segunda-feira, 31 de março de 2014

Manhã de Formação em Teologia do Corpo

Durante a quaresma, o cristão se prepara para a o mistério da páscoa, que é a festa da nossa salvação.
Celebramos com grande alegria a ressurreição de Cristo, que nos mostra que o poder de Deus é mais forte que a morte, e isso é muito claro para nós.
Mas e a ressurreição da nossa carne? Como acreditamos nesse mistério que professamos todos os domingos no credo? O que entendemos sobre isso? Como pensamos que será a nossa ressurreição?
Para saber mais, te convidamos para participar do nosso próximo encontro de formação em Teologia do Corpo.
Tema: A ressurreição do Corpo (as palavras de Cristo)
Dia: 05/04, próximo sábado
Horário: 08h30
Local: Rua 12, Chácara 143/1, Casa 05 – Vicente Pires (sede da Comunidade Gratidão)
Inscrições: R$10,00.
“O estado do homem ‘no outro mundo’ não será apenas um estado de perfeita espiritualização, mas também de fundamental ‘divinização’ da sua humanidade” (TdC 67)
Esperamos por você!

sexta-feira, 28 de março de 2014

Testemunho da Teologia do Corpo




Boa noite!

Nesta semana partilhamos com você mais um testemunho de uma das pessoas que frequenta a nossa manhã de formação em Teologia do Corpo.

Deixe que a espiritualidade do ensinamento do nosso querido João Paulo II alcance você e cure a sua história!

Boa leitura! 

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A Teologia do Corpo foi uma grande descoberta para o meu coração, foi um oásis na minha vocação, foi um reconhecer que Deus realiza maravilhas em mim. Foi uma resposta às minhas inquietações.

O ponto específico em que essa Teologia me toca profundamente é o amor que fomos criados para ter. Amor que é uma dádiva de Deus. Amor que através do corpo revela o mistério de Deus. Em minha história, dizia a mim mesma e aos meus amigos que em meu coração não havia amor, mas descobri, pela Teologia do Corpo, que fui criada para o amor. 

A partir desta descoberta, me abri para encontrar o amor, amor que estava escondido em minhas mazelas, em meus orgulhos, em meus conceitos errados de amor, em minhas feridas. E, hoje, posso afirmar que em mim existe amor!

Que alegria quando Deus me ajuda a enxergar o amor que existe em mim e assim Ele também me cura. Compreendi que o amor ultrapassa um sentimento, mas é uma doação total. Hoje, posso falar como Santa Teresinha do Menino Jesus: Deus, faz do meu nada amor.

Durante a adolescência tive crises de choro e solidão. Não tinha motivos concretos para tantos sofrimentos e me questionava sobre isso. A TdC é fonte de cura em minha historia, pois ao conhecer sobre a Solidão Original, compreendi que sozinho o homem não realiza totalmente sua essência. Entendi que durante aquelas crises, como Adão, passei pela experiência da Solidão Original ao me sentir só e incompreendida pelas pessoas. A experiência da Solidão Original me impulsiona a preencher os vazios da minha vida interior por meio de um relacionamento pessoal com meu Criador.

No Significado Esponsal do Corpo revi que o corpo masculino foi feito para o corpo feminino. Para mim é necessário um olhar diferente, pois sou solteira em busca de entender o meu estado de vida. Ao olhar para minha historia, vejo que o Senhor me preservou com muito carinho, formou-me como uma Alma Esponsal feita inteiramente para Ele. Ao meu Amado entrego tudo, todos os meus desejos e a minha espera, pois sei que somente na vontade Dele eu serei feliz.

Entendi que a felicidade que eu buscava está toda em Deus. Hoje busco viver o amor que recebo de Deus, viver o amor que está em mim. Viver unida ao Amado que supre todas as minhas necessidades, todas as minha carências. Desejo a todos que também  se encontrem com Deus na Teologia do Corpo, que vivam um verdadeiro encontro, que Deus ao passar pela historia cure as feridas e te faça enxergar as preservações que Ele mesmo fez em sua vida.

Maria Clara Correia Ribeiro

sexta-feira, 21 de março de 2014

Exercícios Espirituais de Teologia do Corpo - O Jejum e o Homem Novo

Nesta semana propomos para você uma reflexão sobre a vida em santidade e a busca pelo auto-domínio.
Que o Senhor te proporcione uma ótima quaresma!



Por que hoje em dia se fala tão pouco em jejum e mortificação? Estariam essas práticas em desuso por serem inapropriadas ou estaríamos desinformados da utilidade que esses exercícios penitenciais podem trazer a nossa fé?

O jejum é um freio e uma disciplina no modo como comemos. Também é a abstenção de alimentos por algum período. Já a mortificação é a renuncia dos desejos e um sacrifício físico, mental ou vivencial.

