quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Confissão


Na Espanha, se venera um crucifixo que tem o braço direito desprendido da cruz e abaixado. Aos pés desta imagem de Jesus um dia um pecador confessou as suas culpas, mas o confessor hesitava em absolve-lo.

Ele o perdoou mas disse:

— Procura de não recair mais.

O penitente prometeu, mas era fraco e recaiu. Tornou então ao sacerdote que o acolheu com muita severidade:

— Desta vez não te absolvo!

O penitente replicou:

— Quando eu prometi fui sincero, mas também sou fraco. Padre me dê o perdão do senhor.

Também desta vez o confessor o perdoou mas disse:

— É a última vez!

Algum tempo depois o penitente voltou, mas, o sacerdote disse asperamente:

— Você recai sempre e o seu propósito não é sincero.

O penitente respondeu:

— É verdade padre eu recaio sempre mas é porque sou fraco, sou um doente. Mas o meu arrependimento é sincero.

E o padre responde:

— Não, não tem perdão para você!

Do crucifixo se sentiu um pranto. O cristo desprendeu a mão direita da cruz e levantando-a traçou sobre a cabeça daquele pecador o sinal da absolvição.

Contemporaneamente uma voz da cruz disse ao sacerdote:

— Tu, não versastes o teu sangue por ele!...

(Texto traduzido do Italiano por Pe. André Luiz Facchini)

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