segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Santo André, Apóstolo . Festa

Cor: Vermelho

Antífona de entrada:

Junto ao mar da Galiléia, viu o Senhor dois irmãos: Pedro e André, que pescavam. Ele os chamou: Vinde comigo; eu vos farei, de hoje em diante, pescadores de homens (Mt 4,18s).

Oração do dia

Nós vos suplicamos, ó Deus onipotente, que o apóstolo santo André, pregador do Evangelho e pastor da vossa Igreja, não cesse no céu de interceder por nós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura - Rm 10,9-18

A fé vem da pregação e a pregação se faz pela palavra de Cristo.Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 10,9-18
Irmãos:
9 Se, com tua boca, confessares Jesus como Senhor
e, no teu coração,
creres que Deus o ressuscitou dos mortos,
serás salvo.
10 É crendo no coração que se alcança a justiça
e é confessando a fé com a boca
que se consegue a salvação.
11 Pois a Escritura diz:
"Todo aquele que nele crer não ficará confundido".
12 Portanto, não importa a diferença
entre judeu e grego;
todos têm o mesmo Senhor,
que é generoso para com todos os que o invocam.
13 De fato, todo aquele que invocar o Nome do Senhor
será salvo.
14 Mas, como invocá-lo, sem antes crer nele?
E como crer, sem antes ter ouvido falar dele?
E como ouvir, sem alguém que pregue?
15 E como pregar, sem ser enviado para isso?
Assim é que está escrito:
"Quão belos são os pés dos que anunciam o bem".
16 Mas nem todos obedeceram à Boa-nova.
Pois Isaías diz:
"Senhor, quem acreditou em nossa pregação?"
17 Logo, a fé vem da pregação
e a pregação se faz pela palavra de Cristo.
18 Então, eu pergunto:
Será que eles não ouviram?
Certamente que ouviram,
pois "a voz deles se espalhou por toda a terra,
e as suas palavras chegaram aos confins do mundo".
Palavra do Senhor.

domingo, 29 de novembro de 2015

1º DOMINGO Advento

Cor: Roxo

Antífona de entrada:

A vós, meu Deus, elevo a minha alma. Confio em vós, que eu não seja envergonhado! Não se riam de mim meus inimigos, pois não será desiludido quem em vós espera (Sl 24,1ss).

Oração do dia

Ó Deus todo-poderoso, concedei a vossos fiéis o ardente desejo de possuir o reino celeste, para que, acorrendo com as nossas boas obras ao encontro do Cristo que vem, sejamos reunidos à sua direita na comunidade dos justos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura - Jr 33,14-16

Farei brotar de Davi a semente da justiça.Leitura do Livro do Profeta Jeremias 33,14-16
14 'Eis que virão dias, diz o Senhor,
em que farei cumprir a promessa de bens futuros
para a casa de Israel e para a casa de Judá.
15 Naqueles dias, naquele tempo,
farei brotar de Davi a semente da justiça,
que fará valer a lei e a justiça na terra.
16 Naqueles dias, Judá será salvo
e Jerusalém terá uma população confiante;
este é o nome que servirá para designá-la:
'O Senhor é a nossa Justiça'.'
Palavra do Senhor.

sábado, 28 de novembro de 2015

Sábado da 34ª Semana Tempo Comum

Cor: Verde

Antífona de entrada:

O Senhor fala de paz a seu povo e a seus amigos e a todos o que se voltam para ele (Sl 84,9).

Oração do dia

Levantai, ó Deus, o ânimo dos vossos filhos e filhas, para que, aproveitando melhor as vossas graças, obtenham de vossa paternal bondade mais poderoso auxílio. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura - Dn 7,15-27

Seja dado o reino e o poder ao povo dos santos do Altíssimo
Leitura da Profecia de Daniel 7,15-27 15
Fiquei chocado em meu íntimo:
eu, Daniel, fiquei aterrorizado com estas coisas,
e as visões da imaginação me deixaram perturbado.
16 Aproximei-me de um dos presentes
e pedi-lhe que me desse explicações
sobre o significado de tudo aquilo.
Respondeu-me,
fazendo-me conhecer a interpretação das coisas:
17 Estes quatro possantes animais são quatro reinos
que surgirão na terra;
18 mas os que receberão o reino,
são os santos do Altíssimo;
eles ficarão de posse do reino
por todos os séculos, eternamente.`
19 Depois, quis ser mais bem informado
a respeito do quarto animal,
que era bastante diferente dos outros
e o mais terrível de todos,
com seus dentes de ferro e garras de bronze,
sempre devorando e triturando,
e calcando aos pés o que restava;
20 e ainda a respeito dos dez chifres
que tinha na cabeça,
e sobre o outro que nascera
e fizera cair outros três,
sobre o chifre que tinha olhos e boca,
e que fazia ouvir uma fala forte,
e era maior que os outros.
21 Eu continuava a olhar,
e eis que este chifre combatia contra os santo e vencia,
22 até que veio o Ancião de muitos dias
e fez justiça aos santos do Altíssimo,
e chegou o tempo
para os santos entrarem na posse do reino.
23 Respondeu-me assim:
'O quarto animal
é um quarto reino que surgirá na terra,
e que será maior do que todos os outros reinos;
há de devorar a terra inteira,
espezinhá-la e esmagá-la.
24 Quanto aos dez chifres do reino,
serão dez reis;
um outro surgirá depois deles,
e este será mais poderoso do que seus antecessores,
e abaterá os três reis,
25 e articulará insolências contra o Altíssimo
e perseguirá seus santos
e se julgará em condições de mudar os tempos e a lei;
os santos serão entregues ao seu arbítrio por um tempo,
por tempos e por um meio-tempo;
26 o tribunal se estabelecerá,
e ao chifre será tirado o poder,
até ser destruído e desaparecer para sempre;
27 e então, que seja dado o reino,
o poder e a grandeza dos reinos
que existem sob o céu
ao povo dos santos do Altíssimo,
cujo reino é um reino eterno,
e a quem todos os reis servirão
e prestarão obediência.'
Palavra do Senhor. 

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

6ª-feira da 34ª Semana Tempo Comum

Cor: Verde


Antífona de entrada

O Senhor fala de paz a seu povo e a seus amigos e a todos o que se voltam para ele (Sl 84,9).

