segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Segunda-feira, 3ª Semana da Quaresma

Cor Litúrgica: roxa

Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta São João admoesta: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17). Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15). Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola. Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã, na qual eram feitas coletas especiais (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27), e os irmãos eram convidados a dar aos pobres quanto, graças ao jejum, tinham poupado (cf. Didascalia Ap., V, 20, 18). Também hoje esta prática deve ser redescoberta e encorajada, sobretudo durante o tempo litúrgico quaresmal.
De quanto disse sobressai com grande clareza que o jejum representa uma prática ascética importante, uma arma espiritual para lutar contra qualquer eventual apego desordenado a nós mesmos. Privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos efeitos negativos atingem toda a personalidade humana. Exorta oportunamente um antigo hino litúrgico quaresmal: «Utamur ergo parcius, / verbis, cibis et potibus, / somno, iocis et arcitius / perstemus in custodia – Usemos de modo mais sóbrio palavras, alimentos, bebidas, sono e jogos, e permaneçamos mais atentamente vigilantes».
Bento XVI

Antífona da entrada: Minha alma anseia, até desfalecer, pelos átrios do Senhor; meu coração e minha carne exultam pelo Deus vivo! (Sl 83,3)

Oração do dia: Ó Deus, na vossa incansável misericórdia, purificai e protegei a vossa Igreja, governando-a constantemente, pois sem vosso auxílio ela não pode salvar-nos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura – 2Rs 5,1-15a
Havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio.
Leitura do Segundo Livro dos Reis
Naqueles dias: 1Naamã, general do exército do rei da Síria, era um homem muito estimado e considerado pelo seu senhor, pois foi por meio dele que o Senhor concedeu a vitória aos arameus. Mas esse homem, valente guerreiro, era leproso. 2Ora, um bando de arameus que tinha saído da Síria, tinha levado cativa uma moça do país de Israel. Ela ficou ao serviço da mulher de Naamã. 3Disse ela à sua senhora: 'Ah, se meu senhor se apresentasse ao profeta que reside em Samaria, sem dúvida, ele o livraria da lepra de que padece!' 4Naamã foi então informar oseu senhor: 'Uma moça do país de Israel disse isto e isto'. 5Disse-lhe o rei de Aram: 'Vai, que eu enviarei uma carta ao rei de Israel'. Naamã partiu, levando consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa. 6E entregou ao rei de Israel a carta, que dizia: 'Quando receberes esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures de sua lepra'. 7O rei de Israel, tendo lido a carta, rasgou suas vestes e disse: 'Sou Deus, porventura, que possa dar a morte e a vida, para que este me mande um homem para curá-lo de lepra? Vê-se bem que ele busca pretexto contra mim'. 8Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado as vestes, mandou dizer-lhe: 'Por que rasgaste tuas vestes? Que ele venha a mim, para que saibas que há um profeta em Israel'. 9Então Naamã chegou com seus cavalos e carros, e parou à porta da casa de Eliseu. 10Eliseu mandou um mensageiro para lhe dizer: 'Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e tua carne será curada e ficarás limpo'. 11Naamã, irritado, foi-se embora, dizendo: 'Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria. 12Será que os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores do que todas as águas de Israel, para eu me banhar nelas e ficar limpo?' Deu meia-volta e partiu indignado. 13Mas seus servos aproximaram-se dele e disseram-lhe: 'Senhor, se o profeta te mandasse fazer uma coisa difícil, não a terias feito? Quanto mais agora que ele te disse: 'Lava-te e ficarás limpo' '. 14Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme o homem de Deus tinha mandado, e sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha, e ele ficou purificado. 15aEm seguida, voltou com toda a sua comitiva para junto do homem de Deus. Ao chegar, apresentou-se diante dele e disse: 'Agora estou convencido de que não há outro Deus em toda a terra, senão o que há em Israel!
— Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 41, 2. 3; Sl 42, 3. 4 (R. 41,3)
R. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo:>
e quando verei a face de Deus?

41,2 Assim como a corça suspira*
pelas águas correntes,
suspira igualmente minh'alma
por vós, ó meu Deus! R.

3 A minh'alma tem sede de Deus,*
e deseja o Deus vivo.
Quando terei a alegria de ver*
a face de Deus? R

42.3 Enviai vossa luz, vossa verdade:*
elas serão o meu guia;
que me levem ao vosso Monte santo,* até a vossa morada! R.
4 Então irei aos altares do Senhor,*
Deus da minha alegria.
Vosso louvor cantarei, ao som da harpa,*
meu Senhor e meu Deus! R.

Aclamação do Evangelho: Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!
No Senhor ponho minha esperança, esperto em sua palavra. Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção (Sl 129,5.7).

Evangelho – Lc 4,24-30
Jesus, como Elias e Eliseu, não é enviado só aos judeus.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Jesus, vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga: 24'Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. 27E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio.' 28Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.
— Palavra da Salvação.