Os dias e tempos penitenciais são todas as sextas do ano e o tempo da quaresma. No entanto, todos devemos ter a mortificação e o jejum presentes em nossas vidas ao longo do ano.
Mas por que essas práticas são recomendadas pela Igreja?

A Santa Igreja nos ensina que o jejum e a mortificação são instrumentos de santificação da alma, controle do corpo e equilíbrio emocional. Colocam o corpo em sintonia com a alma.

Fica evidente, portanto, a íntima relação que essas ferramentas de santidade têm com nosso estudo sobre a Teologia do Corpo. Especialmente nestes dias em que estamos meditando sobre o chamado do homem a viver na pureza e também por estarmos no período da quaresma.

Neste relevo, observa-se a luta do homem velho, inclinado ao pecado pela concupiscência da carne, dos olhos e do orgulho, contra o homem novo, restaurado por Jesus e chamado a uma vida de santidade.

Neste campo de batalha, para que vença o homem novo, devemos torna-lo mais forte. Isso se dá mortificando o homem velho, de tal forma que ele fique reduzido a impotência, para evitar que influencie nossa vida moral e dê seu fruto: o pecado.

 “Cristo indica com clareza que o caminho para chegar ao ‘homem novo’ deve ser o caminho de temperança e de domínio dos desejos”. TdC 49

Na prática, há muitas formas de penitência e todas objetivam revelar nossa superioridade sobre as coisas e nossos desejos. Afinal, só podemos renuncia a uma necessidade do nosso corpo quando somos livres e senhores de nossos impulsos, não escravos.

Para que o homem novo alcance cada vez mais a estatura de Cristo, a mortificação deve abraçar toda natureza humana. Sendo assim, nosso corpo, nossos sentidos e imaginação, nossos pensamentos, juízos e vontade, nossas ações exteriores e, finalmente, nossas relações com os outros.

Das inúmeras maneiras que podemos crescer no autodomínio, poderíamos citar: disciplina no comer, abstinência de algum alimento, vigília, domínio e regularidade do sono, controle do humor, silêncio, paciência, não reclamar da doença, evitar pedir dispensas por motivos pequenos, guardar as críticas e palavras destrutivas, comer o que lhe é oferecido sem reclamar, suportar o frio e o calor, não sonhar acordado, ler e assistir apenas coisas que lhe acrescentem algo positivo, não perder tempo com inutilidades na televisão e na internet, não ser teimoso, preferir ouvir a falar, não interromper quem fala, buscar a simplicidade, obedecer docilmente, aceitar a humilhação, não murmurar, ocupar-se do presente, suportar os defeitos e procurar sempre as qualidades do outro, aproximar-se de quem se tem mais antipatia.

É uma longa lista, e que ainda poderia contar com tantas outras práticas. Em alguns destes exemplos podemos nos sentir acusados, e é justamente aí que se deve empenhar esforço para mortificar o homem velho.

Em geral, precisamos saber negar à natureza o que pede sem necessidade. Os progressos na virtude serão proporcionais à violência que fizermos para que em nós sobressaia o homem novo.
Mediante essas práticas penitenciais, a vontade de Deus poderá ser reconhecida mais facilmente, e raramente será perdida de vista. Façamos a experiência de deixar que o homem novo cresça em nós. Esse é o nosso chamado.


“Já não sou eu quem vivo, mas Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).

Comunidade Católica Gratidão


quarta-feira, 19 de março de 2014

Feliz dia de São José!



Hoje é um dia muito especial para a nossa comunidade, é dia do nosso patrono: São José!

E neste dia confiamos a ele todos vocês que frequentam a nossa sede, que participam das nossas atividades ou que de alguma forma nos acompanham, mesmo que de modo virtual.

Ao pai de Jesus e patrono da Igreja confiamos a sua vida e as suas necessidades.

Que o Senhor te abençoe, pela intercessão de São José!

"(...)O primeiro José guardou no Egito o pão natural; o segundo José guardou no Egito o pão sobrenatural. Ambos foram homens misteriosos, aos quais o sonho revelava segredos. Ambos foram instruídos em sonhos, ambos conheceram coisas sagradas. Inclinados sobre o abismo do mistério, ambos viam, com seus olhos, através das trevas. Viajantes noturnos, descobriram sua rota através dos mistérios da sombra. O primeiro José viu, em sonho, o sol e a lua prosternados diante dele; o segundo José teve autoridade sobre Maria e sobre o obediente Jesus".


Trecho do livro São José: o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, 2010.

terça-feira, 18 de março de 2014

Exercício Teologia do Corpo - Cristo, a redenção do Corpo e o Chamado a viver na Pureza.



