sexta-feira, 6 de junho de 2014

Testemunho - Teologia do Corpo



A Teologia do Corpo veio como um reluzente tesouro em minha vida, em minha história.

Começo meu testemunho sobre as maravilhas que o Senhor realiza em minha vida através da Teologia do Corpo.

Eu não entendia o sentido da sexualidade e o Senhor veio me revelar o significado esponsal do corpo. Que alegria! Que grande manifestação de amor de Deus por mim! A TdC me revela que ser esponsal é ser capaz de dar amor, e que assim, eu como mulher, constituída de um corpo fui feita para amar. O que vem dar sentido à minha vida, à minha sexualidade, à minha vocação é o amor! Posso contemplar a beleza de ser mulher, constituída de dignidade e que na minha feminilidade não só posso, mas devo manifestar o meu amor pelo outro. Posso compreender hoje que amor não reduz a objeto, mas é total, fiel, livre e fecundo. Amor que faz de si dom para o outro.

E uma das coisas que muito falou ao meu coração, é que sim eu sou inteiramente do Senhor, não só minha alma, meu espírito pertencem a Ele, mas todo o meu ser, constituído e formado segundo o desejo do Pai, como uma a perfeita obra da criação. Que não há uma divisão, mas por completo (corpo e alma) minha adoração é rendida ao Senhor, onde exteriorizo, através do meu corpo o que carrego dentro de mim, em meu coração. Percebi que fui sonhada e desejada desde o princípio e assim também, me fez redescobrir amada, pois meu corpo foi sonhado e desejado, e assim sou templo do Espírito. Que sim, sou reflexo do próprio Deus, pois lá no princípio fui feita a sua imagem e semelhança.

O Senhor vem me mostrar que a vivencia da castidade não é lei, mas sim uma resposta do meu coração ao infinito que tanto anseio. A espera feliz pela realização do dom sacramental que se manifestará no meu estado de vida. Viver a castidade é ser fiel ao meu marido sem ao menos tê-lo. É ser sustentada diariamente pela alegria da espera do que há de vir, alimentada pela Sagrada Eucaristia, pois como diz São Felipe Neri: “Somente a Comunhão pode conservar puro um coração aos vinte anos. Não pode haver castidade sem Eucaristia.” Pois somente a busca constante pelo querer de Deus que pode fazer do meu coração, no auge de minha juventude, viver alegremente a castidade.

Deus vem por meio da TdC curar feridas em meu coração quanto ao amor, que eu tanto quis guardar em mim mesmo, e me faz entender diariamente, que o amor foi colocado em mim para doa-lo, me faz olhar para Cristo e contemplar a maior prova de amor doado e entregue. Um amor que não se conteve nem se limitou, mas doou-se inteiramente por mim e por toda a humanidade.

Ainda sim, com tudo que o Senhor realizou em minha vida durante esse tempo de formação, tenho a graça de concluir minha partilha nas oitavas de Páscoa, tempo que com muita alegria em meu coração, com o  grito de Glória que ainda ressoa dentro de mim, declaro as maravilhas dadas por Cristo a mim pela sua Redenção. A alegria própria de quem no seu próprio corpo pode contemplar a Salvação de Deus. Que foi pela concepção, vida, morte e ressurreição do próprio Deus que se fez homem, pode nos redimir, nós homens feridos pelo pecado inserido ao mundo, e um  Deus tão rico em amor e misericórdia que hoje cumpri suas promessas em minha vida. A alegria de saber que sim, o meu corpo entra pela porta da frente da teologia a partir do momento que Cristo se encarnou e viveu como totalmente homem e totalmente Deus. Percebo que hoje em minha vida, tudo há um novo sentido, e que realmente a Teologia do corpo veio, me curar e me levar a compreender que com meu corpo vivo a redenção trazida por Cristo, dada a mim pela Cruz. Posso gritar, em alta voz, RESSUSCITOU, do abismo da morte me salvou, abrindo para mim a porta, dando-me a esperança do lugar onde também o contemplarei em perfeita união, de meu corpo e alma.

O que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que ele fez em meu favor? Por toda a obra de Salvação de Deus em minha vida, rendo toda minha Gratidão, Àquele que tudo fez em meu favor! E assim concluo minha partilha, bendizendo a Deus não só com palavras, mas contemplando-O com todo o meu corpo, minha alma e meu coração. E assim ser sempre, inteiramente, uma resposta de gratidão a Ele.
Nathália Souza

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