Oração sobre as ofertas: Transformai para nós, ó Deus, no sacramento que nos salva, estas ofertas que vos apresentamos como sinal da nossa submissão. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão: Louvai o Senhor, povos todos, grande é o seu amor para conosco! (Sl 116,1s)


Depois da comunhão: Nós vos pedimos, ó Deus, que a comunhão no vosso sacramento nos purifique dos pecados e nos conduza à unidade. Por Cristo, nosso Senhor.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Papa: "Deus não manda desgraças para nos castigar"

“Cotidianamente, os jornais nos trazem notícias tristes: homicídios, acidentes e catástrofes”: a partir desta constatação, o Papa Francisco refletiu domingo (28/02) sobre o trecho do Evangelho do dia, que relata dois fatos trágicos que causaram naquele tempo muito impacto: uma repressão cruenta perpetrada por soldados romanos dentro do templo; e o desabamento da torre de Siloé, em Jerusalém, que deixou 18 mortos.
No encontro para a oração dominical do Angelus, Francisco explicou aos fiéis presentes naPraça São Pedro o episódio narrado por Lucas: Jesus sabia que as pessoas interpretavam aquele tipo de evento de modo errado. Pensavam que se os homens morreram de modo tão cruel, isto era um sinal que Deus os havia castigado porque tinham cometido alguma culpa grave e por isso, “mereciam a morte”.
  Naturalmente, Deus não permite tragédias para punir culpas, e afirma que aquelas pobres vítimas não eram piores do que os outros. E diz que aqueles eventos dolorosos deviam ser uma advertência para todos, porque somos todos pecadores.  
Ainda hoje, diante de certas desgraças e acontecimentos tristes, temos por vezes a tentação de ‘desencarregar’ a responsabilidade nas vítimas, mas o Evangelho nos convida a refletir: que ideia temos de Deus? 
Ele nos convida a mudar o coração, a dar uma guinada no caminho de nossas vidas, a deixar de lado os compromissos com o mal e as hipocrisias (comuns a todos, segundo o Papa) e a percorrer com decisão o caminho do Evangelho. 
Francisco voltou a nos pedir para “não julgarmos jamais os outros” e alertou para a “tentação de nos justificarmos, quando acreditamos ser pessoas boas, crentes e suficientemente praticantes”:  
Nunca é tarde demais para se converter. É urgente, é hora!
E improvisando, lembrou que este tempo de Quaresma e de Jubileu da Misericórdia são ocasiões de arrependimento e salvação, convidando a fazermos um exame de consciência. 

Domingo, 3ª Semana da Quaresma

Cor Litúrgica: roxa

A prática fiel do jejum contribui ainda para conferir unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor. Santo Agostinho, que conhecia bem as próprias inclinações negativas e as definia «nó complicado e emaranhado» (Confissões, II, 10.18), no seu tratado A utilidade do jejum, escrevia: «Certamente é um suplício que me inflijo, mas para que Ele me perdoe; castigo-me por mim mesmo para que Ele me ajude, para aprazer aos seus olhos, para alcançar o agrado da sua doçura» (Sermo 400, 3, 3: PL 40, 708). Privar-se do sustento material que alimenta o corpo facilita uma ulterior disposição para ouvir Cristo e para se alimentar da sua palavra de salvação. Com o jejum e com a oração permitimos que Ele venha saciar a fome mais profunda que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus.
Bento XVI

Antífona da entrada: Tenho os olhos sempre fitos no Senhor, porque livra meus pés da armadilha. Olhai para mim, tende piedade, pois vivo sozinho e infeliz (Sl 24,15s).

Oração do dia: Ó Deus, fonte de toda misericórdia e de toda bondade, vós nos indicastes o jejum, a esmola e a oração como remédio contra o pecado. Acolhei esta confissão da nossa fraqueza para que, humilhados pela consciência de nossas faltas, sejamos confortados pela vossa misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura – Ex 3,1-8a.13-15
O 'Eu sou' enviou-me a vós.
Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias: 1Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Levou um dia, o rebanho deserto adentro e chegou ao monte de Deus, o Horeb. 2Apareceu-lhe o anjo do Senhor numa chama de fogo, do meio de uma sarça. Moisés notou que a sarça estava em chamas, mas não se consumia, e disse consigo: 3'Vou aproximar-se desta visão extraordinária, para ver porque a sarça não se consome'. 4O Senhor viu que Moisés se aproximava para observar e chamou-o do meio da sarça, dizendo: 'Moisés! Moisés!' Ele respondeu: 'Aqui estou'. 5E Deus disse: 'Não te aproximes! Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa'. 6E acrescentou: 'Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó'. Moisés cobriu o rosto, pois temia olhar para Deus. 7E o Senhor lhe disse: 'Eu vi a aflição do meu povo que está no Egito e ouvi o seu clamor por causa da dureza de seus opressores. Sim, conheço os seus sofrimentos. 8aDesci para libertá-los das mãos dos egípcios, e fazê-los sair daquele país para uma terra boa e espaçosa, uma terra onde corre leite e mel. 13Moisés disse a Deus: 'Sim, eu irei aos filhos de Israel e lhes direi: 'O Deus de vossos pais enviou-me a vós'. Mas, se eles perguntarem: 'Qual é o seu nome?' o que lhes devo responder?' 14Deus disse a Moisés: 'Eu Sou aquele que sou'. E acrescentou: 'Assim responderás aos filhos de Israel: 'Eu sou enviou-me a vós' '. 15E Deus disse ainda a Moisés: 'Assim dirás aos filhos de Israel: 'O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, enviou-me a vós'. Este é o meu nome para sempre, e assim serei lembrado de geração em geração.
— Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 102,1-2.3-4.6-7.8-11 (R.8a)
R. O Senhor é bondoso e compassivo.