Oração do dia

Levantai, ó Deus, o ânimo dos vossos filhos e filhas, para que, aproveitando melhor as vossas graças, obtenham de vossa paternal bondade mais poderoso auxílio. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura - Dn 7,2-14

Eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem.
Leitura da Profecia de Daniel 7,2-14 
Eu, Daniel,
2 'Tive uma visão durante a noite;
eis que os quatro ventos do céu
revolviam o vasto mar,
3 e quatro grandes animais,
diferentes uns dos outros,
emergiam do mar.
4 O primeiro era semelhante a um leão,
e tinha asas de águia;
ainda estava olhando,
quando lhe foram arrancadas as asas;
ele foi erguido da terra e posto de pé como um homem,
e foi-lhe dado um coração de homem.
5 Eis que surgiu outro animal, o segundo,
semelhante a um urso,
que estava erguido pela metade
e tinha três costelas nas fauces entre os dentes;
ouvia-se dizer: 'Vamos, come mais carne.`
6 Continuei a olhar,
e eis que assomou outro animal,
semelhante a um leopardo;
tinha no dorso quatro asas de ave,
e havia no animal quatro cabeças.
E foi-lhe dado poder.
7 Depois, eu insistia em minha visão noturna,
e eis que apareceu o quarto animal,
terrível, estranho e extremamente forte;
com suas dentuças de ferro, tudo devorava e triturava,
calcando aos pés o que sobrava;
era bem diferente dos outros animais que eu vi antes,
e tinha dez chifres.
8 Eu observava estes chifres,
e eis que apontou entre eles outro chifre pequeno,
e, em compensação,
foram arrancados três dos primeiros chifres;
e eis que neste chifre pequeno
havia uns olhos como olhos de homem
e uma boca que fazia ouvir uma fala muito forte.
9 Eu continuava olhando
até que foram colocados uns tronos,
e um Ancião de muitos dias aí tomou lugar.
Sua veste era branca como neve
e os cabelos da cabeça, como ló pura;
seu trono eram chamas de fogo,
e as rodas do trono, como fogo em brasa.
10 Derramava-se aí um rio de fogo
que nascia diante dele;
serviam-no milhares de milhares,
e milhões de milhões assistiam-no ao trono;
foi instalado o tribunal
e os livros foram abertos.
11 Eu estava olhando para o lado das palavras fortes
que o mencionado chifre fazia ouvir,
quando percebi que o animal tinha sido morto,
e vi que seu corpo fora feito em pedaços
e tinha sido entregue ao fogo para queimar;
12 percebi também que aos restantes animais
foi-lhes tirado o poder,
sendo-lhes prolongada a vida por certo tempo.
13 Continuei insistindo na visão noturna,
e eis que, entre as nuvens do céu,
vinha um como filho de homem,
aproximando-se do Ancião de muitos dias,
e foi conduzido à sua presença.
14 Foram-lhe dados poder, glória e realeza,
e todos os povos, nações e línguas o serviam:
seu poder é um poder eterno
que não lhe será tirado,
e seu reino, um reino que não se dissolverá.
Palavra do Senhor. 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Mais de 200 hóstias profanadas em exposição sacrílega na Espanha

Um fiel leigo conseguiu recuperar o Corpo do Senhor, mas Abel Azcona, autor da obra sacrílega, protestou e prometeu repor a sua exposição “com mais hóstias consagradas”. O poço da impiedade realmente não tem fundo.


  
"Assisti a 242 eucaristias (sic) e com as hóstias consagradas guardadas formei a palavra #Pederastia". Foi o que publicou em seu Twitter o "artista" espanhol Abel Azcona, no dia 2 de agosto de 2015. Para comprovar o crime, no dia 22 de novembro, ele postou em sua mesma conta "imagens de câmera oculta com a 'recolhida' de hóstias 'consagradas' em igrejas de #Navarra e #Madri".

Em resposta à profanação, católicos se reuniram dia 24 de novembro, no interior e do lado de fora da Sala de Exposições Conde Rodezno, do município de Pamplona, onde a obra sacrílega estava sendo exibida. Um leigo já tinha entrado no edifício e levado as hóstias para um lugar seguro, sob os protestos de Azcona, que prometera repor a sua obra "com mais hóstias consagradas". Agora, no lugar, só estão as fotos da blasfêmia. A arquidiocese já marcou celebrações em desagravo pela violação e pelo desrespeito ao Santíssimo Sacramento.

Enquanto isso, sob o pretexto de defender a "liberdade de expressão e de criação artística", o Parlamento de Navarra se nega a condenar a profanação. "A arte é um direito de expressão, muitas vezes para provocar, quer se goste quer não", disse um parlamentar socialista.

Uma mente perturbada

O autor da peça sacrílega, Abel Azcona, é um homem perturbado, para dizer o mínimo. É o que se depreende, em primeiro lugar, da pequena biografia que ele escreve de si, em seu perfil no site Vimeo:

"Sua exploração artística considerada altamente biográfica retrata a sua própria infância, experiências marcantes de abuso, abandono e maus tratos, sendo sua mãe biológica uma referência chave de sua experiência e, portanto, de sua profissão artística. O sentimento de abandono experimentado pela primeira vez por causa de sua mãe, que era prostituta, e sua passagem por múltiplos orfanatos, instituições mentais e diferentes lares adotivos, são determinantes para a maneira como Azcona se expressa. A sua experiência de vida, marcada por drogas, prostituição e várias tentativas de suicídio durante a sua adolescência, estão ligadas à sua criação e, por isso, ele não hesita em compartilhá-las com os expectadores por meio da sua obra. Em seus trabalhos sobre essa intimidade, Azcona é conhecido por experimentar dor e resistência física, expondo-se a espancamentos, intoxicações, agressões e várias torturas tanto físicas quanto psicológicas, sem medo de confrontar a si mesmo. Ele assegura que quando pratica autoagressão, é sua própria escolha alterar a forma do seu corpo, em oposição a uma criança ou mulher abusada, sem chances de decidir."

É o que se conclui, afinal, quando se toma nota de sua exposição chamada "Empatia e prostituição", uma peça "onde o artista pratica prostituição com o seu próprio corpo de várias formas". Em uma das vezes em que se prostituiu, Azcona consumiu altas quantidades de álcool e drogas para esquecer os "intercâmbios sexuais". Resultado: teve que ser internado – "uma vez mais", ele conta – em uma clínica psiquiátrica. Sem arrependimentos, nem remorsos.

É essa alma profundamente deprimida e amargurada a autora dos sacrilégios de Pamplona.

Quem deveria chorar, aplaude

O estado em que se encontra a alma desse "artista" denuncia o organismo doente que é a sociedade europeia, tendo abandonado Deus e os valores que moldaram a sua civilização. Alguns séculos atrás, o sacramento da Eucaristia era retratado pelos pintores com as mais belas formas artísticas. A hóstia consagrada estava sempre encerrada em um recipiente digno, ostentada por um anjo, reinando gloriosa sobre os homens. Só sobre a Última Ceia, foram inúmeras as obras produzidas, uma mais bela que a outra.

Agora, tragicamente, o escárnio é o mainstream. "Blasfêmia", "profanação" e "sacrilégio" são vocábulos empoeirados, de um tempo em que a Europa tinha religião. Hoje, eles já não significam nada, nem para Azcona, nem para a turba anticlerical, que aplaude as suas bizarrices na Internet e zomba da fé católica.

