sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A Teologia do Corpo e o Carnaval - Exercícios Espirituais de Teologia do Corpo

 
 
 
 
Continuamos com nossos exercícios sobre Teologia do Corpo e, nessa semana, trazemos para você um texto de nossa autoria para reflexão acerca de tudo o que estudamos até agora em nossos encontros mensais sobre as catequeses de JPII.


Fique à vontade para deixar que essas palavras ressoem em sua vida nesses dias e para participar do próximo encontro em nossa sede, no dia 08 de março, às 08h30.


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Neste final de semana teremos a festa do Carnaval, para nós que estamos nos aprofundando na Teologia do Corpo é mais uma oportunidade de irmos contra a correnteza e em vez de abusar do nosso corpo e do corpo dos outros, buscarmos ainda mais encarnar na nossa vida e no nosso corpo os ensinamentos do Beato João Paulo II.
 
A TdC é um sinal concreto do amor de Deus por nós, homens e mulheres que vivemos neste tempo. Tempo de concepções distorcidas e equivocadas acerca do corpo e do amor humano que acabam gerando em nós e em nossa sociedade consequências terríveis e dolorosas.
Ora nos deparamos com uma preocupação exagerada e desequilibrada a respeito do corpo. O culto ao corpo, tão explicitamente vivido nestes dias de Carnaval, chega a ultrapassar os limites da saúde em favor da perfeição imposta por modelos de homens e mulheres estéreis. Vemos homens muito fortes, cheios de músculos, cuja força não é utilizada para a proteção, antes é para a violência e agressão. Vemos mulheres que ignoram o dom intrínseco à feminilidade, rejeitando física e emocionalmente a maternidade e a pureza, e que buscam ser admiradas e desejadas por aquilo que podem oferecer por meio de seus corpos quase desnudos.
Ora nos deparamos com uma total aversão ao corpo, manifestada através de deformações que desfiguram o ser humano de tal forma que em alguns casos torna-se difícil identificar que a criatura que vemos diante de nós é um homem ou uma mulher.
Deus se fez homem, assumiu a nossa condição exceto no pecado para recapitular a nossa própria humanidade. Com Seu Corpo, Jesus nos revela a dignidade que o nosso corpo possui. Nosso corpo é um sinal que transmite ao mundo o mistério de Deus, mistério de amor e doação. Como sacramento, nosso corpo deve ser sinal de Deus, revelando através de nossa feminilidade e masculinidade o amor. Sim! O nosso corpo tem a capacidade de expressar amor!
O amor que somos chamados a expressar é o amor tal como Jesus manifestou ao mundo. Amor que é doação de vida, que cura, que salva, que deixa marcas. O amor expresso por nós nunca deve ser abuso, indiferença ou egoísmo. O amor nunca trai, nunca abandona quando as coisas ficam difíceis, não mata, não agride.
Como homens, o amor que se revela na masculinidade deve ser amor protetor, estável, que traga segurança e confiança. Amor que permanece. Amor que luta. Amor que se sacrifica.
Como mulheres, o amor que se revela na feminilidade deve ser amor terno, generoso, cuidadoso. Amor que é suave como uma flor, mas forte como o aço. Amor que não desiste. Amor que perdoa. Amor que se doa.
 
Como casais, o amor que se revela no matrimônio é sinal de mútua oblatividade. Amor que é fidelidade, cumplicidade, fecundidade.

 
Como solteiros, o amor se revela na castidade. É amor que espera, que tem domínio sobre si mesmo. Amor que respeita.

 
Como celibatários, o amor que se revela é antecipação do que é vivido no Céu, é comunhão íntima e perene com o Senhor. É amor que é sensibilidade do espírito que antecipa as alegrias e a participação na ressurreição futura.
 
Convidamos você neste feriado de Carnaval a se preparar para o tempo de Quaresma que se inicia com a Quarta-feira de Cinzas.
 
Reflita sobre a maneira como você está vivendo o chamado a ser sinal do amor de Deus neste mundo. De que maneira você está vivendo a dignidade do seu corpo. Rompa com os costumes ruins deste tempo, despeça-se da sexualidade distorcida, da exposição exagerada do seu corpo e viva em profunda espiritualidade estes dias pedindo ao Senhor a graça de vencer os impulsos perversos da carne, e de compreender o valor e a importância do seu corpo.
 