1 Bendize, ó minha alma, ao Senhor,*
e todo o meu ser, seu santo nome!
2 Bendize, ó minha alma, ao Senhor,*
não te esqueças de nenhum de seus favores! R.

3 Pois ele te perdoa toda culpa,*
e cura toda a tua enfermidade;
4 da sepultura ele salva a tua vida*
e te cerca de carinho e compaixão. R.

6 O Senhor realiza obras de justiça *
e garante o direito aos oprimidos;
7 revelou os seus caminhos a Moisés, *
e aos filhos de Israel, seus grandes feitos. R.

8 O Senhor é indulgente, é favorável,*
é paciente, é bondoso e compassivo.
11 Quanto os céus por sobre a terra se elevam*
tanto é grande o seu amor aos que o temem. R.

2ª Leitura – 1Cor 10,1-6.10.12
A vida do povo com Moisés no deserto foi escrita para ser exemplo para nós.
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios
1Irmãos, não quero que ignoreis o seguinte: Os nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem e todos passaram pelo mar; 2todos foram batizados em Moisés, sob a nuvem e pelo mar; 3e todos comeram do mesmo alimento espiritual, 4etodos beberam da mesma bebida espiritual; de fato, bebiam de um rochedo espiritual que os acompanhava - e esse rochedo era Cristo -. 5No entanto, a maior parte deles desagradou a Deus, pois morreram e ficaram no deserto. 6Esses fatos aconteceram para serem exemplos para nós, a fim de que não desejemos coisas más, como fizeram aqueles no deserto. 10Não murmureis, como alguns deles murmuraram, e, por isso, foram mortos pelo anjo exterminador. 12Portanto, quem julga estar de pé tome cuidado para não cair.
— Palavra do Senhor.

Aclamação do Evangelho: Glória e louvor a vós, ó Cristo.
Convertei-vos, nos diz o Senhor, porque o reino dos céus está perto (Mt 4,17).

Evangelho – Lc 13,1-9
Se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
1Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam. 2Jesus lhes respondeu: 'Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? 3Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. 4E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? 5Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.' 6E Jesus contou esta parábola: 'Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. 7Então disse ao vinhateiro: 'Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?' 8Ele, porém, respondeu: 'Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. 9Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás.'
— Palavra da Salvação.

Oração sobre as ofertas: Ó Deus de bondade, concedei-nos, por este sacrifício, que, pedindo perdão de nossos pecados, saibamos perdoar a nossos semelhantes. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão: Até o pássaro encontra um abrigo e a andorinha um ninho para pôr seus filhotes: nos vossos altares, Senhor do universo, meu rei e meu Deus! Felizes os que habitam em vossa casa: sem cessar podem louvar-vos (Sl 83,4s).


Depois da comunhão: Ó Deus, tendo recebido o penhor do vosso mistério celeste e já saciados da terra com o pão do céu, nós vos pedimos a graça de manifestar em nossa vida o que o sacramento realizou em nós. Por Cristo, nosso Senhor. 

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Sábado, 2ª Semana da Quaresma

Cor Litúrgica: roxa

Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus. Na Constituição apostólica Paenitemini de 1966, o Servo de Deus Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a «não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e também a viver pelos irmãos» (Cf. Cap. I). A Quaresma poderia ser uma ocasião oportuna para retomar as normas contidas na citada Constituição apostólica, valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40).
Bento XVI

Antífona da entrada: O Senhor é misericórdia e clemência, indulgente e cheio de amor. O Senhor é bom para com todos, misericordioso para todas as suas criaturas (Sl 144,8s).