A cena a evocar é a de um cego, atirando para todos os lados, sem saber se está acertando o inimigo ou os próprios companheiros. A ordem é destruir, mesmo que seja o próprio galho no qual se está sentado. Os europeus não conseguem enxergar que é justamente por abandonarem a sua raiz e identidade cristãs que a sua casa está do jeito que está – imersa em uma crise sem solução ou previsão de término. O terrorismo bate à porta, mas a única coisa que algumas pessoas conseguem fazer é rir e brincar sobre as ruínas das suas cidades.

A analogia da guerra não é exagerada. É justamente esse o clima em que vive a Europa hoje, especialmente depois dos recentes atentados ocorridos na França.

Outra guerra, no entanto, de ordem cultural, preparou o terreno para todo esse caos. O "multiculturalismo", tão louvado pelas classes intelectuais, é apenas uma palavra bonita para o que Joseph Ratzinger chamava de "relativismo", a ideia ilógica e destrutiva de que tudo é relativo e de que não há nem verdade, nem bondade, nem beleza absolutas. Admite-se, ao contrário, uma liberdade total e ilimitada: de desrespeitar a fé e os valores alheios, de viver uma vida louca e amargurada, e até de matar os próprios filhos – pois é disso que se trata a defesa e a promoção do aborto.

É verdade que, para Azcona e boa parte da Europa pagã, a religião não é mais que um muro a restringir as suas "liberdades". A decadência que eles experimentam, todavia, prova justamente o contrário: a religião de um lugar é uma muralha a proteger os seus habitantes. Sem ela, os homens só estão livres para se autodestruírem.

Um crime para acordar o nosso amor

A profanação de Pamplona deve acender o alerta de todos os católicos para o valor do sacramento da Eucaristia. Além de suscitar o nosso repúdio e indignação, esse crime precisa acordar o nosso amor, fazendo cessar um fenômeno que acontece todos os dias em nossas igrejas, sem que ninguém se manifeste ou ouse protestar. Seu nome é desleixo.

Primeiro, porque, se os sacerdotes tomassem os devidos cuidados para distribuir adequadamente a Comunhão, dificilmente um criminoso se apropriaria das espécies sagradas para fazer o que fez. Ao contrário, as hóstias consagradas passam pelas mãos dos fiéis como se fossem um alimento qualquer e ninguém vigia o modo como o Senhor está sendo recebido pelas pessoas. Isso sem falar das inúmeras comunhões sacrílegas que acontecem às escuras, com Jesus sendo maltratado pelos membros de Sua própria família.

Tanta indiferença só permite concluir uma das duas coisas: ou nós, católicos, perdemos o temor de Deus ou deixamos de crer na presença real de Jesus na Eucaristia. Porque não é possível que, estando o próprio Deus presente no Santíssimo Sacramento do altar, continuemos a tratá-Lo com tanta frieza e irreverência; que, sabendo da dignidade de tão grande mistério, ousemos nos aproximar da Comunhão em pecado mortal, participando simultaneamente da mesa do Senhor e da mesa dos demônios (cf. 1 Cor 10, 21)!

Contra o sacrilégio de Pamplona, é preciso ir além do protesto público e resgatar uma autêntica devoção eucarística dentro da Igreja. Nosso Senhor não quer simplesmente uma multidão que O comungue (por comungar), mas uma legião que O adore, "em espírito e em verdade" (Jo 4, 23): almas de oração que queiram amá-Lo, substancialmente presente na hóstia consagrada, e consolar o Seu Coração ofendido pela ingratidão e pelos pecados dos homens. Para isso, também nós precisamos da conversão e do espírito dos grandes amantes da Eucaristia: os santos e santas de Deus.

O sangue de São Tarcísio – que um dia banhou o território europeu, defendendo a honra do Santíssimo Sacramento – desperte os católicos do mundo inteiro para o amor e a adoração reparadora ao Corpo e Sangue de Cristo, e interceda também pela alma de Abel Azcona e de todos os europeus, para que se convertam e redescubram depressa a grandeza que se esconde sob o véu desse tão sublime sacramento.

"Os navarros e os católicos de todo o mundo Te adoram, Senhor!"



P.S.: Clique aqui para assinar o abaixo-assinado pedindo o fim dessa exposição blasfema na cidade de Pamplona.

Perfume dos Santos


Neste sábado encerraremos o ciclo de 2015 do curso Perfume dos Santos com a história dos recém canonizados Santos Luís e Zélia Martin, os pais de Santa Teresinha!

São Luís e Santa Zélia foram canonizados no Sínodo para as Famílias. A Igreja assim demonstra desejo profundo de que as famílias sejam santas e gerem filhos para a glória de Deus.

Venha participar do curso e aprender um pouco mais sobre o desejo de Deus para a humanidade e para você em particular!

Você pode fazer a inscrição pelo link: https://goo.gl/bzZAFa

Informações do curso:
Dia 31/10 - Santa Teresinha 
Dia 14/11 - Santa Gianna 
Dia 28/11 - Santos Luís e Zélia Martin (pais de Santa Teresinha)


Horário: 09h a 12h 
Valor: 20,00 (referente a todos os encontros)

Endereço: SMT Conjunto 12 Casa 03 - Taguatinga


5ª-feira da 34ª Semana Tempo Comum

Cor: Verde

Antífona de entrada:

O Senhor fala de paz a seu povo e a seus amigos e a todos os que se voltam para ele (Sl 84,9).

Oração do dia

Levantai, Ó Deus, o ânimo dos vossos filhos e filhas, para que, aproveitando melhor as vossas graças, obtenham de vossa paternal bondade mais poderosos auxílios. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura - Dn 6,12-28