Sejamos sinal concreto do amor de Deus nestes dias. Vamos juntos revelar o próprio Deus e a sua vontade sobre o amor humano vivendo com dignidade nossa identidade masculina ou feminina e o nosso estado de vida.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Romance sem arrependimento

Bom dia!


Nesta semana, nosso estudo sobre a Teologia do Corpo se dará com um vídeo de um casal que propaga as catequeses do Beato João Paulo II pelo mundo inteiro!


Para quem esteve no último encontro, é a continuação do vídeo que assistimos.


Tire um tempo do seu dia e assista o vídeo! Você não irá se arrepender.


Tenha uma ótima semana!


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Papa Francisco nomeia Monsenhor Marcony como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília!



 
Cidade do Vaticano (RV) – A Arquidiocese de Brasília ganhou mais um Auxiliar: o Papa Francisco nomeou Bispo o Reverendo Mons. Marcony Vinícius Ferreira, até então Vigário-Geral na mesma Arquidiocese, conferindo-lhe a sede titular episcopal de Vertara.
Dom Marcony nasceu em 3 de março de 1964 em Brasília. Depois estudar no Seminário Menor “Bom Jesus”, cursou Filosofia e Teologia no Seminário Maior “Nossa Senhora de Fátima”, ambos em Brasília. Especializou-se em Teologia Litúrgica, frequentando primeiramente o Pontifício Ateneu “Santo Anselmo” (1993-1996) e depois o Instituto de Teologia Litúrgica da Universidade “Santa Cruz” (2011-2012), em Roma. Foi ordenado sacerdote em 3 de dezembro de 1988.
No decorrer do seu ministério sacerdotal, desempenhou inúmeros cargos: Pároco da Paróquia “Nossa Senhora do Rosário de Fátima” (1989-1993); Pároco da Catedral Metropolitana de Brasília (1996-2010); Coordenador Arcebispal de Pastoral (1996-2004); Membro do Conselho dos Presbíteros (1996-2010); Membro do Conselho dos Consultores (1996-2010); Vigário Episcopal para o Vicariato “Centro” (1996-2007); Vigário Geral da Arquidiocese de Brasília (2008-2011); Responsável pelo jornal litúrgico dominical “Povo de Deus” da Arquidiocese (1989-2003 e 2006-2011); Secretário Geral e Coordenador da Equipe de Liturgia do XVI Congresso Eucarístico Nacional (2010).
 
No período 1996-2011 desempenhou também outros cargos: Coordenador da Comissão Arcebispal de Liturgia; Responsável pela formação litúrgica e doutrinal dos Ministros Extraordinários da Eucaristia; Coordenador da Comissão Arcebispal para “Corpus Christi”; Coordenador da Comissão Arcebispal para a festa de “Nossa Senhora Aparecida”; Coordenador da Comissão de Adoração Eucarística; Professor nos dois Seminários Maiores da Arquidiocese e no Curso Superior de Teologia para os Leigos.
Atualmente, desempenhava o cargo de Vigário-Geral da Arquidiocese de Brasília.
 
Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/02/19/arquidiocese_de_bras%C3%ADlia_tem_novo_bispo_auxiliar/bra-774446
do site da Rádio Vaticano

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Exercícios Espirituais: Cristo, o redentor do Corpo e o chamado à viver na pureza - II

 
Seguem os novos exercícios:
 