Oração do dia: Ó Deus, que pelos exercícios da Quaresma já nos dais na terra participar dos bens do céu, guiai-nos de tal modo nesta vida, que possamos chegar à luz em que habitais. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura – Mq 7,14-15.18-20
Lançará ao fundo do mar todos os nossos pecados.
Leitura da Profecia de Miquéias
14Apascenta o teu povo com o cajado da autoridade, o rebanho de tua propriedade, os habitantes dispersos pela mata e pelos campos cultivados; 15E, como foi nos dias em que nos fizeste sair do Egito, faze-nos ver novos prodígios. 18Qual Deus existe, como tu, que apagas a iniquidade e esqueces o pecado daqueles que são resto de tua propriedade? - Ele não guarda rancor para sempre, o que ama é a misericórdia. 19Voltará a compadecer-se de nós, esquecerá nossas iniquidades e lançará ao fundo do mar todos os nossos pecados. 20Tu manterás fidelidade a Jacó e terás compaixão de Abraão, como juraste a nossos pais, desde tempos remotos.
— Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 102, 1-2. 3-4. 9-10. 11-12 (R. 8a)
R. O Senhor é indulgente e favorável.

1 Bendize, ó minha alma, ao Senhor, *
e todo o meu ser, seu santo nome!
2 Bendize, ó minha alma, ao Senhor, *
não te esqueças de nenhum de seus favores! R.

3 Pois ele te perdoa toda culpa, *
e cura toda a tua enfermidade;
4 da sepultura ele salva a tua vida *
e te cerca de carinho e compaixão; R.

9 Não fica sempre repetindo as suas queixas, *
nem guarda eternamente o seu rancor.
10 Não nos trata como exigem nossas faltas, *
nem nos pune em proporção às nossas culpas. R.

11 Quanto os céus por sobre a terra se elevam, *
tanto é grande o seu amor aos que o temem;
12 quanto dista o nascente do poente, *
tanto afasta para longe nossos crimes. R.

Aclamação do Evangelho: Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade vos comunicai!
Vou voltar e encontrar o meu pai e direi: Meu pai, eu pequei contra o céu e contra ti (Lc 15,18).

Evangelho – Lc 15,1-3.11-32
Este teu irmão estava morto e tornou a viver.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Naquele tempo: 1Os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. 'Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles.' 3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11'Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte da herança que me cabe'. E o pai dividiu os bens entre eles. 13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. 17Então caiu em si e disse: 'Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: `Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados'. 20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos. 21O filho, então, lhe disse: 'Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho'. 22Mas o pai disse aos empregados: `Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado'. E começaram a festa. 25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27O criado respondeu: `É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde'. 28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: `Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado'. 31Então o pai lhe disse: `Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado'.'
— Palavra da Salvação.

Oração sobre as ofertas: Senhor Deus, por este sacramento venham até nós os frutos da redenção; que eles nos afastem dos excessos terrenos e nos conduzam aos bens do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão: É necessário, filho, que te alegres: teu irmão estava morto e reviveu, perdido e foi achado (Lc 15,32).


Depois da comunhão: Ó Deus, que o sacramento recebido penetre o íntimo do nosso coração e nos faça participar da sua força. Por Cristo, nosso Senhor. 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Sexta-feira, 2ª Semana da Quaresma

Cor Litúrgica: roxa

Encontramos a prática do jejum muito presente na primeira comunidade cristã (cf. Act 13, 3; 14, 22; 27, 21; 2 Cor 6, 5). Também os Padres da Igreja falam da força do jejum, capaz de impedir o pecado, de reprimir os desejos do«velho Adão», e de abrir no coração do crente o caminho para Deus. O jejum é também uma prática frequente e recomendada pelos santos de todas as épocas. Escreve São Pedro Crisólogo: «O jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum, portanto quem reza jejue. Quem jejua tenha misericórdia. Quem, ao pedir, deseja ser atendido, atenda quem a ele se dirige. Quem quer encontrar aberto em seu benefício o coração de Deus não feche o seu a quem o suplica» (Sermo 43; PL 52, 320.332).
Bento XVI

Antífona da entrada: Senhor, a vós recorro, que eu não seja confundido para sempre. Vós me tirais do laço que me armaram, vós sois meu protetor (Sl 30,2.5).