O meu Deus enviou seu anjo e fechou a boca dos leões.
Leitura da Profecia de Daniel 6,12-28 Naqueles dias:
12 Aproximaram-se, pois, aqueles homens
e encontraram Daniel orando
e fazendo preces a seu Deus.
13 Foram ter com o rei
e falaram a propósito do decreto:
'Ó rei, acaso não assinaste um decreto
segundo o qual toda pessoa que, nos próximos trinta dias,
diria oração a qualquer divindade ou homem
que não sejas tu, ó rei,
seria atirada na cova dos leões?'
O rei respondeu:
'O que dizeis, é verdade,
como manda a lei dos medos e persas,
e que não se pode violar.'
14 Então eles disseram perante o rei:
'Daniel, um dos cativos de Judá,
não fez caso de ti, ó rei,
nem do decreto que assinaste,
mas três vezes por dia
ele faz suas preces e orações.'
15 Ao ouvir isto,
o rei ficou muito desapontado,
e tomou a resolução de salvar Daniel,
empenhando-se em libertá-lo antes do pôr-do-sol.
16 Mas aqueles homens instaram com o rei e disseram:
'Não te esqueças, ó rei,
de que é lei dos medos e persas
que não se pode mudar nenhum decreto
que o rei tenha promulgado.'
17 Então o rei deu ordem para buscar Daniel
e lançá-lo na cova dos leões.
E disse a ele:
'O teu Deus, a quem prestas culto com perseverança,
haverá de salvar-te.'
18 Trouxeram uma pedra
e colocaram-na sobre a boca da cova,
que o rei marcou com seu anel e os dos grandes da corte,
para que nada se tentasse contra Daniel.
19 O rei retirou-se para o palácio e foi dormir sem cear,
e não quis que lhe trouxessem comida;
além disso, não conseguiu conciliar o sono.
20 Ao raiar do dia, levantou-se o rei
e foi apressadamente à cova dos leões;
21 aproximando-se da cova,
chamou por Daniel com voz aflita,
e disse:
'Daniel, servo do Deus vivo,
teu Deus, a quem prestas culto com perseverança,
pôde salvar-te do leões?'
22 E Daniel respondeu ao rei:
'Ó rei, vive para sempre!
23 O meu Deus enviou seu anjo
e fechou a boca dos leões;
os leões não me fizeram mal,
porque, na presença dele,
foi provada a minha inocência;
tampouco pratiquei qualquer crime
contra ti, ó rei.'
24 Com isso, alegrou-se grandemente o rei;
e mandou tirar Daniel da cova;
quando o retiraram, nenhuma lesão mostrava ele,
porque acreditara em seu Deus.
25 O rei mandou vir os homens que acusaram Daniel,
e os fez lançar na cova dos leões,
juntamente com seus filhos e suas mulheres;
estes não tinham chegado ao fundo da cova,
e já os leões caíam sobre eles,
esmagando-lhes os ossos.
26 Então o rei Dario
escreveu a todos os povos, nações e línguas
que habitavam a terra:
'Que vossa paz se multiplique.
27 Está decretado por mim que,
em todo o território do meu império,
todos respeitem e temam o Deus de Daniel:
ele é o Deus vivo
que permanece para sempre,
seu reino não será destruído
e seu poder durará eternamente;
28 ele é o libertador e o salvador,
que opera sinais e maravilhas
no céu e na terra.
Foi ele quem salvou Daniel
das garras dos leões!'
Palavra do Senhor. 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

4ª-feira da 34ª Semana Tempo Comum


Cor: Verde

Antífona de entrada:

O Senhor fala de paz a seu povo e a seus amigos e a todos o que se voltam para ele (Sl 84,9).

Oração do dia

Levantai, ó Deus, o ânimo dos vossos filhos e filhas, para que, aproveitando melhor as vossas graças, obtenham de vossa paternal bondade mais poderoso auxílio. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo

1ª Leitura - Dn 5,1-6.13-14.16-17.23-28

Apareceram dedos de mão humana que iam escrevendo.
Leitura da Profecia de Daniel 5,1-6.13-14.16-17.23-28
Naqueles dias:
O rei Baltasar ofereceu um grande banquete
aos mil dignitários de sua corte,
tomando vinho em companhia deles.
2 Já embriagado,
Baltasar mandou trazer os vasos de ouro e prata,
que seu pai Nabucodonosor
tinha tirado do templo de Jerusalém,
para beberem deles o rei e os grandes do reino,
suas mulheres e concubinas.
3 Foram, pois, trazidos os vasos de ouro e prata,
retirados do templo de Jerusalém,
e deles se serviram o rei e os grandes do reino,
suas mulheres e concubinas;
4 bebiam vinho
e engrandeciam seus deuses de ouro e prata,
de bronze e ferro, de madeira e pedra.
5 Naquele mesmo instante,
apareceram dedos de mão humana
que iam escrevendo, diante do candelabro,
sobre a superfície da parede do palácio,
e o rei via os dedos da mão que escrevia.
6 Alterou-se o semblante do rei,
confundiram-se suas idéias
e ele sentiu vacilarem os ossos dos quadris
e tremerem os joelhos.
13 Então Daniel foi introduzido à presença do rei,
e este lhe disse:
'És tu Daniel, um dos cativos de Judá,
trazidos de Judá pelo rei, meu pai?
14 Ouvi dizer que possuis o espírito dos deuses,
e que em ti se acham ciência,
entendimento e sabedoria em grau superior.
16 Ora, ouvi dizer também
que sabes decifrar coisas obscuras
e deslindar assuntos complicados;
se, portanto, conseguires ler o escrito
e dar-me sua interpretação,
tu te vestirás de púrpura,
e levarás ao pescoço um colar de ouro,
e serás o terceiro homem do reino.'
17 Em resposta, disse Daniel perante o rei:
'Fiquem contigo teus presentes
e presenteia um outro com tuas honrarias;
contudo, vou ler, ó rei, o escrito
e fazer-te a interpretação.
23 Tu te levantaste contra o Senhor do céu;
os vasos de sua casa foram trazidos à tua presença
e deles bebestes vinho, tu e os grandes do reino,
suas mulheres e concubinas;
ao mesmo tempo, celebravas os deuses de prata e ouro,
de bronze e ferro, de madeira e pedra,
deuses que não vêem nem ouvem, e nada entendem,
- e ao Deus, que tem em suas mãos
tua vida e teu destino,
não soubeste glorificar.
24 Por isso, foram mandados por ele os dedos da mão,
que fez este escrito.
25 Assim se lê o escrito que foi traçado:
mâne, técel, pársin.
26 E esta é a explicação das palavras:
mâne: Deus contou os dias de teu reinado
e deu-o por concluído;
27 técel: foste pesado na balança,
e achado com menos peso;
28 pársin: teu reino foi dividido
e entregue aos medos e persas.'
Palavra do Senhor. 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

3ª-feira da 34ª Semana Tempo Comum

Sto. André Dung-Lac Presb e Comps. Mts, memória
Cor: Vermelho

Antífona de entrada:

A cruz de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser a nossa glória: nele está nossa vida e ressurreição; para os salvos, como nós, ela é poder de Deus (Gl 6,14; 1Cor 1,18).

