quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

A contemplação que salva!





Ontem, ao final de tarde, eu caminhava para a Igreja para participar da Santa Missa e no caminho observava tudo que estava ao meu redor. Até que algo me chamou atenção: o canto de um passarinho que ali estava. O canto do pássaro me encantava, procurei encontrá-lo nas árvores que haviam próximo à Igreja, mas não achei. Não encontrei nem as árvores, nem sequer o pássaro. Tal situação gerou em mim incômodo, eu não encontrava mais as árvores que antes haviam ali e não encontrava o propulsor de tal canto que me encantara.
 
Olhando para a pista, que alegria: lá estava o passarinho cantando o seu belo canto, mas o mais incrível é que ele estava no meio do asfalto, longe de seu habitat original, onde ele foi criado para estar. 

Essa situação me levou a oração. Recordei que vivo o tempo do Advento, tempo propício para a conversão, espera por Aquele que há de vir, de preparar o coração para a chegada... E como gosto deste tempo! 

Pensei: o passarinho só está cantando abrigado no asfalto porque ele não encontra mais o seu lar, seu local de origem, as árvores. 

Pedi para que o Senhor não permitisse que eu derrubasse minhas árvores onde Ele quer se abrigar, e que as árvores já derrubadas por minhas próprias construções, por minhas próprias vontades, Ele, por sua graça, neste tempo, plantasse novamente, para que cresça até a sua chegada.

Ao ver aquele passarinho no asfalto queria ser uma árvore para ele como quero ser para Jesus um ninho de amor.

Deus hoje renovou a minha confiança na graça, pois ainda há tempo de arrumar o celeiro, a manjedoura, de plantar a árvore. Ele renovou a confiança e a certeza que ele quer vir para morar em meu coração, fazer de mim seu lar. Ele, meu pássaro do amor, que canta belas melodias encantadoras a minha alma rendida. Ele afirma que quer esconder-se em minha árvore ainda ressequida, pequena.

E esta certeza inflama o meu coração no desejo do recomeço, mas com Ele, pois é o próprio Jesus que planta, rega.

E diante de tudo que o Senhor realiza não há mais o que pedir senão: Vem Jesus! Vem mesmo na árvore ressequida, pois quero começar de novo, mas começar contigo! Vem Amado para ficar! Vem porque preciso de Ti! Vem porque está alma anseia por Ti! Vem meu Senhor, não tenho belos cetros para Ti, mas tem um coração que deseja ser dócil a tua vontade.

Maria Clara Ribeiro
Comunidade Católica Gratidão

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