Para aprofundar nossos estudos em Teologia do Corpo, sugerimos a leitura das catequeses.
Esta semana indicamos a catequese de número 41. Boa leitura e bons estudos!
A concupiscência afasta o homem e a mulher das perspectivas pessoais e «de comunhão» – 24/09/1980
1. No Sermão da Montanha, Cristo diz: “Ouvistes que foi dito: Não cometerás adultério. Eu, porém, digo-vos que todo aquele que olhar para uma mulher, desejando-a, já cometeu adultério com ela no coração” i. Algum tempo há que procuramos penetrar no significado desta afirmação, analisando-lhe cada elemento para compreendermos melhor o conjunto do texto.
Quando Cristo fala do homem, que “olha com desejo”, não indica só a dimensão da intencionalidade do “olhar”, portanto do conhecimento concupiscente, a dimensão “psicológica”, mas indica também a dimensão da intencionalidade da existência mesma do homem. Isto é, demonstra quem “é”, ou antes, em que “se torna”, em relação ao homem, a mulher para quem ele “olha com concupiscência”. Neste caso, a intencionalidade do conhecimento determina e define a intencionalidade mesma da existência. Na situação descrita por Cristo, aquela dimensão parte unilateralmente do homem, que é sujeito, para a mulher, tornada objeto (isto, porém, não quer dizer que tal dimensão seja apenas unilateral); por agora não invertamos a situação analisada, nem a estendamos a ambas as partes, a ambos os sujeitos.
Detenhamo-nos na situação traçada por Cristo, sublinhando que se trata de um ato “puramente interior”, escondido no coração e fixo na soleira do olhar.
Basta verificar que em tal caso a mulher — que, por motivo da subjetividade pessoal, existe perenemente “para o homem”, considerando que também ele, pelo mesmo motivo, exista “para ela”— fica privada do significado da sua atração enquanto pessoa, a qual, mesmo sendo própria do “eterno feminino”, ao mesmo tempo para o homem torna-se só objeto: começa, isto é, a existir intencionalmente como objeto de potencial satisfação da necessidade sexual inerente à sua masculinidade. Embora o ato seja completamente interior, encerrado no “coração” e expresso só pelo “olhar”, nele dá-se já uma mudança (subjetivamente unilateral) da intencionalidade mesma da existência. Se assim não fosse, se não se tratasse de mudança tão profunda, não teriam sentido as palavras seguintes da mesma frase: “Já cometeu adultério com ela no seu coração” ii.
2. Aquela mudança da intencionalidade da existência, mediante a qual certa mulher começa a existir para certo homem não como sujeito de chamada e de atração pessoal ou sujeito “de comunhão”, mas exclusivamente como objeto de potencial satisfação da necessidade sexual, atua-se no “coração” porque se atuou na vontade. A mesma intencionalidade cognoscitiva não quer dizer ainda escravização do “coração”. Só quando a redução intencional, explicada precedentemente, arrasta a vontade ao seu horizonte limitado, quando lhe desperta a decisão de um relacionamento com outro ser humano (no nosso caso: com a mulher) segundo a escala dos valores própria da “concupiscência”, só então se pode dizer que o “desejo” se apoderou também do “coração”. Só quando a “concupiscência” se apodera da vontade, é possível dizer que ela domina a subjetividade da pessoa e está na base da vontade e da possibilidade de escolher e decidir, através do que — em virtude da auto decisão ou autodeterminação — é estabelecido o modo mesmo de existir nas relações com outra pessoa. A intencionalidade de tal existência adquire então plena dimensão subjetiva.
