segunda-feira, 26 de maio de 2014

Exercício de Teologia do Corpo - Um corpo para Amar

Bom dia!

Partilhamos com você um vídeo "Um corpo para Amar" do especialista em Teologia do Corpo, Evan Lemoine. Nesta semana, convidamos você a viver a liberdade a qual é chamado, a liberdade do Amor.
Vale a pena o acesso, são apenas dez minutinhos!



Que Deus te abençoe!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Exercícios em Teologia do Corpo - Catequese para reflexão - A ressurreição do corpo



Boa noite!
Nesta semana partilhamos com vocês a catequese nº 71. Após a leitura, faça a reflexão que deixamos abaixo.

71ª Catequese
Somos portadores da imagem de Cristo ressuscitado – 03/02/1982

1. Das palavras de Cristo sobre a futura ressurreição dos mortos, referidas por todos os três Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), passamos para a antropologia paulina da ressurreição. Analisamos a primeira Epístola aos Coríntios no capítulo 15, versículos 42-49.
Na ressurreição, o corpo humano manifesta-se — segundo as palavras do Apóstolo — “incorruptível, glorioso, cheio de força e espiritual”. A ressurreição não é, portanto, só uma manifestação da vida que vence a morte — uma espécie de regresso final à árvore da Vida, da qual o homem se afastou no momento do pecado original— mas é também revelação dos últimos destinos do homem em toda a plenitude da sua natureza psicossomática e da sua subjetividade pessoal. Paulo de Tarso — que, seguindo as pegadas dos outros Apóstolos, experimentou no encontro com Cristo ressuscitado o estado do Seu corpo glorioso— baseando-se nesta experiência, anuncia na Epístola aos Romanos “a redenção do corpo” (i) e na Epístola aos Coríntios (ii) o consumar-se destaredenção na futura ressurreição.

2. O método literário, aplicado aqui por Paulo, corresponde perfeitamente ao seu estilo. Este serve-se de antíteses, que ao mesmo tempo aproximam aquilo que contrapõem e, desse modo, são úteis para nos fazerem compreender o pensamento paulino acerca da ressurreição: seja na sua dimensão “cósmica”, seja no que diz respeito à característica da mesma estrutura interna do homem, “terrestre” e “celestial”. O Apóstolo, de fato, ao contrapor Adão e Cristo (ressuscitado) — ou seja, o primeiro Adão e o último Adão — mostra, em certo sentido, os dois polos, entre os quais, no mistério da criação e da redenção, foi situado o homem no cosmos; poder-se-ia também dizer que o homem foi “colocado em tensão” entre estes dois polos na perspectiva dos eternos destinos, relativos, do princípio até ao fim, à sua mesma natureza humana. Quando Paulo escreve “O primeiro homem, tirado da terra, é terreno, o segundo veio do céu” (iii), tem no espírito não só Adão homem, mas também Cristo como homem. Entre estes dois polos — entre o primeiro e o último Adão— desenvolve-se o processo que ele exprime nas seguintes palavras: “Assim como reproduzimos em nós a imagem do terreno, procuremos reproduzir também a imagem do celestial” (iv).

3. Este “homem celestial” — o homem da ressurreição, cujo protótipo é Cristo ressuscitado — não é tanto antítese e negação do “homem na terra” (cujo protótipo é o “primeiro Adão”), mas sobretudo é a sua consumação e a sua confirmação. É a consumação e a confirmação do que corresponde à constituição psicossomática da humanidade, no âmbito dos destinos eternos, isto é, no pensamento e no plano d’Aquele que desde o princípio criou o homem à Sua imagem e semelhança. A humanidade do “primeiro Adão”, “homem de terra”, leva em si, diria, uma particular potencialidade (que é capacidade e prontidão) para acolher tudo o que se tornou o “segundo Adão”, o Homem celestial, ou seja, Cristo: o que Ele se tornou na sua ressurreição.
Aquela humanidade de que são participantes todos os homens, filhos do primeiro Adão e, que, juntamente com a herança do pecado — sendo carnal— ao mesmo tempo é “corruptível”, e leva em si a potencialidade da “incorruptibilidade”.
Aquela humanidade, que em toda a sua constituição psicossomática se manifesta “ignóbil”, leva em si o interior desejo da glória, isto é, a tendência e a capacidade para se tornar “gloriosa”, à imagem de Cristo ressuscitado. Por fim, a mesma humanidade, que o Apóstolo — conformemente à experiência de todos os homens— diz que é “débil” e tem “corpo animal”, leva em si a aspiração a tornar-se “cheia de força” e “espiritual”.