Oração do dia: Concedei-nos, ó Deus todo-poderoso, que, purificados pelo esforço da penitência, cheguemos de coração sincero às festas da Páscoa que se aproximam. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura – Gn 37, 3-4.12-13a.17b-28
Aí vem o sonhador! Vamos matá-lo!
Leitura do Livro do Gênesis
3Israel amava mais a José do que a todos os outros filhos, porque lhe tinha nascido na velhice. E por isso mandou fazer para ele uma túnica de mangas longas. 4Vendo os irmãos que o pai o amava mais do que a todos eles, odiavam-no e já não lhe podiam falar pacificamente. 12Ora, como os irmãos de José tinham ido apascentar o rebanho do pai em Siquém, 13adisse Israel a José: 'Teus irmãos devem estar com os rebanhos em Siquém. Vem, vou enviar-te a eles'. 17bPartiu, pois, José atrás de seus irmãos e encontrou-os em Dotaim. 18Eles, porém, tendo-o visto ao longe, antes que se aproximasse, tramaram a sua morte. 19Disseram entre si: 'Aí vem o sonhador! 20Vamos matá-lo e lança-lo numa cisterna, depois diremos que um animal feroz o devorou. Assim veremos de que lhe servem os sonhos'. 21Rúben, porém, ouvindo isto, disse-lhes: 22'Não lhe tiremos a vida'! E acrescentou: 'Não derrameis sangue, mas lançai-o naquela cisterna do deserto, e não o toqueis com as vossas mãos'. Dizia isto, porque queria livrá-lo das mãos deles e devolvê-lo ao pai. 23Assim que José chegou perto dos irmãos, estes despojaram-no da túnica de mangas longas, pegaram nele 24e lançaram-no numa cisterna que não tinha água. 25Depois, sentaram-se para comer. Levantando os olhos, avistaram uma caravana de ismaelitas, que se aproximava, proveniente de Galaad. Os camelos iam carregados de especiarias, bálsamo e resina, que transportavam para o Egito. 26E Judá disse aos irmãos: 'Que proveito teríamos em matar nosso irmão e ocultar o seu sangue? 27É melhor vendê-lo a esses ismaelitas e não manchar nossas mãos, pois ele é nosso irmão e nossa carne'. Concordaram os irmãos com o que dizia. 28Ao passarem os comerciantes madianitas, tiraram José da cisterna, e por vinte moedas de prata o venderam aos ismaelitas: e estes o levaram para o Egito.
— Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 104, 16-17.18-19.20-21 (R. 5a)
R. Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!

16 Mandou vir, então, a fome sobre a terra *
e os privou de todo pão que os sustentava;
17 um homem enviara à sua frente, *
José que foi vendido como escravo. R.

18 Apertaram os seus pés entre grilhões *
e amarraram seu pescoço com correntes,
19 até que se cumprisse o que previra, *
e a palavra do Senhor lhe deu razão. R.

20 Ordenou, então, o rei que o libertassem, *
o soberano das nações mandou soltá-lo;
21 fez dele o senhor de sua casa, *
e de todos os seus bens o despenseiro. R.

Aclamação do Evangelho: Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!
Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer encontre vida eterna (Jo 3,16).

Evangelho – Mt 21,33-43.45-46
Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo!
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, disse-lhes: 33Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37Finalmente, o proprietário, enviou-lhes o seu filho, pensando: 'Ao meu filho eles vão respeitar'. 38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: 'Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!' 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?' 41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: 'Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo.' 42Então Jesus lhes disse: 'Vós nunca lestes nas Escrituras: 'a pedraque os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos'? 43Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos. 45Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles. 46Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta.
— Palavra da Salvação.

Oração sobre as ofertas: Ó Deus, que a vossa misericórdia prepare os corações dos vossos fiéis e os leve, por uma vida santa, à plenitude dos mistérios que celebramos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão: Deus nos amou e enviou seu Filho, redenção pelos nossos pecados (1Jo 4,10).


Depois da comunhão: Ó Deus, dai-nos caminhar de tal modo, que possamos alcançar a salvação eterna, cujo penhor agora recebemos. Por Cristo, nosso Senhor. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Mutirão de Confissões nas Paróquias da Arquidiocese de Brasília

As paróquias da Arquidiocese de Brasília estão organizando mutirões de confissões que devem ocorrer durante todo o período Quaresmal.

O objetivo é preparar os fiéis para a vivenciarem a Quaresma e a Semana Santa, período propício para reflexão, reconciliação com Deus e conversão.

O mutirão ocorrerá por setor, de forma simultânea, em datas já agendadas.

O horário previsto para iniciar o atendimento é às 20h ou logo após a Missa, no caso de a igreja celebrar a Eucaristia no dia de receber a confissão coletiva.

Caso as comunidades paroquiais envolvidas no mutirão realizem confissão na parte da noite, este serviço será suspenso temporariamente, para que os párocos possam auxiliar no atendimento em outros locais.

Os trabalhos individuais nas paróquias serão retomados e normalizados depois da Semana Santa.
Em caso de dúvida, entre em contato com a secretaria de sua igreja.

Confesse-se, busque a purificação e ressuscite com Cristo na páscoa!
Fiquem atentos às datas!

SETOR III

SETOR V

SETOR VI


SETOR VIII  

SETOR IX
SETOR XIII


SETOR XIV
PARÓQUIAS DE PLANALTINA


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Quinta-feira, 2ª Semana da Quaresma

Cor Litúrgica: roxa

No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais observaram escrupulosamente as prescrições impostas pela lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro jejum, repete também noutras partes o Mestre divino, é antes cumprir a vontade do Pai celeste, o qual «vê no oculto, recompensar-te-á» (Mt 6, 18). Ele próprio dá o exemplo respondendo a satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que «nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4, 4). O verdadeiro jejum finaliza-se portanto a comer o «verdadeiro alimento», que é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). Portanto, se Adão desobedeceu ao mandamento do Senhor «de não comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal», com o jejum o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando na sua bondade e misericórdia.
Bento XVI

Antífona da entrada: Provai-me, ó Deus, e conhecei meus pensamentos: vede se ando pela vereda do mal e conduzi-me no caminho da eternidade (Sl 138,23s).