3. Só então — quer dizer, a partir daquele momento subjetivo e no seu prolongamento subjetivo— é possível confirmar o que lemos, por exemplo, no Eclesiástico iii acerca do homem dominado pela concupiscência, o que lemos em descrições ainda mais eloquentes na literatura mundial. Então, podemos ainda falar daquele “constrangimento” mais ou menos completo, que noutras passagens é chamado “constrangimento do corpo” e leva consigo a perda da “liberdade do dom”, conatural à profunda consciência do significado esponsal do corpo, de que falamos também nas precedentes análises.
4. Quando falamos do “desejo” como transformação da intencionalidade de uma existência concreta, por exemplo, do homem, para quem (segundo Mt 5,27-28) certa mulher se torna só objeto de potencial satisfação da “necessidade sexual” inerente à sua masculinidade, não se trata de nenhum modo de pôr em questão aquela necessidade, como dimensão objetiva da natureza humana acompanhada pela finalidade procriativa que lhe é própria.
As palavras de Cristo no Sermão da Montanha (em todo o seu amplo contexto) estão longe do maniqueísmo, como o está também a autêntica tradição cristã. Neste caso, não podemos, portanto, levantar objeções do gênero. Trata-se, pelo contrário, do modo de existir do homem e da mulher como pessoas, ou seja, daquele existir num recíproco “para”, o qual — mesmo com base naquilo que, segundo a dimensão objetiva da natureza humana, é definível como “necessidade sexual”— pode e deve servir à construção da unidade “de comunhão” nas suas relações recíprocas. Tal, de fato, é o significado fundamental próprio da perene e recíproca atração da masculinidade e da feminilidade, contida na realidade mesma da constituição do homem como pessoa, corpo e sexo juntamente.
5. À união ou “comunhão” pessoal a que o homem e a mulher são reciprocamente chamados “desde o princípio” não corresponde, pelo contrário está em contraste, a possível circunstância de uma das duas pessoas existir só como sujeito de satisfação da necessidade sexual, e a outra se tornar exclusivamente objeto de tal satisfação. Além disso, não corresponde a tal unidade de “comunhão” — pelo contrário, opõe-se-lhe — o caso de ambos, homem e mulher existirem reciprocamente como objeto de satisfação da necessidade sexual, e cada um por sua parte ser só sujeito daquela satisfação. Tal “redução” de tão rico conteúdo na recíproca e perene atração das pessoas humanas, na sua masculinidade ou feminilidade, não corresponde precisamente à “natureza” da atração de que se trata. Tal “redução”, de fato, apaga o significado pessoal e “de comunhão”, precisamente do homem e da mulher, através do qual, segundo Gênesis 2,24, “o homem… se unirá à sua mulher e os dois serão uma só carne”. A “concupiscência” afasta a dimensão intencional da recíproca existência do homem e da mulher das perspectivas pessoais e “de comunhão”, próprias da perene e recíproca atração entre os dois, reduzindo-a e, por assim dizer, impelindo-a para dimensões utilitaristas, em cujo âmbito o ser humano “se serve” do outro ser humano, “usando-o” só para satisfazer as próprias “necessidades”.
6. Parece podermos precisamente reencontrar tal conteúdo, carregado de experiência interior humana própria de épocas e ambientes diferentes, na concisa afirmação de Cristo no Sermão da Montanha. Ao mesmo tempo, não se pode em nenhum caso perder de vista o significado que tal afirmação atribui à “interioridade” do homem, à integral dimensão do “coração” como dimensão do homem interior. Aqui está o núcleo mesmo da transformação do ethos, para a qual tendem as palavras de Cristo segundo Mateus 5, 27-28, expressas com vigorosa energia e ao mesmo tempo, com admirável simplicidade.
 
