Protetores e Baluartes

Nossos Protetores:

São José

Celebra-se no dia 19 de março a Solenidade de São José. Neste dia, a Igreja, espalhada pelo mundo todo, recorda solenemente a santidade de vida do seu patrono.

Esposo, da Virgem Maria, modelo de pai e esposo, protetor da Sagrada Família, São José foi escolhido por Deus para ser o patrono de toda a Igreja de Cristo.

Seu nome, em hebraico, significa "Deus cumula de bens".

No Evangelho de São Mateus vemos como foi dramático para esse grande homem de Deus acolher, misteriosa, dócil e obedientemente, a mais suprema das escolhas: ser pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Messias, o Salvador do mundo.
"Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa" (Mt1,24)

O Verbo Divino quis viver em família. Hoje, deparamos com o testemunho de São José, "Deus cumula de bens", mas, para que este bem maior penetrasse na sua vida e história, ele precisou renunciar a si mesmo e, na fé, obedecer a Deus acolhendo a Virgem Maria.

Da mesma forma hoje, São José acolhe a Igreja, da qual é patrono. E é grande intercessor de todos nós.

Oração:
Meu glorioso São José, em vossas maiores aflições e tribulações, o Anjo não vos valeu? Valei-me, São José!

São Miguel Arcanjo

São Miguel, do hebraico "quem como Deus", é um dos príncipes dos anjos. Ele, príncipe da milícia celeste, travou no Céu um combate com o demônio. No eterno duelo entre o bem e o mal, Deus tem como aliados São Miguel e seus anjos, os santos e a Igreja, contra satanás e seus demônios.

Quando um cristão deixa este mundo, a Igreja pede na missa de Réquiem que São Miguel o introduza na luz celeste, daí o hábito de representá-lo segurando uma balança onde as almas são pesadas.

O nome de São Miguel aparece nas seguintes passagens da Bíblia:
1. Em Daniel 10:13 sqq, Porém o príncipe do reino dos Persas resistiu-me durante 21 dias; mas eis que veio em meu socorro Miguel, um dos primeiros príncipes, e eu fiquei lá junto do rei dos Persas. (...) Mas eu te anunciarei o que está expresso na escritura da verdade; e em todas estas coisas ninguém me ajuda senão Miguel, que é vosso príncipe.
2. Em Daniel 12, o anjo falando dos últimos dias do mundo diz: "Naquele tempo se levantará o grande príncipe Miguel, que é o protetor dos filhos do vosso povo".
3. Em Apocalipse 12:7, E houve no céu uma grande batalha: Miguel e os seus anjos pelejavam contra o dragão, e o dragão com seus anjos pelejavam contra ele; porém estes não prevaleceram, e o seu lugar não se achou mais no céu. São João fala o grande conflito do final dos tempos, que reflete a batalha no céu do início dos tempos.
De acordo com as passagens da Bíblia, são funções de São Miguel:
1. Lutar contra satanás.
2. Resgatar as almas dos fiéis do poder do inimigo, especialmente na hora da morte.
3. Ser o campeão do povo de Deus, dos Judeus na Antiga Lei e dos Cristãos no Novo Testamento; assim, é protetor da Igreja.
4.Levar da terra as almas dos homens para o julgamento.

Oração:
São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, cobri-nos com vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

Nossos Baluartes:

São Padre Pio

O Padre Pio de Pietrelcina, que se chamava Francesco Forgione, nasceu em Pietrelcina, num pequeno povo da província de Benevento, em 25 de maio de 1887. Pertencia a uma família humilde e desde muito menino experimentou em si o desejo de consagrar-se totalmente a Deus. 

Ainda na infância teve as primeiras experiências místicas espirituais, os êxtases e as aparições foram frequentes, mas para o menino pareciam ser absolutamente normais.
Em 6 de janeiro de 1903, aos dezesseis anos, entrou como clérigo na ordem dos Capuchinhos. Foi ordenado sacerdote  em 10 de agosto de 1910. Esteve em vários conventos por motivo de saúde, assim, a partir de 4 de setembro de 1916 chegou ao convento de San Giovanni Rotondo, onde ficou até 23 de setembro de 1968, dia de seu lastimado falecimento.

Nesse longo tempo o Padre Pio iniciava seus dias despertando-se a noite, muito antes da aurora, se dedicava a oração e com grande fervor aproveitando a solidão e o silêncio da noite. Visitava diariamente por longas horas a Jesus Sacramentado, preparando-se à Santa Missa, e daí sempre tirou as forças necessárias para seu grande trabalho com as almas, levando-as até Deus no Sacramento da Confissão. Atendia confissão por longas horas, até 14 horas diárias, e assim salvou muitas almas.

Herdeiro espiritual de São Francisco de Assis, o Padre Pio de Pietrelcina foi o primeiro sacerdote a ter impresso sobre seu corpo os estigmas da crucifixão. Ele é conhecido em todo o mundo como o "Frei estigmatizado".

