados, seres fracassados no mais profundo de sua existência! É isto que esta antífona comovente nos quer fazer compreender e experimentar.

Mas, observe como ela termina com a proclamação de uma certeza certa: “Não será desiludido quem em Vós espera”. Não será desiludido quem coloca sua esperança no Senhor, quem vigia esperando o Cristo que vem! Deus é fiel: mandou-nos o Seu Cristo e Ele estará para sempre em nosso meio! Aquele que sabe reconhecer Sua presença e vive na Sua verdade, de esperança em esperança, não ficará envergonhado no Dia da Sua Manifestação gloriosa. Lições assim, tão profundas, tão saborosas, tão verdadeiras, somente a Liturgia pode nos dar! Quem dera que soubéssemos percebê-las e saboreá-las...

 Feliz Advento a todos!

Bispo Titular de Acúfica e Auxiliar de Aracaju