Referências
iMt 5, 27-28.
iiMt 5, 28.
iii 23, 17-22.
Para auxiliar nos seus estudos, tente responder e refletir sobre os questionamentos abaixo. Caso você tenha dificuldades em responder, procure-nos no próximo encontro ou nos envie um e-mail tdcgratidao@gmail.com.
1.      Você poderia dizer algumas consequências da entrada da concupiscência na relação entre homem e mulher?
2.      Cristo nos conduz a experimentar a sexualidade humana como o desejo de amar como Deus ama. Você acredita nisso?

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Palavra do Pastor


 
Sal da Terra e Luz do Mundo
 
Para falar da presença dos seus discípulos no mundo, Jesus recorre às sugestivas imagens do sal e da luz, cuja importância era bastante conhecida pelas pessoas que o ouviam. O sal, apreciado por dar sabor e preservar os alimentos, e a luz, por iluminar a casa ou o caminho, em meio à noite, ou por aquecer no frio.
A presença do sal nos alimentos ou da luz na escuridão é percebida facilmente, porém, não de modo ostensivo ou fechado. O sal não se mostra como tal nos alimentos, sendo sentido apenas o seu sabor. A luz se espalha pelos ambientes. A presença discreta, mas facilmente perceptível do sal e da luz, expressa como o cristão deve agir no mundo: com vigor e humildade, com o testemunho corajoso e a simplicidade de vida.
O testemunho de São Paulo, recordado na segunda leitura, é um precioso exemplo disso, ao afirmar que o anúncio do Evangelho não depende da “linguagem elevada ou do prestígio da sabedoria humana” (1Cor 2,1). A força e a sabedoria de Deus são manifestadas muitas vezes na pequenez e na fragilidade experimentada pelos discípulos de Cristo, como “demonstração do poder do Espírito”. Não é por si mesmos, mas pela graça de Deus, que os discípulos se tornam “sal da terra” e “luz do mundo”. Eles recebem de Deus o sabor que dá sentido à vida e a luz para iluminar o mundo, isto é, eles somente podem ser luz na medida em que são iluminados; apenas podem dar sabor, na medida em que o receberem de Cristo. Esta perspectiva se expressa também nas palavras conclusivas do Evangelho proclamado: “para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5,16), afirma Jesus. O testemunho cristão deve levar as pessoas a glorificar a Deus e não ser motivo de vaidade.
 O profeta Isaías anuncia as condições para que a “luz” possa brilhar “como a aurora” ou como “o meio dia”: a vivência da caridade e da misericórdia para com os famintos, os pobres e os peregrinos; a superação da violência e da maldade. O Salmo 111, hoje meditado, afirma que é “feliz o homem caridoso e prestativo” e que “o bem praticado pelo justo permanece para sempre”.
Sal e luz não são apenas para dias de festa, mas necessários à vida cotidiana, a começar da própria casa, assim como, a luz “ilumina os que estão na casa”. Apesar das muitas dificuldades para a vivência cristã em família, sentida por tantas pessoas, ninguém está dispensado de fazer o máximo possível. A chama da fé em Cristo, simbolizada pela vela recebida no Batismo, possa brilhar em casa, no trabalho, na escola e em toda parte, alimentada sempre mais pela oração, pela Palavra e pela Eucaristia.
 
Dom Sérgio da Rocha
Arcebispo de Brasília

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Exercícios Espirituais - Teologia do Corpo (Cristo, a redenção do Corpo, e o chamado a viver na pureza) Parte I

 
 
Exercícios Espirituais
Em nosso último encontro, refletimos um pouco mais sobre a Teologia do Corpo do Beato João Paulo II. O tema foi “Cristo, a Redenção do Corpo e o Chamado a Viver na Pureza (Nem Puritanismo, nem permissivismo)” e com certeza suscitou muitas coisas em nossa consciência e em nosso coração.
Como sempre partilhamos, a Teologia do Corpo não se restringe apenas a um estudo teórico, mas se faz mais do que necessário rezarmos com aquilo que nos é apresentado como doutrina de redenção. É preciso deixar que a Teologia do Corpo tome forma em nosso corpo, em nossa alma, em nossa vida e vocação.
Propomos que ao longo do mês você releia as suas anotações e o material disponível sobre o tema e reze com tudo o que o Senhor movimentar em seu coração através das catequeses e das reflexões sobre o tema.
Sugerimos alguns exercícios. Boa oração!
1° Exercício
Somos chamados a romper com o pecado, a viver na pureza! O Senhor está interessado com a nossa vida interior e temos os sacramentos como auxílios importantes para alcançarmos a pureza.
Procure um local reservado, faça uma oração penitente e espontânea, peça ao Espírito Santo um coração contrito. Faça um exame de consciência, busque o Sacramento da Reconciliação, se preferir, anote para não se esquecer de nada.
 2º Exercício
A partir dos nossos dois últimos encontros, é possível compreender um pouco mais sobre as consequências do pecado no coração do homem. O pecado original trouxe a concupiscência para o coração humano, e a relação original de amor e doação tornou-se ameaçada pela luxúria.
A luxúria consiste em ver a outra pessoa como objeto de obtenção de prazer, e não como pessoal integral digna de ser amada.
Mas vimos também que Cristo veio nos trazer a redenção do corpo, obtida por meio da pureza no coração, que pode ser alcançada através de uma vida sacramental e movida pelo Espírito Santo.
Já propomos a você a confissão, hoje propomos que você busque a participação na Santa Missa mais vezes durante a semana. Os frutos da comunhão eucarística são diversos, a Eucaristia faz-nos crescer no amor para com o próximo, aumenta a nossa união com Cristo, preserva-nos dos pecados mortais no futuro, perdoa os pecados veniais, nos enche de graças e bênçãos do Céu!
“Este pão é Jesus. Alimentar-nos dele significa receber a própria vida de Deus, abrindo-nos à lógica do amor e da partilha”. – Beato João Paulo II