Durante anos, de todas as partes do mundo, os fiéis foram a este sacerdote estigmatizado para conseguir a sua potente intercessão junto a Deus. Cinquenta anos passados na oração, na humildade, no sofrimento e no sacrifício, de onde para atuar o seu amor o Padre Pio realizou duas iniciativas em duas direções: uma vertical até Deus com a fundação dos "Grupos de ruego", hoje chamados "Grupos de oração" e outra horizontal até os irmãos, com a construção de um moderno hospital: "Casa Alívio do Sofrimento".

Em setembro os 1968 milhares de devotos e filhos espirituais do Padre Pio se reuniram em um congresso em San Giovanni Rotondo para comemorar o 50º aniversário dos estigmas e celebrar o quarto congresso internacional dos Grupos de Oração. Ninguém imaginou que às 2h30 da madrugada do dia 23 de setembro de 1968 seria o doloroso final da vida de Padre Pio, deste maravilhoso frei, escolhido por Deus para derramar a sua Divina Misericórdia de uma maneira especial.

No dia 2 de maio de 1999, durante uma solene Celebração Eucarística na Praça São Pedro, Sua Santidade João Paulo II, com sua autoridade apostólica, declarou Beato o Venerável Servo de Deus Pio de Pietrelcina, estabelecendo no dia 23 de setembro a data de sua festa litúrgica. No dia 26 de fevereiro de 2002, foi publicado o Decreto sobre a sua canonização.

Oração de São Pio na Visita ao Santíssimo Sacramento:
"Fica Senhor comigo, pois preciso da tua presença para não te esquecer. Sabes quão facilmente posso te abandonar.
Fica Senhor comigo, porque sou fraco e preciso da tua força para não cair.
Fica Senhor comigo, porque és minha vida, e sem ti perco o fervor.
Fica Senhor comigo, porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão.
Fica Senhor comigo, para me mostrar tua vontade.
Fica Senhor comigo, para que eu ouça a tua voz e te siga.
Fica Senhor comigo, pois desejo amar-te muito e permanecer para sempre em tua companhia.
Fica Senhor comigo, se queres que eu te seja fiel.
Fica Senhor comigo, porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para ti, um ninho de amor.
Fica comigo, Jesus, pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam.
Preciso de ti para renovar as minhas energias e não parar no caminho.
Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas.
Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio.
Fica comigo nesta noite, Jesus, pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti.
Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração.
Fica comigo, Senhor, porque na hora da morte quero estar unido a ti, se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.
Fica comigo, Jesus. Não peço consolações divinas, porque não as mereço, mas apenas o presente da sua presença. Ah, isso sim te suplico!
Fica Senhor comigo, pois é só a ti que procuro teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo.
E a única recompensa que te peço é poder amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade. Amém.

Santa Teresinha do Menino Jesus

"Não quero ser Santa pela metade, escolho tudo."

Francesa que nasceu em Aliçon, em 1873, e morreu no ano de 1897, Santa Teresinha não só descobriu no coração da Igreja que sua vocação era o amor, mas sabia que o seu coração - e o de todos nós - foi feito para amar.

Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas, com autorização do Papa e sua vida passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus. Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus, pela salvação das almas, e na intenção da Igreja.

Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o pai, livre igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus, e tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou a pequena via da infância espiritual.

O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo, até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta selada na autobiografia "História de uma alma", e como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.

Proclamada principal padroeira das missões em 1927, padroeira secundária da França em 1944, e Doutora da Igreja, que nos ensina o caminho da santidade pela humildade em 1997, na data do seu centenário. Ela mesmo testemunha que a primeira palavra que leu sozinha foi: "céus"; agora a última sua entrada nesta morada, pois exclamou: "meu Deus, eu vos amo... eu vos amo".

Frases:
"Não é bastante amar, é preciso prová-lo!"
"Sim, tudo está bem, quando só se busca a vontade de Jesus."
"Sou de tal natureza que o temor me faz recuar, com o amor não somente avanço, mas vôo..."
"Deus não poderia me inspirar desejos irrealizáveis, portanto, posso, apesar de minha pequenez, aspirar à santidade."
"Para mim a oração é um impulso do coração, um simples olhar para o Céu, um grito de gratidão e amor no meio da provação como no meio da alegria."

São João Paulo II

Nasceu em 18 de maio de 1920 em Wadowice, sul da Polônia. Sua família era formada por seu pai Karol Wojityla, um militar do exército austro-húngaro, sua mãe Emíila Kaczorowsky, uma jovem siciliana de origem lituana, e um irmão adolescente de nome Edmund.