4. Falamos aqui da natureza humana na sua integridade, isto é, da humanidade na sua constituição psicossomática. Paulo, pelo contrário, fala do “corpo”. Todavia, podemos admitir, com base no contexto imediato e no remoto, que não se trata, para ele, só do corpo, mas do homem inteiro na sua corporeidade, portanto também da sua complexidade ontológica. De fato, não há qualquer dúvida de que, se precisamente em todo o mundo visível (cosmos), aquele único corpo que é o corpo humano, leva em si a
“potencialidade da ressurreição”, isto é, a aspiração e a capacidade de se tornar definitivamente “incorruptível, glorioso, cheio de força e espiritual”, isto acontece porque, persistindo desde o princípio na unidade psicossomática do ser pessoal, ele pode colher e reproduzir nesta “terrena” imagem e semelhança de Deus, também a imagem “celeste” do último Adão, Cristo. A antropologia paulina da ressurreição é cósmica e universal ao mesmo tempo: cada homem leva em si a imagem de Adão e cada um é também chamado a levar em si a imagem de Cristo, a imagem do Ressurgido. Esta imagem é a realidade do “outro mundo”, a realidade escatológica (São Paulo escreve: “levaremos”); mas, entretanto, ela é já de certo modo uma realidade deste mundo, dado que foi revelada nele mediante a ressurreição de Cristo. É uma realidade enxertada no homem “deste mundo”, realidade que nele se está desenvolvendo até à consumação final.

5. Todas as antíteses que se seguem no texto de Paulo ajudam a construir um válido esboço da antropologia da ressurreição. Este esboço é, ao mesmo tempo, mais pormenorizado do que o resultante do texto dos Evangelhos sinóticos (v), mas, por outro lado, é, em certo sentido, mais unilateral. As palavras de Cristo, referidas pelos sinóticos, abrem diante de nós a perspectiva da perfeição escatológica do corpo, submetido plenamente à profundidade divinizante da visão de Deus “face a face”, em que encontrarão a sua inexaurível fonte tanto a perene “virgindade” (unida ao significado esponsal do corpo) quanto a perene “intersubjetividade” de todos os homens, que se tornarão (como varões e mulheres) participantes da ressurreição. O esboço paulino da perfeição escatológica do corpo glorificado parece ficar antes no âmbito da mesma estrutura interior do homem-pessoa. A sua interpretação da futura ressurreição pareceria ligar-se ao “dualismo” corpo-espírito que gera a fonte do interior “sistema de forças” no homem.

6. Este “sistema de forças” sofrerá na ressurreição mudança radical. As palavras de Paulo, que o sugerem de modo explícito, não podem, todavia, entender-se e interpretar-se no espírito da antropologia dualista (1), como procuraremos mostrar no seguimento da nossa análise. De fato, convir-nos-á dedicar ainda uma reflexão à antropologia da ressurreição, vista à luz da primeira Epístola aos Coríntios.

Notas:
1 “Paul ne tient absolument pas compte de la dichotomic grecque âme et corps… L’Apótre recourt à une sorte de trichotomic où la totalité de l’homme est corps, âme et esprit… Tous ces termes sont mouvants et la division ellemême n’a pas de frontière fixe. Il y a insistance sur le fait que le corps et l’âme sont capables d’être ‘pneumatiques’, spirituels” (B. Rigaux, Dieu l’a ressuscité. Exégèse et théologie biblique, Gembloux 1973, Duculet, pp. 406-408).
iRm 8, 23.
ii1Cor 15, 42-49.
iii1Cor 15, 47.
iv1Cor 15, 49.
vMt 22, 30; Mc 12, 25; Lc 20, 34-35.


