quinta-feira, 11 de junho de 2015

Testemunho - Teologia do Corpo




“Se eu tivesse que dar uma medalha de ouro a um general que ganhou uma guerra ou a um jovem que vive a castidade, eu a daria para esse último.” (Tiamer Toth)


Eu e o Guilherme namoramos há 5 anos. Nos conhecemos no ano de 2007 na Universidade de Brasília, mais especificamente no curso de Pedagogia. Além das inúmeras afinidades, tínhamos em comum a religião, o amor a Deus e a dedicação à Igreja. Após um período de afastamento, afastamento esse que serviu para nos mostrar que o tempo de Deus é diferente do nosso tempo e que nos ensinou também a valorizar a presença um do outro, começamos a namorar no ano de 2010.

Com o passar do tempo, foram surgindo as dúvidas de como seguir o que Cristo nos ensinou e o que a Santa Igreja nos pede em um mundo que prega o relativismo, onde tudo é permitido, quase nada tem valor, inclusive o amor, ou a falsa ideia do que é o amor. Ficamos noivos no ano de 2012 e com isso novas experiências nessa fase, novos questionamentos, novos objetivos, objetivos estes que serão traçados juntos, com a mesma direção do olhar.

Novamente, novos questionamentos: “Como seguir o que Cristo nos pede, se a todo momento somos chamados ao comodismo?”. Lembro-me de uma vez que, conversando com o Guilherme, nos perguntamos: “como será nossa família?” “Ah, quero ter, no máximo, 2 filhos”. “E como faremos para “evitar” os outros filhos”, “Ah, usaremos preservativo, é assim que todo mundo fala para fazer”. “E a castidade, para quê viver a castidade?” “A Igreja proíbe o ato conjugal antes do casamento porque ela é contra tudo”. Ok! Questionamentos feitos, mas sem resposta, e o coração sabia profundamente que aquele não era o caminho, não era o caminho desejado por Deus desde o início.                                                                                                                                            
Foram praticamente 3 anos sem resposta, sem direcionamento. Mais uma vez era Deus nos ensinando a esperar pelo tempo Dele. Deus na sua infinita misericórdia nos mostrou o caminho. Em 12 de dezembro de 2014, Deus nos mostrou pela primeira vez qual era a Sua vontade desde o início. Nesse mês, vimos um anúncio numa rede social que tinha a imagem de São João Paulo II e que convidava para uma formação sobre Teologia do Corpo voltada para casais. Já tínhamos ouvido falar, mas muito pouco, quase que insignificante sobre o assunto. Eram 3 dias de formação (sexta, sábado e domingo). Na sexta-feira fui sozinha (o Guilherme não pôde ir nesse dia) e foi exatamente nesse dia que descobri que realmente o amava de verdade, segundo os planos de Deus. Os palestrantes colocaram um depoimento de um jovem que dizia mais ou menos assim: “Não posso viver sem ela, não quero que ela fique com ninguém além de mim...”. E no decorrer da palestra foi falado que isso não era amor, era utilitarismo. O verdadeiro amor não toma posse do outro. O verdadeiro amor deseja que a pessoa seja feliz, independente se for comigo ou com outro (a), porque somente Cristo poderá preencher a parte que lhe falta. Chegando em casa, liguei para o Guilherme e disse: “Amor, depois de 5 anos só hoje descobri que te amo de verdade”. Foi uma situação engraçada, mas verdadeira.

A partir desses três dias de formação nos apaixonamos pela Teologia do Corpo. Deus foi nos dando respostas a cada pergunta que nosso coração desejava, começamos a estudar mais sobre o assunto e tudo, exatamente tudo, fazia mais sentido. Mudamos nosso modo de pensar e viver. Hoje, sabemos o porquê de a Igreja recomendar que o ato conjugal deva ser realizado somente no sacramento do matrimônio, e não apenas porque foi imposta uma regra e por isso devemos segui-la.

Hoje, se buscamos viver a castidade, vivemos por amor, porque sabemos que o amor verdadeiro é Livre, Total, Fiel e Fecundo. E isso só ocorrerá verdadeiramente dentro do sacramento. Assim como Jesus se entregou à sua Igreja por amor, os esposos, fazendo uma analogia a esse gesto de Cristo, devem se entregar verdadeiramente  um ao outro no matrimônio.


A Teologia do Corpo nos ensinou e nos ensina a amar e a não utilizar o outro; a amar a pessoa como criação divina; a maravilhar-se com as coisas de Deus. Estamos indo contra a corrente. Hoje, nos perguntam: “e aí, quantos filhos vão ter?”. E a nossa resposta é: somente Deus sabe. Não vamos planejar uma quantidade X de filhos porque a sociedade impõem aquilo como certo. A única coisa que sabemos é que tudo acontece de acordo com a vontade Dele e no tempo Dele. Outra pergunta bastante frequente é: Como vocês conseguem viver essa “tal” de castidade? E a nossa resposta é: A castidade não é algo para ser fácil! Ela tem que ser difícil, pois no amor nada é fácil. Vivemos a castidade não apenas porque ela é bonita, mas porque ela é fundamental ao amor.

Priscila e Guilherme



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