Oração do dia: Ó Deus, que amais e restaurais a inocência, orientai para vós os corações dos vossos filhos e filhas, para que, renovados pelo vosso Espírito, sejamos firmes na fé e eficientes nas obras. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura – Jr 17,5-10
Maldito o homem que confia no homem. Bendito o homem que põe sua confiança no Senhor.
Leitura do Livro do Profeta Jeremias
5Isto diz o Senhor: 'Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; 6como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada. 7Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; 8é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca de umidade, por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos. 9Em tudo é enganador o coração, e isto é incurável; quem poderá conhecê-lo? 10Eu sou o Senhor, que perscruto o coração e provo os sentimentos, que dou a cada qual conforme o seu proceder e conforme o fruto de suas obras.
— Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 1,1-2.3.4.6 (R. Sl 39,5a)
R.É feliz quem a Deus se confia!

1 Feliz é todo aquele que não anda*
conforme os conselhos dos perversos;
que não entra no caminho dos malvados,*
nem junto aos zombadores vai sentar-se;
2 mas encontra seu prazer na lei de Deus*
e a medita, dia e noite, sem cessar. R.

3 Eis que ele é semelhante a uma árvore,*
que à beira da torrente está plantada;
ela sempre dá seus frutos a seu tempo,
e jamais as suas folhas vão murchar.*
Eis que tudo o que ele faz vai prosperar. R.

4 Mas bem outra é a sorte dos perversos.
Ao contrário, são iguais à palha seca*
espalhada e dispersada pelo vento.
6 Pois Deus vigia o caminho dos eleitos,*
mas a estrada dos malvados leva à morte. R.

Aclamação do Evangelho: Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
Felizes os que observam a palavra do Senhor de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (Lc 8,15)

Evangelho – Lc 16,19-31
Tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro os males; agora ele encontra aqui consolo e tu és atormentado.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus: 19'Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. 20Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão à porta do rico. 21Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. 22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. 23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. 24Então gritou: 'Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas'. 25Mas Abraão respondeu: 'Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26E, além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós'. 27O rico insistiu: 'Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento'. 29Mas Abraão respondeu: 'Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!' 30O rico insistiu: 'Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter'. 31Mas Abraão lhe disse: `Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos'.'
— Palavra da Salvação.

Oração sobre as ofertas: Ó Deus, por este sacrifício santificai nossa Quaresma, de modo que sua observância externa possa frutificar em nossos corações. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão: Felizes aqueles cuja vida é pura, os que andam na lei do Senhor! (Sl 118, 1)


Depois da comunhão: Ó Deus, que esta eucaristia continue a agir em nós e prolongue seus efeitos em nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor. 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Quarta-feira, 2ª Semana da Quaresma

Cor Litúrgica: roxa

Dado que todos estamos entorpecidos pelo pecado e pelas suas consequências, o jejum é-nos oferecido como um meio para restabelecer a amizade com o Senhor. Assim fez Esdras antes da viagem de regresso do exílio à Terra Prometida, convidando o povo reunido a jejuar «para nos humilhar – diz – diante do nosso Deus» (8, 21). O Onipotente ouviu a sua prece e garantiu os seus favores e a sua proteção. O mesmo fizeram os habitantes de Ninive que, sensíveis ao apelo de Jonas ao arrependimento, proclamaram, como testemunho da sua sinceridade, um jejum dizendo: «Quem sabe se Deus não Se arrependerá, e acalmará o ardor da Sua ira, de modo que não pereçamos?» (3, 9). Também então Deus viu as suas obras e os poupou.
Bento XVI

Antífona da entrada: Não me abandoneis jamais, Senhor, meu Deus, não fiqueis longe de mim! Depressa, vinde em meu auxílio, ó Senhor, minha salvação (Sl 37,22s).

Oração do dia: Ó Deus, conservai constantemente vossa família na prática das boas obras e, assim como nos confortais agora com vossos auxílios, conduzi-nos aos bens eternos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura – Jr 18,18-20
Vinde, ataquemo-lo.
Leitura do Livro do Profeta Jeremias
Naqueles dias: 18Disseram eles: 'Vinde para conspirarmos juntos contra Jeremias; um sacerdote não deixará morrer a lei; nem um sábio, o conselho; nem um profeta, a palavra. Vinde para o atacarmos com a língua, e não vamos prestar atenção a todas as suas palavras.' 19Atende-me, Senhor, ouve o que dizem meus adversários. 20Acaso pode-se retribuir o bem com o mal? Pois eles cavaram uma cova para mim. Lembra-te de que fui à tua presença, para interceder por eles e tentar afastar deles a tua ira.
— Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 30,5-6.14.15-16 (R. 17b)
R. Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

5 Retirai-me desta rede traiçoeira, *
porque sois o meu refúgio protetor!
6 Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, *
porque vós me salvareis, ó Deus fiel! R.

