sábado, 24 de setembro de 2016

Santo Padre Pio e Nossa Senhora


O amor e devoção do Padre Pio de Pietrelcina pela Bem-Aventurada Virgem Maria são lendários. De fato, passou grande parte do seu ministério exaltando as Suas virtudes e exortando todos os Católicos para que recorressem com confiança à Sua piedosa intercessão.
Desde muito pequeno Padre Pio experimentava um profundo amor pela Santíssima Virgem Maria, sua "mammusia" ("mamãezinha"), como carinhosamente a chamava.
Sua primeira peregrinação sendo um menino de 8 anos foi à virgem de Pompéia, a Virgem do Rosário, próximo a Nápoles. Em sua casa de Pietrelcina, como em todas as famílias italianas da época, o Santo Rosário era a oração familiar.
Quando Maria Santíssima apareceu em Fátima como a Virgem do Rosário e recomendou essa devoção como oração potente para obter todo bem e vencer todo mal, Padre Pio fez do Rosário sua oração incessante e incansável dia após dia.
Dizia o santo capuchinho: “Se a Virgem Santa tem sempre calorosamente recomendado onde quer que venha aparecido, não nos parece que deva ser por um motivo especial?”
Como verdadeiro filho de Nossa Senhora, o Padre Pio era dedicado ao Rosário, e diz-se que chegava a rezar o Rosário de 15 mistérios até 35 vezes por dia. Muitas fotografias mostram-no com a sua mão direita no bolso, onde guardava sempre o terço. Conhecido como "Santo do Rosário", o "Homem feito Rosário" praticou essa devoção durante toda sua vida. Na verdade, incitava todos os Católicos a "amar a Senhora e a rezar o Rosário, porque o Rosário é a arma contra os males do mundo."

Pe. Pellegrino, filho espiritual do Padre Pio, que viveu a seu lado muitos anos, revela que ele havia se consagrado a Nossa Senhora, segundo os ensinamentos de São Luís Maria Grignion de Montfort no Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, e foi escravo voluntário de Jesus e de Nossa Senhora “na vida e na morte”. E sugeria ao Pe. Pellegrino que fizesse o mesmo: "Eu te garanto que é infinitamente necessário e útil, para nós, colocarmo-nos nas mãos de Nossa Senhora como criancinhas", conforme o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, segundo S. Luís Maria
Um escritor bem conhecido sugeriu que "por detrás de todos os maravilhosos dons do Padre Pio, da sua extraordinária orientação das almas, do seu dom de bilocação e dos seus contatos com os anjos, estava Nossa Senhora, que o estimava como uma mãe estima a um filho, ao ponto de, numa altura em que ele, uma noite, foi agredido no seu quarto pelos demônios, Ela veio colocar uma almofada sob a sua cabeça para diminuir-lhe o sofrimento."

Padre Pio escreveu muitas vezes sobre o seu amor pela Mãe de Deus, lembrando-nos: "descansa o teu ouvido no Seu coração materno e escuta as Suas sugestões, e assim sentirás nascer em ti os melhores desejos de perfeição." Ele considerava Nossa Senhora como a grande força de harmonia e orientação implícita no Santo Sacramento da Penitência, e disse que "para compreender o Sacramento e fazê-lo dar mais frutos deves entregar-te às inspirações e à direção da Santíssima Virgem."

Quando lhe perguntavam qual era o papel de Nossa Senhora no plano divino da salvação, o Padre Pio respondia, dizendo que "todas as graças dadas por Deus passam pela sua Bem-Aventurada Mãe." Foi com este fundamento que celebrava a Missa da Imaculada Conceição quase todos os dias, na última década da sua vida terrena. Foi citado como tendo dito de Nossa Senhora que Ela "acompanha-me ao altar e fica ao meu lado enquanto celebro a Santa Missa."

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