Os pais de Karol Wojtyla o batizaram a poucos dias apóas nascer, na Igreja de Santa Maria de Wadowice. Aos 9 anos de idade recebeu um duro golpe: o falecimento de sua mãe ao dar a luz a uma menina que morreu antes de nascer. Anos mais tarde faleceu seu irmão e em 1941 morreu seu pai. De jovem, o futuro Pontíficie mostrou uma grande inquietude pelo teatro e pelas artes literárias polonesas. Ao desatar-se a Segunda Guerra Mundial os alemães fecharam todas as Universidades da Polônia com o objetivo de invadir não somente o território, mas também a cultura polonesa. Frente a essa situação Karol Wojtyla com um grupo de jovens, organizaram uma Universidade clandestina, onde estudou filosofia, idiomas e literatura.

Pouco antes de decidir seu ingresso no seminário, o jovem Karol teve que trabalhar arduamente como operário em uma pedreira. Segundo relata ele próprio, esta experiência ajudou-o a conhecer de perto o cansaço físico, assim como a sensibilidade, sensatez e fervor religioso dos trabalhadores e dos pobres. Em 1942 ingressou no Departamento Teológico da Universidade Jaguelloniana. Durante esses anos teve que viver oculto, junto com outros seminaristas, que foram acolhidos pelo Cardeal de Cracovia. Em 1 de novembro de 1946, a idade de 26 anos, Karol Wojtyla foi ordenado sacerdote no Seminário Maior de Cracovia e celebrou sua primeira missa na Cripta de São Leonardo, na Cadetral de Wavel.

Em 23 de setembro de 1958 foi consagrado Bispo Auxiliar do Administrador Apostólico de Cracovia, Monsenhor Baziak. Esteve no Concílio Vaticano II, onde participou ativamente, especialmente nas comissões responsáveis em elaborar a Constituição Dogmática sobre a Igreja "Lúmen Gentium" e "Gadium et Spes". Durante esses anos, o então Bispo Wojtyla combinava a produção teológica com um intenso labor apostólico, especialmente com os jovens, com quem compartilhava tantos momentos de reflexão e oração como espaços de distração e aventura ao ar livre.

No dia 16 de outubro de 1978, o Cardeal Karol Wojtyla foi eleito Papa, assumindo o nome de João Paulo II. Sucedeu a João Paulo I, falecido no dia 28 de setembro de 1978, que por apenas 33 dias dirigira a Igreja, sucedendo a Paulo VI. Foi o primeiro Papa polonês da história da Igreja, o primeiro não italiano desde 1522 e o mais jovem (58 anos) desde 1846. 
João Paulo II caracterizou-se como uma pessoa de intensa oração e de grande atividade. Esteve em mais de cem países, em alguns mais de uma vez e escreveu numerosos documentos.

Em seu pontificado foi concluída a redação do Código de Direito Canônico, foi redigido e promulgado o Catecismo da Igreja Católica e ele promoveu  alguns encontros marcantes no campo do ecumenismo e do diálogo inter-religioso.
Ele manifestava carinho especial pela juventude, instituiu as Jornadas Mundiais da Juventude e realizou muitas canonizações.

João Paulo II foi duramente provado pelo sofrimento. Em 13 de maio de 1981, foi vítima de um atentado em plena Praça São Pedro. O tiro de que foi alvo submeteu-o a uma delicada cirurgia com a extração de parte do intestino. Em julho de 1992 retirou um pequeno tumor e em 1994, em consequencia de uma queda, fraturou o femur.
Em dezembro de 1994, a Revista Time elegeu João Paulo II "Homem do ano". Justificou assim a escolha: "em um ano em que tantas pessoas lamentam a deterioração dos valores morais ou buscam pretextos diante de um mau comportamento, o Papa João Paulo II levou adiante, com determinação, sua visão de uma vida reta e convidou o mundo a fazer o mesmo. Por essa retidão, ele é o Homem do ano".

Já com a doença de Parkinson muito avançada, na Páscoa de 2005, surgiu à janela de seu escritório e abençoou os fiéis, mas pela primeira vez em seu pontificado não conseguiu pronunciar  a tradicional "Urbi et Orbi".
João Paulo II morreu em 2 de Abril de 2005. O mundo parou perante a notícia de seu falecimento. 

No dia 13 de maio de 2005, seu sucessor Bento XVI fez uma excessão à regra do Direito Canônico em relação a beatificação e o seu processo foi aberto em 28 de junho do mesmo ano.

No dia 19 de dezembro de 2009, o Papa Bento XVI proclamou-o "Venerável", ao promulgar o decreto que reconhece as virtudes heróicas do Servo de Deus João Paulo II.

Mensagem do Papa aos Jovens:
Precisamos de Santos
Precisamos de Santos sem véu  ou batina. 
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis. 
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos. 
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade. 
Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo. 
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais. 
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo. 
Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man. 
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos. 
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte. 
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros. 
Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos".
( São João Paulo II)