14 Ao redor, todas as coisas me apavoram; *
ouço muitos cochichando contra mim;
todos juntos se reúnem, conspirando *
e pensando como vão tirar-me a vida. R.

15 A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, *
e afirmo que só vós sois o meu Deus!
16 Eu entrego em vossas mãos o meu destino; *
libertai-me do inimigo e do opressor! R.

Aclamação do Evangelho: Salve, Cristo, luz da vida, companheiro na partilha!
Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12).

Evangelho – Mt 20,17-28
Eles o condenarão à morte.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Naquele tempo: 17Enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte e, durante a caminhada, disse-lhes: 18'Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte, 19e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia ressuscitará.' 20A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21Jesus perguntou: 'O que tu queres?' Ela respondeu: 'Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda.' 22Jesus, então, respondeu-lhes: 'Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?' Elesresponderam: 'Podemos.' 23Então Jesus lhes disse: 'De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou.' 24Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25Jesus, porém, chamou-os, e disse: 'Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos.'
— Palavra da Salvação.

Oração sobre as ofertas: Considerai, ó Deus, com bondade, as oferendas que vos apresentamos e concedei-nos, por meio delas, o perdão dos nossos pecados. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão: O Filho do homem veio não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida pela salvação de todos (Mt 20,28).


Depois da comunhão: Senhor nosso Deus, vós quisestes que a eucaristia fosse para nós penhor da imortalidade. Fazei que ela nos conduza à eterna salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Terça-feira, 2ª Semana da Quaresma

Cor Litúrgica: roxa

Lemos no Evangelho: «O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demónio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome» (Mt 4, 1-2). Como Moisés antes de receber as Tábuas da Lei (cf. Êx 34, 28), como Elias antes de encontrar o Senhor no monte Oreb (cf. 1 Rs 19, 8), assim Jesus rezando e jejuando se preparou para a sua missão, cujo início foi um duro confronto com o tentador.
Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isto, na história da salvação é frequente o convite a jejuar. Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura o Senhor comanda que o homem se abstenha de comer o fruto proibido: «Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás» (Gn 2, 16-17). Comentando a ordem divina, São Basílio observa que «o jejum foi ordenado no Paraíso», e «o primeiro mandamento neste sentido foi dado a Adão». Portanto, ele conclui: «O “não comas” e, portanto, a lei do jejum e da abstinência» (cf. Sermo de jejunio: PG 31, 163, 98).
Bento XVI

Antífona da entrada: Iluminai meus olhos, Senhor, guardai-me do sono da morte. Que meu inimigo não possa dizer: triunfei sobre ele (Sl 12,4s).

Oração do dia: Guardai, Senhor Deus, a vossa Igreja com a vossa constante proteção e, como a fraqueza humana desfalece sem vosso auxílio, livrai-nos constantemente do mal e conduzi-nos pelos caminhos da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura – Is 1,10.16-20
Aprendei a fazer o bem. Procurai o direito.
Leitura do Livro do Profeta Isaías
10Ouvi a palavra do Senhor, magistrados de Sodoma, prestai ouvidos ao ensinamento do nosso Deus, povo de Gomorra. 16Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o mal! 17Aprendei a fazer o bem! Procurai o direito, corrigi o opressor. Julgai a causa do órfão, defendei a viúva. 18Vinde, debatamos - diz o Senhor. Ainda que vossos pecados sejam como púrpura, tornar-se-ão brancos como a neve. Se forem vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como lã. 19Se consentires em obedecer, comereis as coisas boas da terra. 20Mas se recusardes e vos rebelardes, pela espada sereis devorados, porque a boca do Senhor falou!
— Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 49, 8-9. 16bc-17. 21.23 (R. 23b)
R. A todos que procedem retamente,
eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

8 Eu não venho censurar teus sacrifícios, *
pois sempre estão perante mim teus holocaustos;
9 não preciso dos novilhos de tua casa *
nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos. R.

16b 'Como ousas repetir os meus preceitos *
16c e trazer minha Aliança em tua boca?
17 Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos *
e deste as costas às palavras dos meus lábios! R.

21 Diante disso que fizeste, eu calarei? *
Acaso pensas que eu sou igual a ti?
É disso que te acuso e repreendo *
e manifesto essas coisas aos teus olhos. R.

23 Quem me oferece um sacrifício de louvor, *
este sim é que me honra de verdade.
A todo homem que procede retamente, *
eu mostrarei a salvação que vem de Deus'. R.

Aclamação do Evangelho: Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
Lançai para bem longe toda a vossa iniquidade! Criai em vós um novo espírito e um novo coração! (Ez 18,31)

Evangelho – Mt 23,1-12
Eles falam mas não praticam.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Naquele tempo: 1Jesus falou às multidões e a seus discípulos: 2'Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. 3Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. 4Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los, nem sequer com um dedo. 5Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Eles usam faixas largas, com trechos da Escritura, na testa e nos braços, e põem na roupa longas franjas. 6Gostam de lugar de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas; 7Gostam de ser cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de Mestre. 8Quanto a vós, nunca vos deixeis chamar de Mestre, pois um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos. 9Na terra, não chameis a ninguémde pai, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. 10Não deixeis que vos chamem de guias, pois um só é o vosso Guia, Cristo. 11Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. 12Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado.'
— Palavra da Salvação.