Oração do dia

Ó Deus, fonte e origem de toda paternidade, que destes aos santos mártires André e seus companheiros serem fiéis à cruz do vosso filho até a efusão do sangue, concedei, por sua intercessão, que, propagando o vosso amor entre os irmãos, possamos ser chamados vossos filhos e filhas e realmente o sejamos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura - Dn 2,31-45

O Deus do céu suscitará um reino que nunca será destruído; antes, esmagará e aniquilará todos esses reinos.
Leitura da Profecia de Daniel 2,31-45
Naqueles dias, disse Daniel a Nabucodonosor:
31 Tu, ó rei,
olhavas, e pareceu-te ver uma estátua grande,
muito alta, erguida à tua frente,
de aspecto aterrador.
32 A cabeça da estátua era de ouro fino,
peito e braços eram de prata,
ventre e coxas, de bronze;
33 sendo as pernas de ferro,
e os pés, parte de ferro e parte de barro.
34 Estavas olhando, quando uma pedra,
sem ser empurrada por ninguém,
se desprendeu de algum lugar,
e veio bater na estátua,
em seus pés de ferro e barro,
fazendo-os em pedaços;
35 então, a um só tempo,
despedaçaram-se ferro, barro, bronze, prata e ouro,
tudo ficando como a palha miúda das eiras, no verão,
que o vento varre sem deixar vestígios;
mas a pedra que atingira a estátua
transformou-se num grande monte
e encheu toda a terra.
36 Este foi o sonho;
vou dar também a interpretação, ó rei,
em tua presença.
37 Tu és um grande rei,
e o Deus do céu te deu a realeza,
o poder, a autoridade e a glória;
38 ele entregou em tuas mãos os filhos dos homens,
os animais do campo e as aves do céu,
onde quer que habitem,
e te constituiu senhor de todos eles:
tu és a cabeça de ouro.
39 Depois de ti, surgirá outro reino,
que é inferior ao teu,
e ainda um terceiro, que será de bronze,
e dominará toda a terra.
40 O quarto reino será forte como ferro;
e assim como o ferro tudo esmaga e domina,
do mesmo modo, à semelhança do ferro,
ele esmagará e destruirá todos aqueles reinos.
41 Viste os pés e dedos dos pés,
parte de barro e parte de ferro,
porque o reino será dividido;
terá a força do ferro,
conforme viste o ferro misturado com barro cozido.
42 Viste também que os dedos dos pés
eram parte de ferro e parte de barro,
porque o reino em parte será sólido
e em parte quebradiço.
43 Quanto ao ferro misturado com barro cozido,
haverá de certo ligações por via de casamentos,
mas sem coesão entre as partes,
assim como o ferro não faz liga com o barro.
44 No tempo desses reinos,
o Deus do céu suscitará um reino
que nunca será destruído,
um reino que não passará a outro povo;
antes, esmagará e aniquilará todos esses reinos,
e ele permanecerá para sempre.
45 Quanto à pedra
que, sem ser tocada por mãos,
se desprendeu do monte
e despedaçou o barro cozido,
o ferro, o bronze, a prata e o ouro,
o grande Deus faz saber ao rei
o que acontecerá depois, no futuro.
O sonho é verdadeiro, e sua interpretação, fiel'.
Palavra do Senhor. 

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

2ª-feira da 34ª Semana Tempo Comum

Cor: Verde

Antífona de entrada:

O Senhor fala de paz a seu povo e a seus amigos e a todos o que se voltam para ele (Sl 84,9).

Oração do dia

Levantai, ó Deus, o ânimo dos vossos filhos e filhas, para que, aproveitando melhor as vossas graças, obtenham de vossa paternal bondade mais poderosos auxílio. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura - Dn 1,1-6.8-20

Não se achou ninguém, dentre todos os presentes, que se igualasse a Daniel, Ananias, Misael e Azarias.
Início da Profecia de Daniel 1,1-6.8-20 1
No terceiro ano do reinado de Joaquim, rei de Judá,
Nabucodonosor, rei da Babilônia,
avançou sobre Jerusalém e pôs-lhe cerco;
2 o Senhor entregou em suas mãos Joaquim, rei de Judá,
e parte dos vasos da casa de Deus,
e ele os levou para a terra de Senaar,
para o templo de seus deuses,
depositando os vasos no tesouro dos deuses.
3 Então o rei ordenou ao chefe dos eunucos, Asfenez,
para que trouxesse, dentre os filhos de Israel,
alguns jovens de estirpe real ou de família nobre,
4 sem defeito físico e de boa aparência,
preparados com boa educação,
experientes em alguma ciência e instruídos,
e que pudessem estar no palácio real,
onde lhes deveriam ser ensinadas as letras
e a língua dos caldeus.
5 O rei fixou-lhes uma ração diária
da comida e do vinho de sua mesa,
de tal modo que,
assim alimentados e educados durante três anos,
eles pudessem no fim entrar para o seu serviço.
6 Havia, entre esses moços, filhos de Judá,
Daniel, Ananias, Misael e Azarias.
8 Ora, Daniel decidiu secretamente
não comer nem beber da mesa do rei
por convicções religiosas,
e pediu ao chefe dos eunucos
que o deixasse abster-se para não se contaminar.
9 Deus concedera que Daniel
obtivesse simpatia e benevolência por parte do mordomo.
Este disse-lhes:
'Tenho medo do rei, meu Senhor,
que determinou alimentação e bebida para todos vós;
10 se vier a perceber em vós um aspecto mais abatido
que o dos outros moços da vossa idade,
estareis condenando minha cabeça perante o rei'.
11 Mas disse Daniel ao guarda
que o chefe dos eunucos tinha designado
para tomar conta dele,
de Ananias, Misael e Azarias:
12 'Por favor, faze uma experiência
com estes teus criados por dez dias,
e nos sejam dados legumes para comer e água para beber;
13 e que à tua frente seja examinada nossa aparência
e a dos jovens que comem da mesa do rei,
e, conforme achares, assim resolverás com estes teus criados'.
14 O homem, depois de ouvir esta proposta,
experimentou-os por dez dias.
15 Depois desses dez dias,
eles apareceram com melhor aspecto
e mais robustos do que todos os outros jovens
que se alimentavam com a comida do rei.
16 O guarda, desde então, retirava a comida e bebida deles
para dar-lhes legumes.
17 A esses quatro jovens Deus concedeu
inteligência e conhecimento das letras e das ciências,
e a Daniel,
o dom da interpretação de todos os sonhos e visões.
18 Terminado, pois, o prazo
que o rei tinha fixado para a apresentação dos jovens,
foram estes trazidos à presença de Nabucodonosor
pelo chefe dos eunucos.
19 Depois de o rei lhes ter falado,
não se achou ninguém, dentre todos os presentes,
que se igualasse a Daniel, Ananias, Misael e Azarias.
E passaram à companhia do rei.
20 Em todas as questões de sabedoria e entendimento
que lhes dirigisse,
achava o rei neles dez vezes mais valor
do que em todos os adivinhos e magos
que havia em todo o reino.
Palavra do Senhor. 

domingo, 22 de novembro de 2015

34º Domingo - Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo Tempo Comum

Cor: Branco

Antífona de entrada:

O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra. A ele glória e poder através dos séculos (Ap 5,12; 1,6 (aqui seria 13))