“[...]4. No Sermão da Montanha, Cristo não convida o homem a voltar ao estado da inocência original, porque a humanidade deixou-a irrevogavelmente atrás de si, mas chama-o a reencontrar — no fundamento dos significados perenes e, por assim dizer, indestrutíveis daquilo que é “humano” — as formas vivas do “homem novo”. De tal modo, lança-se um vínculo, melhor, uma continuidade entre o “princípio” e a perspectiva da Redenção. No ethos da redenção do corpo deverá ser retomado o original ethos da criação. Cristo não muda a Lei, mas confirma o mandamento “Não cometerás adultério”; porém, ao mesmo tempo, conduz a inteligência e o coração dos ouvintes àquela “plenitude da justiça” querida por Deus criador e legislador, que este mandamento encerra em si. Tal plenitude é descoberta: primeiro, com uma interior visão “do coração”; e, depois, com um adequado modo de ser e de operar. A forma do “homem novo” pode derivar deste modo de ser e de operar, na medida em que o ethos da redenção do corpo domina a concupiscência da carne e todo o homem da concupiscência. Cristo indica com clareza que o caminho para chegar lá deve ser caminho de temperança e de domínio dos desejos, isto na raiz mesma, já na esfera puramente interior (“todo aquele que olhar para uma mulher, desejando-a…”). O ethos da redenção contém em todos os âmbitos — e diretamente na esfera da concupiscência da carne — o imperativo do domínio de si, a necessidade de uma imediata continência e de uma habitual temperança.

5. Todavia, a temperança e a continência não significam — se é possível assim dizer — uma suspensão no vácuo: nem no vácuo dos valores nem no vácuo do sujeito. O ethos da redenção realiza-se no domínio de si, mediante a temperança, isto é, na continência dos desejos. Neste comportamento, o coração humano permanece vinculado ao valor, do qual, através do desejo, se teria de outro modo afastado, orientando-se para a pura concupiscência privada de valor ético (como dissemos na precedente análise). No terreno do ethos da redenção, a união com aquele valor, mediante um ato de domínio, é confirmada ou restabelecida com força e firmeza ainda mais profundas. E trata-se aqui do valor do significado esponsal do corpo, do valor de um sinal transparente, mediante o qual o Criador — juntamente com a perene atração recíproca do homem e da mulher através da masculinidade e da feminilidade — escreveu no coração de ambos o dom da comunhão, isto é, a misteriosa realidade da sua imagem e semelhança. De tal valor se trata no ato do domínio de si e da temperança, para que apela Cristo no Sermão da Montanha[...]” (TdC 49)

“Bem aventurados os puros de coração porque verão a Deus”  (Mt 5, 8)

Aprendemos que o pecado feriu o modo como olhamos para os outros. Ainda assim, além de haver em nós um eco da pureza original, há o nosso chamado a viver uma vida no Espírito onde os frutos deste mesmo Espírito falem mais alto que as obras da carne. Você tem consigo lançar esse olhar puro para o seu próximo? A luz da bem aventurança citada, você tem consigo ver Deus no outro?

Também tomamos conhecimento que a Pureza apresenta duas dimensões: a moral e a carismática. A moral é aquela que adquirimos por meio da virtude da temperança e, por isso, exige de nós esforço e exercício. A carismática é aquela adquirida por meio da vida no Espírito. Como tem sido sua luta, seu esforço e suas práticas de ascese para viver uma vida de pureza? Além disso, você tem suplicado a Deus pelo auxílio de Sua graça para viver esse chamado à pureza?


Nessa quaresma, convidamos você a acrescentar às suas devoções uma prática penitencial para auxiliá-lo na vivencia da pureza. Pense em algo – um jejum, uma abstinência, um exercício, uma mudança de postura, etc – e oriente essa oferta para suplicar a Deus que nos ajude a viver uma vida na castidade e na pureza de coração.

Tenham uma ótima semana!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Teologia do Corpo - Testemunho

Bom dia!

Hoje, seguindo a sequência de nossos exercícios espirituais, partilhamos com você o testemunho do Tadeu Rocha, membro frequente de nossas manhãs de formação em Teologia do Corpo.

Leia e deixe que essas palavras cheguem ao fundo do seu coração e te despertem um desejo de viver algo semelhante.

Se você deseja "viver as primícias da criação, a pureza, a dependência total de Deus e a busca incessante por Ele" ou se deseja compreender os "porquês" do seu chamado à castidade, nós te convidamos para estar em nossa sede amanhã, às 08h30, para a nossa Manhã de Formação em Teologia do Corpo.

Tema: Cristo, a Redenção do Corpo e o Chamado a Viver na Pureza (A Pureza e a Vida Segundo o Espírito).

Endereço: Rua 12, Chácara 143/1, Casa 05 - Vicente Pires.

