sexta-feira, 13 de maio de 2016

Nossa Senhora de Fátima e a Teologia do Corpo


Ao receber, na prisão, a visita do homem que atentou contra a sua vida no dia 13 de Maio de 1981, São João Paulo II foi questionado por ele: 'Como você ainda está vivo?" O Santo Padre depois reflete que aquele homem ao vê-lo ali, deve ter se dado conta de estar diante de algo muito importante; deve ter se dado conta de que algo maior o envolvia, algo maior que seu próprio poder, algo maior que o poder da violência, do tiro, da morte... Talvez ele esteja ainda hoje em busca da resposta, mas no coração de São João Paulo II tudo já se explicava: uma mão havia atirado, mas outra mão, a mão da Virgem Maria, havia mudado a direção daquela bala e guardado a vida do seu filho.

E o que isso tem a ver com a Teologia do Corpo? Uma semana antes, seguindo a série de audiências gerais iniciadas em 1979 sobre o amor e a sexualidade humana, o Papa acabara de concluir o primeiro ciclo de suas reflexões sobre o homem histórico, o homem marcado pelo pecado original, e iniciara seus ensinamentos sobre a pureza de coração. Falava do que significa ter um coração puro, um coração sem manchas, um coração imaculado... 

Ainda, na tarde daquele 13 de Maio de 1981, o Papa anunciaria a fundação do que se tornariam depois os braços teológico e pastoral, respectivamente, que espalhariam sua Teologia do Corpo pelo mundo: o "Pontifício Instituto para estudos sobre o casamento e a família" e o "Pontifício Conselho para a família". 
Os tiros impediram aquele anúncio. O atentado interrompeu a série de catequeses sobre a Teologia do Corpo. 

Mas a Virgem de Fátima sabia que ainda havia uma grande missão pela frente, que muitos filhos seus ao redor do mundo precisariam ainda ser alcançados pelas verdades sobre a pessoa, a sexualidade e o amor humano encerradas nas reflexões de João Paulo II. Contra as forças do mundo que pareciam desde então atuar para distorcer a verdade e destruir o homem, a mulher, o matrimônio e a família, triunfou a força do Coração Imaculado da Mãe Santíssima, a quem aquele servo Deus repetidamente dizia o seu 'totus tuus, Mariae"

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