Oração sobre as ofertas: Dignai-vos, ó Deus, santificar-nos por este sacramento. Que ele nos cure dos vícios terrenos e nos conduza para os bens celestes. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão: Narrarei, Senhor, as vossas maravilhas, em vós me alegro e exulto; cantarei o vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 9,2s)


Depois da comunhão: Ó Deus, que a participação na mesa sagrada faça crescer em nós o amor fraterno e nos assegure sempre o vosso auxílio. Por Cristo, nosso Senhor.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Segunda-feira, Cátedra de São Pedro

Cor Litúrgica: branca

A Liturgia latina celebra hoje a festa da Cátedra de São Pedro. Trata-se de uma tradição muito antiga, testemunhada em Roma desde o século IV, com a qual se dá graças a Deus pela missão confiada ao Apóstolo Pedro e aos seus sucessores. Literalmente, a "cátedra" é a sede fixa do Bispo, posto na igreja matriz de uma Diocese, que por isso é chamada "catedral", e constitui o símbolo da autoridade do Bispo e, em particular, do seu "magistério", ou seja, do ensinamento evangélico que ele, enquanto sucessor dos Apóstolos, é chamado a conservar e a transmitir à Comunidade cristã. Quando o Bispo toma posse da Igreja particular que lhe foi confiada, ele, com a mitra e o báculo, senta-se na cátedra. Como mestre e pastor, daquela sede ele orientará o caminho dos fiéis, na fé, na esperança e na caridade.
Bento XVI

Antífona da entrada: O Senhor disse a Simão Pedro: Roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, por tua vez, confirma os teus irmãos (Lc 22,32).

Oração do dia: Concedei, ó Deus todo-poderoso, que nada nos possa abalar, pois edificastes a vossa Igreja sobre aquela pedra que foi a profissão de fé do apóstolo Pedro. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura – 1Pd 5,1-4
Eu, presbítero como eles, testemunha dos sofrimentos de Cristo.
Leitura da Primeira Carta de São Pedro
Caríssimos: 1Exorto aos presbíteros que estão entre vós, eu, presbítero como eles, testemunha dos sofrimentos de Cristo e participante da glória que será revelada: 2Sede pastores do rebanho de Deus, confiado a vós; cuidai dele, não por coação, mas de coração generoso; não por torpe ganância, mas livremente; 3não como dominadores daqueles que vos foram confiados, mas antes, como modelos do rebanho. 4Assim, quando aparecer o pastor supremo, recebereis a coroa permanente da glória.
— Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 22 (23),1-3a. 3b-4. 5. 6 (R. 1)
R. O Senhor é o pastor que me conduz,
não me falta coisa alguma.

1 O Senhor é o pastor que me conduz;*
não me falta coisa alguma.
2 Pelos prados e campinas verdejantes*
ele me leva a descansar.
Para as águas repousantes me encaminha,*
3a e restaura as minhas forças. R.

3b Ele me guia no caminho mais seguro,*
pela honra do seu nome.
4 Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,*
nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado,*
eles me dão a segurança! R.

5 Preparais à minha frente uma mesa,*
bem à vista do inimigo;
com óleo vós ungis minha cabeça,*
e o meu cálice transborda. R.

6 Felicidade e todo bem hão de seguir-me,*
por toda a minha vida;
e, na casa do Senhor, habitarei*
pelos tempos infinitos. R.

Aclamação do Evangelho: Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo, palavra de Deus!
Tu és Pedro, e sobre esta pedra eu irei construir minha Igreja, e as portas do inferno não irão derrotá-la (Mt 16,18).

Evangelho – Mt 16,13-19
Tu és Pedro e eu te darei as chaves do Reino dos Céus.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
Naquele tempo: 13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?" 14Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas". 15Então Jesus lhes perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" 16Simão Pedro respondeu: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo". 17Respondendo, Jesus lhe disse: "Feliz es tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus".
— Palavra da Salvação.

Oração sobre as ofertas: Acolhei, ó Deus, com bondade, as oferendas e orações de vossa Igreja, para que, tendo Pedro como pastor, mantenha a integridade da fé e alcance a herança eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão: Pedro disse a Jesus: Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo. Jesus lhe respondeu: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja (Mt 16,16.18).


Depois da comunhão: Ó Deus, que, ao celebrarmos a festa do apóstolo Pedro, nos fortalecestes com o Corpo e o Sangue de Cristo, fazei que este convívio redentor seja para nós sacramento de unidade e de paz. Por Cristo, nosso Senhor.