Esperamos por você!
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Desde que fui batizado, aos treze anos de idade, e comecei a trilhar o caminho de Nosso Senhor, fui notando a beleza da castidade e tendo o desejo de vivê-la. Mas conseguia, com uma visão ainda muito superficial, ver somente as renúncias necessárias. De qualquer forma, sempre busquei viver a castidade, pois sabia que é um desejo de Deus, e nada melhor do que agradar ao Senhor.

E assim foi durante um bom tempo. Vivi uma verdadeira infância, na qual se experimenta os "não pode isso, não pode aquilo" sem esperar por razões ou sentidos. Vivia, pois se vem dEle é porque é bom, muito bom!

A Teologia do Corpo (TdC) entra em minha vida e provoca então um chamado a amadurecer, a crescer e a buscar entender os porquês, entender o sentido da minha vida. Um chamado a viver o sonho de Deus para mim; a santificar meus olhares, minhas palavras, meus gestos, tão marcados pelas imundícies facilmente encontradas ao nosso redor. Um chamado a ser um homem aberto à vida, conforme o Sagrado Coração de Deus.

A TdC é para mim chamado porque preciso dar uma resposta e, diante do meu Sim, buscar colocá-la em prática todos os dias da minha vida. E isso foi o que mudou radicalmente: dar sim a esse chamado fez-me redescobrir quem sou, o porquê Deus me criou, o significado real do meu corpo; fez-me entender a solidão que sinto e que me faz buscá-Lo. Fez-me olhar para a cruz e saber que o mistério da Encarnação e da Paixão de Jesus é, sobretudo, um mistério que consegue revelar por meio do corpo um amor imenso, infinito. Portanto, eu, com meu corpo, devo fazer o mesmo: amar, expressar esse amor gratuito! Esse discernimento, essa decisão mudou a minha visão diante da realidade.

Mais ainda, a Teologia do Corpo fez-me ver que o meu corpo é dom de Deus e que deve ser respeitado; que devo respeitar o corpo do meu próximo. Trouxe-me o entendimento de que meu corpo é sacramento, é sinal visível, é bom, criado para ser doado a Deus e ao outro, criado para amar, para ser expressão de amor. Muitas vezes podemos até sentir que devemos nos doar, amar... Mas a TdC vem e inflama esse desejo em nossos corações, não permitindo que aqueles que a praticam e a cultivam se percam em tantas tentações que querem dar significados malignos ao nosso corpo, às relações pessoais e, até mesmo, à vida.

Essa linda e profunda Teologia me ajuda a ver e viver a castidade de forma mais consciente e madura. Ajuda-me a tornar meu namoro um tempo de espera e de conhecimento, de respeito, de amor e doação, de fazer Jesus crescer em presença e em senhorio, acolhendo sempre a sua vontade. Ajuda-me a retirar de mim os ranços e me deixar, de pouco a pouco, mais próximo da criação sonhada por nosso Deus.

E falando em criação... Tenho a graça de começar a escrever este testemunho no dia em que, no Evangelho, Jesus nos diz "No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne." Ou seja, Jesus nos remete ao início de tudo, à criação. E, para mim, a TdC vem enfatizar essa necessidade diária de me voltar para o início, de viver as primícias da criação, de viver a pureza, a dependência total de Deus, a busca incessante por Ele, a doação total para Deus, de amar como Jesus amou a sua Igreja, doando-se por inteiro a ela.

Ainda de forma mais nítida, a TdC me ajuda cada dia a dar o verdadeiro significado, que é esponsal, ao meu corpo e vivê-lo ascética e gratuitamente na vida fraterna, em meu namoro, em todas as circunstâncias, doando-me mais, amando mais, manifestando o amor que vem de Deus. Amor gratuito, capaz de doar-se por inteiro em uma cruz por mim, por nós. A TdC me ajuda, conscientizando e ensinando, a lutar todos os dias contra a minha tendência ao pecado.

Perante tudo o que vemos atualmente que vai de encontro ao plano de Deus para nós, sobretudo aquilo que deturpa o nosso corpo, a TdC é, para mim, um ensinamento que procuro cultivar em minha mente e coração, que devo buscar de forma cada vez mais sincera e profunda, a fim de ser sinal de contradição para o mundo e de atração para Deus.

Parece impossível?! Só parece mesmo! Vivo cada dia buscando crescer na fé, amadurecendo, enfrentando as tribulações com um olhar e com ações mais impregnadas da vontade de doar-me e amar mais, expressando tal com meu corpo. Vivo cada dia, desfazendo-me das novidades desse mundo para reavivar em mim a antiga, mas atual, essência da criação. E para isso viver, digo sim diariamente à Teologia do Corpo e me coloco a caminhar.


Tadeu Rocha