Convidamos você a refletir sobre o tema abordado nesta catequese e tudo que vimos em nossos últimos encontros a respeito do que nos espera na vida eterna. 

Reze pedindo que o Senhor te dê um ardente desejo pelo Céu, pela Eternidade. Peça auxílio do Espírito Santo para renunciar as realidades efêmeras que te aprisionam. 

Reflita sobre o significado esponsal do nosso corpo na eternidade, somos chamados a união com Deus. 

Que Deus abençoe e nos dê a graça de um olhar voltado para o Céus. 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Texto para reflexão - A maternidade e a Teologia do Corpo





Existe algo melhor do que sentir o amor de mãe? O mês de maio é dedicado às Mães. Logo, este mês é dedicado a toda mulher que se abre a sua constituição fisiológica e espiritual conforme o desígnio de Deus. É dedicado a toda mulher que corresponde a vocação natural da maternidade, física ou espiritual.

O que de fato é ser mãe? Para entendermos um pouco mais sobre a maternidade, é preciso também refletir sobre o que é ser mulher. Hoje, há certa visão conflituosa acerca da feminilidade e em consequência da maternidade.

Para a corrente feminista, só se é mulher, de fato, quando esta abandona a "opressão" machista e patriarcal do matrimônio para se rebaixar à opressão feminista do movimento. Mulher então não pode se casar e se submeter ao marido. Mulher escolhe carreira e não filhos, mulher tem controle total e absoluto sobre o seu corpo podendo mutilá-lo, vendê-lo ou oferecê-lo de graça como fonte de prazer a quem quer que seja. Mulher é autossuficiente e não precisa viver a realidade do amor. Esta é a “verdadeira mulher”.

Para Deus a mulher é o tesouro da pureza e da santidade, da qual se pode haurir o genuíno significado da dignidade humana. Não é a toa que a mulher está no centro e no ápice da história da Salvação, na Encarnação do Verbo de Deus.

A dignidade da mulher vai além do que se pode definir com poucas palavras, a dignidade da mulher está na infinitude do coração de Deus ao pensar na mulher como “ezer” do homem (Deus deu à mulher a missão de ser socorro do Homem, independentemente de qual seja a sua necessidade física, espiritual, emocional, psicológica, profissional), ao convocá-la a disponibilidade de gerar vida no seu ethos feminino (a maternidade é constitutivo da mulher, não se pode apagar o que está inscrito pelo próprio Criador em sua alma). Embora a maternidade seja constitutivo da mulher, não se reduz a sua dignidade e identidade feminina ao aspecto biológico da procriação.

A mulher foi criada à imagem e semelhança de Deus, de um Deus que é Amor e que a formou para ser sinal do amor Dele mesmo pelo homem no mundo. Ser mulher é ser sinal de doação e vida no mundo.

Compreendendo um pouco mais sobre a dimensão do feminino, se abre uma nova perspectiva do que é ser mãe. Ser mãe é uma disposição natural, física e espiritual da mulher. Não é uma ameaça à identidade feminina como muitos pensam por aí. Ser mãe é fonte de realização e libertação, é viver a realidade do amor que dá a vida, do amor heroico e altruísta que desde o início compreende a dimensão do dom de si e se oferta integralmente ao outro.

A maternidade muda a vida de uma mulher a partir do momento da concepção. O seu corpo se prepara para acolher a vida ali dentro gerada, a suas emoções são redimensionadas e direcionadas a se tornarem mais sensíveis as necessidades do filho que cresce em seu ventre, seu psicológico se reorganiza realizando a transição de filha para mãe, de cuidada para aquela que cuida, seu espiritual se eleva em altruísmo e capacidade de pensar primeiro no outro do que em si mesma.

A maternidade realiza e atualiza diariamente na mulher o Sacrifício de Cristo. Todos os dias uma mãe vive e revive a Palavra de Salvação de Cristo “este é o meu corpo dado por vós, este é o meu sangue derramado por vós”, a mulher vive esta realidade de sacrifício e entrega de si quando diz Sim ao Matrimônio, quando diz Sim à Vida, quando diz Sim ao Amor, quando diz Sim à sua dignidade, quando diz Sim à sua identidade.