Oração do dia

Deus eterno e todo-poderoso, que dispusestes restaurar todas as coisas no vosso amado Filho, rei do universo, fazei que todas as criaturas, libertas da escravidão e servindo à vossa majestade, vos glorifiquem eternamente. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura - Dn 7,13-14

Seu poder é um poder eterno.
Leitura da Profecia de Daniel 7,13-14
13 Continuei insistindo na visão noturna,
e eis que, entre as nuvens do céu,
vinha um como filho de homem,
aproximando-se do Ancião de muitos dias,
e foi conduzido à sua presença.
14 Foram-lhe dados poder, glória e realeza,
e todos os povos, nações e línguas o serviam:
seu poder é um poder eterno
que não lhe será tirado,
e seu reino, um reino que não se dissolverá.
Palavra do Senhor.

sábado, 21 de novembro de 2015

Apresentação de Nossa Senhora . Memória

Cor: Branco


Antífona de entrada:

O Senhor Deus vos abençoou, virgem Maria mais que a todas as mulheres. Ele exaltou o vosso nome: que toso os povos cantem vosso louvor (Jt 13,23.25).

Oração do dia

Ao celebrarmos, ó Deus, a gloriosa memória da santa virgem Maria, concedei-nos, por sua intercessão, participar da plenitude da vossa graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura - Zc 2,14-17

Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti.
Leitura da Profecia de Zacarias 2,14-17
14 `Rejubila, alegra-te, cidade de Sião,
eis que venho para habitar no meio de ti,
diz o Senhor.
15 Muitas naçðes se aproximarão do Senhor, naquele dia,
e serão o seu povo.
Habitarei no meio de ti,
e saberás que o Senhor dos exércitos
me enviou a ti.
16 O Senhor entrará em posse de Judá,
como sua porção na terra santa,
e escolherá de novo Jerusalém.
17 Emudeça todo mortal diante do Senhor,
ele acaba de levantar-se de sua santa habitação'.
Palavra do Senhor.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O que é ideologia de gênero?


Antes de responder o que é "ideologia de gênero", é preciso separar e explicar, em linhas gerais, cada conceito. Atualmente, as palavras "ideologia" e "gênero" fazem parte do nosso vocabulário, ou muitas vezes as escutamos, e não nos damos conta do real significado que elas têm no contexto no qual elas são utilizadas.

Primeiramente, o entendimento utilizado atualmente para a palavra "ideologia", que vem de Karl Marx (1818-1883), é de uma criação de ideias que não guardam relação ou adequação com a realidade. Ou seja, trata-se de uma incoerência ou de um erro de princípios diante da realidade. Por exemplo, estabelecer que a liberdade é a possibilidade de tudo fazer, sem limitações e que a justiça é dar condições estritamente igualitárias às pessoas. Além disso, para que a ideologia sobreviva, é necessário um grupo de pessoas que a defenda e a propague e um sistema educacional incapaz de reconhecer erros de princípios, de desconstruí-los e de estabelecer um ensino baseado na verdade, tanto de princípios como de fatos.

Naturalmente, não há como um princípio ser verdade e mentira ao mesmo tempo. Por isso, uma estratégia utilizada para propagar uma ideologia é a redefinição ou reinterpretação de princípios basilares da vida conforme interesses de um determinado grupo. Portanto, uma "ideologia" é uma criação maléfica, capaz de alterar a própria percepção da realidade das pessoas, transformando-a em uma simulação, na qual tudo pode ser verdade, ou melhor, na qual não existe uma verdade absoluta, nem princípios inegociáveis e imutáveis.

A ideia por trás da teoria de "gênero" é a de que existe um sexo biológico definitivo, mas que todas as pessoas poderiam livremente construir o próprio sexo psicológico ou, em outras palavras, o seu próprio gênero. Essa construção do "gênero" pessoal se daria social ou culturalmente. Ou seja, cada indivíduo teria a total autonomia em escolher seu "gênero", com base na sua própria percepção e na influência da sociedade. A masculinidade e a feminilidade não partiriam mais das diferenças sexuais, mas da socialização: cultura e educação, por exemplo. Assim, a pessoa nasceria "neutra" e, ao longo da sua socialização, escolheria seu "gênero".

E não é só isso! A escolha pessoal de gênero não é definitiva, mas intercambiável: se mudou a percepção pessoal e/ou a influência da sociedade, pode-se variar o gênero quantas vezes quiser.

Certo! Agora junte as duas palavras: "ideologia de gênero"! Ou seja, uma construção de ideias que contradizem a realidade sobre o que é ser homem e ser mulher, definindo as relações entre eles com base em papéis socialmente definidos.
Deixo um convite para um maior aprofundamento: o documento "A Agenda de Gênero", de Dale O’Leary, é facilmente encontrado na internet. Vale a pena ler!

Mas, segundo a ideologia de gênero, existiriam apenas os gêneros "homem" e "mulher"?

Não. Na verdade, a ideologia de gênero desconstrói o conceito de homem e de mulher, afirmando que os fatores biológicos não são os fatores determinantes na definição da identidade da pessoa humana. O "gênero" não depende da respectiva estrutura biológica, mas do processo de socialização pelo qual a pessoa passou e passa.

Por isso, uma vez que os conceitos de homem e de mulher já não fazem sentido, existiria apenas o "gênero" criado livremente por cada pessoa. Ou seja, segundo a ideologia de gênero, existiriam inúmeros ou múltiplos gêneros. Poderiam, então, existir tantos gêneros quanto o número de pessoas. Enfim, cada pessoa é totalmente livre e autônoma para construir sua própria identidade, sem definições de gêneros pré-estabelecidos. 

Inclusive, não havendo "homem" nem "mulher", também não haveria sentido falar em homossexualidade, bissexualidade ou transexualidade, por exemplo, uma vez que eles pressupõem a existência de identidades sexuais determinadas, no caso, homem e mulher.
Portanto, impera aqui o relativismo na identidade pessoal. Repito: essa ideologia passa por cima do fator biológico, tornando-o insignificante e destruindo a ideia de que existe o ser homem e o ser mulher. 

E quais possíveis consequências práticas da ideologia de gênero?

Uma consequência imediata é a de desconstrução da heterossexualidade, ou seja, da concepção de uma realidade pautada exclusivamente no ser homem ou ser mulher, vista por defensores dessa teoria como uma opressão estabelecida ao longo da história, principalmente pelos indivíduos masculinos sobre as mulheres. Os seres humanos seriam, por assim dizer, indivíduos sexualmente polimórficos, ou seja, não haveria uma identidade sexual, mas apenas o "gênero".