Que o olhar de carinho e admiração que Jesus lança à Sua Santíssima Mãe, Nossa Senhora, abra os olhos de todas as mulheres à beleza de sua identidade feminina.

Que o amor de Jesus por sua Virgem Mãe cure as feridas presentes nos corpos de tantas mulheres que sofreram e sofrem abusos em sua dignidade.

Que a intimidade vivida entre Jesus e Nossa Senhora conduza o coração das mulheres a extraordinária mística que são chamadas a viver com o Senhor.

Que a Gratidão de Jesus à Sua Mãe que se manteve de pé diante da Cruz reanime a capacidade de perseverança e a força das mulheres em suas lutas diárias

Comunidade Católica Gratidão

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Testemunho - Teologia do Corpo

Boa tarde!

Partilhamos com você hoje o testemunho da Laila Lima sobre a experiência dela com a Teologia do Corpo.

Esperamos por você em nossa sede amanhã às 08h30 para a manhã de formação, para que você também tenha a sua experiência!


 

O primeiro contato que tive com os temas da Teologia do Corpo (TdC) foi através da leitura do livro Amor e Responsabilidade, do então Cardeal Karol Woytila. À época, eu estava vivendo um período de discernimento antes de iniciar o meu namoro e a cada página, a cada contato com as verdades sobre o amor humano que ali eram reveladas, meu coração se encantava com a possibilidade de que tudo aquilo se tornasse um dia real em minha vida. Deus começava a usar a TdC para me curar e modelar.

A leitura era intensa, oracional; eu sentia que através dela Deus tocava no mais profundo do meu ser mulher, expondo o que era belo e também alcançando as feridas abertas pelas caricaturas de amor antes vividas. Eu precisava reaprender a me deixar ser amada para daí poder amar... Acima de tudo, percebi que Deus queria criar em mim a sensibilidade para compreender seus projetos para o amor humano, me preparando para vive-lo em corpo, alma e espírito, em todas as minhas relações. Ainda, o meu sonho de constituir uma família parecia se encontrar com o propósito de Deus de me levar a experimentar um amor livre, total, fiel e fecundo.

E é isso que hoje o estudo da TdC representa para mim: via de salvação, que me faz enxergar a beleza da minha feminilidade como algo que também contém aspectos do mistério invisível de um Deus Trino que é Amor.

A TdC me leva a me encontrar com a redenção da minha sexualidade e da minha afetividade, distorcidas pelo pecado e pela concupiscência; me faz entender o significado esponsal do meu corpo – a minha capacidade de exprimir amor e minha vocação a faze-lo através do dom total de mim mesma ao outro.

Conhecer a TdC inflama o meu coração do desejo de conversão, de renunciar diariamente ao pecado e de aprender a adorar a Deus com os meus traços femininos. Assim, como missionária, filha, irmã, amiga, namorada, peço a Deus que carregue minhas atitudes e palavras de ternura, que me ajude a buscar a modéstia que revela minha alma mais que o meu corpo, que permeie minhas relações fraternas com uma santa pureza, que exerça o seu senhorio no meu namoro ao aperfeiçoar os desejos e sustentar-nos na batalha diária para viver a castidade em sua plenitude.

Enfim, a TdC aumenta em mim a profunda alegria de ir contra a corrente e promover a revolução do amor em meio à cultura da morte que nos envolve atualmente; reafirma o sentido de viver a radicalidade do Evangelho e o ardor por dar ao mundo um testemunho de que é possível alcançar a totalidade do amor humano, revelado no masculino e no feminino, como Deus o sonhou.

Louvo a Deus pela docilidade do coração de João Paulo II, que soube acolher e transmitir este presente d’Ele ao seu povo que são os ensinamentos da TdC. E convido a cada um a mergulhar neste itinerário que o Senhor nos dá para entender e saciar o anseio do nosso coração pela comunhão com os outros e com Ele.

Laila Lima