Em seguida, ao destruir as identidades masculina e feminina, uma vez implantada essa ideologia juridicamente, teríamos também a destruição da família, já que não mais existiria casamento entre "homem" e "mulher". Com isso, qualquer união teria o mesmo valor.

Assim, quaisquer formas de relacionamento teriam o mesmo valor social e humano. Ou seja, não haveria um relacionamento natural ou antinatural, bom ou ruim. O critério utilizado seria o da total liberdade sexual, estabelecendo um contexto no qual diversas práticas sexuais poderiam ser consentidas.

Os conceitos de "pai", "mãe", "maternidade" e "paternidade" seriam esvaziados e substituídos, pois remetem à masculinidade e à feminilidade.

De que forma estamos sendo expostos à ideologia de gênero?

Posso dizer que de diversas maneiras. Ano passado, tentou-se introduzir a "ideologia de gênero" no Plano Nacional de Educação, contudo não foi incluída. Mais recentemente, novamente tentou-se reintroduzir a "ideologia de gênero" nos planos municipais de educação. Graças a um esforço conjunto de pessoas engajadas na defesa da vida e da família, tanto a primeira tentativa como esta última não prosperaram na maioria das cidades brasileiras.

Veja que relatei tentativas de introdução da ideologia de gênero no âmbito escolar. Pois é, muitas de nossas crianças estão sendo expostas à "ideologia de gênero" sem o conhecimento prévio dos seus pais. Já existe até escola que vem substituindo letras em palavras femininas e masculinas para torná-las "neutras". Por exemplo, a palavra "aluno" é substituída por "alunx". Existem materiais escolares que fazem uma nova interpretação do conceito de família, afirmando que qualquer configuração de pessoas que possuem um laço afetivo forma uma família. Ou seja, "pai, mãe e filhos" seria um conceito ultrapassado e preconceituoso para família. Para ver tais exemplos e muitos outros, basta fazer simples pesquisas na internet por materiais escolares e "ideologia de gênero".

Aos poucos, as comemorações escolares dos dias dos pais e das mães vão sendo taxadas de preconceituosas e, assim, substituídas por comemorações mais amplas, como a do dia da "família". E como a família é constituída de "pai", mãe e filhos", logo serão propostas novas definições jurídicas para "as novas famílias". É possível também perceber a exposição à "ideologia de gênero" quando são normatizados banheiros segregados por gênero nas escolas.

Perceba, então, que as crianças e adolescentes têm sido grandes alvos da exposição à "ideologia de gênero". E isto vem acontecendo mesmo sem a introdução dessa ideologia nos planos educacionais.

São vídeos, novelas, livros, materiais didáticos, projetos de lei e notícias carregados de "ideologia de gênero" que têm penetrado nossas vidas mostrando o "gênero" como algo natural, cientificamente comprovado, verdadeiro e livre de contradições.  E se essa exposição ocorre já na educação infantil, no futuro será ainda mais difícil desconstruir essa ideologia que quer destruir o homem, a mulher e a família. Não podemos cair nessa armadilha. Essa ideologia é contrária à natureza humana.

O que fazer?

Como cristãos católicos, precisamos ser testemunhas da Verdade, única e eterna. Para isso, é necessário o contínuo estudo e conscientização a respeito do tema. A Comunidade Católica Gratidão tem promovido formações sobre “ideologia de gênero” e assuntos correlatos. Estamos à disposição para a formação.

Aos pais, é necessário abraçar a responsabilidade e autonomia na educação de seus filhos. Por isso, é muito importante a vigilância quanto aos materiais didáticos e a constante participação nas atividades escolares, além da educação moral e religiosa desde cedo.

Para todos nós, é importante o acompanhamento dos projetos de lei, na Câmara e no Senado, que dizem respeito à "ideologia de gênero" e a assuntos que trazem a cultura da morte. Claro, dentro da possibilidade pessoal de cada um.

Por fim, deixo as palavras do nosso querido Papa Emérito Bento XVI:

"Se, porém, não há a dualidade de homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade pré-estabelecida pela criação. E torna-se evidente que, onde Deus é negado, dissolve-se também a dignidade do homem. Quem defende Deus, defende o homem."

ROCHA, Tadeu. O que é Ideologia de Gênero?. Revista Renascidos 
em Pentecostes, nº 65, Pg 16 Brasília, nov/2015


6ª-feira da 33ª Semana Tempo Comum

Cor: Verde


Antífona de entrada:

Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiverdes (Jr 29,11s.14).


Oração do dia

Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


1ª Leitura - 1Mc 4,36-37.52-59

Celebraram a dedicação do altar, oferecendo com alegria holocaustos.
Leitura do Primeiro Livro dos Macabeus 4,36-37.52-59 36 Naqueles dias, Judas e seus irmãos disseram: 'Nossos inimigos foram esmagados.
Vamos purificar o lugar santo e reconsagrá-lo'.
37 Todo o exército então se reuniu
e subiu ao monte Sião.
52 No vigésimo quinto dia do nono mês, chamado Casleu,
do ano cento e quarenta e oito,
levantaram-se ao romper da aurora,
53 e ofereceram um sacrifício conforme a Lei,
sobre o novo altar dos holocaustos
que haviam construído.
54 O altar foi novamente consagrado ao som de cânticos,
acompanhados de cítaras, harpas e címbalos,
na mesma época do ano e no mesmo dia
em que os pagãos o haviam profanado.
55 Todo o povo prostrou-se com o rosto em terra
para adorar e louvar a Deus
que lhes tinha dado um feliz triunfo.
56 Durante oito dias celebraram a dedicação do altar,
oferecendo com alegria holocaustos
e sacrifícios de comunhão e de louvor.
57 Ornaram com coroas de ouro e pequenos escudos
a fachada do templo.
Reconstruíram as entradas e os alojamentos,
nos quais colocaram portas.
58 Grande alegria tomou conta do povo,
pois fora reparado o ultraje
infligido pelos pagãos.
59 De comum acordo com os irmãos
e toda a assembléia de Israel,
Judas determinou que os dias da dedicação do altar
fossem celebrados anualmente com alegres festejos,
no tempo exato, durante oito dias,
a partir do dia vinte e cinco do mês de Casleu.
Palavra do Senhor. 

Papa nomeia Dom Sergio como membro do Conselho Ordinário da Secretaria do Sínodo dos Bispos


Dom Sergio da Rocha, Arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, (CNBB) foi nomeado pelo Santo Padre o Papa para ser um dos membros* que compõe o Conselho Ordinário da Secretária Geral do Sínodo dos Bispos. A nomeação foi divulgada no último sábado, 14. Outros dois bispos foram nomeados também pelo Papa Francisco, dom Louis Raphaël I Sako, chefe do sínodo da Igreja Caldéia no Iraque e monsenhor Carlos Osoro Sierra , Arcebispo de Madri, Espanha. Mais 12 epíscopos foram eleitos pelos Bispos Sinodais para compor o Secretariado sinodal.

Entenda

O Sínodo dos Bispos foi instituído pelo Papa Paulo VI  com o Motu proprio “Apostolica sollicitudo”, de 15 de setembro de 1965. Desde então, foram realizadas 25 Assembleias Sinodais. Segundo definição do próprio Pontífice, no Angelus de 22 de setembro de 1974, o Sínodo dos Bispos:

“É uma instituição eclesiástica, que nós, interrogando os sinais dos tempos, e ainda mais procurando interpretar em profundidade os desígnios divinos e a constituição da Igreja Católica, estabelecemos, após o Concílio Vaticano II, para favorecer a união e a colaboração dos bispos de todo o mundo com essa Sé Apostólica, através de um estudo comum das condições da Igreja e a solução concorde das questões relativas à sua missão. Não é um Concílio, não é um Parlamento, mas um Sínodo de particular natureza”.

Quem escolhe o tema do Sínodo é o Papa, após um estudo elaborado pelo Conselho da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos que avalia as sugestões recebidas. Com o tema definido, prepara-se a “Lineamenta”, documento que apresenta as linhas principais do tema do Sínodo e, após a aprovação do Papa, é enviado ao episcopado. Após um estudo, os bispos enviam uma relação sobre essa Lineamenta para a Secretaria Geral. Só então é redigido o “Instrumentum laboris”, documento que é ponto de referência durante a Assembleia sinodal.

É este mesmo secretariado sinodal que após o Sínodo resume e aprova as principais conclusões dos bispos durante as reuniões, elaborando assim, juntamente com o Papa o documento chamado Exortação Apostólica.

Mas o que é o Sínodo? 

A palavra “sínodo” vem de duas palavras gregas: “syn”, que significa “juntos”, e “hodos”, que significa “estrada ou caminho”. Logo, o Sínodo dos Bispos pode ser definido como uma reunião do episcopado da Igreja Católica com o Papa para discutir algum assunto em especial, auxiliando o Santo Padre no governo da Igreja.
A 14ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos aconteceu em Roma, de 04 a 25 de outubro deste ano com o tema, “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”.

*Erramos:
No dia 19 de novembro de 2015 esta matéria foi publicada com uma informação equivocada onde dizia que dom Sergio foi nomeado como novo Secretário Geral do Sínodo dos Bispos. A informação correta é que dom Sergio foi nomeado membro do XIV Conselho Ordinário da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos.

Por Kamila Aleixo com informações do site Canção Nova


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A humanidade manifestada nas lágrimas


O pranto de Jesus por Jerusalém encerra um profundo mistério. O Senhor expulsou demônios, curou doentes, ressuscitou mortos, converteu publicanos e pecadores, mas em Jerusalém tropeçou com a dureza dos seus habitantes. Podemos entrever um pouco do que o seu Coração experimentou quando deparamos atualmente com a resistência de tantos que se fecham à graça, ao chamamento divino. “Por vezes, diante dessas almas adormecidas, dá uma vontade louca de gritar-lhes, de sacudi-las, de fazê-las reagir, para que saiam dessa modorra terrível em que se acham mergulhadas. É tão triste ver como andam, tateando como cegos, sem acertar com o caminho! – Como compreendo esse pranto de Jesus por Jerusalém, como fruto da sua caridade perfeita...”, já dizia São Josemaria Escrivá.

Jesus, perfeito Deus e perfeito homem, sabe amar os seus amigos, os seus íntimos e todos os homens, pelos quais deu a vida. Este amor que revela na sua aflição é a expressão humana e sensível do afeto e da compaixão com que nos vê. E hoje, nestes minutos de oração, podemos contemplar a profundidade e a delicadeza dos seus sentimentos, e compreender como Ele não é indiferente à nossa correspondência a essa amizade e salvação que nos oferece. Quantas vezes se deixa encontrar pelos que o procuram, quantas vezes se faz encontradiço dos que não o procuram!

Não deixemos de manifestar ao Senhor diariamente que somos conscientes desse amor que Ele tem por nós, um amor que está sempre à nossa espera!

Nós, os cristãos, continuamos a obra do Mestre e participamos dos sentimentos do seu Coração misericordioso. Por isso, olhando para Ele, temos de aprender a amar os nossos irmãos: os homens, a sofrer por eles e com eles, compreendendo as suas deficiências, sendo sempre cordiais e estando disponíveis e à espera da menor ocasião para ajudá-los. Quando poderemos dizer que este ou aquele coração se fechou definitivamente à graça, como os habitantes de Jerusalém? E sobretudo alguma vez poderemos dizer que fizemos por essas pessoas tudo o que Jesus fez por Jerusalém? Não nos queixemos da dureza dos corações, ou antes, queixemo-nos ao Senhor para que Ele tenha piedade e abrande esses corações.

E sejamos perseverantes na nossa ação apostólica. Não existe nunca nenhum não definitivo. Não existe “não” para a graça divina, que possa suscitar das próprias pedras filhos de Abraão. Ninguém tem maior amor que aquele que dá a vida pelos seus amigos. Ainda não chegamos a esse grau de imitação de Cristo na sua entrega por Jerusalém, pela salvação de toda a humanidade, mas no desejo de assemelhar-se a Ele no amor ao homem, levando-o a Verdade, e ao reconhecimento que é fonte de toda gratidão.

Peçamos hoje à nossa Mãe Santa Maria que nos dê um coração semelhante ao do seu Filho, que nunca nos deixe permanecer indiferentes perante a sorte dos que estão diariamente em contato conosco e à toda humanidade.

“O homem não pode viver sem amor. Torna-se um ser incompreensível para si próprio e a sua vida fica privada de sentido se não lhe for revelado o amor, se não se encontrar com o amor, se não o experimentar e tornar próprio, se não participar dele vivamente [...]. O homem que queira compreender-se profundamente a si próprio [...] deve – com a sua inquietação, a sua incerteza e mesmo com a sua fraqueza e pecaminosidade, com a sua vida e com a sua morte – aproximar-se de Cristo. Deve, por assim dizer, entrar nEle com tudo o que é em si mesmo, deve «apropriar-se» e assimilar toda a realidade da Encarnação e da Redenção, para encontrar-se a si mesmo." São João Paulo II

Se este processo profundo se desenvolver nele, então esse homem produzirá frutos, não somente de adoração de Deus, mas também de profunda maravilha perante si próprio. Que grande valor deve ter ele aos olhos do Criador, se mereceu ter um tal e tão grande Redentor (Missal Romano, Hino Exsultet da Vigília Pascal), se Deus deu o seu Filho, para que ele, o homem, não pereça, mas tenha a vida eterna(cfr. Jo 3, 16)



Nathália Souza
Comunidade Católica Gratidão